Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 10 14929440
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la.
Atenção: A prova pode ser salva em “rascunho”, mas não se esqueçam de confirmar as respostas até a data limite, clicando em “entregar a questão”. Após clicar em “entregar a questão” não será mais possível realizar alterações na questão.
Leia no periódico abaixo as matérias “Vanguarda” e “U.N.C.”
União Negra Catarinense

Transcrição dos trechos selecionados:
“Vanguarda”
Viemos ao meios Ethiopico, com esta folha afim de com, as colaborações diversa de humorismo e critica leve, distrahir e mostrar que já podemos no nosso meio, ter um jornalzinho, e com a divisa de “tudo pela raça negra brasileira”, a fim de termos a prova palpável, de que neste querido torrão, os há inteligentes e de espirito Humoristico. Como batalhadores, seremos o braços fortes, da U.N.C. em prol da nova família para provar que somos na terceira geração honras aos que humanamente libertaram nossos antepassados. Redação
U.N.C.
Esta sendo feito por um grupo de “negros civilistas” á campanha de propaganda para a creação da sociedade “União Negra Catharinense”. Esta tem sido cotada em todos meio, e a coluna enche-se visto o programma desta sociedade ser exclusivamente para civilização e instrução da raça negra brazileira. Este grupo denodado que de encontro a barreira da ignorancia dos beneméritos e produtivas fins da União achão-se não só dispostas mas como verdadeiramente enthusiasmados visto que as folhas de seu registro enchen-se inscrições dia a dia. Somos de opinião a que todos os que não se envergonhem de pertencer ou tenha sangue de raça negra deve inscreve-se a qualquer damos franco apoio. A redação
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto de jornal ORIGEM: Jornal VANGUARDA, Florianópolis, 14 de maio de 1933. Biblioteca Pública de Santa Catarina. Disponível em: https://hemeroteca2.cultura.sc.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=894966&hf=hemeroteca.ciasc.sc.gov.br&pagfis=1Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Redação do Jornal VANGUARDA GLOSSÁRIO: Torrão : pedaço de terra endurecido; local de nascimento, pátria, território. Denodado : corajoso, atrevido, valente; impetuoso. PALAVRAS-CHAVE: imprensa negra, imprensa operária
Os textos jornalísticos:
Questão 8 14929266
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la.
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Leia a notícia a seguir, retirada do jornal “Gazeta de Notícias”.
Dra. Maria Coelho

[transcrição - grafia original preservada]
Damos hoje o retrato da Sra. D. Maria Coelho, a advogada que na sessão de hontem, presidida pelo Dr. Viveiros de Castro, tomou a palavra da defesa, em favor do réo Plaza, accusado de um crime de roubo.
É a segunda vez que no Rio de Janeiro assistimos a uma sessão de tribunal, em que o advogado da defesa é uma senhora. Ha bem poucos dias os nossos leitores souberam da estréa da senhorita Myrthes de Campos; hontem a senhorita Maria Coelho fez igualmente a sua estréa como advogado.
A senhorita Maria Coelho tem 33 annos de idade, e é formada pela faculdade de direito do Recife, desde 1888.
A primeira vez que se apresentou no tribunal para defender um réo, foi-lhe negada a palavra pelo juiz, allegando este não admittir innovações.
Passaram-se dez annos, e só agora a Sra. Maria Coelho conseguiu fazer uso pratico do seu diploma scientifico, devido á iniciativa tomada pelo juiz Dr. Viveiros de Castro.
A senhorita Coelho foi a primeira mulher brasileira que tomou o gráo de bacharel em sciencias juridicas e sociaes neste paiz.
É pernambucana.
A sessão de hontem foi deveras interessante. Tratava-se de crime de roubo, e a causa era antipathica. O ladrão inspira sempre mais repugnancia que o assassino, e o animo dos jurados usa de mais rigor para com aquelle do que para com este.
Depois do interrogatorio, o Dr. promotor publico, tomando a palavra, formulou a accusação, pondo em relevo as circumstancias aggravantes do crime, e pedindo aos dignos jurados toda a justiça, condemnando o accusado.
O Dr. Juiz, antes de conceder a palavra á illustre defensora, fez um eloquente discurso, justificando em vibrantes phrases o seu procedimento em admittir na tribuna uma mulher diplomada.
O digno juiz, a proposito, reprovou a resolução do Instituto dos Advogados Brasileiros, que nega á mulher o direito de usar os seus diplomas scientificos, tomando por base o direito romano
As palavras do Sr. Dr. Viveiros de Castro arrancaram ao auditorio freneticos applausos, depois dos quaes, a senhorita Maria Coelho ergueu-se na tribuna e começou o seu discurso.
É uma senhora alta, forte, gorda, tendo na physionomia uma expressão energica e resoluta.
O seu discurso comprovou largamente o que dizemos. A illustre advogada esboçou em bellas palavras o movimento historico feminista, citando nomes celebres que nas paginas do tempo eternisaram gloriosos vultos femininos.
Em seguida, a senhorita Maria Coelho cahiu a fundo no Instituto dos Advogados, frisando bem o caso de nada ter implorado á douta corporação.
Declarou mais que dispensava á vontade a licença do Instituto, e agradeceu, applaudindo, a iniciativa do Dr. Viveiros de Castro, cujo espirito liberal está de perfeita harmonia com o progresso do seculo XIX.
Entrando, afinal, no objectivo da sua defesa, a distincta senhora expoz as razões juridicas que a levavam a pedir a absolvição do seu constituinte. O Dr. promotor publico replicou e a advogada de defesa respondeu com energia á réplica.
O réo foi absolvido.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Reportagem ORIGEM: Dra. Maria Coelho, Gazeta de Notícias, ano XXV, n. 283, 1899, capa. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_03/20712. Acesso em: 23 fev. de 2025. CRÉDITOS: Gazeta de Notícias PALAVRAS-CHAVE: história das mulheres, história do direito
A partir do documento, selecione uma das alternativas:
Questão 7 14929232
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la.
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Leia o texto e observe as imagens:
O Avestruz
O ano de 1892 – o terceiro na República no Brasil – começou com uma péssima notícia para parte da população do Rio de Janeiro chegada em uma fuzarca: o Ministério do Interior do governo do presidente Floriano Peixoto resolveu adiar o carnaval. A festa que ocorreria em fevereiro foi transferida para junho, com o argumento de que a insalubridade da capital da República inviabilizaria os festejos carnavalescos. Segundo os defensores da medida, o calor do verão facilitaria a propagação de epidemias e a aglomeração gerada seria devastadora para a saúde pública.
O Rio de Janeiro, não custa lembrar, tinha a fama de ser uma das cidades mais perigosas do mundo, a ponto de o corpo diplomático bater em retirada no verão para Petrópolis, tentando escapar de doenças como varíola, a febre amarela, a malária e a tuberculose. O Reino Unido pagava adicional de insalubridade aos representantes diplomáticos da Rainha Vitória que se aventuravam na capital da República. A Iniciativa do governo quanto ao adiamento do carnaval fracassou. Os foliões não se fizeram de rogados: brincaram em junho, no carnaval autorizado, mas tomaram as ruas também em fevereiro, saindo no cacete com a polícia, disposta a reprimir a festança. As fantasias de morte, caixão de defunto e mosquito transmissor da febre amarela fizeram sucesso. O governo, temendo que a moda de dois carnavais pegasse, voltou atrás na ideia da alteração da data. O carnaval do ano seguinte aconteceu em fevereiro mesmo, dentro dos conformes.
Naquele momento, a ideia de que o Brasil republicano precisava apresentar-se ao mundo como uma nação com padrões civilizatórios europeus, impactava o Rio de Janeiro de maneira intensa: a capital da República teria que ser uma espécie de vitrine de um país comprometido com a ordem, o progresso, a moral, a ciência e a higiene; palavras largamente utilizadas no período.
Ancorados na ideia exposta acima, os mandachuvas da República projetaram a reorganização do espaço urbano carioca buscando espelhar na cidade a inserção do Brasil no modelo capitalista internacional. Nesse sentido, era importante facilitar a circulação de mercadorias, apagar os resquícios da monarquia (a ordem anterior) e construir espaços simbólicos que afirmassem os valores de uma elite cosmopolita.
Havia, porém, um obstáculo a ser removido para a concretização desse projeto de cidade: os pobres que perambulavam pelas ruas centrais e moravam em habitações coletivas, como os cortiços lotados de descendentes de escravizados, mestiços ciganos, judeus, árabes, imigrantes portugueses, italianos e galegos.
Naquele contexto, a cidade passou por um notável crescimento de sua população. Se no censo de 1890, o Rio tinha cerca de 520 mil habitantes, esse número salta para cerca de 700 mil em 1904 – com a chegada de trabalhadores negros das áreas decadentes de lavoura do Vale do Praíba, do interior de Minas Gerias e da Bahia, de migrantes vindos de outras regiões do país e de imigrantes europeues escapando do desemprego e das guerras de unificação no continente. A legislação de terras do período – oriunda dos tempos do Império – inviabiliza o acesso à propriedade aos negros e imigrantes pobres. O crescimento populacional ocorre em uma cidade sem planejamento urbano, estrutura sanitária e rede formal de trabalho capaz de absorver o contingente de recém-chegados. Em meio a esse turbilhão, a elite republicana imaginava erguer uma Paris tropical dos sonhos higienistas. Para que esse paraíso cosmopolita fosse viável, era necessário para os donos do poder reprimir, controlar, vigiar, disciplinar, impor padrões e regras à população. Ao mesmo tempo em que o projeto de uma cidade europeia desenhava, as elites do Rio de Janeiro não podiam renunciar aos trabalhadores urbanos realizadores das tarefas cotidianas. Eram eles que mantinham a cidade funcionando para que essas mesmas elites delirassem com Paris. Sem os pobres e descendentes de escravizados, quem seriam os feirantes, peixeiros, soldados, trabalhadoras domésticas, coveiros, condutores de bondes, caçadores de ratos, desentupidores de bueiros, limpadores de cocô de cavalo, quebradores de pedras, vendedores ambulantes de todo os tipos de produto? Quem serviria o café da manhã das madames?
Meses depois da citada tentativa de cancelamento do carnaval, o prefeito Barata Ribeiro baixou um decreto que dava à prefeitura o direito de usar todos os meios possíveis para varrer os cortiços da cidade. No mesmo dia em que o decreto foi assinado (26 de janeiro de 1893) começou a demolição do Cabeça de Porco, maior cortiço carioca, invadido por bombeiros, funcionários da Higiene Pública, policiais , sanitaristas e engenheiros. Os jornais da época comemoram a derrubada do cortiço, considerado um valhacouto de vícios, pulsões homicidas, desordens, desregramentos contrários aos princípios da civilização de coisas similares.
Civilizar a capital da República – nessa perspectiva – exigiria ainda o apagamento ou o enquadramento disciplinar de referências culturais da herança africana, especialmente aquelas que criavam laços de solidariedade e reforçavam convívios comunitários: rodas de samba, festas religiosas, maltas de capoeiras,blocos de carnaval, batucadas, macumbas. Dois anos antes daquele 1892, foi sancionado o Código Penal que transformou a capoeiragem em crime de vadiagem, enquadrando seus praticantes como vadios sujeitos à detenção de dois a seis meses.
Na cidade tensionada entre o sonho da Paris tropical e a vida pulsante nas esquinas e vielas, um parque de padrão europeu foi reinaugurado com pompa, circunstância e salamaleques (ocorreu uma inauguração anterior, em 1888): o Jardim Zoológico de Vila Isabel, nas bordas da serra do Engenho Novo. O parque era capitaneado por um figurão dos tempos da monarquia que tentava manter o prestígio nos primeiros anos da nova ordem republicana: João Batista Viana Drummond, mais conhecido pelos bajuladores de plantão como o “primeiro e único Barão de Drummond”
Além da bicharada, o zoológico tinha restaurante, hotel, espaço para a prática de esportes, boliche e o escambau. A festa apresentou diversas novidades; dentre elas a apresentação de um novo jogo, de fácil compreensão. A regra era simples: quem adquirisse um bilhete para entrar no parque, receberia um comprovante com a imagem de um animal. Eram vinte e cinco bichos disponíveis, começando com o avestruz e terminando com a vaca. Dos mais domésticos, como cachorro e o gato, aos mais selvagens, como leão, elefante, o tigre e o urso.
No final da tarde, foi aberta a caixa de madeira pendurada em um poste perto da entrada principal, que continha a imagem de um bicho. Os sortudos que possuíam bilhetes com o animal revelado receberam um prêmio vinte cinco vezes maior que o valor da entrada.
E qual foi o primeiro bicho cuja imagem aparece na abertura da caixa? Avestruz. Não sabemos se o presidente Floriano Peixoto, presente ao zoológico naquele dia, faturou algum dinheiro na brincadeira proposta pelo Barão.
Era o dia 3 de julho de 1892, um domingo nublado no inverno carioca, e a história da cidade do Rio de Janeiro não seria mais a mesma.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: Simas, Luiz Antonio. “O Avestruz”. Maldito invento dum baronete: uma breve historia do jogo do bicho. Ilustração Pablo Meijueiro, Fernanda Varella. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Mórula, 2024, pp. 13-16. CRÉDITOS: Luiz Antonio Simas PALAVRAS-CHAVE: brasil república, história da cultura, história política
Bilhete Jardim Zoológico - Ovelha

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Bilhete ORIGEM: Jardim Zoológico de Santa Isabel. Disponível em: “Série o Rio de Janeiro Desaparecido”, Brasiliana Fotográfica. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=serie-o-rio-de-janeiro-desaparecido. Acesso em: 26 fev. de 2025. CRÉDITOS: Jardim Zoológico de Santa Isabel; Brasiliana Fotográfica. PALAVRAS-CHAVE: história política, história da cultura, brasil república
Bilhete Jardim Zoológico - Leão

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Bilhete ORIGEM: Jardim Zoológico de Santa Isabel. Disponível em: BNL-Data. Disponível em:https://bnldata.com.br/jogo-do-bicho-completa-134-anos-de-criacao/. Acesso em: 26 fev. de 2025. CRÉDITOS: Jardim Zoológico de Santa Isabel; BNL-Data. PALAVRAS-CHAVE: brasil república, história da cultura, história política
Bilhete Apostas Jogo do Bicho

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Bilhete ORIGEM: Bilhete Apostas Jogo do Bicho. Disponível em: BNL-Data. Disponível em:https://bnldata.com.br/sera-que-o-jogo-do-bicho-podera-burlar-a-legalizacao-dos-jogos-de-azar/. Acesso em: 26 fev. de 2025. CRÉDITOS: BNL-Data. PALAVRAS-CHAVE: história da cultura, história política, brasil república
Sobre os documentos e o tema que eles tratam, escolha a alternativa mais pertinente.
Questão 5 14929207
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la. Atenção:
A prova pode ser salva em “rascunho”, mas não se esqueçam de confirmar as respostas até a data limite, clicando em “entregar a questão”. Após clicar em “entregar a questão” não será mais possível realizar alterações na questão.
Escute a música “Brasil Pandeiro”, interpretada pelo grupo Novos Baianos:
Brasil Pandeiro
Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor.
Eu fui à Penha, fui pedir à padroeira para me ajudar.
Salve o Morro do Vintém, pendura a saia eu quero ver.
Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar.
O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada.
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato.
Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará.
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá.
Brasil, esquentai vossos pandeiros.
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar.
Há quem sambe diferente noutras terras, noutra gente.
Num batuque de matar.
Batucada, reunir nossos valores pastorinhas e cantores.
Expressão que não tem par, oh meu Brasil.
Brasil, esquentai vossos pandeiros.
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: música ORIGEM: VALENTE, Assis. Brasil Pandeiro. Interpretação: NOVOS BAIANOS. In: Acabou Chorare. LP/CD. [s/d]: Continental, 1972. CRÉDITOS: Assis Valente, Novos Baianos (interp.) PALAVRAS-CHAVE: era vargas, brasil república, identidade nacional
A canção,
Questão 4 14929196
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la. Atenção:
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Leia o texto publicado no jornal Lampião da Esquina, em 1978.
Com o tímido apoio da Anistia
“O Conselho Internacional, considerando que certos governos prendam por orientação ou comportamento sexual pessoas maiores de idade (consenting adults), afirma que a Anistia Internacional considera prisioneiros de consciência as pessoas detidas ou encarceradas por causa da orientação ou comportamento sexual, desde que não tenham infringido os direitos humanos de outras pessoas e solicita que o Comitê Executivo Internacional informe o Conselho Internacional de 1978 sobre as possíveis maneiras de ajudar esta categoria de prisioneiros de consciência.”
A resolução, adotada pelo Conselho Internacional da Anistia Internacional em 1977, por proposta da Seção Francesa à reunião de Bad-Hannof, perto de Bonn, foi recebida na Europa com menos otimismo que talvez se pudesse esperar. É que - no ano em que foi agraciada com Prêmio Nobel da Paz, é bom lembrar - a Anistia atacou a questão com boa dose de cautela. Uma cautela de que sempre se cerca diante do emaranhado de dificuldades que enfrenta para poder atuar dentro deste ou daquele país, em favor de presos que veem desrespeitados seus direitos humanos.
No caso dos homossexuais (detidos, por exemplo, por atentado aos bons costumes, segundo um dos eufemismos da lei brasileira), não se pode esperar para breve um socorro mais concreto da organização. Ela teme, sobretudo, enredar-se na indefinição de costumes e leis sobre a questão, tomar iniciativa que, não contando com um respaldo concreto, venha até a piorar a situação de seus “adotados” (é este o termo empregado pela própria Anistia para se referir às vítimas de encarceramento injusto de que se cuida).
De qualquer forma, um passo foi dado. Segundo David Simpson, chefe da Seção Britânica da AI, o que a organização analisa agora não é se deve ou não atuar em favor de pessoas presas por sua orientação sexual, mas se pode ou não. Diversas formas de abordar o problema terão de ser estudadas com a orientação de diferentes organizações e pessoas interessadas.
Pergunta-se, naturalmente, o que poderia ser feito, neste sentido, no Brasil. A realidade dos homossexuais quase literalmente violentados pela polícia carioca, por exemplo, em cinemas e becos da cidade, é muito mais prosaica que a de um Sergei Paradjanov, o cineasta russo (Os Cavalos de Fogo) condenado a sete anos de prisão por homossexualismo. Duvido que um dia sopre pela Praça Tiradentes a brisa de boa vontade da AI: seus adotados nesta “categoria” serão sem dúvida de mais prestigiosa condição política. Além disso, terão provavelmente de estar sob processo ou conseguir de alguma forma (detenção prolongada sem culpa formada, maltratos sérios etc.) chamar a atenção para sua situação. O que não será o caso de tantas pessoas detidas e humilhadas por uma noite, a forma de “castigo” mais difundida e difícil de combater, porque para todos os feitos não existe.
Mas seja como for, e por enquanto, a resolução anunciada já abre um belo precedente e poderá afinal encaminhar a medidas concretas. (C.M.)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Reportagem ORIGEM: Adaptado de: C.M. “Com o tímido apoio da Anistia”. Lampião da Esquina, n.º 0, abril de 1978, p. 05. Disponível em: https://cedoc.grupodignidade.org.br/jornal-lampiao-da-esquina-1978-1981. Acesso em: 23 fev. de 2025. CRÉDITOS: Clóvis Marques PALAVRAS-CHAVE: ditadura civil-militar, lgbtqiapn+, encarceramento
O documento:
Questão 3 14929037
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la.
Atenção: A prova pode ser salva em “rascunho”, mas não se esqueçam de confirmar as respostas até a data limite, clicando em “entregar a questão”. Após clicar em “entregar a questão” não será mais possível realizar alterações na questão.
Amado (Mina)

Transcrição do documento
Amado (Mina). Entrou a 18 de Agosto de 1870 para cumprir a pena de vinte anos por sentença de 4 de Julho do mesmo ano.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro de Registros ORIGEM: [Galeria dos condenados: Amado (Mina)] : Livro de registros contendo histórico de condenados e suas penas, vol. 2. Data: [c1870]. Original. Manuscrito, il. pb. Coleção Dona Theresa Chistina. Acervo: Biblioteca Nacional. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6018. Acesso em: 24 jan. 2025. CRÉDITOS: Biblioteca Nacional PALAVRAS-CHAVE: casa de correção, brasil império, história prisional
Benedicto (crioulo)

Transcrição do documento
Benedicto (Crioulo). Entrou a 2 de agosto de 1864 para cumprir pena perpétua por sentença de 16 de julho do mesmo anno, por crime de homicídio. Falleceu a 19 de Julho de 1872.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro de Registros ORIGEM: [Galeria dos condenados: Benedicto (crioulo)]: Livro de registros contendo histórico de condenados e suas penas. Data: [c1870]. Original. Manuscrito. Obra encadernada. Il., pb. Coleção Dona Theresa Chistina. Acervo: Biblioteca Nacional. Disponpicel em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6265. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Biblioteca Nacional. PALAVRAS-CHAVE: brasil império, casa de correção, história prisional
Joaquim Teixeira Pinto

Transcrição do documento
Joaquim Teixeira Pinto. Entrou a 16 de Agosto de 1871 para cumprir a pena de quatro anos e meio, por sentença de 4 de maio do mesmo anno, por crime de roubo
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro de Registros ORIGEM: [Galeria dos condenados: Joaquim Teixeira Pinto] : Livro de registros contendo histórico de condenados e suas penas, vol. 1. Data: [c1870]. Original. Manuscrito. Obra encadernada. Il., pb. Coleção Dona Theresa Chistina. Acervo: Biblioteca Nacional. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5829. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Biblioteca Nacional PALAVRAS-CHAVE: história prisional, casa de correção, brasil império
Relatório do Diretor da Casa de Correção da Corte, 1871
Estabeleci na Casa de Correção da Corte uma machina de photographar, que acha-se já funcionando. V. Ex. compreende perfeitamente as vantagens desta instituição n’uma Penitenciaria qualquer, e que devem ser maiores na da Côrte, onde não existem unicamente condenados à prisão celular, mas também a galés e prisão simples.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Relatório ORIGEM: RELATÓRIO do Diretor da Casa de Correção da Corte, Luiz Vianna de Almeida Valle, ao Ministro da Justiça do Brasil, março de 1871. Relatórios Ministeriais, microfilme; março de 1871. Biblioteca Nacional. CRÉDITOS: Luiz Vianna de Almeida Valle GLOSSÁRIO: Galés : trabalhos forçados executados por prisioneiros com calcetas nos pés e correntes de ferro, empregados em atividades públicas da província em que o crime fora cometido. PALAVRAS-CHAVE: história prisional, casa de correção, brasil império
Considerando as fontes, escolha uma alternativa.
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