Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 50 10768430
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2020O planeta era encarado como uma espécie de enorme tabuleiro de xadrez. A partida era disputada por dois jogadores, empenhados em manter as posições que já haviam conquistado – suas áreas de influência – e, tanto quanto possível, tomar novas áreas do adversário. Nenhum país ou região do globo era considerado fora dos limites do jogo: cada casa do tabuleiro estaria, forçosamente, sob domínio de um ou de outro competidor.
Tratava-se, porém, de uma partida com características muito especiais. O confronto aberto entre as superpotências provavelmente faria voar pelos ares todas as peças e o próprio tabuleiro.
(José Augusto Dias Jr. e Rafael Roubicek. A era do medo. Adaptado)
O texto refere-se
Questão 17 10763766
COLTEC 2020Derso e Kelen foram dois chargistas húngaros que trabalharam para a Liga das Nações, tornando-se conhecidos por seus desenhos satíricos sobre as questões contemporâneas.
Veja uma de suas charges de 1938.

Disponível em: https://www.gettyimages.co.nz/detail/news-photo/satirical-cartoon-byderso-et-kelen-at-the-munich-news-photo/535820535 . Acesso em: 02 de jun. de 2019.
Com essa charge, Derso e Kelen ironizaram a Conferência de Munique, em que Hitler brincava com vários estadistas. É possível identificar Arthur Neville Chamberlain, no canto direito, aos pés de Hitler, e Mussolini, sentado sobre sua mão esquerda, por exemplo.
A Conferência de Munique deliberou sobre
Questão 7 10736673
COTUCA 2020O texto a seguir é um trecho de um slam transcrito a partir da performance de sua autora, Midria, em um programa de televisão da TV Cultura. Leia-o para responder à questão.
Eu tenho um problema: meu ascendente é em Áries.
E eu tenho outro problema: é que eu sou a menina que nasceu sem cor.
Pra alguns eu sou "preta", para outras eu sou Preta, para muitos e muitos eu sou parda.
(...) Eu sou a menina que nasceu sem cor porque eu nasci num país sem memória, com amnésia,
que apaga da história todos os seus símbolos de resistência negra,
que embranquece a sua população e trajetória a cada brecha,
(...) E eu tenho outro problema... pô, eu não sei dar cambalhota
e não importa que pra alguns eu seja a menina que nasceu sem cor,
que falte melanina pra minha pele ser retinta, que os meus traços não sejam tão marcados.
O colorismo é uma política de embranquecimento do Estado
que por muito tempo fez com que eu odiasse meus traços genéticos do meu pai herdados.
Me odiasse, me mutilasse, meu cabelo alisasse.
Meninas pretas não brincam com bonecas pretas,
mas faço questão de botar no meu texto
que pretas e pretos estão se armando, se amando,
porque me chamam por aí de parda, morena,
moreninha, mestiça, mulata,
café com leite, marrom bombom...
Por muito tempo eu fui a menina que nasceu sem cor,
até que um dia gritaram-me: NEGRA.
E eu respondi.
(MIDRIA, 2018)
As alternativas abaixo são trechos extraídos de uma entrevista de Midria, autora do slam “A menina que nasceu sem cor”, para o blog “Como eu escrevo” (fonte: https://comoeuescrevo.com/midria-da-silva-pereira/).
Qual das alternativas melhor retrata a temática presente no slam “A menina que nasceu sem cor”?
Questão 30 10616392
Colégio Embraer 2020Os primeiros anos do regime militar foram marcados por reformas e ajustes econômicos. Uma das primeiras medidas adotadas para garantir o crescimento acelerado foi a alteração do reajuste do salário-mínimo. Com o objetivo de conter o crescimento dos salários, a nova lei salarial não garantia que a correção dos salários fosse feita de acordo com a inflação. “Entre 1964 e 1967, o salário-mínimo caiu em torno de 35%”, afirma o professor Pedro Paulo Bastos, professor e pesquisador da Unicamp.
(Isabela Rovaroto, “Milagre econômico” e desigualdade social: o contraste da ditadura. Exame, 31 de março de 2019. https://exame.com/economia/milagre-economico-e-desigualdadesocial-o-contraste-da-ditadura/. Acessado em 29 de junho de 2020.)
A contenção do salário-mínimo durante o regime autoritário (1964-1985) foi bem sucedida, entre outros motivos, devido à
Questão 29 10616381
Colégio Embraer 2020Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente. E ao modo com que se há com eles depende tê-los bons ou maus para o serviço. Por isso, é necessário comprar cada ano algumas peças o reparti-las pelos partidos, roças, serrarias e barcas. E, porque comumente são de nações diversas, e uns mais boçais que outros e de forças muito diferentes, se há de fazer a repartição com reparo e escolha, e não às cegas. Os ardas e os minas são robustos. Os de Cabo Verde e de São Tomé são mais fracos. Os de Angola são mais capazes de aprender ofícios mecânicos que os das outras partes já nomeadas. Entre os congos, há também alguns bastantemente industriosos e bons não somente para o serviço da cana, mas para as oficinas e para o meneio da casa.
(André João Antonil, Cultura e opulência do Brasil, 1711. Adaptado)
No texto, Antonil, um padre jesuíta que viveu na América portuguesa, trata da
Questão 28 10616368
Colégio Embraer 2020As inovações tecnológicas do século XVIII podem ser resumidas em três principais: 1) o aparecimento de máquinas modernas, que executam as mesmas operações antes executadas pela mão do homem; 2) a utilização do vapor para acionar a máquina; 3) a melhoria marcante na obtenção e no trabalho de novas matérias-primas. Essas inovações significam a passagem de uma economia agrária e artesanal para outra, dominada pela indústria e pelo maquinismo. A passagem se completou com a consolidação das novas formas de organização do trabalho produtivo.
(Letícia Bicalho Canêdo, A revolução industrial.)
Sobre as “novas formas de organização do trabalho produtivo” é correto afirmar que
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