Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 59 10781101
Liceu-SP C. Gerais 2020Os Estados Unidos da América identificavam a instabilidade social e política do Terceiro Mundo, a partir de 1950, com o comunismo soviético. Procuraram combater esse perigo por todos os meios, desde a ajuda econômica e a propaganda ideológica até a guerra maior, passando pela subversão militar oficial e não oficial de regimes políticos.
(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX, 1995. Adaptado)
O historiador refere-se à conjuntura histórica em que
Questão 56 10781095
Liceu-SP C. Gerais 2020[...] moveu o capitão para cima, ao longo do rio, [...] e ali esperou um velho que trazia na mão uma pá de almadia¹. Falou, estando o capitão com ele perante todos nós, sem o nunca ninguém entender nem ele a nós, a cousas que lhe homem perguntava d’ ouro, que nós desejávamos saber se o havia na terra.
1 Almadia: jangada feita de troncos de árvores.
(Pero Vaz de Caminha. Carta a el-rei d. Manuel sobre o achamento do Brasil, 1974)
Pero Vaz de Caminha foi o escrivão da frota, comandada por Pedro Álvares Cabral, que chegou às costas brasileiras em 1500.
O trecho da Carta, datada de 1 de maio de 1500, expressa
Questão 38 10780671
COLUNI/UFV 1° Dia 2020As imagens abaixo correspondem a dois momentos distintos da história dos Estados Unidos. Na primeira delas, nota-se uma manifestação ocorrida na cidade de Chicago, em 2009, acerca da crise econômica que atingia a população americana. Nessa manifestação, destaca-se a utilização de uma célebre fotografia que registrou, no passado, o desalento da população rural americana no contexto da crise econômica de 1929, sobre a qual se lê a frase “salvem nossos lares”. Trata-se da fotografia intitulada “Mãe migrante”, de Dorothea Lange, do ano de 1936, conforme apresentado na imagem II.
IMAGEM I

BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar História: das origens do homem à era digital. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2015, p. 90.
IMAGEM II

Dorothea Lange. Destitute pea pickers in California. Mother of seven children. Age thirty-two. Nipomo, California/Migrant Mother. 1936. Library of Congress Prints and Photographs Division, Washington, USA. Disponível em: https://www.loc.gov/item/. Acesso em: 20 set. 2019.
Sobre as semelhanças entre as duas crises econômicas, a de 1929 e a de 2008, é INCORRETO afirmar que:
Questão 35 10779694
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro era um burgo colonial modesto. O ambiente era descrito como acanhado e desprovido de recursos para os padrões europeus. Mas a chegada da família Real portuguesa transformou a cidade, que em poucos anos se tornou a capital do Império Português.
A respeito dessas transformações, é correto afirmar que:
Questão 34 10779691
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020Renascimento ou Renascença foi o nome dado ao movimento de reforma artística, literária e científica que teve origem no século XIV na Itália e se espalhou para o resto da Europa. O Renascimento traduzia novas concepções que tinham como referência, essencialmente, o humanismo, enquanto base intelectual que procurava definir e afirmar o novo papel do homem no universo.
Entre as opções abaixo, indique a que corresponde com a história do Renascimento:
Questão 7 10779296
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Racismo contra imigrantes no Brasil é constante, diz pesquisador
Na tese Dois Séculos de Imigração no Brasil: A Construção da Identidade e do Papel dos Estrangeiros pela
Imprensa entre 1808 e 2015, [o pesquisador Gustavo] Barreto analisou a cobertura do tema em jornais como O Globo, O
Estado de S. Paulo, Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo), Correio da Manhã, O País e Gazeta do Rio de Janeiro ao
longo de 207 anos.
[5] Em entrevista à BBC Brasil, ele explica como os termos são usados de forma diferente na imprensa. “O refugiado
é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, pode ser algo positivo
ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. Já o estrangeiro é sempre positivo, inclusive melhor do que o
brasileiro. É alguém com quem podemos aprender”, diz.
Veja os principais trechos da entrevista:
[10] Quanto ao racismo, é possível identificar avanços? Como tem sido a cobertura da chegada de imigrantes
haitianos e bolivianos ao Brasil, mais recentemente”
Barreto — O racismo era algo natural e aceitável no século 19, incluindo o destaque às ideias de supremacia de raças,
entre 1870 até o governo Vargas. A partir da Segunda Guerra, os grupos começam a ser valorizados. Judeus, alemães e
italianos no Brasil começam a recontar sua história, assim como os japoneses, depois de um momento muito difícil. Após
[15] as cartas de direitos humanos, os valores eugenistas1 já não são mais declarados, o que é um avanço.
Mais recentemente, o país passou a receber um número considerável de bolivianos e haitianos. Mas também chegam
portugueses e espanhóis. A imprensa, no entanto, costuma destacar muito os problemas que os haitianos trazem, e
rapidamente começa a ser construída uma visão de que eles são um problema. Enquanto isso, os imigrantes europeus
recentes são valorizados por sua cultura e contribuição ao Brasil.
[20] Contribuições culturais ou produtivas dos haitianos e bolivianos, que têm uma riqueza cultural enorme, dificilmente viram
notícia. O racismo atual se dá pelo não dito, pelo que a imprensa omite. Quando aparecem na mídia estão atrelados a
problemas, crises, marginalizações, ou ligados à ideia de uma invasão. (...)
Suas observações não contrastam com a ideia tão difundida do Brasil como um país hospitaleiro, e do brasileiro
como um povo acolhedor, famoso no mundo todo pela simpatia e boa recepção aos estrangeiros?
[25] Barreto — Na verdade entre os pesquisadores do assunto há a noção do “mito da hospitalidade”. Há uma diferença entre a
maneira como nos vendemos para o mundo e a verdadeira hospitalidade a qualquer estrangeiro ou a democracia racial.
O estudo de como a imigração é retratada no pais entre 1808 e 2015 mostra que a hospitalidade é seletiva, mas que essa
noção sempre foi difundida, em benefício do Brasil. Esta é uma das minhas principais conclusões na tese, a de que a
nossa famosa hospitalidade é um mito. (...)
[30] Você citou um editorial do jornal Folha da Manhã, de 1926, intitulado “Fechem-se as fronteiras”. Esta seria um
pouco a noção de que o Brasil enxergou durante muito tempo a imigração de forma unilateral e seletiva? Ainda
vemos este discurso?
Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes
necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função
[35] da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá
ser muito bem selecionado.
Hoje em dia a posição continua, mas travestida por outro argumento. A imprensa trabalha com o mito de que somos um
país pobre, em desenvolvimento, e não temos condições de receber mais ninguém. Vamos receber somente os melhores
e mais úteis. São evidências no discurso da imprensa e na visão da sociedade brasileira que contrastam diretamente com
[40] a ideia do “Brasil hospitaleiro, onde todos são bem-vindos”.
No contexto atual, de crise econômica e política, há que se observar atentamente a maneira como o imigrante será
retratado na imprensa, por ele ser um excelente bode expiatório para os problemas. Não tem grande chance de defesa,
não está integrado ao país, é o outro, o diferente, que traz dificuldades.
Desemprego, inflação e crise tendem a tornar a visão dos imigrantes ainda mais negativa.
(PUFF, Jefferson. Racismo contra imigrantes no Brasil é constante. 26 ago. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150819 racismo imigrantes jp rm. Acesso em: 8 set. 2019)
Vocabulário
1Eugenista: adepto da eugenia, teoria desenvolvida no século XIX que defendia a superioridade e o melhoramento das raças, estimulando o embranquecimento da população
Leia o fragmento abaixo, destacado do Texto:
“Barreto — Sim, o tema do editorial de 1926 é justamente a noção de que o país já teria recebido todos os imigrantes necessários. Já chegaram todos que nós queremos, após a vinda em massa de alemães e italianos, foi cumprida a função da imigração no Brasil. Já ocupamos e populamos o país, e agora as fronteiras devem ser fechadas e quem entrar deverá ser muito bem selecionado.” (|. 33-36)
O efeito de sentido provocado pelo uso da primeira pessoa do plural é:
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