Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 34 15404565
CEFET-RJ Técnico 2022Leia o texto a seguir:
“É um grande equívoco acreditar que indígenas e africanos escravizados estiveram apartados nos mundos coloniais. Ao contrário, estudos demonstram que, até meados do século XVIII, as populações cativas africanas e as indígenas operavam lado a lado nas mesmas unidades, realizavam tipos de trabalho semelhantes e dividiam espaços na produção.
A imagem de substituição ou de “transição” da mão de obra indígena para aquela africana não encontra evidências históricas. Caixas do açúcar que chegavam a Lisboa, entre a segunda metade do século XVI até início do XVIII, tinham na sua origem uma produção escravista baseada nos trabalhadores indígenas e africanos”.
GOMES, Flávio & SCHWARCZ, Lilia. Indígenas e Africanos. In.: Dicionário da Escravidão e da Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 260.
O texto acima apresenta informações importantes sobre o trabalho e a mão de obra ao longo da colonização da América Portuguesa, quando indígenas e africanos:
Questão 32 15404559
CEFET-RJ Técnico 2022Observe o mapa a seguir.

Fonte: FRANCO JÚNIOR, Hilário; ANDRADE FILHO, Rui de Oliveira. Atlas de história geral. São Paulo: Editora Scipione, 1995. p. 42.
As transformações indicadas no mapa da França exemplificam o processo de:
Questão 31 15404557
CEFET-RJ Técnico 2022Leia o texto a seguir:
“(...) Entre 1400-1600, a Europa testemunhou um renascimento das belas artes, da pintura, da escultura e da arquitetura. Antes do alvorecer do Renascimento, a Europa era dominada pela arquitetura gótica, ornamentada e assimétrica. O período inaugurou uma nova era da arquitetura após uma fase da arte gótica, com o surgimento do “Humanismo”: a ideia de dar muita importância à essência do individualismo e minimizar os temas religiosos. O efeito do Humanismo incluiu o surgimento da figura individual, maior realismo e atenção aos detalhes. (...)” (LEETE, Rebecca Ildikó. Como o Renascimento influenciou a arquitetura.
Disponível em: .
O movimento conhecido como Renascimento apresentou uma série de novas perspectivas para a sociedade europeia, entre o final do século XIV e o século XVI.
Dentre elas, podemos destacar:
Questão 10 15404485
CEFET-RJ Técnico 2022Texto 1
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
Texto 2
Texto que aparece na capa da revista:
“Diversos, modernos, conectados e mobilizados, os povos indígenas buscam cada vez mais espaços de poder e assumem o controle de suas narrativas na resistência e luta por direitos.

Fonte: https://revistacenarium.com.br/revista/revista-cenarium-abril-2022/. Acesso em 25/10/22.
Os textos 1 e 2 apresentam uma relação de proximidade temática evidente:
Questão 8 15404480
CEFET-RJ Técnico 2022Texto
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
O termo destacado na frase “Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional” (7º parágrafo do texto) faz referência à seguinte ideia mencionada anteriormente no texto:
Questão 7 15404477
CEFET-RJ Técnico 2022Texto
Opinião: Vai ter indígena com iPhone, sim
Lídia Guajajara
Nós estamos na era digital e com o grande avanço da tecnologia e facilidade de acesso que se tem hoje, não é de se surpreender que essa onda também tenha chegado aos indígenas, não é mesmo?
"Índios fakes": esse é um de muitos termos racistas que usam e tem se tornando motivos de piada para questionar até nossa identidade quando descobrem que temos acesso à internet e celular.
Infelizmente grande parte da sociedade ainda é muito apegada a estereótipos e padrões, pois acredita que um celular ou qualquer aparelho tecnológico arrancam nossa origem, identidade e história; pelo contrário, só vieram para somar. Isso só mostra que desconhecem sua própria raiz e seus povos originários. Que na verdade só conhecem o “índio” genérico que está nos livros de história. Mas nós somos reais, estamos aqui, vivemos e existimos no território, nas cidades, nas universidades, em muitos lugares.
Temos ingressado nas mídias sociais para além de divulgar a nossa cultura e interagir com a sociedade. Ocupar as redes sociais também tem sido essencial no processo de resistência. Enquanto comunicadores e influencers indígenas, é importante que assumamos esse lugar, porque sempre tinha alguém falando por nós e muitas vezes contando a história de forma errada, principalmente na internet. Hoje esses espaços têm sido ocupados por nós como ferramenta de luta e deixa claro que é a nossa vez de protagonizar nossa própria história e dar visibilidade à luta dos povos indígenas do Brasil.
Se nos perguntam o que mudou até agora, diríamos que aconteceram mudanças positivas e nota-se que boa parte da sociedade, se não a maioria, tem atendido, aprendido e conhecido mais de nossas vivências e realidades. Antes, muitos não tinham acesso a informações verdadeiras referentes aos povos indígenas, como coisas básicas, por exemplo, não saber que a palavra “índio” é um termo pejorativo e ofensivo quando vem de um não indígena, que essa palavra "simples" relativiza os mais de 300 povos que existem no nosso país.
Estamos conectados, mas mais do que isso: ampliando vozes e conquistando espaços até então nunca alcançados; buscando representatividade, seja em campanhas, publicidades, música, cinema e política; naturalizando de vez esses espaços num país onde somos apagados e excluídos a todo tempo.
Diante de toda essa negligência do Estado quanto à proteção dos territórios indígenas e nossos corpos, torna-se ainda mais necessária a nossa autodefesa. Usamos essa facilidade para a articulação e mobilização a nível nacional.
E não adianta vir nos dizer que indígena não pode ter celular porque estamos trabalhando para desfazer essa visão romantizada sobre o indígena. Com iPhone ou Android, estamos denunciando crimes e atrocidades contra nossos direitos, corpos e territórios.
Adaptado de: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/midia-india/opiniao-vai-terindigena-com-iphone-sim,1162ac17f37ee2f972f50b9e4ff2b575ron139mt.html. Acesso em: 20/10/2022.
Em relação ao processo de formação de palavras, é possível observar que as palavras “influencers” e “representatividade” são exemplos, respectivamente, de:
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