Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 7 11161087
CONCURSOS 3 2024Criada por lei, a Comissão Nacional da Verdade ganhou notoriedade com os trabalhos de investigação das violações cometidas no período da Ditadura Militar no Brasil.
No entanto, em sua criação, a Comissão também poderia apurar violações cometidas por parte do estado a partir de 1946, quando o Brasil ainda não se encontrava no período conhecido como Ditadura Militar, mas era governado pelo general:
Questão 1 11160904
CONCURSOS 3 2024O período compreendido entre a Redemocratização de 1945 e o início das “aberturas democráticas” pelo ex-presidente Ernesto Geisel apresentou diferentes momentos com relação às políticas econômicas adotadas.
Assim, podemos dizer que:x
Questão 20 10782655
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2024TEXTO
Daniel Munduruku: “Eu não sou índio, não existem índios no Brasil
– Peço licença para entrar no território de vocês. Eu venho questionar esse olhar quadrado que o ocidente desenvolveu e que exclui olhares circulares.
Foi assim que Daniel Munduruku deu início à sua fala histórica na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, trazendo a oralidade e a ancestralidade de seu povo em uma hora de conversa. Mediada pelo professor de história José Rivair de Macedo, a palestra teve também a presença de Angélica Kaingang, liderança jovem de sua comunidade e graduada em Serviço Social pela UFRGS. Um representante da etnia Guarani também foi convidado, mas não conseguiu comparecer.
Ator representa o pajé Jurecê, em Terra e Paixão, na Rede Globo, é Doutor em Educação pela USP, Pós-Doutor em Literatura pela Universidade de São Carlos e autor de 52 livros, Daniel iniciou sua fala desconstruindo o imaginário que a média da população brasileira tem em relação à palavra “índio” e a sua carga simbólica.
– Quando leem minha biografia, dizem que não sou mais índio, que já sou “civilizado”. Eu não sou índio e não existem índios no Brasil. Essa palavra não diz o que eu sou, diz o que as pessoas acham que eu sou. Essa palavra não revela minha identidade, revela a imagem que as pessoas têm e que muitas vezes é negativa.
Segundo o escritor, há dois conceitos no imaginário da sociedade brasileira intrínsecos a esta palavra: o olhar romântico, do “índio” que vive no meio do mato, e o aspecto ideológico que considera que “índios são preguiçosos e atrasam o progresso”. Esse imaginário, fruto do pensamento ocidental e colonizador, criou um achatamento da riqueza cultural brasileira, explicou Daniel.
– Quando a gente chama alguém de índio, não ofende só uma pessoa, ofende culturas que existem há milhares de anos. Esse olhar linear empobrece nossa experiência de humanidade. A gente defende um sistema de vida que tem dado certo há 3 mil anos – afirmou.
Um dos 307 povos indígenas do país, o povo Munduruku vive no Pará, Amazonas e Mato Grosso. Segundo Daniel, há cerca de 15 mil pessoas da etnia Munduruku no Brasil.
– No dia 19 de abril, a gente comemora um equívoco, porque se esconde a diversidade de povos que existem no Brasil. Cada povo cria seu modo de estar no mundo a partir da cultura, que é alimentada pela língua que ele fala. E cada povo tem suas tradições, sua crença, cultura, política e economia. Nós aprendemos que só existe a língua portuguesa por aqui né. Mas no Brasil existem 307 línguas muito antigas e diferentes entre si. E a língua é uma leitura de mundo. Quando a gente generaliza e diz que “o índio chama casa de oca”, imediatamente a gente está esquecendo que oca é apenas um jeito de falar. E essas línguas são tão diferentes entre si quanto o português é diferente do chinês. Se um Kaingang fala a língua dele, eu não sei para onde vai, porque é de um tronco linguístico diferente. Aí vocês podem entender porque o povo tupi (que é o meu caso, o povo Munduruku é tupi) se organiza de um jeito e porque o povo Kaingang, que é do tronco Macro-Je, se organiza de outro jeito.
O autor também criticou o uso da palavra “tribo” para se referir às aldeias e etnias, já que ela significa apenas um pedaço de um povo. Já a palavra “índio” não tem relação alguma com o verdadeiro significado dos povos originários do Brasil. Ao ser perguntado sobre a maneira mais adequada de tratamento, Daniel defendeu o uso da palavra indígena, que significa “nativo”, e pediu também que sejam consideradas as etnias.
Crítico dos modelos neoliberal e neo-desenvolvimentista de governança, Daniel abordou a relação entre os indígenas, os brancos e a natureza.
– É claro que nós [indígenas] temos muitas coisas em comum, porque nós somos parte da natureza, nós somos a natureza. A única diferença é que a sociedade “civilizada” trouxe o esquecimento para as pessoas – disse.
Daniel ressaltou o papel do agronegócio como uma ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais.
– Não tem importância nenhuma se destruir a natureza, se construir hidrelétrica na Amazônia, se colocar gado para acabar com a floresta, se derrubar tudo para o agronegócio, não tem problema, porque afinal, agro é pop, é legal ser agro – ironizou. – O Brasil é como um adolescente que não se aceita. É preciso fazer um resgate da nossa história e saber que somos um povo formado pelos negros, indígenas e europeus. Caso contrário, vamos entregar nossas riquezas para fora, como estamos fazendo com nosso minério.
Segundo ele, esse amadurecimento social contribuiria não só para os povos indígenas, mas para todo o país.
– Nós, indígenas, não temos esse conceito de propriedade privada, somos parte da natureza e não nos colocamos acima dos outros seres vivos. Quando o indígena luta pela terra, está lutando por um conjunto de vidas. Talvez essa mensagem de pertencimento seja a grande contribuição dos indígenas.
Representando a etnia Kaingang, Angélica deu seu depoimento enquanto Kaingang e moradora do Rio grande do Sul.
– A gente entende que nossos territórios indígenas estão com a gente também quando estamos na cidade, na universidade. Nossos conhecimentos ancestrais e tradicionais são tão valorosos quanto os não indígenas. Já ouvi muitas vezes que “lugar de índio” é no mato. Mas que mato está sobrando pra nós? – questionou.
[...]
Disponível em: https://www.nonada.com.br/2017/11/daniel-munduruku-eu-nao-sou-indio-nao-existem-indios-no-brasil/ . Acesso em: 21 de agosto de 2023.
Considere o seguinte trecho “– O Brasil é como um adolescente que não se aceita.”, extraído do texto, para responder às questões
Indique a alternativa que apresenta uma oração com a mesma classificação da oração destacada:
“– O Brasil é como um adolescente que não se aceita”.
Questão 5 10781896
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2024TEXTO

Disponível em: https://cdn.brasil247.com/pbb247gcp/swp/jtjeq9/media/20230419170444_ef4aec8daf10f90808ecdbf10b963f85be6798a1b03537cec8b5012cbb8ffb8d.jpg. Acesso em: 12 de agosto de 2023.
Sobre o texto, analise as afirmações a seguir.
I. A charge retrata unicamente a mistura das culturas indígena e não indígena com comicidade.
II. O foco principal da charge é ironizar a forma como não indígenas representam a cultura indígena.
III. Há uma crítica ao pensamento de que os indígenas – para manterem a cultura e costumes do seu povo – não podem adquirir hábitos e costumes provenientes da globalização.
IV. Além da disputa territorial entre indígenas e não indígenas há uma imposição cultural sob o povo originário que, mesmo depois de anos, resiste com seus hábitos inalterados.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 10763637
Duda IA Fundamental A 2024/1A Crise de 1929, também conhecida como a Grande Depressão, foi um dos eventos econômicos mais marcantes do século XX. Surgida nos Estados Unidos após a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, essa crise teve um efeito devastador na economia mundial, provocando o fechamento de bancos, empresas e desemprego em massa. Uma das medidas tomadas para combater os efeitos da crise foi o New Deal, implementado pelo presidente americano Franklin Roosevelt.
Identifique a alternativa que melhor descreve uma das principais medidas adotadas no New Deal para combater os efeitos da Crise de 1929.
Questão 10761319
Duda IA Fundamental A 2024/1A criação do Estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial, levou a uma série de conflitos no Oriente Médio. O território que antes pertencia à Palestina foi dividido para acomodar os judeus que fugiam do holocausto. Isso causou tensões com os palestinos que já viviam lá. O conflito entre Israel e Palestina é um dos mais longos e complexos da história recente.
Identifique a alternativa que melhor descreve as consequências imediatas da criação do Estado de Israel na região da Palestina.
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