Questões de EFAF História - Brasil - Período Colonial
671 Questões
Questão 23 483805
IFBA 2019“Voyages contém dados sobre mais de 3,8 milhões de escravos embarcados em navios luso-brasileiro na África e cerca de 3,4 milhões desembarcados nas Américas (…). A maior parte dos africanos trazidos por comerciantes luso-brasileiros embarcou em navios que haviam partido de portos brasileiros. De acordo com Voyages, pelo menos 37% dos escravos transportados por traficantes luso- brasileiros embarcaram em navios que haviam partido do Rio de Janeiro, 36% em navios saídos de Salvador da Bahia e 12% em embarcações de Recife em Pernambuco. O restante, cerca de 15%, foi transportado em navios que haviam partido de outros portos, com Lisboa, Porto, Belém do Pará e São Luís do Maranhão.”
SILVA, Daniel B. Domingues da. Brasil e Portugal no Comércio atlântico de escravos: um balanço histórico e estatístico. In. GUEDES, Roberto (org.). África – Brasileiros e Portugueses. Rio de Janeiro, Mauad X, 2013 p.53-54.
No início do século XVII, o tráfico de escravos da África para o Brasil passou a ser regular e tinha intima relação com as economias desenvolvidas no Brasil colonial. Com base nos dados apresentados, é possível afirmar que:
I – Pelos dados apresentados, o porto do Rio de Janeiro já era o mais concorrido para o desembarque de pessoas na condição de escravos, podendo evidenciar a maior atividade econômica desta região, como, por exemplo, a economia aurífera ou do ouro.
II – A cidade do Salvador, com base nos dados apresentados, mantinha o segundo lugar no trato de escravos podendo evidenciar a continuidade da importância da economia do açúcar e do tabaco.
III – Pernambuco, pelos dados do Voyages, aparecia com 12% dos navios embarcados revelando a falência da economia açucareira e aurífera daquela região.
IV – A presença de diversos portos no trato ou tráfico de escravos evidencia o quanto a economia do escravismo e da escravidão estavam disseminadas na Idade Moderna.
Marque a alternativa que apresenta as preposições verdadeiras:
Questão 20 483793
IFBA 2019TEXTO I
Carlos Martel, que sucedeu a seu pai, Pepino de Herstal, em 714, foi considerado como o verdadeiro rei e seu prestígio foi realçado por suas vitórias, entre as quais estava a ganha perto de Poitiers contra os muçulmanos.
LE GOFF, Jacques. As raízes medievais da Europa. Petrópolis, Vozes, 2007. p.50.
TEXTO II
João da Mota era baiano e filho de Pedro da Mota. Foi servir como soldado na capitania de Pernambuco a partir de 2 de outubro de 1684, galgou postos militares por seus serviços e bravura, chegando a sargento-mor do Recife.
CAVALCANTI, Nireu. História de Conflitos no Rio Colonial. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2013. P. 219.
Os séculos indicados nos textos I e II, relativos a Carlos Martel e João da Mota, são, respectivamente:
Questão 31 10780448
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2018

Representação de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes.
“Tiradentes é uma figura ímpar na história do Brasil. É um personagem que cresce na desgraça, quando já não pode ter nenhum peso revolucionário. É verdade que era indiscreto, algo irresponsável e de vida até certo ponto irregular, mas por ser o mais frágil entre os inconfidentes, essas “más qualidades” aparecem nele como se fossem piores do que a corrupção e a venalidade dos outros conspiradores, como Thomaz Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa ou Alvarenga Peixoto, homens de poder econômico.
No entanto, na desgraça, ganhou dignidade, enquanto a maioria dos seus companheiros perdeu. (...)
Começam então a erigir estátuas e a financiar a historiografia que mitifica o herói. O ápice dessa construção de um herói nasce no regime militar de 1964, com a lei 4.897, que o torna patrono da nação brasileira no decreto 58.168, que obriga que sua imagem tenha sempre a barba que lembra Jesus Cristo”.
(CHIAVENATO, Júlio José. As várias faces da Inconfidência Mineira. São Paulo: Editora Contexto, 1989, pp. 82-83)
É possível afirmar que a construção de Tiradentes como herói da nação brasileira no século XX, incluindo sua aparência e os discursos em torno dele, não se refere propriamente aos acontecimentos do século XVIII.
Assinale a alternativa que caracterize o movimento da Inconfidência Mineira de 1789:
Questão 48 10778518
IFMG 2018/1Leia o texto abaixo.
TEXTO
Resta saber agora como são tratados os prisioneiros.
Logo depois de chegarem, são não somente bem alimen-
tados, mas ainda lhes concedem mulheres (mas não ma-
ridos às prisioneiras), não hesitando os vencedores em
[5] oferecer a própria filha ou uma irmã em casamento. Tra-
tam bem o prisioneiro e satisfazem-lhe todas as necessi-
dades. [...] O próprio prisioneiro, apesar de não ignorar
que a assembleia se reúne para seu sacrifício dentro de
poucas horas, longe de mostrar-se pesaroso, enfeita-se
[10] todo de penas e salta e bebe como um dos mais alegres
convivas [...] [O prisioneiro] cada vez mais feroz, volta-
se para ambos os lados exclamando para uns e para ou-
tros: “Comi teu pai, matei e moqueei a teus irmãos; comi
tantos homens e mulheres, filhos de vós outros tupinam-
[15] bás, a que capturei na guerra, que nem posso dizer-lhes
os nomes; e ficai certos de que, para vingar a minha mor-
te, os maracajás da nação a que pertenço hão de comer
ainda tantos de vós quantos possam agarrar [...] Esses
selvagens pegam os filhos uns após outros e lhes esfre-
[20] gam o corpo, os braços e as pernas com o sangue inimigo
a fim de torná-los mais valentes.
LÉRY, Jean. Viagem à Terra do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1980, p. 193-201. Fragmento.
Sobre as práticas antropofágicas, narradas por Jean de Léry no século XVI, sabe-se que
Questão 17 10755819
COLTEC 2018O Patrimonialismo, uma característica da administração portuguesa no Brasil colonial, constitui-se, ainda hoje, num importante conceito para se interpretar e analisar o Brasil.
Assinale a alternativa que se relaciona ao Patrimonialismo.
Questão 23 10408794
CPM 2018Observe a imagem e depois leia o texto.

Aquarela pintada por Maximiliano Wied-Neuwied, em 1817, representando os tropeiros. Fonte da Imagem: (FUNARI, Raquel dos Santos, LUNGOV,Mônica. Aprender juntos história, 4º ano: ensino fundamental. São Paulo: Edições SM, p. 1003, 2016)
Outra forma de ocupação do interior do Brasil nos séculos XVIII e XIX foi resultado da ação dos tropeiros. Os tropeiros percorriam grandes distâncias para abastecer Minas Gerais com mercadorias de todo tipo e com muares, isto é, mulas e burros. Os animais eram criados no Rio Grande do Sul e, depois, levados para Sorocaba, no interior do estado de São Paulo, onde eram vendidos, seguindo muitas vezes para as minas de ouro. O trabalho dos tropeiros foi importante para a ocupação do sul do Brasil. (Adaptado -SIMIELLI, Maria Elena, CHARLIER, Anna Maria.
Projeto Ápis: história: ensino fundamental I. São Paulo:Ática, p. 75, 2014)
Do Rio Grande do Sul para o estado de São Paulo, muitas tropas passavam por Santa Catarina e Paraná. No Paraná, o tropeirismo foi muito importante para:
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