Questões de EFAF História - Brasil - Período pré-colonial
61 Questões
Questão 30 10683063
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2023A respeito da chegada do comandante Cabral, acompanhado de seus homens, à costa baiana, em 1500, analise as afirmativas abaixo.
I - A chegada de Pedro Alvares Cabral ao Brasil, em 1500, correspondeu à pronta integração do novo território à economia de Portugal.
II - Portugal manteve sua atenção e recursos voltados para o comércio oriental, deixando o Brasil, por alguns anos, em uma posição secundária: preocupando-se apenas em garantir a posse de seu território frente às continuadas investidas de outros países europeus.
III - Entre 1500 e 1530, os portugueses dedicaram-se ao reconhecimento e à defesa do território, bem como à exploração de pau-brasil, pois não tinham encontrado os metais preciosos que tanto desejavam.
IV - Passados trinta anos da chegada de Cabral e diante da progressiva crise de seu comércio no Oriente, Portugal voltou-se para a efetiva colonização das terras brasileiras, preocupando-se com a consolidação de sua dominação sobre o Brasil.
Assinale a opção correta.
Questão 56 10781095
Liceu-SP C. Gerais 2020[...] moveu o capitão para cima, ao longo do rio, [...] e ali esperou um velho que trazia na mão uma pá de almadia¹. Falou, estando o capitão com ele perante todos nós, sem o nunca ninguém entender nem ele a nós, a cousas que lhe homem perguntava d’ ouro, que nós desejávamos saber se o havia na terra.
1 Almadia: jangada feita de troncos de árvores.
(Pero Vaz de Caminha. Carta a el-rei d. Manuel sobre o achamento do Brasil, 1974)
Pero Vaz de Caminha foi o escrivão da frota, comandada por Pedro Álvares Cabral, que chegou às costas brasileiras em 1500.
O trecho da Carta, datada de 1 de maio de 1500, expressa
Questão 10 10779848
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019TEXTO I
O Brasil queimou — e não tinha água para apagar o fogo
Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado.
Eliane Brum
Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã.
Então descobri que não tinha mais passado.
Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas
[5] coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A
múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.
O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No
sem tempo. No fora do tempo.
[10] O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a
que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de
incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar
àgua do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar
salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem
[15] tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas.
Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é.
O Museu Nacional queimando.
O que há mais para dizer agora que as palavras já não dizem e a realidade se colocou além da interpretação”
Diante do Museu Nacional em chamas, de costas para o palácio, de frente para onde deveria estar o povo, Dom
[20] Pedro Il em estátua. Sua família tinha tentado inventar um país e o fundaram sobre corpos humanos. Seu avô, Dom João
VI, criou aquele museu no Palácio de São Cristóvão. Dom Pedro Il está no centro, circunspecto, um homem feito de pedra,
um imperador. Diante da parte esquerda do museu, indígenas de diferentes etnias observam as chamas como se mais uma
vez fossem eles que estivessem queimando. Estão. E o maior acervo de línguas indígenas da América Latina, diz Urutau
Guajajara. E a nossa memória que estão apagando. E o golpe, é o golpe. Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita.
[25] Nunca salvaram. Há 500 anos não salvam.
As costas de Pedro ferviam.
Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com
uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse
também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou
[30] Gabriela Carneiro da Cunha. “Arealidade é Science Fiction1.”
Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã,
sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de
fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.
A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva.
[35] “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais.”
A frase reverbera nos corredores vazios do meu corpo. Se a primeira brasileira incendiou-se, que brasileira posso
ser eu?
O que poderia expressar melhor este momento? A história do Brasil queima. A matriz europeia que inventou um
palácio e fez dele um museu. Os indígenas que choram do lado de fora porque suas línguas se incineram lá dentro. E eu
[40] preciso alcançar o Museu do Amanhã. Mas o Brasil já não é o país do futuro. O Brasil perdeu a possibilidade de imaginar
um futuro. O Brasil está em chamas.
O Museu Nacional sem recursos do Governo Federal. Os funcionários do Museu Nacional fazendo vaquinha na
Internet para reabrir a sala principal. O Museu Nacional morrendo de abandono. O Museu Nacional sem manutenção. O
Rio de Janeiro. Flagelado e roubado e arrancado Rio de Janeiro. Entre todos os Brasis, tinha que ser o Rio.
[45] Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário
atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara:
“Está tudo sob controle”.
Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a
única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
[50] O Brasil está queimando.
E o meteoro estava dentro do museu.
(El País Brasil: O Jornal Global. Opinião. 3 de setembro de 2018. Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/o0pinion/1535975822 1774583.html. Acesso em 14 de setembro de 2018)
Nota:
1 Ficção Científica.
TEXTO II
Pequena memória para um tempo sem memória
(A legião dos esquecidos)
Gonzaguinha
Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
E um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
[5] São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
[10] De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
[15] Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
E um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
[20] São braços esquecidos que fizeram os heróis
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
[25] Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha
Quem espera nunca alcança
E ê, quando o Sol nascer
[30] E que eu quero ver quem se lembrará
E ê, quando amanhecer
E que eu quero ver quem recordará
É ê, não quero esquecer
Essa legião que se entregou por um novo dia
[35] É eu quero é cantar essa mão tão calejada
Que nos deu tanta alegria
E vamos à luta.
(Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. A vida do viajante. Faixa 4. EMI-Odeon. 1981)
Nos Textos I e IV, é possível criar maior envolvimento entre o leitor e o texto por meio do emprego de recursos expressivos.
A alternativa que traz uma declaração válida sobre o uso desses recursos é:
Questão 24 423074
IFSul - Rio-Grandense 2017/2“O primeiro passo no sentido de viabilizar a empresa açucareira e, portanto, a colonização no Brasil foi a adoção do sistema de capitanias hereditárias, já utilizado por Portugal nas ilhas do Atlântico. Tratava-se da adoção de largas faixas de terra aos capitães-donatários, regulamentada pelas cartas de doação e forais.”
(Vicentino, Claudio. História geral e do Brasil. volume único. – São Paulo: Scipione, 2005. p. 161.)
Sobre a adoção das Capitanias Hereditárias afirma-se que representou
Questão 22 168755
IFRS 2017As primeiras décadas após a oficialização do “achamento” do Brasil, em 1500 pela esquadra de Cabral, foram marcadas por um escasso interesse da parte dos portugueses em relação às novas terras. Essa tendência permaneceu até a introdução do sistema de Capitanias Hereditárias. Sobre esse período de tempo inicial, é INCORRETO afirmar que
Questão 25 423869
IFSul - Rio-Grandense 2015/2A descoberta do Brasil, em 22 de abril de 1500, pela esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral, com destino às Índias, integra o ciclo da expansão marítima portuguesa. Inicialmente denominada Terra de Vera Cruz, depois Santa Cruz e, finalmente, Brasil, a nova terra foi explorada em princípio em função da extração do pau-brasil, madeira de cor vermelha, usada em tinturaria na Europa, e que deu o nome à terra.
O Brasil foi descoberto e começou a ser povoado pelos portugueses na Idade
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