Questões de EFAF História
Questão 21 14994592
COLTEC 2024Os objetivos da perestróika eram a introdução de mecanismos de mercado na economia soviética, a renovação do direito à propriedade privada em setores selecionados e a retomada do crescimento. [...] Embora o Estado continuasse como o principal proprietário, a iniciativa privada ou estrangeira poderia se encarregar de indústrias produtoras de bens de consumo, comércio varejista e serviços não essenciais. [...] A atitude de glásnost visava mudar a mentalidade social, desburocratizar o país e criar a vontade política de realizar as reformas
COELHO, Lauro Machado. O fim da União Soviética. Dez anos que abalaram o mundo. São Paulo: Editora Ática, 1996. p. 18.
Tanto a Perestroika quanto a Glasnost foram propostas implementadas por Mikhail Gorbachev na URSS, depois de sua nomeação como Secretário-Geral do PCUS em 1985, com o objetivo de
Questão 7 14946161
ONHB Fase 3 2024Documento
Clássico de Fernando Novais que mudou historiografia do Brasil ainda gera debate
“Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial” lançou novo olhar sobre a colonização.
Visto como um clássico no país e ainda epicentro de um embate entre historiadores de universidades paulistas e fluminenses, ‘Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial’ continua gerando debate entre historiadores. Aos 40 anos, a obra de Fernando Novais ganha reedição. Em “Portugal e Brasil”, originalmente sua tese de doutorado, Novais se debruça sobre o quarto final do século 18, período de grandes transformações políticas no Novo Mundo, com a independência dos Estados Unidos em 1776, e Revolução Francesa, que estoura em 1789 — ambas agitadas pelos ventos do Iluminismo e pelas contestações ao Antigo Regime. Ao analisar a colonização portuguesa no Brasil, Novais expande a interpretação de Caio Prado Júnior em “Formação do Brasil Contemporâneo”. No livro publicado em 1942, o “sentido da colonização” é dado pelo capitalismo comercial, que se sustenta do século 16 ao 18 com a acumulação primitiva de capital das metrópoles europeias graças às colônias, até entrar em crise em meio à mutação para o capitalismo industrial, puxada pela Inglaterra.
Escreve Novais: “A expansão colonial ultramarina promove, por um lado, a primitiva acumulação capitalista por parte da camada empresarial; por outro lado, amplia o mercado consumidor de produtos manufaturados [...]. Assim, pois, chegamos ao núcleo da dinâmica do sistema: ao funcionar plenamente, vai criando ao mesmo tempo as condições de sua crise e superação”.
Ao analisar a política econômica da metrópole, Novais aponta como o governo do marquês de Pombal, de 1750 a 1777, intensificou a exploração da colônia, sob o rótulo do despotismo esclarecido. “Ele era muito ilustrado em política e até em cultura, mas em economia era um mercantilista típico”, diz o historiador.
A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, em fuga das tropas napoleônicas na Europa, marca, para Novais, “a primeira ruptura definitiva do Antigo Sistema”. Conforme escreve, “a abertura dos portos do Brasil, imposta pelas circunstâncias e decretada como provisória, seria na realidade irreversível”.
Com a reformulação dos currículos do ensino básico de história na década de 1980, a interpretação de Novais sobre a crise do sistema colonial reinou hegemônica nos livros didáticos por cerca de duas décadas. Até que algumas contestações começaram a surgir, vindas especialmente do Rio de Janeiro.
Primeiro, de ordem econômica. “Diferentemente do que o Novais acha, o Brasil tinha um mercado interno pujante, não era completamente determinado por Portugal, pelo contrário. Tinha uma autonomia muito significativa, inclusive no seu elemento central que era a escravidão, porque o tráfico era controlado por traficantes residentes no Brasil”, diz o historiador Thiago Krause, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Um dos principais livros que contestam Novais é “O Antigo Regime nos Trópicos”, de João Fragoso, Maria Fernanda Bicalho e Maria de Fátima Gouvêa, publicado em 2001. Para Fragoso, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a complexidade das hierarquias sociais não ganhou a devida atenção. “Hoje se sabe da nossa ignorância a esse respeito; na ocasião em que o Novais escreve ele considera líquido e certo que a sociedade brasileira se dividia em senhores e escravos.” A partir dos anos 2000, a contestação à obra passa a ser também de ordem política. “Novais parte do pressuposto de que Portugal tem um Estado absolutista, mas hoje se tem dúvidas. Há uma centralidade; daí a falar num absolutismo...”, pondera João Fragoso.
Ele ressalta ainda que a análise do sistema colonial não deve ignorar o papel das elites locais. “A manutenção da desigualdade, a apropriação da riqueza nacional em poucas mãos não é um produto externo, é um projeto social de uma elite.”
A rivalidade entre paulistas e fluminenses, entre herdeiros e contestadores de Novais não dá sinais de acabar, 14 anos depois de um congresso em Paraty (RJ) que reuniu pela última vez os principais nomes dos dois campos.
“O livro dele é tão importante que continua no epicentro desse debate 40 anos depois”, diz Krause, que afirma discordar de 80% da obra. “Novais é simplesmente o historiador mais influente no século 20 para estudar o período colonial.” Para o professor da USP Pedro Puntoni, “a obra do Novais é sempre presente e oportuna”. “Um monumento da nossa historiografia que orienta, ainda hoje, um olhar complexo, denso e ativo para o estudo do passado colonial.”
“Em ciências humanas, e sobretudo em história, não tem certo ou errado”, diz Novais. “Acho que esse livro teve uma boa aceitação. Foi lido, discutido. O debate é para isso mesmo. Em humanidades a melhor obra não é a última.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: MAGALHÃES, Guilherme. Clássico de Fernando Novais que mudou historiografia do Brasil ainda gera debate. Folha de S. Paulo, 13 dez. 2019. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/12/classico-de-fernando-novais-que-mudouhistoriografia- do-brasil-ainda-gera-debate.shtml. Acesso em: 9 jan. 2024 (adaptado). CRÉDITOS: Guilherme Magalhães. Folha de S. Paulo PALAVRAS-CHAVE: historiografia, brasil colônia
Considerando o documento analisado, é correto afirmar que os modelos do Antigo Sistema Colonial (ASC) e do Antigo Regime dos Trópicos (ART):
Questão 13 14804672
IFNMG Integrado 2024Em novembro de 1904, foi deflagrada, no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina. A população, sobretudo a população pobre, reagiu à vacinação obrigatória de forma efusiva, com a quebra de meios de transporte e a depredação de edifícios.
A insatisfação da população com a vacinação deve-se
Questão 12 14804651
IFNMG Integrado 2024Leia atentamente a introdução do conto “Pai contra mãe” do escritor Machado de Assis:
“A ESCRAVIDÃO levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel.”
ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. v. 2. p. 659.
A escravidão no Brasil perdurou até 1888, sendo o último país a abolir a escravatura.
Nessa perspectiva, a descrição feita por Machado de Assis, no trecho do texto ficcional transcrito acima, encontra verossimilhança com a história da escravidão no Brasil nos seguintes aspectos:
Questão 173 11635967
CONCURSOS 5 2024Observe a charge a seguir, relacionada ao fim do governo de Getúlio Vargas em 1945, e responda a pergunta.

NOVAIS, Carlos Eduardo e César Lobo, História do Brasil para Principiantes, De Cabral a Cardoso 500 anos de Novela, Editora Ática - SP - 1998 - p.237
A charge acima refere-se à
Questão 170 11635947
CONCURSOS 5 2024Em 1945, as Forças Armadas Brasileiras retornaram das frentes de batalha da Segunda Guerra Mundial. A Marinha do Brasil executou a função de patrulhar o litoral e escoltar comboios em águas internacionais. O evento bélico que fez o presidente Vargas declarar guerra contra as forças do Eixo foi
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