Questões de EFAF História - Brasil - Período Colonial
671 Questões
Questão 32 11089877
IFTO Integrados 2019/1As Capitanias Hereditárias foram um sistema de administração territorial baseado na divisão do território brasileiro em grandes faixas de terras que foram entregues para a administração de particulares, conhecidos como donatários das terras, cuja posse era passada de forma hereditária.
Os objetivos de Portugal com as Capitanias Hereditárias eram:
Questão 39 10779988
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019“Somente no século XIX essa região passaria por um processo mais intenso de povoamento com a chegada de imigrantes da Alemanha e da Itália e em menor número da Rússia e da Polônia. (...) Essa imigração foi incentivada pelo governo brasileiro no século XIX, principalmente, após a abolição da escravidão. (...) Os imigrantes foram os fundadores de cidades de grande importância. (...) Introduziram a policultura e o sistema de pequenas propriedades marcando seus costumes no estilo arquitetônico, no idioma e na culinária. O grande número de imigrantes contribui para a construção de uma cultura local própria, exemplos disso, são as festas e as vestimentas típicas. O desenvolvimento da cultura do vinho também é uma marca dessa influência. (...) Atualmente, é a região que possui o melhor índice de desenvolvimento humano do país. (...) Possui um clima subtropical, diferente do restante do país. Em algumas cidades chega inclusive a nevar em algumas épocas do ano. (...) O povoamento diferente dessa região serve para percebermos a imensidão do nosso Brasil e como somos formados por diferentes culturas, que contribuíram na construção da nossa história.”
Disponível em: http://galeracult.com.br/humanas/historia-e-biografias/a-colonizacao-e-o-processo-de-imigracao. Acesso: 27 de setembro de 2018.
A região brasileira que corresponde ao processo de colonização descrito no texto é a representada no mapa:
Questão 34 10779976
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019Em 1808, D. João VI chegou ao Brasil, fugindo das conquistas napoleônicas. A partir de então, o Rio de Janeiro passou a ser a sede do Império Português. O período Joanino (1808-1821) é considerado um precursor do processo de independência do Brasil.
Podemos chegar a essa conclusão a partir do entendimento de que:
Questão 31 10779963
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019Notícias do Brasil (Os Pássaros Trazem)
(...)
- A novidade é que o Brasil não é só litoral!
E muito mais, é muito mais que qualquer zona sul.
Tem gente boa espalhada por esse Brasil,
que vai fazer desse lugar um bom país!
Uma notícia está chegando lá do interior.
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão.
Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil,
não vai fazer desse lugar um bom país!
(Milton Nascimento e Fernando Brant)
O trecho acima da canção Notícias do Brasil, de Milton Nascimento e Fernando Brant, composta em 1981, reivindica a valorização da natureza, da paisagem e da cultura do interior do Brasil.
Sobre o processo de desbravamento e exploração do interior do Brasil no período colonial, assinale a alternativa incorreta:
Questão 7 10779841
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019TEXTO
Por que temos poucos memoriais de abolição da escravidão?
Lilia Schwarcz
Lembrar é uma forma de não deixar esquecer. O Brasil foi destino de mais de 40% de africanos e africanas por
aqui escravizados, e precisa cuidar, de maneira crítica, da sua memória.
Bem no meio da pacata cidade de Nantes, na França, uma calçada reluz estranhamente ao sol. São centenas de
pequenas placas retangulares, feitas de um vidro translúcido e de cor azul celeste, espalhadas por uma via onde passam
[5] mães levando seus carrinhos de bebê, rapazes andando de bicicleta, moços e moças fazendo jogging1, senhores e
senhoras apressados a caminho do trabalho.
Somente apurando bem os olhos é possível notar que há sempre um título gravado por debaixo desses delicados
sinais brilhantes, dispostos simetricamente ao chão. Le Saint Jean Baptiste, Le Juste, L'Union, La Valeur, La Felicité, Le
Bien Aimée e Brésil2 são alguns dos muitos nomes de navios negreiros que, desde o século 16 e até o final do 19, partiram
[10] do porto de Nantes ou lá aportaram. Os apelidos dados aos barcos parecem denotar uma certa culpa, tamanha a
desproporção entre eles e a tarefa que buscavam descrever.
Essas eram embarcações que transportavam de tudo um pouco: tecidos, produtos agrícolas, azulejos, minérios,
especiarias, mas, acima de tudo, pessoas. Eles eram tumbeiros, navios negreiros que faziam o comércio de almas no
contexto moderno, quando o mundo ocidental reinventou uma nova escravidão; uma escravidão mercantil. Os navios
[15] vinham e voltavam cheios de “mercadorias”. Não havia espaço ocioso ou lugar nas embarcações que deixassem de
auferir lucro: de uma ponta saíam produtos agrícolas, de outra, metais preciosos, de outra, ainda, africanos e africanas
transformados em valiosos objetos de comércio.
Foram recenseadas mais de 27.233 expedições marítimas que partiram de portos europeus durante esses
quatro longos séculos em que perdurou o sistema escravocrata. No total, mais de 12 milhões e meio de mulheres, homens
[20] e crianças foram arrancadas à força da África e deportados para as Américas e para o Caribe. Mais de um milhão e meio
dessas pessoas morreram durante a travessia. Só de Nantes saíram em torno de 1.800 expedições negreiras, tendo elas
apresado mais 550 mil africanos e africanas.
Os números são fortes, definitivos, e explicam o motivo da criação, em Nantes, de um impressionante “Memorial
da abolição da escravidão”, inaugurado no dia 25 de março de 2012. A edificação é discreta e ao mesmo tempo tocante.
[25] Na verdade, é preciso conhecer o lugar, ou ser previamente informado, para saber que na cidade existe um memorial e,
ademais, um museu basicamente dedicado ao tema.
Andar por aquela estranha calçada, agachar para ler os nomes dos navios, observar as datas em que cada uma
destas embarcações circulou, olhar para o mesmo mar, acaba sendo um exercício muito doloroso. Difícil sair de lá da
mesma maneira como se chegou. E impossível deixar de anotar a inacreditável quantidade de naus dedicadas a esse
[30] comércio de almas, que gerou a maior diáspora3 desde a época romana. Mais difícil ainda é tentar visualizar a maneira
como se “armazenavam” os bens importados, sem discriminação de pessoas ou produtos. Esse talvez seja o motivo de o
memorial continuar numa espécie de subsolo, onde se encontra uma cronologia da escravidão e uma série de frases
retiradas de textos de ativistas, literatos e filósofos que lutaram pela abolição desse sistema. [...]
Memória e história nem sempre andam juntas. Afinal, muitas vezes, quando é difícil lembrar, o melhor caminho
[35] parece ser ignorar. Fico me perguntando, no entanto, se esquecer ou descuidar não são maneiras de dar espaço à
incredulidade e de construir o pouco caso diante de uma realidade tão brutal e tão presente em nossa história nacional
contemporânea.
Em maio de 2018 faremos 130 anos de abolição da escravidão mercantil no Brasil. Que a data vire cicatriz. Como
escreveu Caio Fernando Abreu: “Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que
[40] provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva”.
(Adaptado de Nexo Jornal Ltda. Coluna. 9 de abril de 2018. Disponível em:
https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-que-temos-poucos-memoriais-de-aboli% CI HAY C3%A30-da-escravidhC3%A30. Acesso em 17 de setembro de 2018)
Notas:
1 Corrida
2 São João Batista, O Justo, A União, O Valor, A Felicidade, O Bem-Amado e Brasil.
3 Dispersão de um povo em consequência de preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica.
Considere o seguinte fragmento retirado do Texto: “Andar por aquela estranha calçada, agachar para ler os nomes dos navios, observar as datas em que cada uma destas embarcações circulou, olhar para o mesmo mar, acaba sendo um exercício muito doloroso.” (linhas 27-28).
O emprego recorrente de verbos no infinitivo confere à passagem em destaque o seguinte efeito semântico:
Questão 49 10776149
IFMG 2019/1Leia o texto a seguir:
“As minas de ouro já não produzem mais nem para pagar os impostos, que são muito elevados. Os mineradores protestam, mas o fisco só quer saber dos impostos. Os garimpeiros são acusados de contrabandear o ouro para não pagar o tributo e, assim, a situação vai ficando cada vez mais complicada. A coisa esquenta...”
BARBEIRO, Heródoto; CANTELE, Bruna. Bate-papo com a História: do descobrimento à chegada da família real. São Paulo: Escala Educacional, 2006, p. 73.
O texto anterior refere-se à tentativa de revolta, conhecida como Inconfidência Mineira, contra a Coroa Portuguesa em fins do século XVIII, em virtude da Derrama.
Apartir do texto e sobre esse movimento, pode-se concluir que havia um/uma
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