Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 22 10634572
CMSM 6º Ano 2008No texto abaixo, você encontra parte do livro “Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em tirinhas para crianças”, produzido pelo Plenarinho, o portal infantil da Câmara dos Deputados, com texto de Maria Amélia Elói, Maria Raquel Melo e Rafaela Céo. Esse texto servirá de referência para você responder o item.
TEXTO

O NASCIMENTO
A Constituição Federal de 1988 garantiu vários direitos aos cidadãos, inclusive às crianças.
Mas foi o ECA, publicado dois anos depois, que reforçou, organizou e detalhou os direitos que têm
a ver com a criança e o adolescente. Ficou decidido que, desde o início da vida, quando ainda estão
na barriga das mamães, os brasileirinhos merecem um carinho especial e devem ser cuidados e
[5] protegidos pela família, pela sociedade e pelo governo.
SEMPRE ATUAL
É importante lembrar que o Congresso Nacional está sempre de olho no ECA. Um grupo
organizado de deputados federais e senadores, chamado Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos
da Criança e do Adolescente, sempre ouve a sociedade sobre as dificuldades, dúvidas ou falhas que
possam existir no estatuto. Eles podem e devem propor mudanças para que a lei fique sempre bem
[10] atualizada e garanta os direitos dos brasileirinhos de forma cada vez mais eficiente.
A CRIANÇA EM PRIMEIRO LUGAR
Logo na abertura do Estatuto da Criança e do Adolescente, há um resumão da lei. A
conversa começa com a definição de quem é a criança e quem é o adolescente: criança é a pessoa
que tem até 12 anos de idade incompletos; o adolescente está na faixa entre 12 e 18 anos; e o adulto
tem mais de 18. Depois, o texto diz que as crianças e os adolescentes estão sempre em primeiro
[15] lugar! É isso aí. A família, a comunidade, a sociedade e os governos têm o dever de garantir o bem-
estar da garotada. Anote aí: você tem direito à vida, à saúde, alimentação, educação, esporte, lazer,
profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária. A
lista é grande!
As crianças e os adolescentes têm direito de ser rapidamente atendidos em postos de saúde e
[20] hospitais. Num acidente de trânsito, incêndio, enchente, ou em qualquer situação, a meninada tem
que receber socorro em primeiro lugar. E mais, a criançada tem prioridade na hora da distribuição
do dinheiro público. Quer dizer, o governo tem que usar os recursos públicos dando atenção, em
primeiro lugar, para os projetos que têm a ver com a infância e a juventude.
PROTEÇÃO TOTAL
Outra coisa importante que está escrita na abertura do ECA é que nenhuma criança ou
[25] adolescente poderá sofrer negligência (desatenção, descuido), discriminação (preconceito),
exploração, violência, crueldade ou humilhação. Isso significa que o estatuto protege as crianças
contra todos os tipos de maus-tratos. Quem desrespeitar uma criança ou adolescente - e até quem
souber de algum caso de maldade contra menores e não contar - vai ser punido.
VIDA E SAÚDE: OS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Direitos fundamentais são aqueles que servem de base para todos os outros. É por isso que
[30] no ECA está determinado que a criança e o adolescente têm direito à vida e à saúde. Claro! Sem
vida e sem saúde, não há como ter estudo, diversão, esporte, cultura e todo o resto. O governo deve
trabalhar para que todos os brasileirinhos nasçam e cresçam em boas condições para seu
desenvolvimento.
WWW.plenarinho.org.br
Segundo o texto, quando se diz que a criançada tem prioridade (linha 21), significa que ela, entre outras coisas:
Questão 21 10634465
CMSM 6º Ano 2008No texto abaixo, você encontra parte do livro “Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em tirinhas para crianças”, produzido pelo Plenarinho, o portal infantil da Câmara dos Deputados, com texto de Maria Amélia Elói, Maria Raquel Melo e Rafaela Céo. Esse texto servirá de referência para você responder o item.
TEXTO

O NASCIMENTO
A Constituição Federal de 1988 garantiu vários direitos aos cidadãos, inclusive às crianças.
Mas foi o ECA, publicado dois anos depois, que reforçou, organizou e detalhou os direitos que têm
a ver com a criança e o adolescente. Ficou decidido que, desde o início da vida, quando ainda estão
na barriga das mamães, os brasileirinhos merecem um carinho especial e devem ser cuidados e
[5] protegidos pela família, pela sociedade e pelo governo.
SEMPRE ATUAL
É importante lembrar que o Congresso Nacional está sempre de olho no ECA. Um grupo
organizado de deputados federais e senadores, chamado Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos
da Criança e do Adolescente, sempre ouve a sociedade sobre as dificuldades, dúvidas ou falhas que
possam existir no estatuto. Eles podem e devem propor mudanças para que a lei fique sempre bem
[10] atualizada e garanta os direitos dos brasileirinhos de forma cada vez mais eficiente.
A CRIANÇA EM PRIMEIRO LUGAR
Logo na abertura do Estatuto da Criança e do Adolescente, há um resumão da lei. A
conversa começa com a definição de quem é a criança e quem é o adolescente: criança é a pessoa
que tem até 12 anos de idade incompletos; o adolescente está na faixa entre 12 e 18 anos; e o adulto
tem mais de 18. Depois, o texto diz que as crianças e os adolescentes estão sempre em primeiro
[15] lugar! É isso aí. A família, a comunidade, a sociedade e os governos têm o dever de garantir o bem-
estar da garotada. Anote aí: você tem direito à vida, à saúde, alimentação, educação, esporte, lazer,
profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária. A
lista é grande!
As crianças e os adolescentes têm direito de ser rapidamente atendidos em postos de saúde e
[20] hospitais. Num acidente de trânsito, incêndio, enchente, ou em qualquer situação, a meninada tem
que receber socorro em primeiro lugar. E mais, a criançada tem prioridade na hora da distribuição
do dinheiro público. Quer dizer, o governo tem que usar os recursos públicos dando atenção, em
primeiro lugar, para os projetos que têm a ver com a infância e a juventude.
PROTEÇÃO TOTAL
Outra coisa importante que está escrita na abertura do ECA é que nenhuma criança ou
[25] adolescente poderá sofrer negligência (desatenção, descuido), discriminação (preconceito),
exploração, violência, crueldade ou humilhação. Isso significa que o estatuto protege as crianças
contra todos os tipos de maus-tratos. Quem desrespeitar uma criança ou adolescente - e até quem
souber de algum caso de maldade contra menores e não contar - vai ser punido.
VIDA E SAÚDE: OS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Direitos fundamentais são aqueles que servem de base para todos os outros. É por isso que
[30] no ECA está determinado que a criança e o adolescente têm direito à vida e à saúde. Claro! Sem
vida e sem saúde, não há como ter estudo, diversão, esporte, cultura e todo o resto. O governo deve
trabalhar para que todos os brasileirinhos nasçam e cresçam em boas condições para seu
desenvolvimento.
WWW.plenarinho.org.br
Segundo a leitura do texto, direitos fundamentais são aqueles:
Questão 18 10634423
CMSM 6º Ano 2008Ao chegar ao Rio de Janeiro, D. João VI tratou de distribuir cargos administrativos entre os homens da nobreza e seus protegidos. Essa distribuição de cargos provocou o aumento dos gastos do governo, que para compensar, criou impostos com o objetivo de aumentar a sua receita. Em 1820, dois terços da receita do governo eram destinados ao pagamento de despesas com cargos administrativos. O que sobrava era investido em serviços de utilidade pública.
Supondo que a receita do governo, em 1820, fosse de 675 contos de réis, o valor destinado para serviços de utilidade pública corresponderia a:
Questão 11 10634339
CMSM 6º Ano 2008Quando a família real chegou ao Brasil, o território brasileiro era pouco povoado. De cada 3 brasileiros, 1 era escravo e a população indígena era estimada em 800 mil pessoas.
Considerando que a população do Brasil era na época de 3 milhões de habitantes, podemos afirmar que o número de habitantes brasileiros que não eram escravos e nem índios correspondia a:
Questão 9 10634318
CMSM 6º Ano 2008Com base no texto abaixo responda o item.
Leia o fragmento de texto abaixo.
“Após a vinda da família real para o Brasil, uma das primeiras decisões de D. João VI foi a criação do Banco do Brasil em 12/10/1808, com o capital inicial de 1.200 contos de réis. O réis era o plural de real que era a unidade monetária do Brasil naquela época e o conto de réis era a expressão usada para indicar um milhão de réis.”
A Escrava Isaura é um romance de Bernardo de Guimarães que foi escrito em 1875. A história se passa nos primeiros anos do reinado de D. Pedro II, neto de D. João VI. Neste romance, Isaura é uma bela e jovem escrava que tem o valor de sua liberdade fixado em 10 contos de réis.
Se o preço de um escravo comum na época era de 1.000 réis, podemos afirmar que a escrava Isaura equivalia a:
Questão 13 10172155
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2008Rápida Utopia
Ação à distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo das massas,
Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos,
aparece a verdadeira doença do progresso.
Primeira regra: não se pode julgar um século, sobretudo alguns anos antes de seu fim,
[5] sem recolocá-lo na devida perspectiva histórica. Pensem no que teria respondido um geógrafo
do século XV se lhe tivessem pedido uma síntese de seu século em 1º de janeiro de 1490. Ou
no que feríamos respondido se nos tivessem pedido um balanço de 1989 um mês antes da
queda do Muro de Berlim e da revolução na Romênia.
Segunda regra: quem julga? O julgamento de um cidadão do mundo ocidental é
[10] diferente do de um biafrense que morre de fome. Mas, se essa regra é válida para cada
século, ela o é um pouco menos para o nosso. Para o bem ou para o mal, o modelo ocidental
se impõe gradativamente sobre uma grande parte do planeta. Um camponês chinês está hoje,
para o bem ou para o mal, mais próximo de um camponês francês do que estava há dois
séculos.
[15] Terceira regra: não se pode avaliar emocionalmente um século estando dentro dele e
sem proceder a comparações estatísticas. O número de pessoas que hoje morrem de fome no
mundo nos causa horror. Mas o número de pessoas que morriam de fome no século passado
também nos deve causar horror, sobretudo se o comparamos à população mundial da época.
(...)
[20] Ora, nosso século talvez tenha sido menos hipócrita que os outros. Ele enunciou regras
de convivência; certamente as violou, mas moveu e move processos públicos contra essas
violações. Isso não impede que elas se repitam, mas teve alguma influência sobre nossos
comportamentos cotidianos e sobre as probabilidades de um grande número de cidadãos,
sobretudo no mundo ocidental, viver por mais tempo, evitando abusos de poder de toda ordem.
[25] Hoje posso andar pela rua sem me fazer matar por alguém que queira manter sua
trajetória na mesma calçada que a minha, e sei que meus filhos não receberão cacetadas do
filho de um duque como meio de aprendizagem do poder. Indivíduos prepotentes tentam ainda
hoje expulsar uma mulher negra do ônibus, mas a opinião pública os condena.
Vejamos agora os aspectos ambíguos deste século. Ele terá sido o século das massas.
[30] Para o bem ou para o mal. Os direitos das massas foram reconhecidos: é muito Importante o
direito à palavra, à contestação, ao voto, exercer um cargo político, e não avaliamos o que isso
representa porque não vivemos em séculos em que era normal um artesão morar num casebre
imundo e um senhor que não tinha dinheiro para pagar-lhe mandar seus servidores baterem
nele. Experimente tratar a murros seu encanador que exige pagamento e compreenderá que
[35] alguma coisa mudou.
Nosso século é o da aceleração tecnológica e científica, que se operou e continua a se
operar em ritmos antes inconcebíveis. (...)
O custo dessa aceleração da descoberta é a hiperespecialização. Estamos em via de
viver a tragédia dos saberes separados: quanto mais os separamos, tanto mais fácil submeter
[40] a ciência aos cálculos do poder. Esse fenômeno esta intimamente ligado ao fato de ter sido
neste século que os homens colocaram mais diretamente em questão a sobrevivência do
planeta.
O equivalente tecnológico da separação dos saberes foi a linha de montagem. Nesta,
cada um conhece apenas uma fase do trabalho. Privado da satisfação de ver o produto
[45] acabado, cada um é também liberado de qualquer responsabilidade. Poderia produzir, e isso
ocorre com frequência, venenos sem que o soubesse. Mas a linha de montagem permite
também fabricar aspirina em quantidade para o mundo todo. E rápido. Tudo se passa num
ritmo acelerado, desconhecido dos séculos anteriores. Sem essa aceleração, o Muro de Berlim
poderia ter durado milênios, como a Grande Muralha da China. É bom que tudo se tenha
[50] resolvido no espaço de trinta anos, mas pagamos o preço dessa rapidez. Poderíamos destruir
o planeta num dia.
Nosso século foi o da comunicação instantânea. Hernán Cortés pôde destruir uma
civilização e, antes que a notícia se espalhasse, teve tempo para encontrar justificativas a seus
empreendimentos. Hoje, massacres da Praça da Paz Celestial, em Pequim, tornam-se
[55] atualidade no momento mesmo em que se desenrolam e provocam a reação de todo o mundo
civilizado. Mas informações simultâneas em excesso, provenientes de todos os pontos do
globo, produzem um hábito. O século da comunicação transformou a informação em
espetáculo. Arriscamo-nos a confundir a todo instante a atualidade e o divertimento.
Nosso século presenciou o triunfo da ação à distância. Hoje, aperta-se um botão e
[60] entra-se em comunicação com Pequim. Aperta-se um botão e um país inteiro explode. Aperta-
se um botão e um foguete é lançado a Marte. A ação à distância salva numerosas vidas, mas
irresponsabiliza o crime.
O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho
de vento podia ser reparado, mas o sistema do computador não tem defesa diante da má
[65] intenção de um garoto precoce. O século está estressado porque não sabe de quem se deve
defender nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos inimigos.
Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não o de eliminar os resíduos. Porque a sujeira
nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos (inclusive os
radioativos) nascem do bem-estar que ninguém quer mais perder. Eis porque nosso século foi
[70] o da angústia e da utopia de curá-la. Com um superego mais forte, a humanidade se embaraça
num mal que conhece perfeitamente, confessa-o em público, tenta purificações expiatórias às
quais se juntam as igrejas e os governos e repete o mal porque ação à distância e linha de
montagem impedem identificá-lo no início do processo. Espaço, tempo, informação, crime,
castigo, arrependimento, absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica,
[75] nascimento, longa vida, morte... tudo em altíssima velocidade. A um ritmo de stress. Nosso
século é o do enfarte.
(ECO, Umberto. O segundo diário mínimo. 2. ed. Rio de Janeiro : Record, 1994 - Adaptado)
Em “Aperta-se um botão e um país inteiro explode.” (linha 61), é INCORRETO afirmar que:
06
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