Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 7 10763553
UTFPR Verão 2011/2TEXTO PARA A QUESTÃO
Nunca mais houve eleição como aquela
Por Cristian Klein Jornal do Brasil online 14/ 11/2009
Quando a República foi proclamada, há exatamente 120 anos, uma das principais mudanças na vida do brasileiro, com o novo regime, foi poder escolher o chefe de Estado. Eleições já existiam, havia muito, para senador, deputado e outros cargos locais, desde os primórdios da colônia. Foi aqui que se realizou a primeira eleição no continente americano, antes mesmo de os Estados Unidos começarem a lançar as bases da moderna democracia ocidental. O que prova que eleição é apenas um método de escolha de representantes, como é a nomeação e a hereditariedade. Os gregos usavam o sorteio. Eleições podem ser utilizadas por regimes abertos ou fechados, como aristocracias, monarquias e ditaduras – até por uma questão de sobrevivência, para criar válvulas de escape. Mas só nas democracias o poder central também entra no jogo eleitoral. Esta era a novidade do regime inaugurado em 1889, apesar de todos os problemas iniciais do sistema fraudulento de votação da República Velha e da exclusão de boa parte da população, como as mulheres, que ganharam o direito de votar só
em 1932.
Há cravados 20 anos, esta também era a novidade na retomada do regime democrático brasileiro. Durante o período militar, o cidadão não pôde escolher candidatos para os executivos estaduais (na maior parte do tempo) e para a Presidência da República (em toda a ditadura). Em 1982, restabeleceram-se as eleições para governador. E, finalmente, em 15 de novembro de 1989, o povo voltava às urnas para escolher o presidente, depois de 29 anos. (...) Nada tão distante da indiferença e do pragmatismo com que as atuais eleições são disputadas. O que é natural. Hoje, baixada a poeira, eleitos sucessivos presidentes, feita a alternância do poder, realizadas as políticas públicas de cada governo, julga-se pelo que se fez. Olha-se para o passado. Em 1989, só havia futuro. Mais do que nunca, a ficção, presente no discurso de qual- quer campanha eleitoral, era a matéria-prima de candidatos e partidos.
Ficção, imaginário, símbolos. Numa disputa pouco estruturada em torno de partidos – ainda incipientes e sem realizações prévias – os parâmetros eram quase que essencialmente os atributos pessoais dos candidatos. (...)
A eleição de 1989, pelo caráter reinaugural, repleta de candidatos, mais de 20, de todos os portes – novos e velhos, relevantes e nanicos, da extrema esquerda à extrema direita – foi totalmente atípica, o que faz com que frequentemente seja evitada em análises políticas. (...) A emoção dava a tônica. Os jingles embalavam. (...) Os debates eram acalorados. Os xingamentos, tão comuns que dispensavam a civilidade de direitos de respostas. A democracia voltava e gritava. Nunca mais houve uma eleição como a de 1989.
Segundo o texto:
Questão 18 10751529
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Guerra Fria
Por quatro décadas, o mundo acabava toda semana. A paranóia começou no final dos anos 40, quando americanos e soviéticos iniciaram uma disputa econômica, geopolítica e ideológica: comunismo x capitalismo. Para que ninguém precisasse baixar a cabeça para o outro lado, era preciso manter o poder de fogo pau a pau. Resultado: mais de 30 mil bombas nucleares de cada lado do planeta.
Com tanto poder, eles dividiram o mundo em áreas de influência. Europa Ocidental e Américas orbitavam ao redor de Washignton. Europa Oriental, Cuba e parte da Ásia batiam continência para Moscou. Os gigantes nunca entravam em confronto direto. Mas esse desastre chegou perto uma vez. Foi em 1962, quando os soviéticos instalaram mísseis nucleares em Cuba, a meros 150 quilômetros dos EUA.
Os presidentes John Kennedy e Nikita Kruschev trocaram mensagens tensas, até que o soviético resolveu tirar os mísseis de lá. Em retribuição, Kennedy prometeu nunca invadir a ilha comunista. E o mundo, veja só, não acabou. Parece contraditório, mas isso não aconteceu justamente porque as duas superpotências se armaram demais. A abundância atômica dos dois lados fez com que nenhum deles se metesse a besta de dar o primeiro tiro. O câncer da Guerra Fria acabou extirpado com o fim da União Soviética, em 1991. Mas o das bombas atômicas, você sabe, não teve cura: o planeta ainda carrega mais ou menos 12.500 ogivas nucleares em suas entranhas.
Fonte: VERSIGNASSI, A.; BURGIERMAN, D. R. Revista Superinteressante, n. 230, set. 2006, p. 62.
O acordo firmado entre os presidentes John Kennedy e Nikita Kruschev foi o seguinte:
Questão 17 10751525
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Guerra Fria
Por quatro décadas, o mundo acabava toda semana. A paranóia começou no final dos anos 40, quando americanos e soviéticos iniciaram uma disputa econômica, geopolítica e ideológica: comunismo x capitalismo. Para que ninguém precisasse baixar a cabeça para o outro lado, era preciso manter o poder de fogo pau a pau. Resultado: mais de 30 mil bombas nucleares de cada lado do planeta.
Com tanto poder, eles dividiram o mundo em áreas de influência. Europa Ocidental e Américas orbitavam ao redor de Washignton. Europa Oriental, Cuba e parte da Ásia batiam continência para Moscou. Os gigantes nunca entravam em confronto direto. Mas esse desastre chegou perto uma vez. Foi em 1962, quando os soviéticos instalaram mísseis nucleares em Cuba, a meros 150 quilômetros dos EUA.
Os presidentes John Kennedy e Nikita Kruschev trocaram mensagens tensas, até que o soviético resolveu tirar os mísseis de lá. Em retribuição, Kennedy prometeu nunca invadir a ilha comunista. E o mundo, veja só, não acabou. Parece contraditório, mas isso não aconteceu justamente porque as duas superpotências se armaram demais. A abundância atômica dos dois lados fez com que nenhum deles se metesse a besta de dar o primeiro tiro. O câncer da Guerra Fria acabou extirpado com o fim da União Soviética, em 1991. Mas o das bombas atômicas, você sabe, não teve cura: o planeta ainda carrega mais ou menos 12.500 ogivas nucleares em suas entranhas.
Fonte: VERSIGNASSI, A.; BURGIERMAN, D. R. Revista Superinteressante, n. 230, set. 2006, p. 62.
“O câncer da Guerra Fria acabou extirpado com o fim da União Soviética, em 1991.” Na frase acima ocorre
Questão 16 10751504
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Guerra Fria
Por quatro décadas, o mundo acabava toda semana. A paranóia começou no final dos anos 40, quando americanos e soviéticos iniciaram uma disputa econômica, geopolítica e ideológica: comunismo x capitalismo. Para que ninguém precisasse baixar a cabeça para o outro lado, era preciso manter o poder de fogo pau a pau. Resultado: mais de 30 mil bombas nucleares de cada lado do planeta.
Com tanto poder, eles dividiram o mundo em áreas de influência. Europa Ocidental e Américas orbitavam ao redor de Washignton. Europa Oriental, Cuba e parte da Ásia batiam continência para Moscou. Os gigantes nunca entravam em confronto direto. Mas esse desastre chegou perto uma vez. Foi em 1962, quando os soviéticos instalaram mísseis nucleares em Cuba, a meros 150 quilômetros dos EUA.
Os presidentes John Kennedy e Nikita Kruschev trocaram mensagens tensas, até que o soviético resolveu tirar os mísseis de lá. Em retribuição, Kennedy prometeu nunca invadir a ilha comunista. E o mundo, veja só, não acabou. Parece contraditório, mas isso não aconteceu justamente porque as duas superpotências se armaram demais. A abundância atômica dos dois lados fez com que nenhum deles se metesse a besta de dar o primeiro tiro. O câncer da Guerra Fria acabou extirpado com o fim da União Soviética, em 1991. Mas o das bombas atômicas, você sabe, não teve cura: o planeta ainda carrega mais ou menos 12.500 ogivas nucleares em suas entranhas.
Fonte: VERSIGNASSI, A.; BURGIERMAN, D. R. Revista Superinteressante, n. 230, set. 2006, p. 62.
A ordem alfabética das palavras paranóia; para; pau e parece é:
Questão 15 10739633
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Por que o homem parou de viajar à Lua?
Porque não havia motivos que justificassem os riscos e os custos de se mandar pessoas à Lua – o programa Apollo, que pôs 12 homens na superfície lunar entre 1969 e 1972, custou a bagatela de 19,5 bilhões de dólares. Quando gastou esse dinheiro, o governo americano estava querendo provar sua superioridade em relação à União Soviética – e, consequentemente, a supremacia do capitalismo. Vencida a corrida espacial, não havia mais por que ir à Lua. “É um problema de orçamento. Na época, foi dada prioridade aos ônibus espaciais e à estação espacial”, afirma Steven J. Dick, chefe da divisão de história da Nasa.
Agora, a nova política espacial do presidente George W. Bush, anunciada em 2004, voltou novamente as atenções para a Lua, com a justificativa de que a retomada das viagens possibilitará o desenvolvimento de tecnologias para que o homem possa ficar por um longo período no espaço (e assim explorar mais o sistema solar). Também poderiam ser investigados in loco os dados trazidos por sondas espaciais, como a possibilidade da existência de gelo nos pólos lunares. Faz parte da nova política espacial a construção de uma base lunar que servirá como apoio nas viagens a Marte.
Para essas missões tripuladas, está sendo desenvolvido um novo veículo espacial, com uma enorme diferença em relação às naves Apollo: a tripulação e o módulo lunar viajam em foguetes distintos, que se acoplam na órbita terrestre. Ao chegar à órbita da Lua, os astronautas se transferem para o módulo lunar, que pousa enquanto o resto da nave aguarda o seu retorno.
Os críticos afirmam que a missão é desnecessária. “Se quisermos descobrir algo mais, podemos fazer melhor com naves automatizadas do que mandando pessoas”, diz o historiador Alex Rolland, da Universidade Duke, ex-funcionário da Nasa.
Fonte: BUSCATO, M. Revista Superinteressante, n. 230, set. 2006, p. 46.
“Quando gastou esse dinheiro, o governo americano estava querendo provar sua superioridade em relação à União Soviética – e, consequentemente, a supremacia do capitalismo.”
Nesta frase, a palavra destacada tem o sentido de
Questão 4 10739609
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Como nasce uma língua?
Em primeiro lugar, é preciso compreender o que é um idioma. “É o conjunto organizado de signos linguísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Além disso, ele deve ter um número razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação. Do contrário, é só um dialeto”, explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo. Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. O português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também é possível que não haja uma só raiz. É o caso das chamadas línguas germânicas, como o alemão e o dinamarquês. “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam”, afirma Goez Kaufmann, especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.
“No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais”, diz José Rodrigues Seabra, professor de língua e literatura latina da USP. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.
Hoje, o inglês é dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma é bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. “Ainda assim, o inglês falado na Índia é cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua”, diz Kaufmann.
Fonte: PEREIRA, G. G. Revista Superinteressante, 221. ed., p. 37, dez. 2005.
É correto afirmar que o tema central do texto é
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