Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 20 10731837
IFCE* (Já existe no Banco) 2019/1No século XVIII foram introduzidas importantes inovações tecnológicas na Inglaterra, tais como a máquina a vapor, a máquina de fiar e o tear mecânico. Essas inovações proporcionaram significativas mudanças no modo de organização do trabalho na época. Desse período para cá, a sociedade se moderniza cada vez mais, havendo hoje diversas tecnologias presentes no cotidiano das pessoas.
Sobre o desenvolvimento industrial ao longo dos séculos, é correto afirmar-se que
Questão 15 10727042
CMS 6º Ano - Português 2019Texto, para a questão.
Lobisomem em Portugal
A lenda do lobisomem chegou ao Brasil por meio dos portugueses e, por isso, é importante termos uma noção de
como é essa lenda em Portugal. Os portugueses possuem diferentes versões para explicar a origem do lobisomem.
Em uma versão, acredita-se que o lobisomem seja um homem pálido, alto e magro. Em outra versão, os portugueses
falam que o lobisomem é o primeiro filho homem nascido de um casal que teve sete filhas. Nesse caso, o homem se
[5] transformaria em lobisomem em uma terça ou sexta quando tivesse a idade de treze anos desde que passasse por um
cruzamento no qual um jumento rolou no chão.
A transformação aconteceria todas as terças ou sextas, e o lobisomem sairia de meia-noite até as duas horas
passando por cemitérios, amedrontando vilas, apagando as luzes etc. Quem ferir o lobisomem consegue colocar fim à maldição,
mas, se ficar sujo com o sangue do lobisomem, herdará a maldição.
[10] Uma informação importante e que muitos desconhecem é que os portugueses acreditavam na existência de
lobisomens do sexo feminino – esse traço o folclore brasileiro não herdou.
(escolakids.uol.com.br)
Pela palavra “traço” (linha 11) pode-se entender que ela tem o mesmo sentido que
Questão 14 10727040
CMS 6º Ano - Português 2019Texto, para a questão.
Lobisomem em Portugal
A lenda do lobisomem chegou ao Brasil por meio dos portugueses e, por isso, é importante termos uma noção de
como é essa lenda em Portugal. Os portugueses possuem diferentes versões para explicar a origem do lobisomem.
Em uma versão, acredita-se que o lobisomem seja um homem pálido, alto e magro. Em outra versão, os portugueses
falam que o lobisomem é o primeiro filho homem nascido de um casal que teve sete filhas. Nesse caso, o homem se
[5] transformaria em lobisomem em uma terça ou sexta quando tivesse a idade de treze anos desde que passasse por um
cruzamento no qual um jumento rolou no chão.
A transformação aconteceria todas as terças ou sextas, e o lobisomem sairia de meia-noite até as duas horas
passando por cemitérios, amedrontando vilas, apagando as luzes etc. Quem ferir o lobisomem consegue colocar fim à maldição,
mas, se ficar sujo com o sangue do lobisomem, herdará a maldição.
[10] Uma informação importante e que muitos desconhecem é que os portugueses acreditavam na existência de
lobisomens do sexo feminino – esse traço o folclore brasileiro não herdou.
(escolakids.uol.com.br)
Segundo o texto, quem herdará a maldição citada na linha 9?
Questão 10 10727035
CMS 6º Ano - Português 2019Texto, para a questão.
Lobisomem em Portugal
A lenda do lobisomem chegou ao Brasil por meio dos portugueses e, por isso, é importante termos uma noção de
como é essa lenda em Portugal. Os portugueses possuem diferentes versões para explicar a origem do lobisomem.
Em uma versão, acredita-se que o lobisomem seja um homem pálido, alto e magro. Em outra versão, os portugueses
falam que o lobisomem é o primeiro filho homem nascido de um casal que teve sete filhas. Nesse caso, o homem se
[5] transformaria em lobisomem em uma terça ou sexta quando tivesse a idade de treze anos desde que passasse por um
cruzamento no qual um jumento rolou no chão.
A transformação aconteceria todas as terças ou sextas, e o lobisomem sairia de meia-noite até as duas horas
passando por cemitérios, amedrontando vilas, apagando as luzes etc. Quem ferir o lobisomem consegue colocar fim à maldição,
mas, se ficar sujo com o sangue do lobisomem, herdará a maldição.
[10] Uma informação importante e que muitos desconhecem é que os portugueses acreditavam na existência de
lobisomens do sexo feminino – esse traço o folclore brasileiro não herdou.
(escolakids.uol.com.br)
Segundo o texto, uma condição para se tornar lobisomem pela primeira vez seria
Questão 12 10716458
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto
AUTISTÃO: PAÍS METAFÓRICO, APOIO CONCRETO
Autistas se reúnem no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Autistão e discutir de neurodiversidade a autoaceitação
[1] Em consonância com as comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo –
instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o dia 2 de abril, a Organização Diplomática
do Autistão, uma instituição sem fins lucrativos com diversos pontos e apoiadores no mundo, promoveu
o Dia do Autistão, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste último 31 de março.
[5] Na ocasião, autistas de diferentes estados do Brasil, presencialmente e virtualmente, discutiram
temas de escolha livre em mesas redondas variadas. Entre os debates, figuraram assuntos como
neurodiversidade, diagnóstico, preconceito, mulheres autistas e autoaceitação.
O responsável pelo evento foi o francês Eric Lucas, de 54 anos, que classificou a programação
como o dia mais difícil da sua vida. Foram mais de 10 horas, concentrado no gerenciamento das
[10] chamadas e na transmissão feita, simultaneamente, no YouTube e Facebook, para que fosse vista em
diferentes lugares do Brasil.
Diálogos
A ideia do Dia do Autistão surgiu apenas dois meses antes do evento propriamente dito. Apesar
da correria, Eric conseguiu reunir diferentes autistas em posições distintas no midiativismo autista –
como o youtuber Leonard Akira, a podcaster Erika Ribeiro e o adolescente Zeca Szymon – para falar
[15] dos temas que os interessavam.
“Eles foram muito colaborativos, muito pacientes, muito bacanas. Isso é o efeito mágico do
Brasil, o povo é mais humano, mais aberto, mais gentil e mais amável. O Brasil, na minha opinião como
francês, é um país muito avançado em termos de direitos para os autistas”, contou Eric.
O evento iniciou às 11h da manhã e seguiu até 21h30min. Os horários foram divididos em
[20] pequenas palestras, comentários, e incluíram-se, também, detalhes sobre o Autistão – um conceito
metafórico de um país dos autistas. Além disso, o público pôde acompanhar a transmissão no canal da
organização no YouTube e na página do Facebook.
A proposta, segundo Lucas, foi de difícil execução. Ele destaca que “foram mais de 10
voluntários, mas o evento envolveu muita tecnologia, interações e foi extremamente difícil. Não estamos
[25] acostumados a fazer coisas tão complicadas com o computador”.
Originalmente, o evento brasileiro ocorreria, simultaneamente, com a Journée de l’Autistan, na
Bélgica. No entanto, problemas na transmissão causaram mudanças de cronograma. Apesar dos
impasses, o Dia do Autistão manteve a participação de todos os autistas previstos. Lucas completa: “tive
muito estresse e medo de ter problemas técnicos, mas é o meu jeito de fazer. Porque, quando pensamos
[30] demais, pensamos que é impossível e não fazemos nada. Mas conseguimos fazer algo bem legal e
resolvemos os problemas juntos”.
Apoio
É impossível dissociar a Embaixada do Autistão, local físico da Organização Diplomática do
Autistão, da figura de Eric Lucas. Após sua saída da França, devido ao ataque terrorista de Paris, em
2015, Lucas alugou, em fevereiro de 2017, um apartamento de 40 m2 em Copacabana. O espaço recebe e
[35] apoia, com recursos próprios, autistas de diferentes lugares do país.
Eric, no passado, foi uma figura viajante e de muitas histórias. Chegou a figurar na edição de
2001 do Guinness World Records, esteve em países como Rússia, Egito e Cazaquistão, é poliglota, foi
DJ durante 15 anos e se adaptou à vida social na medida do possível. Há mais de dois anos, em terras
cariocas, se diz satisfeito com a mudança e evita aparecer em fotos.
[40] O francês mora com Shree Ram, um jovem nepalês que conheceu em uma de suas viagens ao
Nepal e que o acompanha no Autistão e na vida brasileira. “Temos uma amizade que não podíamos
imaginar. É como um irmão de outra mãe. Somos muito felizes aqui”, disse Eric.
Uma ajuda neurodiversa na vida de Eric é Ludmila Leal, que tem um irmão autista e colaborou,
de forma geral, na organização do evento. “Esse é o caminho para a humanidade. O único caminho da
[45] paz é esse, as pessoas aceitarem e se colocarem no lugar do outro”, ela afirma sobre a importância das
diferenças. Foi com a intenção de tentar entender outros autistas que Lucas fez o máximo de adaptações
possíveis para os convidados. Geuvana Nogueira, por exemplo, faz parte da Liga dos Autistas, tem
restrições alimentares e se deslocou de Campo Grande até o Rio. Na capital, foi auxiliada pela
organização e pelos demais autistas presentes.
[50] No Rio de Janeiro, Geuvana contou ter vivido desafios: “eu saí da minha zona de conforto, foi
delicado. Mas acredito que, quando conseguimos nos aceitar e nos olhar como autistas, o outro autista
não é difícil. É como se todo mundo já se conhecesse”.
Eric Lucas reiterou a missão do Autistão: “nós queremos colaborar com qualquer pessoa, sejam
autistas, famílias ou organizações. Somos uma organização de autistas, extranacional, ou seja, não ligada
[55] a nenhum país, com uma visão global para apoiar os ativistas nacionais”.
Histórias
Os bastidores do Dia do Autistão renderam encontros e vivências para os participantes. Erika
Ribeiro, podcaster do Erika’s Small Talk, reconheceu o evento como uma espécie de divisor de águas
em sua saga para “sair do armário”, que se arrastou por parte significativa dos seus 39 anos de idade.
“Fui diagnosticada no auge da minha carreira, com 22 anos. Eu cursava Direito, trabalhava, e
[60] aquilo me dava uma confusão mental. Fui procurar uma ajuda psiquiátrica e acabei diagnosticada com
TDA e Asperger. Resolvi vir pra botar a cara logo e bora!”, contou.
A maior parte dos participantes do evento era de adultos, exceto Zeca Szymon, um adolescente
de 14 anos, acompanhado da mãe, Magaly Botafogo. Já a participante Geuvana tem dois filhos adultos e
encara sua posição como algo diferente de grande parte das mães não autistas. Ela explica: “Um deles
[65] não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me
abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e
estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”.
O youtuber Leonard Akira enfatizou que as potencialidades autistas devem ser exploradas. “O
autismo, para parte dos pais, é considerado um tabu e um limitador. Eles pensam em todas as
[70] dificuldades que o filho terá na vida e na discriminação. Se um pai tiver uma visão mais esperançosa do
filho, ele verá as vantagens e desvantagens desta condição”.
Ludmila, que acompanhou tudo por detrás das câmeras de transmissão, aprovou o Dia do
Autistão. “Quanto mais eventos que mostram formas diferentes de viver, de pensar, de conviver, de
aceitar, melhor. Precisamos acabar com a intolerância, que está se espalhando na civilização, e neste
[75] momento, isso é de suma importância”.
ABREU, Tiago. Autistão: país metafórico, apoio concreto. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p. 26-28, jun./jul./ago. 2019. Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Leia o excerto a seguir, extraído do TEXTO:
“Um deles não mora comigo. Quando ele chega em casa, há um incômodo muito grande. Eu detesto que me abracem, pois eu fico sufocada. Eu não me identifico mais com ele, mas é meu filho, eu gosto dele e estou aprendendo a lidar com isso. Eu o criei para ter sua vida. A vida dele não é minha, é dele”. (linhas 64 a 67)
Nessa fala de Geuvana, que é autista e tem dois filhos não autistas, predomina um sentimento de:
Questão 19 10682304
CMM 6º Ano - Português 2019TEXTO I
O rei dos cacos
Ricardo Ramos (Adaptado)
Quando saio por aí, com meu irmão, brincamos de tudo: subimos em todas as árvores, principalmente nas mangueiras, corremos atrás de todos os bichos, principalmente das galinhas, e apanhamos todas as frutas, principalmente as verdes. Mas existe uma brincadeira que é diferente de todas as outras e é a melhor delas: andar dentro do córrego, pra baixo e pra cima. Minha mãe não gosta muito, nem minha avó, mas a gente anda assim mesmo. Meu pai nem vê, porque fica trabalhando o dia inteiro na fazenda, tratando das vacas, correndo de jipe, tirando leite, passeando a cavalo, cuidando dos porcos. Ele só para depois do almoço, pra ler uns jornais ou um livro.
Enquanto isso, nós dois, eu e meu irmão, no córrego, andamos pra baixo e pra cima. Mas nós não brincamos disso só por causa da água. É que lá no fundo, brilhando, sempre tem uns pedaços de vidro. Minha mãe diz, e minha avó concorda com ela, que o nome certo é louça, e louça antiga, mas nós já estamos acostumados, meu irmão e eu, a dizer que são cacos de vidro. Eles são grandes, pequenos, quebrados, redondos, compridos, grossos, finos, de todo jeito. Às vezes são coloridos, às vezes são brancos. Quando são brancos nós jogamos fora. Que graça tem guardar um caco de vidro branco? Os mais bonitinhos são os que têm umas florzinhas ou umas listrinhas. Minha mãe diz que são pedaços de aparelhos de jantar, tudo louça antiga, dos antigos donos da fazenda, tudo do tempo dos escravos. Quando ela fala isso, eu fico pensando nos escravos que ali deitavam uns por cima dos outros, naqueles porões imensos que existem debaixo da casa. Toda vez que tenho que passar lá dentro, eu e meu irmão, me agarro nele, com medo, mas não falo nada, senão meu irmão vai dizer que menina é assim mesmo, tem medo de tudo.
No córrego, procurando os cacos de vidro, não tenho medo de nada. Nem de fazer as apostas que fazemos todos os dias: quem é que vai achar o mais bonito, o mais colorido, o maior, o mais antigo. Meu irmão, que é maior do que eu, sempre diz que achou o mais bonito, o mais colorido, o mais antigo. Para saber quem achou o maior, medimos os cacos. E, às vezes, eu acho.
No fim do dia, quando chega a hora de ir para dentro de casa, passamos, antes, numa casinha onde moram todos os cacos. Meu pai disse que lá, antigamente, era um tanque onde se fabricava polvilho, depois de colhida a mandioca. Esse tanque é grande, de cimento e todo coberto de tábuas. Meu pai fez isso para nós, eu e meu irmão, senão os bichos entrariam lá dentro. Então, todas as tardes, antes de irmos para casa, nós afastamos as tábuas, entramos dentro do tanque, e guardamos, em mesinhas feitas com pedacinhos de outras tábuas e tijolos, os cacos do dia. Quase todos estão lá. Falta um só, pequeno, branco, com listras cor-de-rosa que meu irmão insiste em dizer que são de outra cor. Esse ele guarda separado, dentro de uma caixinha pequena, que é guardada dentro de uma caixa grande, junto com outras coisas só dele: pedrinhas, penas de passarinho, apitos, felipes de café que são dois grãos de café juntos, pedacinhos de cuia com goma esticada que chamamos de viola e caixas e mais caixas de fósforos. Meu irmão diz que foi ele quem achou o caco de vidro que é guardado separado e pôs nome: o rei dos cacos — mas é mentira, fui eu! — e o guardei na casinha do tanque, junto com as coisas só dele.
O rei dos cacos não pode ser visto a qualquer hora. Só em dias muito especiais, quando meu irmão resolve arrumar a caixa grande cheia de coisas. Ele tira todas, uma por uma, posso ver tudo desde que não ponha a mão em nada, guarda de novo, fecha, pronto, acabou. Durmo pensando no rei dos cacos, e ele também.
No outro dia, vamos de novo, bem cedo, andar no córrego. De vez em quando pulamos de alegria dentro d'água quando achamos um caco igual a outros que já temos. Vamos correndo ver se encaixa no pedaço que está guardado dentro do tanque. O meu maior sonho na vida é achar a outra metade do rei dos cacos. E acho que é, também, o maior sonho do meu irmão.
(RAMOS, Ricardo. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual, 1992. p.74-77.)
TEXTO II
O Direito das Crianças
Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.
[5] Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.
Não é questão de querer
[10] Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
[15] Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
[20] Ter lápis de colorir...
Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.
[25] Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.
Morango com chantilly,
[30] Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!
Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
[35] Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!
Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
[40] E uma corda de pular
(http://www.ruthrocha.com.br)
Ao ler os textos, é possível identificar em ambos:
06
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