Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 9 10782278
IFMT 2019/1O texto abaixo serve de base para responder à questão.

(Tirinha 749. Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br)
O humor da tirinha, reside basicamente, no fato de:
Questão 59 10781273
Liceu-SP C. Gerais 2019Era uma cidade de tijolo vermelho, ou antes, de tijolo que tinha sido vermelho, se a fumaça e as cinzas o tivessem consentido: mas tal como estava, era uma cidade de um vermelho e preto esquisitos, semelhando a cara pintada de um selvagem. Era uma cidade de máquinas altas e chaminés, das quais saíam incessantemente serpentes intermináveis de fumaça, que jamais se desenroscavam. Tinha um canal negro e um rio manchado de roxo por tintas mal cheirosas e imensas pilhas de edifícios, cheios de janelas, onde todo o santo dia havia ruídos e estremecimento e onde os êmbolos das máquinas a vapor subiam e desciam melancolicamente, semelhante à cabeça de um elefante melancolicamente louco. Para essa gente, cada dia era igual ao anterior e ao seguinte e cada ano idêntico ao último e ao próximo.
(Charles Dickens. Tempos Difíceis)
É correto afirmar que o autor descreve
Questão 48 10776146
IFMG 2019/1Leia o texto a seguir:
“Era uma cena bonita e triste. Talvez só bonita, triste aos olhos de Maria-Nova que divagava em um pensamento longínquo e próximo ao mesmo tempo. Duas ideias, duas realidades, imagens coladas machucavam-lhe o peito. Senzala-favela. Nesta época, ela iniciava seus estudos de ginásio. Lera e aprendera também o que era casagrande. Sentiu vontade de falar à professora. Queria citar, como exemplo de casa-grande, o bairro nobre vizinho e como senzala, a favela onde morava. Sentiu vontade de falar à professora. Procurou mais alguém que pudesse sustentar a ideia, viu a única colega negra que tinha na classe. Olhou a menina, porém ela escutava a lição tão alheia como se o tema escravidão nada tivesse a ver com ela. Sentiu certo mal-estar. Numa turma de quarenta e cinco alunos, duas alunas negras, e, mesmo assim, tão distantes uma da outra. Fechou a boca novamente, mas o pensamento continuava. Senzala-favela, senzala-favela.”
EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017. p. 73.
A relação feita pela personagem ficcional de Conceição Evaristo remete a uma herança histórica do Brasil, que se faz presente ainda hoje no uso e na ocupação dos espaços urbanos.
Tal herança refere-se a
Questão 17 10759788
COLTEC 2019A imprensa desempenhou papel importante nas campanhas abolicionistas no Brasil do século XIX. Em todo o país, a situação escrava era o principal assunto dos jornais e revistas, que se tornaram um meio de divulgação ou de contestação do movimento abolicionista.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o abolicionismo.
Questão 1 10759665
COLTEC 2019Leia o texto para responder as questões.
SUS, há 30 anos sobrevivendo ao colapso
A demanda por saúde pública não condiz com a capacidade do governo de financiá-la
Em 1988, ano em que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado, não havia muitos hospitais públicos no País e para que fosse possível cumprir a Constituição, que estabelecia “saúde universal e gratuita para todos os brasileiros”, o governo fechou acordo com as Santas Casas e os hospitais filantrópicos existentes. Pelo acordo, as entidades seriam remuneradas pelo atendimento prestado nos valores descritos pela Tabela de Procedimentos do SUS.
Na teoria, a parceria era perfeita - as entidades teriam ajuda financeira e o governo não precisaria construir hospitais. Na prática, o sistema criado tornou-se um grande peso para as entidades beneficentes. A desatualização da tabela do SUS foi o estopim de todas as dificuldades que Santas Casas e hospitais filantrópicos enfrentam. São mais de 15 anos sem nenhuma atualização. Os preços descritos na tabela não acompanharam a inflação e tampouco os gastos com os pacientes atendidos - a cada R$ 100 gastos pelas entidades o SUS reembolsa R$ 60. Um simples cálculo aritmético mostra que a conta não fecha.
Os últimos dois anos, marcados pela crise econômica e política no Brasil, se refletiram diretamente no SUS. Milhares de brasileiros perderam o emprego e, por consequência, seus planos de saúde privados. A rede pública, por sua vez, passou a receber mais pacientes - além de atendimento de emergência e urgência, o desemprego muitas vezes leva as pessoas à aflição e à tristeza e, com o psicológico em completa desordem, o corpo responde com o surgimento de doenças. Conclusão: mais pessoas na fila do SUS.
Com todas as adversidades deste cenário, as instituições tiveram de recorrer a diversos empréstimos em bancos públicos e privados, o que culminou em grande endividamento. Hoje a dívida das entidades está em torno de R$ 23 bilhões.
Nestes 30 anos de história, após muitas batalhas, algumas conquistas foram alcançadas, como isenções tributárias, a liberação de verbas emergenciais e a criação de linhas de créditos específicas para as Santas Casas e os hospitais filantrópicos, mas, infelizmente, não foram suficientes.
Com absoluta certeza, afirmo que as entidades fazem muito diante do que recebem dos governos federal, estaduais e municipais. E poderiam fazer muito mais se o acordo de 1988 fosse cumprido com hombridade. Talvez, os brasileiros não precisassem esperar meses para agendar uma consulta de urgência e passar horas em filas para pegar determinado remédio. (...)
Disponível em: https://goo.gl/dqeiVc. Acesso em: 29 jul. 2018. (Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta uma causa do mau funcionamento do SUS.
Questão 36 10739921
CEDAF 2019/1“Comunidades rurais que viviam da agricultura familiar e da criação de animais, os quilombos foram ‘engolidos’ pelas cidades […]. Das três comunidades, explica Zuleide Filgueiras, a única que guarda traços de ruralidade é Mangueiras, que mantém atividades de criação de animais e cultivo da terra. Zuleide explica que o território quilombola é resultado da apropriação, histórica e social, por grupos étnicos organizados. Ainda que muitos desconheçam, quilombola é um termo contemporâneo. Lugar que existe e resiste nos dias atuais, reunindo todas as lutas dos negros de ontem e de hoje, conclui.”
(ARANTES, Paloma. Vozes da resistência. Boletim n. 1913, ano 42, 29 set. 2015. Disponível em: https://www.ufmg.br/boletim/bol1913/8.shtml. Acesso em: 07 ago. 2018.)
“Um lote de trinta negros calhambolas (quilombolas), que armados com foices, facões e chuços e outras armas, e pegaram a mão suplicante (de Marcelino) e a seus flâmulos, passando a amarrá-los a todos de pés e mãos e, lhes meteram na boca uma mordaça a que lhe chamam freio, estando o suplicante e os seus neste estado principiaram a roubá-lo, desde os principais bens que possuíam até o poleiro de galinhas.”
(GUIMARÃES, Carlos Magno. A negação da ordem escravista: quilombos em Minas Gerais noséculo XVIII. Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 1983, p. 67.)
Uma prática comum a muitos quilombos no Brasil, nos períodos colonial e imperial, e que NÃO está presente nos dois textos é a:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)