Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 2 167903
IFMA 2014A expansão portuguesa
Na expansão portuguesa houve de tudo um pouco: descobrimentos, em absoluto, e não apenas para os europeus, de novas terras, novos mares, novas estrelas; evangelização com mão armada e também com martírio e novos métodos linguísticos; troca de riquezas, de ideias, de técnicas, de animais e de plantas; guerra e paz armada com violência extrema de todas as partes; fome de honra; coragem para além do que pode a força humana; altruísmo, sacrifício; antropofagia no limite e recusa dela; confronto de culturas.
Enquanto a Europa mergulhava em intermináveis guerras de poder, sob bandeiras religiosas, o que fazia correr então os portugueses? A fome de ouro e das riquezas, o cheiro da canela, a fama, o medo com suas correias de obediência, a ânsia de poder, a fé em Deus, essencial para esconjurar os demônios e a morte e para o perdão dos horrorosos pecados, o espírito de aventura, o desejo de ir além, o apelo de desconhecido.
(COELHO, Antônio Borges. Os argonautas e seu velo de ouro (séculos XV-XVI). In: Histórias de Portugal. Bauru: EDUSC; São Paulo: UNESP; Portugal: Instituto Camões, 2000. P. 58-59)
A afirmação que melhor refere-se ao texto “A expansão portuguesa” é:
Questão 33 167669
IFSP 2014Analisando as condições de trabalho da Europa medieval, o historiador Marc Bloch afirmou:
O servo, em resumo, dependia tão estreitamente de um outro ser humano que, fosse ele para onde fosse, esse laço o seguia e se imprimia à sua descendência. Essas pessoas, para com o senhor, não estavam obrigadas apenas às múltiplas rendas ou prestações de serviços. Deviam-lhe também auxílio e obediência, e contavam com a sua proteção.
(BLOCH, Marc. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 79, s/d., p. 294-295. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que a servidão na Europa medieval
Questão 32 167667
IFSP 2014Leia o texto, a seguir, que explica os mecanismos de escravização na Assíria da Antiguidade
Os pequenos cultivadores, que tomavam valores ou mercadorias emprestados, deviam encontrar-se constantemente na impossibilidade de reembolsar seus credores, os quais se ressarciam escravizando-os. O resultado dessa situação é que pessoas arruinadas vendiam seus filhos para subsistir. Entretanto, a grande massa de escravos provinha dos prisioneiros de guerra, resultados de operações militares.
(GARELLI, Paul. Oriente próximo asiático: impérios mesopotâmicos, Israel. São Paulo: EDUSP, 1982, p.120. Adaptado)
Considerando as informações apresentadas, é correto afirmar que a escravidão da Assíria antiga
Questão 26 165446
IFBA 2014Constituem monopólio da União: a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo [...], a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro, o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional.
Artigo 1º da Lei de criação da Petrobras (1953). In: CASTELLI JUNIOR, Roberto. História:texto e contexto. São Paulo: Scipione, 2006. p. 604
A criação da Petrobras, em 1953, representa uma vitória
Questão 26 11126235
Concursos Pref de Rio Maria - Port 2013As eleições para Prefeito em Rio Maria apresentaram o seguinte resultado:
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Quantos foram os votos válidos?
Questão 5 11057065
Concursos Pref de Cianorte 2013ERA UMA VEZ UM TIRANO
Era uma vez um reino. Ou uma república. Essa é uma das coisas que não deu para saber direito. Mas não tem muita importância. O importante é saber que era uma vez um país muito alegre e divertido, em que as pessoas davam muito palpite no jeito que queriam viver, mas também não esquentavam muito a cabeça com isso. Quem mandava era escolhido por elas – não seu se era presidente ou primeiro-ministro. Esse negócio de todo mundo dar palpite às vezes ficava parecendo uma bagunça completa, por que todo mundo todos queriam falar ao mesmo tempo, cada qual gritava mais do que o outro, às vezes até discutiam e brigavam, não era ___________ ficar sempre em ordem e tranquilidade. Mas no fim acabava dando certo. Era assim: quando tinha mais gente querendo uma coisa, era essa coisa que acabava sendo feita. E quem não estava de acordo podia chorar, resmungar, reclamar, fazer bico, chiar, gritar, espernear, mas no fundo sabia que não tinha mesmo muito jeito, a não ser convencer um monte de gente para passar para o seu lado. Era assim mesmo. Mas de vez em quando toda essa onde e bate-boca pareciam uma bagunça, lá isso pareciam.
Foi por isso que apareceu o Tirano. Ou Deposta. Ou Ditador, tem muitos nomes. Quer dizer, um homem que não perguntou ao pessoal se podia ser presidente ou primeiro-ministro, expulsou quem tinha sido escolhido pela maioria e desandou a dar ordens e mandar em todo mundo, só porque era o mais forte. NO começo, houve até quem ficasse satisfeito com ele, pensando que estava dando um jeito no tal bagunça e que agora as pessoas iam ter ordem para trabalhar em paz. Mas como ele não ouvia palpite dos outros, foi começando a fazer besteira. Primeiro, implicou com isso de cada um ter uma ideia diferente.
– Onde já se viu? Por isso é que fica todo mundo discutindo em vez de trabalhar. É uma perda de tempo...
E lá veio a ordem:
– A partir de hoje, só podem ter as minhas ideias!
É claro que teve gente que protestou:
– Não estou de acordo... Isso é um absurdo!
– Quem que esse cara pensa que é? Será que ele acha que tem o rei na barriga?
Nem faltou um mais __________ sugerindo:
– Podemos abrir a barriga dele e ver...
Não adiantou nada. Agora não tinha mais aquela velha bagunça. Quem não concordou, foi preso. Ou foi expulso do reino. Ou tratou de ir embora antes de ser expulso. Ou ficou bem quietinho, guardou suas ideias bem guardadas no canto mais fundo e escondido da cabeça, e saiu ______________, disfarçando, fazendo de conta que não tinha nada lá dentro.
Era uma Vez um Tirano – Ana Maria Machado – pp. 6-7-8 – Salamandra – 2ª edição – 1982.
A palavra “negócio” é acentuada pela mesma razão que:
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