Questões de EFAF História
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Questão 30 10190373
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2014O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, tendo como objetivo ampliar os espaços de debate sobre questões raciais, no Brasil. Esta data não foi escolhida ao acaso e sim, como homenagem a um personagem histórico, símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
Quem era este personagem?
Questão 27 10190368
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2014Para responder a questão, observe a imagem a seguir:

(VAINFAS, Ronaldo [et. al]. Conecte História 2. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 33)
Este é um detalhe do mapa feito por Lopo Homem, em 1519, chamado Terra Brasilis. Neste mapa, é possível perceber a principal atividade indígena delegada pelos colonizadores nos primeiros anos de colonização portuguesa na América.
Qual era esta atividade?
Questão 26 10190365
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2014Para responder a questão , observe a imagem a seguir:

(Disponível em: http://www.ibvb.org.br Acesso em: 07 Nov. 2013)
A imagem acima representa um momento marcante no processo de divisão da cristandade ocidental.
Marque a opção que contenha este momento histórico e o seu autor.
Questão 24 10190356
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2014A Colonização do Estado do Rio Grande do Sul teve a participação de diversos grupos étnicos que ajudaram na construção do seu espaço geográfico. Várias caraterísticas culturais desses grupos podem ser vistas na arquitetura, na dança, na culinária e nas atividades econômicas aqui desenvolvidas.
Entres os principais grupos étnicos que compõe a sociedade gaúcha estão os:
Questão 7 10190314
IFPE Subsequente 2014TEXTO
CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NAS ESCOLAS
Desde 2008, uma lei tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena no sistema de ensino do Brasil. A norma, de número 11.645/2008, inclui o trabalho de conteúdos referentes às contribuições dessas duas culturas na formação da sociedade brasileira. Em Santa Maria, essa lei é aplicada através de um projeto de oficinas de arte-educação nas áreas de dança, teatro e música chamado “Somos Todos Um Para Uma Cultura de Paz”, realizado pela organização Oca Brasil, além do trabalho regular das escolas na inclusão desses temas em seus currículos.
Conforme relata a professora e antropóloga Maria Rita Py Dutra, coordenadora pedagógica da Oca Brasil, essa regulamentação aponta para a necessidade de se dar visibilidade aos feitos relacionados ao povo negro e indígena, bem como para a importância do convívio respeitoso com pessoas de diferentes grupos étnicos e a eliminação do discurso racista, tanto em livros didáticos, quanto no convívio diário na escola ou sala de aula. Maria Rita conta que esse direcionamento contrasta com a forma como era tratado o ensino dessas culturas antes de sua obrigatoriedade: “O ensino da História e Cultura Indígena era voltado para um índio idealizado, que vivia na taba, caçando e pescando, totalmente deslocado da situação atual do índio brasileiro. No que diz respeito aos afro-brasileiros, ocorria duas situações: ou sua presença era negada, através da invisibilidade (não se falava nele), ou quando se falava, era para reforçar os estereótipos existentes no imaginário social da sociedade brasileira, associados à inferioridade”.
Deste modo, a professora e antropóloga explica que a lei está ajudando a se pensar estratégias de mudanças na abordagem, mas que não se pode negar a resistência e falta de subsídios para o trabalho com essa temática. Por outro lado, é possível notar que alunos de ascendência indígena e afro-brasileira passam a se ver com mais segurança e autoestima, orgulhosos de suas origens.
Ao abordar a atuação do Projeto “Somos Todos Um Para Uma Cultura de Paz”, que realiza suas oficinas com aproximadamente 150 crianças de escolas públicas de Santa Maria desde março, Maria Rita comenta que a iniciativa está sendo bem recebida nas escolas por onde passa: “A Oca trabalha com arte-educação e já tem acúmulo na área da educação das relações étnico-raciais. Os alunos são levados a cantar, tocar, construir instrumentos. É um novo paradigma, eles adoram”.
(...)
Disponível em: http://www.arazao.com.br. Acesso em: 24ago.2013.
Levando em consideração as regras ortográficas da Língua Portuguesa, incluindo-se o Novo Acordo Ortográfico, indique a alternativa correta com relação a alguns vocábulos do texto.
Questão 4 10187672
IFPE Subsequente 2014TEXTO
POR QUE ESTUDAR A CULTURA INDÍGENA E AFRO-BRASILEIRA?
Os currículos escolares, tradicionalmente, sempre trabalham a História Geral e a História do Brasil, a partir de uma postura eurocêntrica, tendendo a olhar os povos indígenas e afros sempre com um esgar de olhos que deflagram um descaso com a riqueza e a complexidade dessas culturas. Historicamente, passamos a interpretar a História Oficial de nosso país a partir do ponto de vista da classe dominante, o que condenou à Ignorância a contribuição cultural, social, política e econômica que os negros e os índios, em suas respectivas conjunturas, legaram ao Brasil.
(...)
Legados à condição de mão-de-obra barata e servil, presos em suas senzalas e aldeias, negros e índios sempre caminharam pelos recônditos da História, paralelo às transformações sociais, econômicas e políticas que aconteciam no Brasil litorâneo. Brasil esse forjado pelos grandes ciclos econômicos e transformações políticas diversas. O que esse Brasil não assume (porque no fundo ele sabe) é que o grande construtor da sociedade brasileira sempre foram seus inúmeros coadjuvantes, forjando uma nação a partir da resistência, dos sincretismos e da miscigenação.
Octávio Ianni dizia que a cada época histórica o Brasil debruça-se sobre a questão nacional. Essa preocupação resulta do fato de que nossos intérpretes sempre sentem a necessidade de problematizar a formação da sociedade brasileira, justamente para poder entender o presente e compreender nossa verdadeira identidade nacional. Na maioria das vezes, a empreitada torna-se difícil, pois estes se deparam com a questão da diversidade cultural no caminho. É como se a problemática acerca da identidade nacional fosse representada por um enorme “quebra-cabeças”, um mosaico no qual, na medida em que fôssemos juntando as peças, novas lacunas surgiriam, impedindo uma percepção clara do problema, mas ao mesmo tempo dando uma dimensão múltipla do tema.
Neste sentido, surge uma questão importante: a formação do povo brasileiro está atrelada incondicionalmente à tensa relação entre a classe dominante e a classe subalterna. Legados à condição de força de trabalho escrava, negros e índios resistiam aos desmandos dos patrões, em certos momentos, a partir do enfrentamento, mas a estratégia adotada, mesmo que inconscientemente, era sempre silenciosa. A contribuição desses povos está nos costumes, comidas típicas, modos de vestir, sotaques, práticas culturais únicas, sincretismo religioso, peças preciosas do grande mosaico em que se tornou o Brasil.
Os “esquecidos da história” (...) adotaram, inconscientemente, a estratégia da memória, passando de geração em geração suas culturas, seu capital simbólico próprio, onde não precisam de registros impressos para se fazer entender. Não precisam da legitimidade da elite, bastam ser “lembrados pelos pares”. Isso já é suficiente para que se forje uma grande nação!
Estudar a “História da cultura afro-brasileira e indígena” requer revisar aquilo que já se falou sobre negros e índios, buscando considerar a contribuição destes na formação da sociedade brasileira. Tudo que for estranho aos nossos olhos tem que ser investigado a fundo. No final, outra visão será construída.
O importante é que essa nova visão não se constitua como verdade absoluta, mas que se constitua como ferramenta para seguirmos em frente, em busca de novas respostas e desarmados de qualquer tipo de preconceito e estranhamento. Lembremos que o mosaico nunca se completa, o “quebra-cabeças” que não se soluciona justamente por compreender sua própria complexidade. Afinal de contas, não é assim que a ciência sempre agiu?
Khemerson de Melo Macedo - Coordenador Geral de Projetos do NCPAM, finalista em Ciências Sociais pela UFAM.
Disponível em: http://www.ncpam.com.br.
Acesso em: 24ago.2013.
Tendo em vista aspectos sintáticos e semânticos do texto, julgue os comentários a seguir.
I. No terceiro parágrafo, em “a empreitada torna-se difícil, pois estes se deparam com a questão da diversidade cultural”, o conectivo destacado expressa ideia de conclusão e equivale semanticamente a ‘logo’ e a ‘portanto’.
II. No quarto parágrafo, em “a estratégia adotada, mesmo que inconscientemente, era sempre silenciosa”, a relação semântica estabelecida pelo conectivo sublinhado é de concessão. Essa relação seria mantida se o conectivo fosse ‘ainda que’.
III. No quinto parágrafo, em “seu capital simbólico próprio, onde não precisam de registros impressos”, está adequado o emprego do pronome relativo, já que o seu referente remete, de fato, à ideia de lugar. Nesse caso, tem-se o respeito ao que preceitua a norma culta.
IV. Ainda no quinto parágrafo, em “Isso já é suficiente para que se forje uma grande nação!”, tem-se uma ideia de finalidade. Não há, então, equivalência semântica com ‘Isso já é suficiente, dessa forma se forja uma grande nação!’.
V. No último parágrafo, em “Afinal de contas, não é assim que a ciência sempre agiu?”, o vocábulo em destaque expressa uma relação semântica de comparação, por isso é inadequado constar no período que está fechando o texto.
Estão corretos, apenas:
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