Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 7 14930525
ONHB 2 Fase 2025Leia o texto “Folk-lore no Brasil Central”, de Henrique Silva, publicado em 1911.
Folk-lore do Brasil Central
[...]
Goyaz é como disse o mallogrado André Rebouças: - um Egypto que tem dois Nilos (o Tocantins e o Araguaya), mas que não tem desertos de areia, que é todo elle fertil, que tem ouro e diamantes, crystaes de rocha ao infinito, soberbas montanhas e planaltos de 1.000 a 2.000 metros de altitude, cobertos de gramineas campesinas e de odoriferas florestas povoadas das mais ricas madeiras do mundo.
O nosso Far-West tem mais de um ponto de analogia e semelhança com o dos Estados Unidos da America: traz no seio a virtualidade de um alto destino social e humano no irradiar da futura civilisação sul-americana.
Mas a tapuirama que povoava o nosso, ao tempo da descoberta, não teve o seu Fenimore Cooper, nem os cowboys goyanos e mato-grossenses ainda nem mereceram as vistas e solicitudes de um Roosevelt nosso - historiador e geographo a um tempo, e que nos desse a conhecer a conquista desse oeste, onde se encontraram as três raças distinctas que amalgamadas e fundidas ao sol do sertão, produziram um typo inteiramente novo - o mestiço, que, por transformação physiologica, será o brasileiro d’amanhã, arbitro na extensão continental da Sul America.
La é que o senhor Euclydes Cunha, com rara felicidade, encontraria o typo do véro sertanejo que não esse depauperado jagunço, pária da zona estreita da Bahia visinha do littoral e em contacto com o elemento estrangeiro, que nos vae desirracionalisando pelo cosmopolitismo crescente.
Os nossos historiadores, que por ahi vivem eternamente a fazer sediças prelecções sobre a descoberta do littoral, a investigar quando as armadas vieram efectivamente, a explicar uma porção de pontos obscuros da vida de boçaes donatarios das capitanias, esses, ou seja por ignorancia ou má vontade, ainda não tentaram o estudo dos motins políticos, das luctas de todo genero travadas no interior do Brasil, desde a dispersão do nucleo colonial dos campos de Itapiranga até a Independencia, como, por exemplo, o famozo 30 de maio, que em Cuyabá foi o exterminio completo, radical, da gente de baixo, como lá eram conhecidos os portugueses.
Tal acontecimento teve mais consequencias e influiu mais na vida do Brasil central que a lucta entre paulistas e emboaras nas margens do Rio das Mortes, longamente celebrado pelo romancista Bernardo Guimarães.
O norte de Goyaz esteve por muito tempo em armal, politicamente separado do sul, com a séde de um governo republicano a villa de Cavalcante.
Episodio historico tão natural como esse na nossa vida política, nem sequer solicitou a penna dos publicistas que se têm occupado ás vezes dos mais insignificantes motins e rebelliões praieiras que se deram em outras provincias, sempre em foco, em todos os tempos.
[...]
Si, como disse um escriptor, “mais do que em suas superstições e festas, que são o seu lado excepcional, devemos estudar o povo no seu trabalho, que é a sua feição normal” - certo que foi lavrando as minas auriferas e diamantiferas, no interior do nosso paiz que a raça africana importada nos tempos coloniaes trabalhou mais, cantando, e, portanto, foi lá que ella mais cantou, e lá é que devemos procurar de preferência seus cantares, as suas superstições; e igualmente será nas zonas mais intensivamente pastoris e ganadeiras nossas, que se estendem de Minas até Goyaz e Matto Grosso, que havemos de estudar, em flagrante, a raça mestiça nos seus typos de vaqueiros, vestidos de couro, que pastoreiam o gado e conduzem as boiadas destinadas ao consumo nas cidades littoraneas.
A poesia lyrica, repassada de sentimentalismo, pode ser alli melhor apreciada que ao norte ou sul do Brasil, pois somente na tradicional viola mineira de Queluz magico instrumento musical que excede ao cavaquinho nortistas e á guitarra serra do Rio Grande do Sul, é que reside o encanto inegualavel, a denguice indizivel dos ponteados, dos batuques e caterêos de Minas, oeste de S. Paulo, Goyaz e Matta Grosso [...]
Como muito bem observou Affonso Avinos, nos sertões goyanos a musica popular se irmana no seio do povo com os proprios hymnos e as cerimonias da egreja.
TIPO DE DOCUMENTO: Artigo de opinião ORIGEM: Adaptado de: SILVA, Henrique. “Folk-lore do Brasil Central”. Almanaque Brasileiro Garnier, n.º 13, ano IX, 1911, p. 412-416. Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/348449/per348449_1911_00013.pdf. Acesso em 26 fev. 2025. CRÉDITOS: Henrique Silva GLOSSÁRIO: Goyaz: Goiás.
Malogrado: que não teve êxito.
Odoríferas: que liberam odor.
Far-West: Oeste distante, referência ao Oeste estadunidense.
Fenimore Cooper: Político e escritor estadunidense do século XIX.
Amalgamadas: misturadas.
Depauperado: pobre.
Cosmopolitismo: do contato com vários povos e nações.
Sediças: rebeliões.
Prelecções: explorações.
Boçaes: ignorante.
Emboaras: emboabas.
Ganadeiras: guardadoras de gado.
Irmana: une. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, folclore, cultura popular
A partir da leitura do documento e suas pesquisas, é correto afirmar que Henrique Silva
Questão 6 14930515
ONHB 2 Fase 2025Para responder esta questão, leia o trecho do livro “Efemérides Brasileiras”, do Barão de Rio Branco e em seguida veja a obra de Henry Chamberlain:
Efemérides Brasileiras
“1809 – O Rio de Janeiro dos tempos coloniais tinha o aspecto de uma cidade do Oriente. As casas de um e mais andares apresentavam muxarabis, isto é, rótulas em sacada (em francês moucharabi, segundo Maspero). Um edital, desta data, do intendente-geral de polícia, Paulo Viana, ordenou a remoção dos muxarabis dentro do prazo de oito dias, devendo ser substituídos por grades de ferro ou balaústres de madeira.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Trecho de Livro ORIGEM: Obras do Barão do Rio Branco VI: efemérides brasileiras. / Rodolfo Garcia, organizador – Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2012 [1891]. 968 p. Disponível em: https://funag.gov.br/loja/download/975- Obras_do_Barao_do_Rio_Branco_VI_Efemerides_Brasileiras.pdf. Acesso em: 25 fev. de 2025. CRÉDITOS: Barão do Rio Branco PALAVRAS-CHAVE: memorialismo, história das cidades
Uma História, 1819-1820

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Gravura ORIGEM: Henry Chamberlain, Uma História. Vistas e costumes da cidade e arredores do Rio de Janeiro em 1819-1820. Segundo desenhos feitos pelo Tte. Chamberlain, da artilharia real durante os anos de 1819 a 1820 com descrições ; tradução e prefácio de Rubens Borba de Moraes. Rio de Janeiro: Livraria Kosmos, 1943, p. 100. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/227375. Acesso em: 22 jan. 2025. CRÉDITOS: Henry Chamberlain PALAVRAS-CHAVE: história das cidades, brasil imperial
A partir da leitura dos documentos e de seus conhecimentos prévios, assinale uma alternativa:
Questão 4 14930440
ONHB 2 Fase 2025Muito antes de Biden, Roosevelt já tinha desbravado Amazônia
Quando o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pousar em Manaus no domingo (17/11/2024), ele ganhará o status de primeiro presidente do país a visitar a Amazônia no exercício do cargo. Mas um outro famoso ex-presidente americano, Theodore Roosevelt, já pisou por lá, e de forma muito mais radical: fez uma expedição de 136 dias para desbravar um rio então desconhecido.
Quando foi convidado a visitar a Amazônia, em 1913, Roosevelt, então com 55 anos, já não era mais presidente. Um ano antes, ele até tentara voltar à Casa Branca, sem sucesso: após dois mandatos consecutivos, de 1901 a 1909, perdeu a eleição de 1912 para o democrata Woodrow Wilson (...) O convite para desbravar a Floresta Amazônica partiu de Lauro Müller, então ministro das Relações Exteriores do governo Hermes da Fonseca. Ele sugeriu que Roosevelt fosse acompanhado por um ex-colega da Escola Militar, Cândido Rondon. O coronel topou, mas impôs uma condição: não queria ser guia turístico de uma caçada esportiva e, sim, o líder de uma expedição científica. Enquanto Roosevelt coletaria espécies da flora e da fauna brasileiras para o acervo do Museu de História Natural de Nova York, Rondon investigaria a foz de um rio que, não por acaso, era chamado como rio da Dúvida – ninguém sabia ao certo onde ele desaguava.
A expedição científica Roosevelt-Rondon (ou Rondon-Roosevelt, como preferem alguns) teve início em 12 de dezembro de 1913 e chegou ao fim em 27 de abril de 1914. Na comitiva de 22 homens, Roosevelt levou, além do filho, Kermit, de 25 anos, dois cientistas do Museu de História Natural, George K. Cherrie e Leo E. Miller, e um padre, John A. Zahm. A certa altura, Zahm chegou a ser convidado por Roosevelt a voltar para casa. Motivo? Queria ser carregado numa padiola por indígenas do povo pareci. Já Rondon levou, entre os 18 homens de sua confiança, um médico, um cozinheiro e um mateiro indígena. Além de três cachorros: Trigueiro, Cartucho e Lobo.
A expedição foi repleta de perigos. A começar pelo rio
Descoberto em 1909 pelo próprio Rondon, tem 679 quilômetros de extensão e percorre três estados: nasce em Rondônia, atravessa o Mato Grosso e desemboca no Amazonas. Lá, torna-se afluente do Aripuanã.
Quatro canoas foram tragadas por redemoinhos, levando boa parte dos mantimentos. Num deles, o remador Antônio Simplício da Silva, depois de fazer uma manobra arriscada a pedido de Kermit, morreu. Famintos e exaustos, os membros da expedição tiveram que talhar novas embarcações em troncos de tatajuba. ”A expedição precisava de gente que soubesse fazer canoa porque, mais cedo ou mais tarde, eles iam precisar”, explica o jornalista Pedro Libânio (...). ”Os expedicionários americanos cogitaram a hipótese de trazer canoas canadenses para o Brasil. Já imaginou? Não iam durar nem um minuto”
Em outro trecho da expedição, brasileiros e americanos, impedidos de seguir viagem pelo rio caudaloso, foram obrigados a arrastar as canoas floresta adentro. Para piorar, o cardápio da comitiva se resumia, por vezes, a apenas dois pratos: carne de macaco ou sopa de tartaruga.
”Roosevelt demonstrou menosprezo pelo homem da Amazônia ao afirmar que, por mais fortes e diligentes que fossem, os caboclos ribeirinhos não se comparavam aos hábeis lenhadores do Hemisfério Norte”, relata o historiador João Klug, (...) ”Para Roosevelt, a floresta tropical era uma espécie de barbárie que precisava de um choque civilizacional. A fauna brasileira era vista como inferior e não como diferente.
Os jacarés eram animais horrendos que precisavam ser abatidos a todo custo”.
Três mortos e ataque de flechas
A expedição teve ao menos três baixas: morreram, além de Simplício da Silva, o sargento Manoel Vicente da Paixão, por assassinato, e o soldado Júlio de Lima, que desertou. Paixão, o cozinheiro da tropa, suspeitou que Lima estivesse roubando comida. Acuado, Lima matou Paixão com um tiro de espingarda. ”O episódio ilustra bem o choque de mentalidades entre Rondon, um humanista, e Roosevelt, um pragmático.
Enquanto Roosevelt queria executar o assassino, Rondon declarou que não havia pena de morte no Brasil. Por essa razão, o criminoso deveria ser julgado”, cita o cineasta Joel Pizzini (...)
Enquanto os dois discutiam em francês – a única língua que ambos dominavam –, Lima correu para o mato e nunca mais foi visto. Suspeita-se que tenha sido atacado por indígenas ou devorado por onças. ”Questões levantadas por Rondon, como a convivência pacífica com os povos originários e o desenvolvimento autossustentável da Amazônia, seguem atuais”.
O roteirista Igor Miguel Pereira (...) aponta outro episódio tenso: o dia em que a expedição foi alvo de flechas. ”Rondon, um descendente de indígenas, defendia o diálogo. Já Roosevelt, um autêntico caubói, buscava o confronto”, compara. ”Outro aspecto interessante é o contraste das visões de mundo. Para Roosevelt, a floresta era um desafio a ser vencido; para Rondon, um meio de sobrevivência. Na Amazônia, Roosevelt descobriu que mosquitos e formigas podem ser bem mais desafiadores do que leões e rinocerontes. Entre um apuro e outro, Roosevelt ainda encontrou tempo para praticar seu passatempo favorito: a caça. Abateu onças, veados e jacarés. E também para contemplar a natureza. Ficou encantado, por exemplo, com a cachoeira de Utiariti, de 85 metros de altura. ”Não há na América do Norte, com exceção do Niágara, outra que se possa comparar em volume e beleza”, escreveu no seu diário.
Ao final, 30 quilos mais magro
Em 27 de março de 1914, o ex-presidente americano se feriu numa pedra. Sua perna infeccionou e ele teve que ser operado às pressas, na casa de um seringueiro. Desesperado, chegou a suplicar a Rondon que seguisse viagem e o deixasse para trás. ”Em vários aspectos, o verdadeiro herói da expedição foi o médico José Antônio Cajazeiras. Se não fosse ele, Roosevelt teria morrido. Fez duas operações em condições bastante precárias”, elogia o jornalista americano Larry Rohter (...) Não bastasse, o ex-presidente americano ainda contraiu malária e sofreu com furúnculos pelo corpo. Nos últimos dias, não conseguia mais sentar e teve que ser conduzido de bruços sobre uma maca. Resultado: chegou a Manaus, a última parada da expedição, 30 quilos mais magro. Para não pegar malária, Rondon tomava, antes de cada refeição, uma dose de quinina.
Naquele ano, quando lançou Nas selvas do Brasil (Through the Brazilian wilderness, no original), Roosevelt se referiu à Floresta Amazônica como ”natureza infernal”. Morreu no dia 6 de janeiro de 1919, de ataque cardíaco. Tinha 60 anos.
Roosevelt dedicou o livro a Rondon: ”brilhante” e ”intrépido” foram alguns dos adjetivos usados. Comparou os mosquitos a ”pragas noturnas”, descreveu o tamanduá-bandeira como ”gigante comedor de formigas” e denominou as piranhas de ”os peixes mais ferozes do universo”. ”Das muitas imagens que analisei no Museu de História Natural, não vi nenhuma do Roosevelt dentro d’água. Seria medo de piranhas?”, indaga o historiador Sérgio Luiz Augusto de Andrade de Almeida (...) ”De todos os animais da fauna brasileira, nenhum incomodou mais o ex-presidente do que os mosquitos. Em várias imagens, aparece usando um chapéu de caçador com uma rede cobrindo o rosto. Dizia que os insetos eram o verdadeiro perigo da selva”. (...)
Terminada a expedição, o rio da Dúvida foi rebatizado de Roosevelt. É tão caudaloso que, em 2018, Bruno Barreto tentou transformá-lo em locação, mas não conseguiu. O jeito foi rodar O hóspede americano em outros cenários, como a Chapada dos Guimarães (MT). Na minissérie, Aidan Quinn interpreta Roosevelt e Chico Diaz, Rondon. ”Ninguém morreu, mas chegamos perto várias vezes”, brincou o ator americano, por ocasião das filmagens. Um pequeno afluente também mudou de nome. Virou Kermit, em homenagem ao filho do ex-presidente.
”Nem Rondon, o maior conhecedor de rios da Amazônia, encontrou, antes ou depois, um rio tão difícil de ser explorado”, analisa o sociólogo José Augusto Drummond (...) ”Bem, se o objetivo de Roosevelt era experimentar nossa natureza selvagem, acho que ele foi plenamente alcançado”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Matéria jornalística ORIGEM: Adaptado de: BERNARDO, André. Muito antes de Biden, Roosevelt já tinha desbravado Amazônia. Portal Deutsche Welle, 16/11/2024. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/muito-antes-de-biden-roosevelt-j%C3%A1-tinha-desbravadoamaz%C3%B4nia/a-70797453. Acesso em: 20 jan. 2025. CRÉDITOS: André Bernardo, Deutsche Welle GLOSSÁRIO: Padiola : cama de lona portátil em que se transportam doentes ou feridos; maca. Mateiro : indivíduo que, por sua grande vivência em matas cerradas, trabalha como guia para outras pessoas. Tatajuba : árvore pertencente à família ‘Moraceae’, nativa das Guianas e do Brasil. Quinina : alcalóide com propriedades antitérmicas, antimaláricas e analgésicas, extraída da casca da planta Quina. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, territórios, história da ciência
A expedição Roosevelt-Rondon
Questão 3 14930410
ONHB 2 Fase 2025Carta de Helena Silva Stein para sua irmã Flávia
Porto Alegre, 26 de maio de 1941
Flavinha querida, saudades!
Respondo com carinho tua querida cartinha de 28 do mês
passado e que só me veio às mãos ontem. Imagina! Quase um
mês!
Como se foram de enchente? Aqui em Porto Alegre foi um
assunto muito sério! As águas atingiram a Rua da Praia. A zona
que mais sofreu foi Navegantes, São João e Menino Deus. Foi
até Floresta e Passo da Mangueira.
Tia Maria saiu de casa. Nós quase que saímos, pois faltou uns
quatro metros para chegar aqui em casa! Zilá e Carlos
passaram várias semanas aqui, flagelados. A água lá foi um
bom pedaço acima do assoalho. Este estragou-se
completamente, ficando todo abaulado.
A cidade esteve vários dias às escuras, sem água, sem leite,
sem jornal, foi mesmo de assustar! A coitada da Belmira
perdeu tudo, tudo... os móveis abriram-se todos,
estragaram-se completamente.
Os trens pararam e o telégrafo interrompeu. Estávamos
simplesmente isolados do interior. Cinemas, colégios,
Faculdade de Medicina e Direito ficaram cheios de flagelados e
o governo sustentando todo o pessoal. Flagelados, 17.000! O
professorado todo dando comida e cuidando deles.
No Pão dos Pobres foi até ao segundo andar, quase cobriu a
Igreja de Santo Antônio. Os meninos saíram e o prejuízo foi
calculado em 5 mil contos!
Dizem que em São Jerônimo foi uma coisa horrorosa!
Cachoeira do Sul, a não ser as lavouras, a cidade não sofreu
nada, mas o arroz, perderam todo.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Carta ORIGEM: Carta de Helena Silva Stein (então com 16 anos) à sua irmã Flávia, residente no Rio de Janeiro - RJ.In.: MACHADO, Simone. ’Foi assustador’: carta de 83 anos detalha estragos da grande enchente de 1941 no Rio Grande do Sul. BBC Brasil [site], 18/5/2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2898rxg1j9o. Acesso em 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Helena Silva Stein GLOSSÁRIO: Abaulado : que tem forma convexa, como a da tampa de um baú. Pão dos Pobres : A Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio foi criada em 1895 para amparar as viúvas e os filhos das vítimas da Revolução Federalista. Atualmente, atende a 1,4 mil crianças, adolescentes e jovens. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história das cidades
O evento de que fala a carta:
Questão 1 14929630
ONHB 2 Fase 2025Me chame pelo meu nome

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Peça publicitária ORIGEM: Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Prefeitura de Curitiba. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/campanha-de-curitiba-reforca-importancia-de-combatercapacitismo-e-aumentar-a-inclusao/66451. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Prefeitura de Curitiba PALAVRAS-CHAVE: capacitismo, pessoas com deficiência
Sobre o documento e o tema que ele trata assinale a alternativa mais pertinente.
Questão 10 14929440
ONHB 1 Fase 2025Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la.
Atenção: A prova pode ser salva em “rascunho”, mas não se esqueçam de confirmar as respostas até a data limite, clicando em “entregar a questão”. Após clicar em “entregar a questão” não será mais possível realizar alterações na questão.
Leia no periódico abaixo as matérias “Vanguarda” e “U.N.C.”
União Negra Catarinense

Transcrição dos trechos selecionados:
“Vanguarda”
Viemos ao meios Ethiopico, com esta folha afim de com, as colaborações diversa de humorismo e critica leve, distrahir e mostrar que já podemos no nosso meio, ter um jornalzinho, e com a divisa de “tudo pela raça negra brasileira”, a fim de termos a prova palpável, de que neste querido torrão, os há inteligentes e de espirito Humoristico. Como batalhadores, seremos o braços fortes, da U.N.C. em prol da nova família para provar que somos na terceira geração honras aos que humanamente libertaram nossos antepassados. Redação
U.N.C.
Esta sendo feito por um grupo de “negros civilistas” á campanha de propaganda para a creação da sociedade “União Negra Catharinense”. Esta tem sido cotada em todos meio, e a coluna enche-se visto o programma desta sociedade ser exclusivamente para civilização e instrução da raça negra brazileira. Este grupo denodado que de encontro a barreira da ignorancia dos beneméritos e produtivas fins da União achão-se não só dispostas mas como verdadeiramente enthusiasmados visto que as folhas de seu registro enchen-se inscrições dia a dia. Somos de opinião a que todos os que não se envergonhem de pertencer ou tenha sangue de raça negra deve inscreve-se a qualquer damos franco apoio. A redação
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto de jornal ORIGEM: Jornal VANGUARDA, Florianópolis, 14 de maio de 1933. Biblioteca Pública de Santa Catarina. Disponível em: https://hemeroteca2.cultura.sc.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=894966&hf=hemeroteca.ciasc.sc.gov.br&pagfis=1Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Redação do Jornal VANGUARDA GLOSSÁRIO: Torrão : pedaço de terra endurecido; local de nascimento, pátria, território. Denodado : corajoso, atrevido, valente; impetuoso. PALAVRAS-CHAVE: imprensa negra, imprensa operária
Os textos jornalísticos:
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