Questões de EFAF História - Pré-história
56 Questões
Questão 1 10113651
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2019COM BASE NO TEXTO I, RESPONDA A QUESTÃO.
Texto
Imaginemos uma situação. Há muitos e muitos anos. Alguém chega a uma terra estranha e
inexplorada. Trata de se situar, ver onde há água, de onde vem o vento, que animais e plantas existem
nas redondezas. Após algumas tentativas fracassadas, conclui que certo ponto é o local mais
adequado para providenciar um abrigo. Trata de construí-lo e torná-lo o mais confortável possível.
[5] Depois encontra alguns vizinhos distantes, com outras vivências diferentes. Trocam experiências,
fazem amizade, incorporam mutuamente as descobertas um do outro. Em mais algum tempo,
constitui-se um novo núcleo familiar. A casa cresce, ganha uma plantação, um cercadinho para os
animais. Faz-se uma estradinha e uma ponte para facilitar o convívio com os amigos. Novas e
crescentes conquistas e aquisições. E assim por diante. Por várias gerações.
[10] Alguns descendentes podem resolver explorar outros lugares. Mas levam a memória da casa,
da plantação, das comidas, da ponte. Levam as ferramentas inventadas, os utensílios desenvolvidos,
as lembranças acumuladas. E tudo se torna muito mais simples para eles graças a isso. Sua trajetória
parte do zero, mas de vitórias e realizações anteriores.
Se um desses descendentes sofrer de uma forma de amnésia total, não conseguirá aproveitar
[15] nada do que seus ancestrais fizeram. Ele não terá a memória das outras experiências. Vai ter que
começar do nada. Chegando a uma terra estranha e inexplorada, pode nem ao menos tratar de se
situar, ver onde há água, de onde vem o vento, que animais e plantas existem nas redondezas... Talvez
procure um abrigo na areia onde a cheia do rio o carregue ou onde as feras vêm beber água. Não
aprendeu com quem viveu antes. Não tem uma experiência anterior que lhe informe nada. Não sabe
[20] pescar nem cozinhar, não maneja uma ferramenta, desconhece armas e utensílios. Pior ainda, pode
estar em frente à casa que herdou e não saber para que serve aquilo. Pode ouvir o chamado de seus
vizinhos e não entender o que lhe dizem.
Reduzido ao instinto, o pobre desmemoriado terá sua própria sobrevivência ameaçada. Um
caso de trágico desperdício.
[25] Ou então, pode-se imaginar alguém que deseja muito melhorar de vida e tem na sala uma arca
cheia de tesouros que os avós e os pais lhe deixaram. Mata-se de trabalhar, mas nunca supôs que
aquele baú fosse mais do que uma caixa vazia. Jamais teve o impulso de arrombá-lo ou a curiosidade
de procurar uma chave que o abrisse. Todo aquele patrimônio, ali pertinho, ao seu alcance, não lhe
serve para nada. Um monumento à inutilidade.
[30] De alguma forma, toda a humanidade passa por riscos semelhantes. Temos de herança o
imenso patrimônio da leitura de obras valiosíssimas que vêm se acumulando pelos séculos afora. Mas
muitas vezes nem desconfiamos disso e nem nos interessamos pela possibilidade de abri-las, ao
menos para ver o que há lá dentro. É uma pena e um desperdício.
Talvez essa seja a primeira razão pela qual eu sempre quis explorar tudo o que eu pudesse
[35] nessa arca e, mais tarde, aproximar meus filhos dos clássicos. Porque eu sei que é um legado
riquíssimo, que se trata de um tesouro inestimável que nós herdamos e ao qual temos direito. Seria
uma estupidez e um absurdo não exigir nossa parte ou simplesmente abrir mão da parte que nos
pertence e deixar que os outros se apoderem de tudo sem dividir conosco.
Ah, sim, porque esse risco também sempre esteve presente na história da humanidade.
[40] Tradicionalmente, a leitura devia ser para poucos porque ela é sempre um elemento de poder e podia
ameaçar as minorias que controlavam os livros (e o conhecimento, o saber, a informação). Esses ideais
de alfabetização para todos e acesso amplo aos livros são muito recentes na História. Mas como
estão aí e não há mais jeito para conseguir manter a massa na ignorância total, até parece que surgiu
outra tática de propósito: distrair a maioria da população com outras coisas, para que ela nem
[45] perceba que tem uma arca cheia de um rico tesouro bem à sua disposição, pertinho, ali no canto da
sala. (...)
Assim, à minha reivindicação de ler literatura (o que, evidentemente, inclui os clássicos),
porque é nosso direito, vem se somar uma determinação de ler porque é uma forma de resistência.
Esse patrimônio está sendo acumulado há milênios, está à minha disposição, uma parte é minha e
[50] ninguém tasca. (...)
Direito e resistência são duas boas razões para a gente chegar perto dos clássicos. Mas há
mais. Talvez a principal seja o prazer que essa leitura nos dá.
(MACHADO. Ana Maria. Como e por que ler os clássicos universais desde cedo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 16-19. Texto adaptado.)
De acordo com o texto, memória e literatura estão intimamente relacionadas.
O fragmento textual que ratifica essa ideia é
Questão 13 10781332
Liceu-SP C. Gerais 2018Leia o texto para responder às questão.
Se você tem uns 30 anos e todos os seus antepassados tiveram seus primeiros filhos mais ou menos nessa idade, o seu bisavô viu a Primeira Guerra Mundial. A mãe dele, sua trisavó, passou a juventude no século 19. Seu tataravô, pai dela, nasceu quando a Califórnia era uma parte do México. E seu quintoavô (não existe “pentavô” na nossa língua) estava vivo quando a família real portuguesa desembarcou no Brasil.
Dê um gás na sua máquina do tempo e você vai ver que o seu avô número 66 foi contemporâneo de Jesus Cristo. O 152 pode ter visto a pirâmide de Gizé em construção, caso tenha vivido no Egito.
Mas e o seu avô número 10 mil? Ele existiu. Senão, você nem estaria aqui. Mas quem pode ter sido esse cara? Bom, ele não era exatamente um “cara”. É que nessa escala de tempo a biologia se impõe sobre a história: esse seu avô número 10 mil ainda não era um homem moderno – um Homo sapiens para valer. Tudo indica que se tratava de um Homo heidelbergensis – nosso antepassado mais recente na linha evolutiva, parecido com a gente, mas com menos cérebro à disposição.
(Alexandre Versignassi. De onde você veio. Em: Superinteressante, agosto de 2017)
O autor do texto faz uma relação dos antepassados humanos para
Questão 106 10532123
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2018Construídas entre o fim do século XIX e início do século XX, as estações de trem perderam espaço ao longo do tempo. Com algumas exceções, as estações da Região Metropolitana de Campinas (RMC) ganharam novas utilidades, e a maioria foi transformada em espaços culturais.
BACCHETTI, B. Estações de trem viram espaços culturais na RMC. Correio Popular, 14 abr. 2014.
A proposta identificada no texto valoriza aspectos ligados ao conceito de paisagem cultural, pois constitui um instrumento de
Questão 11 10526234
SENAI 1° Ano - CGE 2155 2018/2O texto abaixo se refere à questão.
Conserva
Dois irmãos foram ao pântano para recolher turfa, um material vegetal usado no aquecimento
das casas, quando encontraram um cadáver estrangulado por uma corda. Acreditando se tratar de um homicídio recente, eles chamaram a polícia, que por sua vez, teve que chamar um arqueólogo. Na verdade, o crime ocorreu há quase 2.400 anos. O corpo havia sido mumificado naturalmente pelo solo, e a cabeça e os órgãos internos estavam intactos, sendo possível até detalhar o que o morto tinha comido no jantar. A descoberta aconteceu em 1950, na Dinamarca, e a múmia, chamada de o Homem de Tollund, é considerada o corpo pré-histórico mais preservado já encontrado.
Fonte: Disponível em: http://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/as-14-descobertas-arqueologicas-mais-chocantes-da-historia.htm. Acesso em: 04 jan. 2017.
Qual é o núcleo temático do texto?
Questão 22 422903
IFSul - Rio-Grandense 2018/1Pesquisas arqueológicas sobre a Pré-história do Brasil têm trazido evidências de que povos que habitavam as terras brasileiras, em termos de atividades produtivas, eram
Questão 21 422899
IFSul - Rio-Grandense 2018/1A tradicional divisão da Pré-história em período Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais corresponde ______________________ da sociedade observada, não tendo uma necessária correspondência entre tal período e uma sequência cronológica comum a todos os povos.
O seguimento que completa corretamente o período é
06
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