Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 24 11006722
IFC Exame de Classificação 2015“A colônia era considerada pela metrópole uma retaguarda econômica e, como tal, devia estar a seu serviço, gerando mercadorias e tributos. Em outras palavras, a colônia existia para ser explorada pela metrópole.”
(KOSHIBA, Luiz; PEREIRA, Denise M. F. História do Brasil no contexto da história ocidental. 8ª ed. São Paulo: Atual, 2003, p.80.)
Considerando que o Brasil passou por esse processo exploratório, tendo Portugal como sua metrópole, assinale a alternativa que contenha características de uma colônia de exploração:
Questão 60 10783680
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir, da Constituição Federal de 1988: Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direitos e tem como fundamentos:
I- a soberania;
II- a cidadania;
III- a dignidade da pessoa humana;
IV- os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V- o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Sobre a política no Brasil, é correto afirmar que
Questão 59 10783677
Liceu-SP 2015Leia as informações a respeito dos fatos históricos ocorridos no século XVIII:
I. A Independência das Treze Colônias em 1776, que foi guiada por valores dos teóricos do absolutismo, foi o primeiro ato de ruptura de uma colônia em relação a uma metrópole.
II. A Revolução Industrial ocorreu de forma pioneira na Inglaterra e foi determinante para a mudança na estrutura produtiva da civilização ocidental, pois inaugurou uma extraordinária capacidade de produção de mercadorias a partir do desenvolvimento da maquinofatura.
III. Os ideais da Revolução Francesa de 1789, a qual contestou a estrutura política e social do Antigo Regime, ainda influenciam os modelos políticos de vários Estados nacionais no Ocidente.
IV. A Independência dos países da América Espanhola e a Independência do Brasil, cujo processo de emancipação política se deu no século XIX, têm os seguintes elementos históricos em comum: foram pacíficas, foram conduzidas pelas famílias reais das respectivas metrópoles e deram origem imediata a repúblicas federativas.
Está correto, somente, o que se afirma em
Questão 52 10783665
Liceu-SP 2015“Não há nada especialmente peculiar no tocante à instituição da escravidão. Ela existe desde os primórdios da história da humanidade até o presente, tanto nas sociedades mais primitivas como nas mais civilizadas. Não há região alguma no planeta que, por um período de tempo, não tenha acolhido essa instituição. Provavelmente, não há um grupo de indivíduos cujos ancestrais não tenham sido ou escravos ou proprietários de escravos.”
PATTERSON, Orlando. Escravidão e Morte Social. São Paulo: EDUSP, 2008, p.11.
Sobre a escravidão, é correto afirmar que
Questão 28 10783587
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
Releia os seguintes trechos:
I. “Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.”
II. “grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta”
As ideias presentes nas orações sublinhadas são, respectivamente, de
Questão 27 10783586
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
Analisando-se os argumentos desenvolvidos no texto, conclui-se que, para o autor,
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