Questões de EFAF História - Geral - Idade Contemporânea
424 Questões
Questão 39 10117832
ENCCEJA* Encceja Fundamental I, II, III e IV 2017TEXTO I
Código Civil de 1916
Art. 233 - O marido é o chefe da sociedade conjugal.
BRASIL. Lei n. 3.071, de 1 de janeiro de 1916. Institui Código Civil. Disponível em: www.planaito gov.br. Acesso em: 2 ago. 2014.
TEXTO II
Código Civil de 2002
Art. 1.511 - O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de
direitos e deveres dos cônjuges.
BRASIL. Lei n. 10,406, de 10 de janeiro de 2002. Institui Código Civil. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 2 ago. 2014.
Qual fator social explica a modificação na legislação apresentada?
Questão 28 11008795
IFC Exame de Classificação 2016*Leia o texto abaixo e responda a questão a seguir:
Em 1944, Raphael Lemkin (1900-1959), um advogado judeu polonês, ao tentar encontrar palavras para descrever as políticas nazistas de assassinato sistemático, incluindo a destruição dos judeus europeus, criou a palavra 'genocídio' combinando a palavra grega geno-, que significa raça ou tribo, com a palavra latina -cídio, que quer dizer matar. Com este termo, Lemkin definiu o genocídio como 'um plano coordenado, com ações de vários tipos, que objetiva à destruição dos alicerces fundamentais da vida de grupos nacionais com o objetivo de aniquilá-los'. No ano seguinte, o Tribunal Militar Internacional instituído em Nuremberg, Alemanha, acusou os líderes nazistas de haverem cometido 'crimes contra a humanidade', e a palavra 'genocídio' foi incluída no processo, embora de forma apenas descritiva, sem cunho jurídico.”
Fonte: O que é genocídio? In: Enciclopédia do Holocausto. Disponível em:
http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10007043, acesso em 15 de julho de 2015).
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, o conflito no qual aconteceram as “políticas nazistas de assassinato sistemático” (citadas no texto acima) e um massacre, ocorrido em 1915, que é considerado um genocídio mesmo antes da palavra ter sido criada.
Questão 23 11007416
IFC Exame de Classificação 2016Leia o texto abaixo:
Sobre um período da geopolítica mundial no século XX, o historiador britânico Eric Hobsbawm (1917 – 2012) em seu livro “A era dos extremos – O breve século XX”, escreveu: “A Segunda Guerra Mundial mal terminara quando a humanidade mergulhou no que se pode encarar, razoavelmente, como uma Terceira Guerra Mundial, embora uma guerra muito peculiar” (1995:223).
Fonte: Hobsbawm, E. A era dos extremos: O breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Sobre a afirmação do historiador a respeito de uma guerra muito peculiar, podemos afirmar que:
Questão 41 10745573
COLUNI/UFV 1° Dia 2016Em 1936, nas Olimpíadas de Berlim, o atleta negro norte-americano Jesse Owens conquistou quatro medalhas de ouro nas provas que disputou. A lenda em torno das vitórias desse atleta negro foi de que ele desafiou os planos de Hitler de, através dos Jogos Olímpicos, demonstrar a superioridade da raça ariana sobre as demais. No entanto, em sua biografia, Owens refere-se ao fato de Hitler não o ter cumprimentado pela sua vitória, mas que sua mágoa era em relação à sociedade racista norte-americana do século XX. Ele declarou: "Não foi Hitler que me ignorou, quem o fez foi Franklin Delano Roosevelt. O presidente nem sequer me mandou um telegrama."
(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesse_Owens. Acesso em: 15 set. 2015. Adaptado.)
Sobre a política e a doutrina nazistas da Alemanha sob o comando de Adolf Hitler na década de 1930, marque a afirmativa INCORRETA:
Questão 60 170220
CEFET MG 2016O período entreguerras (1918-1939) foi marcado pela radicalização política. Naquele contexto, para vários países, a ditadura parecia a solução para uma nação forte, próspera e livre de agitações sociais. Para outros, a democracia liberal era o caminho a seguir.
Dentre os eventos ocorridos no período, é INCORRETO afirmar que
Questão 26 10783585
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
O ponto de vista expresso pelo texto é o de que,
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