Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 10 10531381
OBJETIVO 9º Ano - Português 2016Texto - O SINO DE OURO
Contaram-me que, no fundo do sertão de Goiás, numa localidade de cujo nome não estou certo, mas acho que é Porangatu, que fica perto do rio de Ouro e da serra de Santa Luzia, ao sul da Serra Azul – mas também pode ser Uruaçu, junto do rio das Almas e da serra do Passa-Três (minha memória é traiçoeira e fraca; eu esqueço os nomes das vilas e a fisionomia dos irmãos, esqueço os mandamentos e as cartas e até a amada que amei com paixão) –, mas me contaram que em Goiás, nessa povoação de poucas almas, as casas são pobres e os homens pobres, e muitos são parados e doentes indolentes, e mesmo a igreja é pequena, me contaram que ali tem – coisa bela e espantosa – um grande sino de ouro.
Lembrança de antigo esplendor, gesto de gratidão, dádiva ao Senhor de um grão-senhor – nem Chartres, nem Colônia, nem S. Pedro ou Ruão, nenhuma catedral imensa com seus enormes carrilhões tem nada capaz de um som tão lindo e puro como esse sino de ouro, de ouro catado e fundido na própria terra goiana nos tempos de antigamente.
É apenas um sino, mas é de ouro. De tarde seu som vai voando em ondas mansas sobre as matas e os cerrados, e as veredas de buritis, e a melancolia do chapadão, e chega ao distante e deserto carrascal, e avança em ondas mansas sobre os campos imensos, o som do sino de ouro. E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria. Eles sabem que de todos os ruídos e sons que fogem do mundo em procura de Deus – gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades que esperam a explosão atômica e no seu próprio ventre negro parecem conter o germe de todas as explosões – eles sabem que Deus, com especial delícia e alegria, ouve o som alegre do sino de ouro perdido no fundo do sertão. E então é como se cada homem, o mais pobre, o mais doente e humilde, o mais mesquinho e triste, tivesse dentro da alma um pequeno sino de ouro.
Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição, e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrupção – dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.
E se Deus não existe não faz mal. O ouro do sino de ouro é neste mundo o único ouro de alma pura, o ouro no ar, o ouro da alegria. Não sei se isso acontece em Porangatu, Uruaçu ou outra cidade do sertão. Mas quem me contou foi um homem velho que esteve lá; contou dizendo: “eles têm um sino de ouro e acham que vivem disso, não se importam com mais nada, nem querem mais trabalhar; fazem apenas o essencial para comer e continuar a viver, pois acham maravilhoso ter um sino de ouro”.
O homem velho me contou isso com espanto e desprezo. Mas eu contei a uma criança e nos seus olhos se lia seu pensamento: que a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro. Com certeza é esta mesma a opinião de Deus, pois ainda que Deus não exista ele só pode ter a mesma opinião de uma criança. Pois cada um de nós quando criança tem dentro da alma seu sino de ouro que depois, por nossa culpa e miséria e pecado e corrupção, vai virando ferro e chumbo, vai virando pedra e terra, e lama e podridão.
(Rubem Braga. Os melhores contos de Rubem Braga. 10. ed. São Paulo: Global, 1999, p. 131-132.)
No trecho “E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria”, o autor sugere que o sino é considerado pelos homens do povoado como
Questão 26 10395559
CMT 2016Considerando-se as informações do texto, responda à questão:
TEXTO
OS JOGOS OLÍMPICOS

A Grécia antiga era, como vimos, um grande conjunto de cidades-
estados independentes umas das outras. Não existia aí um estado único
com um governo central, como no Egito e em outras regiões.
Além disso, havia muita rivalidade entre as pólis. Com frequência,
[5] essa rivalidade explodia em guerras. Esse foi o caso, por exemplo, da
Guerra do Peloponeso, travada entre Esparta e Atenas pelo domínio
político e econômico da região. Esse conflito se arrastou por 27 anos (de
435 a.C. a 404 a.C.) e terminou com a vitória dos espartanos.
Entretanto, apesar das rivalidades, havia um momento em que as
[10] diferenças eram deixadas de lado, pausavam-se as guerras e as pólis
celebravam em conjunto as muitas semelhanças culturais existentes entre
elas. Era na época dos Jogos Olímpicos, que reuniam atletas de toda a
Grécia.
Fonte: In Projeto Teláris: História – 6º Ano. São Paulo: Ática, 2012.Com adaptações
A expressão “Entretanto” (l. 10) é utilizada para ligar o segundo e o terceiro parágrafos.
A única expressão que poderia ser utilizada para substituir a palavra em análise, mantendo o valor semântico pretendido é
Questão 19 10309916
IFPR Médio Integrado 2016Os pontos em comum entre o Nazismo da Alemanha e o Fascismo Italiano são:
Questão 35 10252575
IFSertãoPE 2016Em 1630 a 1654 a Colônia do Brasil esteve sob o domínio dos holandeses.
Qual alternativa abaixo não é característico do período:
Questão 8 10191357
CMR 1°ano - Prova de Português 2016TEXTO:
EDITORIAL » O poder das mulheres do maracatu (Texto brevemente alterado - Publicação: 05/11/2016 3:00)
Primeiro elas se libertaram do papel de cozinheiras. Depois, ganharam as ruas com roupas coloridas e um som alegre. Desafiaram o machismo instaurado historicamente na brincadeira de maracatu rural. Hoje, estão mais empoderadas que ontem. Prontas, portanto, para receberem a homenagem merecida. Doze anos depois de lançado, o Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno, o único do Brasil formado apenas por mulheres, será agraciado com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), considerada a condecoração mais importante da cultura brasileira e ofertada pelo Ministério da Cultura (MinC).
O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira. Eliane Rodrigues, idealizadora e coordenadora do maracatu, embarca sozinha para representar 72 mulheres, a maioria de Nazaré da Mata, conhecida como a Capital do Maracatu. O grupo é diverso (...).
Até os anos de 1990, somente os homens podiam brincar no maracatu, explica Eliane Rodrigues. Às mulheres, cabia apenas o papel de cozinhar para eles. Tabu quebrado, as participantes passaram de coadjuvantes a protagonistas. No carnaval, reinam de igual para igual com os maracatus formados por homens. Nas apresentações, tornam-se poderosas em qualquer idade. O Coração Nazareno tem participantes de oito a oitenta anos de idade. Se não preservamos a cultura, perdemos aos poucos nossa história. Primordial, portanto, passar essa informação valiosa para as crianças.
A importância da agremiação já foi contada no livro À muiher no maracatu rural, da historiadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tamar Thalez, e em curtas, produzidos, inclusive, por estrangeiros em visita ao estado. Hoje, calcula-se 23 maracatus em Nazaré da Mata, sendo que 19 deles estão em maior evidência.
O grupo foi formado em 8 de março de 2004, no Dia Internacional da Mulher, pelas integrantes da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam). Hoje, tem dois CD's, além de prêmios, como o Cultura Popular nas Ondas do Rádio e o Prêmio Culturas Populares - 100 Anos Mazzaropi, do Ministério da Cultura. Além de trabalhar o protagonismo feminino na dança, a Amunam investe na economia criativa, através do Ponto de Cultura Engenhos dos Maracatus. Lá, são ofertadas às mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar os olhos dos habitantes de Brasília.
Fonte: htto://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/opiniao/46,97 .43,74/2016/11/05/interna opiniao 157335/o-poder-das-mulheres-do- maracatu.shtml! Acesso: 05/11/2016
Ao ler este último período do texto, constatamos as relações de dependência entre os termos que o constituem:
“Lá, são ofertadas às mulheres e suas famílias oficinas de artesanato voltadas para a produção de adereços de maracatus. Patrimônio Imaterial do Brasil, o maracatu rural deixa Pernambuco por um dia para brilhar e fazer brilhar os olhos dos habitantes de Brasília."
Vemos um caso de regência nominal em:
Questão 32 10187853
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2016Nos primeiros tempos da colonização do Brasil, foram criadas as chamadas capitanias hereditárias, que eram largas faixas de terra concedidas aos capitães-donatários, regulamentadas pelas cartas de doação foral. Contudo, esses donatários tinham direitos e deveres a cumprir para com a Coroa portuguesa. Assim, considere as afirmações a seguir.
I - Colonizar a capitania e proteger a terra dos ataques de nativos e estrangeiros.
II - Fundar povoados.
III - Garantir o monopólio real sobre o pau-brasil.
IV - Incentivar o plantio de fumo na colônia.
Está(ão) correta(s)
06
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