Questões de EFAF História
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Questão 1 15463811
EPSJV Técnico em Saúde 2016TEXTO
O silêncio da mídia em torno do assassinato brutal de um bebê indígena
Na tarde de 30 de Dezembro, uma mulher da etnia Caingangue amamentava o filho de dois anos, sentada numa calçada junto à central rodoviária da cidade de Imbituba, no Estado de Santa Catarina. Eles tinham dormido naquele local juntamente com um grupo de indígenas após terem efetuado uma viagem de ônibus que durou oito horas, desde Chapecó até Imbituba, onde vendem artesanato.
No estado de Santa Catarina, o fim do ano é a época em que as praias famosas ficam cheias de turistas vindos de outras partes do país e do exterior como Uruguai e Argentina. O povo indígena vê neste fluxo de visitantes uma oportunidade para vender artesanato e gerar alguma receita. As estações rodoviárias ficam cheias de artesãos, que passam ali a noite para estarem mais perto dos clientes que chegam de ônibus.
A jovem mãe segurava o seu bebê encostada ao muro quando um desconhecido se aproximou deles. Imagens da câmera de segurança mostram o homem ao aproximar-se. Ele primeiro tocou na face do menino Vítor Pinto e depois, com uma pequena lâmina, desferiu um golpe cortando a garganta da criança, fugindo logo em seguida. A mãe, desesperada, gritou por ajuda, mas o pequeno Vítor acabaria por morrer. Tinha apenas dois anos.
Este crime horrendo cometido contra uma criança, assassinada a sangue-frio, nos braços da mãe e em plena luz do dia não ocupou as manchetes da imprensa nacional. Apenas alguns jornais deram a notícia, de forma discreta. A jornalista Eliane Brum opina sobre o caso no jornal espanhol El País: “Se fosse meu filho, ou de qualquer mulher branca de classe média, assassinado nessas circunstâncias, haveria manchetes, haveria especialistas analisando a violência, haveria choro e haveria solidariedade. E talvez houvesse até velas e flores no chão da estação rodoviária, como nas vítimas de terrorismo em Paris. Mas Vítor era um índio. Um bebê, mas indígena. Pequeno, mas indígena. Vítima, mas indígena. Assassinado, mas indígena. Perfurado, mas indígena. Esse “mas” é o assassino oculto. Esse “mas” é serial killer”. (...)
Quais as vidas que têm mais importância?
Desde que a América Latina se tornou um “negócio europeu” – como afirmou o jornalista Eduardo Galeano – a vida indígena sempre foi a mais barata do continente. Não é novidade, “o racismo sobre o povo indígena é histórico”, sublinha o professor Waldir Rampinelli numa entrevista à Rádio Campeche logo após a morte do pequeno Vítor. (...)
O assassino de Vítor
Dois dias depois do assassinato, o suspeito de 23 anos entregou-se à polícia e confessou o crime. Decidiu entregar-se por temer pela própria vida, mas, até o momento, não apresentou o motivo pelo crime. Relatos da polícia dão conta de que o autor do crime possa sofrer de perturbações psicológicas.
Mas se não há muito para dizer sobre o assassino, a morte de Vítor diz muito sobre como o Brasil cuida do seu povo nativo. Eliane Brum comenta que: “Quem continua morrendo de assassinato no Brasil, em sua maioria, são os negros, os pobres e os índios. […] Estamos nus. E nossa imagem é horrenda. Ela suja de sangue o pequeno corpo de Vítor por quem tão poucos choraram.”
(Adaptado de http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/01/o-silencio-da-midia-em-torno-do-assassinato-brutal-de-um-bebeindigena.html, acesso em 08/01/2016)
O título do texto aponta para a ideia de que a mídia:
Questão 29 11078798
IFNMG Integrado 2016/1Sobre a Revolução Francesa, iniciada em 1789, são feitas as seguintes afirmações:
I. Foi a única revolução burguesa observada no ocidente europeu entre os séculos XVII e XVIII.
II. O período da “Convenção Montanhesa” foi marcado pelo predomínio político dos Jacobinos.
III. A queda da Bastilha, em julho de 1789, é considerada um dos seus símbolos mais marcantes.
IV. Esta Revolução marcou a luta da burguesia francesa contra o absolutismo no País.
V. O rei Luís XVI só conseguiu derrotar os revolucionários por meio do seu general Napoleão
Bonaparte, que o sucedeu em prol do absolutismo.
Estão CORRETAS:
Questão 30 11008856
IFC Exame de Classificação 2016* Leia o texto abaixo:
“[...] O governo imperial, pelo contrário, esmagou a nossa principal indústria, vezando-a ainda mais. A carne, o couro, o sebo, a graxa, além de pagarem nas alfândegas do país o duplo do dízimo que se propuserem aliviar-nos, exigem mais 15% em qualquer dos pontos do império. Imprudentes, legisladores nos puseram, desde esse momento, na linha dos povos estrangeiros, desnacionalizaram a nossa província e de fato a separaram da comunidade brasileira [...]”
Com base no trecho do texto de manifesto de Bento Gonçalves, presidente da República do Piratini e datado de 1838, podemos afirmar que:
I – as revoltas do período regencial devem ser compreendidas sob o prisma do embate político existente entre o centralismo administrativo e os defensores do federalismo.
II – o texto faz referência à Cabanagem, conflito ocorrido durante o período imperial na região sul do Brasil.
III – de modo geral, as revoltas uniram os diversos grupos da sociedade em torno de um ideal comum, qual seja, a separação do Brasil e a instalação de governos republicanos.
IV – apesar dos conflitos políticos entre as províncias e o Estado, deve se interpretar este período como um embate entre centralismo e federalismo que se reproduzia também entre os grupos políticos no interior das províncias.
V – os debates ocorridos sobre a antecipação da maioridade de D. Pedro II podem ser interpretados como uma forma que os grupos conservadores encontraram de garantir a unidade territorial, ameaçada pelas inúmeras revoltas ocorridas durante o período regencial.
Questão 29 11008823
IFC Exame de Classificação 2016*Leia o texto abaixo:
“O racismo, que não é exclusividade do Ocidente ou da situação colonial (o caso do antissemitismo é um exemplo), é, de um ponto de vista histórico, um aliado e um produto parcial do colonialismo. As vítimas mais óbvias do racismo são aqueles cujas identidades foram forjadas no caldeirão colonial: os africanos, os asiáticos e os povos nativos das Américas, assim como aqueles que foram deslocados pelo colonialismo, como é o caso dos asiáticos e os caribenhos na Grã-Bretanha ou os árabes na França”.
SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006, p. 45).
Duas nações da América, cujos territórios foram colonizados por europeus, enfrentam até hoje as consequências do racismo em suas relações sociais, adotando políticas de ações afirmativas de ingresso às universidades para as populações marginalizadas através da discriminação racial.
Com base no texto acima e nesta afirmação, assinale a alternativa correta:
Questão 27 11007491
IFC Exame de Classificação 2016Em 13 de dezembro de 1968 o regime militar brasileiro promulgou o Ato Institucional número 5 – o AI-5, considerado um importante marco do período da ditadura militar.
Sobre o AI-5 e o período da ditadura militar brasileira, assinale a alternativa CORRETA:
Questão 35 10999074
IFF Integrados 2016O cartunista Henfil foi um dos grandes críticos do regime civil-militar brasileiro (1964 – 1985). Na tirinha a seguir, da série “Fradim”, o personagem Baixim, de forma sarcástica, ironiza um dos aspectos daquele período.

Fonte: Revista Nossa História. Ano 2, nº 20. Junho 2005. Acesso em: 12 out 2015.
Marque a alternativa correspondente ao aspecto retratado na tirinha.
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