Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 3 10723821
CMRJ 6° Ano - Português 2020Texto

Imagem disponível em: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
História das invenções
Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
[5] de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
[10] Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
[15] — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
[20] leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
[25] Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
[30] cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
[35] nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
[40] quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
[45] com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
[50] infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
[55] astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
[60] número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.
Adaptado de: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
Sobre a personagem Dona Benta, com base na leitura do texto, é correto afirmar que
Questão 2 10723817
CMRJ 6° Ano - Português 2020Texto

Imagem disponível em: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
História das invenções
Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
[5] de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
[10] Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
[15] — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
[20] leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
[25] Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
[30] cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
[35] nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
[40] quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
[45] com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
[50] infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
[55] astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
[60] número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.
Adaptado de: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
Analise atentamente: “e as estrelas não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos” (l. 26 e 27).
O uso da vírgula, no fragmento acima, vincula-se a determinado valor semântico.
Tal valor pode ser construído por meio de outro(s) sinal(is) de pontuação, a exemplo do que ocorre em:
Questão 1 10723751
CMRJ 6° Ano - Português 2020Texto

Imagem disponível em: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
História das invenções
Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
[5] de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
[10] Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
[15] — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
[20] leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
[25] Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
[30] cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
[35] nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
[40] quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
[45] com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
[50] infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
[55] astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
[60] número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.
Adaptado de: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
Analise atentamente a seguinte passagem do texto:
“Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico, publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras como a nossa”. (l. 25 a 28)
Sobre o trecho acima, é correto afirmar que
Questão 19 10652612
IFCE* 6º Ano 2020/1Na época imediata pós-emancipação um sábio dito popular circulou pelas ruas do Rio de Janeiro: “A liberdade é negra, mas a igualdade é branca”.
(2019, p.30-31) SCHWARCZ, L. M. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Dentre as desigualdades sociais, heranças da escravidão, instituição que mais tempo permaneceu em nossa formação, passou a ser definido(a) como crime à luz da Constituição Federal vigente o(a)
Questão 8 10616080
Colégio Embraer 2020Leia o texto para responder à questão
Dois anos depois do nascimento de Artur, o Rei Uther Pendragon adoeceu gravemente e teve de ficar acamado por muito tempo. Os inimigos aproveitaram a ocasião para invadir suas terras, matando muitos de seus homens e causando grandes tumultos.
– Senhor – aconselhou Merlin –, sem o vosso comando, nossos exércitos não serão vitoriosos. Mesmo que seja numa liteira levada por cavalos, Vossa Majestade deve ir ao campo de batalha.
O conselho foi seguido, e o rei foi transportado ao local onde estavam suas tropas para combater os inimigos. Sua simples presença deu novo ânimo aos soldados, que lutaram com muito mais disposição, vencendo os inimigos que ameaçavam o norte do país.
Uther voltou a Londres; a cidade rejubilava-se com a vitória obtida. Mas o esforço tinha sido grande demais para quem estava tão doente; durante três dias e três noites, ele não conseguiu nem mesmo falar.
Preocupados, os nobres se reuniram e consultaram Merlin.
– Não há nada a fazer, a não ser deixar que se cumpra a vontade de Deus – disse o sábio. – Mas já que estamos todos reunidos, podemos perguntar ao nosso soberano sobre o futuro do reino.
E, na presença de todos os nobres, Uther Pendragon declarou bem alto, para que todos ouvissem:
– Que Deus abençoe meu filho Artur como eu o abençoo, para que ele possa rezar por minha alma e herdar minha coroa. Dele será o reino da Inglaterra, e quando for chegada a hora vós sabereis reconhecer o verdadeiro descendente de Uther Pendragon, único herdeiro de toda a Inglaterra. Depois de dizer isso, entregou sua alma a Deus.
(Thomas Malory, Os cavaleiros da Távola Redonda [Tradução de Ana Maria Machado], 1991)
Na narrativa apresentada, conclui-se que o Rei Uther Pendragon
Questão 82 10541904
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020Super-heróis, esses das histórias em quadrinhos, não surgem por acaso. Sempre há um contexto histórico qualquer que acaba por precipitar seu surgimento. O Super-Homem, por exemplo, apareceu logo depois da Grande Depressão. Do que mais os Estados Unidos necessitavam naquele momento, senão super-homens? Um imigrante de outro planeta que se junta ao esforço de reconstrução da economia americana e, dali em diante, estará presente em praticamente todos os eventos políticos, sociais e econômicos relevantes. Clark Kent/Kal-El é uma metáfora da força extraordinária do homem comum.
Outro exemplo é o Capitão América. Nascido na Segunda Guerra, ele aparece literalmente socando Hitler. Martin Luther King Jr. inspirou Falcão e Luke Cage, os primeiros super-heróis afro-americanos. A verdade é que há séculos as histórias de heróis, super ou não, servem para traduzir os dilemas das sociedades para nós, os mortais. É o que dizem os estudiosos.
MUNIZ NETO, M. Disponível em: https://istoe.com.br. Acesso em: 19 set. 2019 (adaptado).
Os exemplos citados no texto são empregados para mostrar que os super-heróis
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