Questões de EFAF História - Brasil - Período Colonial
671 Questões
Questão 9 14930562
ONHB 2 Fase 2025Os documentos abaixo foram retirados da obra publicada no ano de 1671, “O mundo novo e desconhecido, ou descrição de americanos e sulistas”, na qual seu autor, o holandês Arnoldus Montanus, descreve regiões de todo o continente americano.
Observe a gravura e, em seguida, leia o trecho que a acompanha.
Descrição fantasiosa de animais da fauna brasileira

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Gravura ORIGEM: MONTANUS, Arnoldus. [Descrição fantasiosa de animais da fauna brasileira]. Amsterdã, 1671. Gravura em Metal, 31,4 x 20. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Disponível em: https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/23727/descricao-fantasiosa-deanimais-da-fauna-brasileira. Acesso em: 6 fev. 2025. CRÉDITOS: Arnoldus Montanus PALAVRAS-CHAVE: brasil colônia, fauna
O mundo novo e desconhecido, ou descrição de americanos e sulistas
Nessa ilha há também todos os tipos de macacos e símios, entre os quais há um muito notável, chamado The Zimme Cayon , todo peludo, com uma longa barba branca, rosto de homem velho, orelhas calvas, olhos pretos e cauda longa, que eles enrolam em um galho e, assim, pendurados, balançam-se de uma árvore para outra; são muito ferozes e também elusivos, se forem feridos por uma flecha, atacam o inimigo sem o menor medo; Quando sobem nas árvores, enchem a boca e as mãos de pedras para atirar nos viajantes e, se algum deles for ferido, todos os outros que estiverem por perto o ajudam e tapam o ferimento com folhas e coisas do gênero; os jovens se penduram nas costas de suas mães, que correm muito rápido com eles e pulam de uma árvore para outra
Juan Ardenois relata que os Coyons jogam certos jogos com os nativos por dinheiro e gastam o que ganham em bares.
Joseph de Acosta nos conta que um desses tipos de criaturas, ao ser enviado a uma taverna para tomar vinho, não se separava de seu dinheiro antes de encher o pote, que ele defendia dos meninos que se ofereciam para tomá-lo, atirando-lhes pedras; e, embora gostasse muito de vinho, sempre o levava para casa sem provar.
Não é menos maravilhoso o que Peter Martyr relata sobre uma dessas criaturas, a saber, que ao ver um sujeito pronto para disparar uma arma contra uma delas, antes que ele pudesse atirar, a mesma pulou da árvore e agarrou uma criança, segurando-a como um escudo diante de si.
(Texto adaptado, itálicos e nomes próprios mantidos do original)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Excerto de Livro ORIGEM: Adaptado de: MONTANUS, Arnoldus. De nieuwe en onbekende weereld, of, Beschryving van America en ’t zuid-land : vervaetende d’oorsprong der Americaenen en zuid-landers, gedenkwaerdige togten derwaerds, gelegendheid der vaste kusten, eilanden, steden, sterkten, dorpen, tempels, bergen, fonteinen, stroomen, huisen, de natuur van beesten, boomen, planten en vreemde gewasschen, Gods-dienst en zeden, wonderlijke voorvallen, vereeuwde en nieuwe oorloogen : verciert met af-beeldsels na ’t leven in America gemaekt. [O mundo novo e desconhecido, ou descrição de americanos e sulistas, passeios memoráveis pelo mundo, validade das ilhas continentais, cidades, fortalezas, aldeias, templos, fontes de Berger, riachos, casas, a natureza dos animais, árvores, plantas e cultivo Colheitas, Deus]. Amsterdam: Jacob Meurs, 1671. Disponível em: http://archive.org/details/denieuweenonbeke00mont. Acesso em: 5 fev. 2025. CRÉDITOS: Arnoldus Montanus GLOSSÁRIO: Elusivo: que tende a esgueirar-se ou esquivar-se habilmente. PALAVRAS-CHAVE: brasil colônia, fauna
A partir da leitura dos documentos, escolha uma alternativa:
Questão 6 15394361
Colégio Pedro II 2024Texto
ISMÁLIA
A felicidade do branco é plena
A felicidade do preto é quase
No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
[5] Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
Ela quis ser chamada de morena
Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena
A raiva insufla(1), pensa nesse esquema
[10] A ideia imunda, tudo inunda
A dor profunda é que todo mundo é meu tema
Apunhalado pelas costa
Esquartejado pelo imposto imposta
E como analgésico nós posta que
[15] Um dia vai tá nos conforme
Que um diploma é uma alforria
Minha cor não é uniforme
Hashtags #PretoNoTopo, bravo!
80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo
[20] Quem disparou usava farda (Mais uma vez)
Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
[25] Quem disparou usava farda (Ismália)
Quem te acusou nem lá num tava (Ismália)
É a desunião dos preto junto à visão sagaz (Ismália)
De quem tem tudo, menos cor, onde a cor importa demais
VINICIUS LEONARD MOREIRA, RENAN SAMAM & EMICIDA. Disponível em: https://www.google.com.br. Acesso em: 24 ago. 2023. Adaptado.
VOCABULÁRIO
(1) Insufla: desperta; instiga.
A escravidão, na história do Brasil, foi um longo e doloroso período marcado por diferentes formas de tortura, tanto física quanto psicológica. Ao longo da letra do poema-canção (Texto II), recuperamse algumas práticas do período de escravidão como meio de forte denúncia contra o racismo covarde e cruel que ainda persiste em nosso tempo.
Os versos que representam a referência a esse passado histórico são:
Questão 31 15120227
IFES 2024Antes do tráfico atlântico de escravos, o continente africano já tinha sido afetado por várias migrações forçadas. [...] No entanto, nenhum [fluxo migratório] teve um custo humano tão alto quanto o tráfico atlântico, que vitimou cerca de 12 milhões de pessoas entre os séculos XVI e XIX, e disseminou violência e escravização no continente africano. [...]
Ao estimular guerras e a expansão territorial entre reinos rivais, o tráfico gerou um quadro de instabilidade sistêmica nas sociedades africanas. Ao expor os africanos a redes de comércio responsáveis pela introdução de armas, têxteis e álcool, alimentou a escravização por débito. Através de guerras, sequestros ou métodos judiciais, produziu escravização crônica e difusa.
FERREIRA, Roquinaldo. África durante o comércio negreiro. In: SCHWARCZ, Lilia M.; GOMES, Flávio (org.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos crí ticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 51-53. IN: BRAICK, Patrícia Ramos. Se liga na His tória. 7º ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2022.
Sobre o tráfico atlântico de africanos, estabelecido no período moderno, podemos afirmar que
Questão 7 14946161
ONHB Fase 3 2024Documento
Clássico de Fernando Novais que mudou historiografia do Brasil ainda gera debate
“Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial” lançou novo olhar sobre a colonização.
Visto como um clássico no país e ainda epicentro de um embate entre historiadores de universidades paulistas e fluminenses, ‘Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial’ continua gerando debate entre historiadores. Aos 40 anos, a obra de Fernando Novais ganha reedição. Em “Portugal e Brasil”, originalmente sua tese de doutorado, Novais se debruça sobre o quarto final do século 18, período de grandes transformações políticas no Novo Mundo, com a independência dos Estados Unidos em 1776, e Revolução Francesa, que estoura em 1789 — ambas agitadas pelos ventos do Iluminismo e pelas contestações ao Antigo Regime. Ao analisar a colonização portuguesa no Brasil, Novais expande a interpretação de Caio Prado Júnior em “Formação do Brasil Contemporâneo”. No livro publicado em 1942, o “sentido da colonização” é dado pelo capitalismo comercial, que se sustenta do século 16 ao 18 com a acumulação primitiva de capital das metrópoles europeias graças às colônias, até entrar em crise em meio à mutação para o capitalismo industrial, puxada pela Inglaterra.
Escreve Novais: “A expansão colonial ultramarina promove, por um lado, a primitiva acumulação capitalista por parte da camada empresarial; por outro lado, amplia o mercado consumidor de produtos manufaturados [...]. Assim, pois, chegamos ao núcleo da dinâmica do sistema: ao funcionar plenamente, vai criando ao mesmo tempo as condições de sua crise e superação”.
Ao analisar a política econômica da metrópole, Novais aponta como o governo do marquês de Pombal, de 1750 a 1777, intensificou a exploração da colônia, sob o rótulo do despotismo esclarecido. “Ele era muito ilustrado em política e até em cultura, mas em economia era um mercantilista típico”, diz o historiador.
A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, em fuga das tropas napoleônicas na Europa, marca, para Novais, “a primeira ruptura definitiva do Antigo Sistema”. Conforme escreve, “a abertura dos portos do Brasil, imposta pelas circunstâncias e decretada como provisória, seria na realidade irreversível”.
Com a reformulação dos currículos do ensino básico de história na década de 1980, a interpretação de Novais sobre a crise do sistema colonial reinou hegemônica nos livros didáticos por cerca de duas décadas. Até que algumas contestações começaram a surgir, vindas especialmente do Rio de Janeiro.
Primeiro, de ordem econômica. “Diferentemente do que o Novais acha, o Brasil tinha um mercado interno pujante, não era completamente determinado por Portugal, pelo contrário. Tinha uma autonomia muito significativa, inclusive no seu elemento central que era a escravidão, porque o tráfico era controlado por traficantes residentes no Brasil”, diz o historiador Thiago Krause, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Um dos principais livros que contestam Novais é “O Antigo Regime nos Trópicos”, de João Fragoso, Maria Fernanda Bicalho e Maria de Fátima Gouvêa, publicado em 2001. Para Fragoso, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a complexidade das hierarquias sociais não ganhou a devida atenção. “Hoje se sabe da nossa ignorância a esse respeito; na ocasião em que o Novais escreve ele considera líquido e certo que a sociedade brasileira se dividia em senhores e escravos.” A partir dos anos 2000, a contestação à obra passa a ser também de ordem política. “Novais parte do pressuposto de que Portugal tem um Estado absolutista, mas hoje se tem dúvidas. Há uma centralidade; daí a falar num absolutismo...”, pondera João Fragoso.
Ele ressalta ainda que a análise do sistema colonial não deve ignorar o papel das elites locais. “A manutenção da desigualdade, a apropriação da riqueza nacional em poucas mãos não é um produto externo, é um projeto social de uma elite.”
A rivalidade entre paulistas e fluminenses, entre herdeiros e contestadores de Novais não dá sinais de acabar, 14 anos depois de um congresso em Paraty (RJ) que reuniu pela última vez os principais nomes dos dois campos.
“O livro dele é tão importante que continua no epicentro desse debate 40 anos depois”, diz Krause, que afirma discordar de 80% da obra. “Novais é simplesmente o historiador mais influente no século 20 para estudar o período colonial.” Para o professor da USP Pedro Puntoni, “a obra do Novais é sempre presente e oportuna”. “Um monumento da nossa historiografia que orienta, ainda hoje, um olhar complexo, denso e ativo para o estudo do passado colonial.”
“Em ciências humanas, e sobretudo em história, não tem certo ou errado”, diz Novais. “Acho que esse livro teve uma boa aceitação. Foi lido, discutido. O debate é para isso mesmo. Em humanidades a melhor obra não é a última.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: MAGALHÃES, Guilherme. Clássico de Fernando Novais que mudou historiografia do Brasil ainda gera debate. Folha de S. Paulo, 13 dez. 2019. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/12/classico-de-fernando-novais-que-mudouhistoriografia- do-brasil-ainda-gera-debate.shtml. Acesso em: 9 jan. 2024 (adaptado). CRÉDITOS: Guilherme Magalhães. Folha de S. Paulo PALAVRAS-CHAVE: historiografia, brasil colônia
Considerando o documento analisado, é correto afirmar que os modelos do Antigo Sistema Colonial (ASC) e do Antigo Regime dos Trópicos (ART):
Questão 12 14804651
IFNMG Integrado 2024Leia atentamente a introdução do conto “Pai contra mãe” do escritor Machado de Assis:
“A ESCRAVIDÃO levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel.”
ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. v. 2. p. 659.
A escravidão no Brasil perdurou até 1888, sendo o último país a abolir a escravatura.
Nessa perspectiva, a descrição feita por Machado de Assis, no trecho do texto ficcional transcrito acima, encontra verossimilhança com a história da escravidão no Brasil nos seguintes aspectos:
Questão 77 11633583
CONCURSOS 5 2024Observe a charge a seguir.

A charge satiriza a atuação do Barão do Rio Branco na Questão do Acre. É correto afirmar que o acordo entre os palses, Tratado de Petrópolis (1903), estipulava
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