Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 3 14942024
ONHB Fase 0 2020Leia o trecho do livro 1824, do historiador Rodrigo Trespach. Sobre os viajantes e seu conhecimento, escolha a alternativa mais adequada:
1824: como os alemães vieram parar no Brasil
”O Brasil, no entanto, ainda permanecia praticamente desconhecido para a Europa até o início do século XIX. Sua rica fauna e flora, além das peculiaridades das populações indígenas, eram um mistério para os cientistas europeus. A exceção do livro de Staden, que não era cientista, publicado em 1557, pouca coisa fora impressa nos dois séculos seguintes. Salvo raras exceções, a administração portuguesa não permitia que estrangeiros visitassem a colônia na esperança de mantê-la longe de olhos interesseiros. O primeiro naturalista a receber permissão real para entrar no Brasil foi o botânico alemão Friedrich Wilhelm Sieber, que aqui chegou em 1801 e permaneceu por seis anos na bacia Amazônica realizando estudos geológicos e botânicos. Um dos mais conhecidos exploradores alemães do século XIX, no entanto, o explorador e naturalista Alexander von Humboldt, amigo de José Bonifácio, foi impedido de entrar no Brasil, após sua presença na região Amazônica ser considerada fruto de espionagem pela Coroa portuguesa. Assim, quando o príncipe regente d. João assinou em Salvador o Tratado de Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 1808, um grande número de cientistas começou a aportar no país.
O botânico Carl Friedrich Philipp von Martius e o zoólogo Johann Baptist von Spix chegaram ao Brasil com a comitiva real da arquiduquesa d. Leopoldina, em 1817. Em mais de três anos de viagens, percorreram juntos um extenso território que ia desde o litoral carioca, passando pelo Nordeste até a bacia Amazônica. Ao retornarem à Europa, Von Martius e Spix apresentaram ao rei Maximiliano José da Baviera um casal de indígenas (outros dois morreram na viagem transatlântica e o próprio casal que chegou vivo a Munique morreu pouco depois), 85 espécies de mamíferos, 350 de aves, 130 anfíbios, 116 peixes, 2700 insetos, oitenta aracnídeos e crustáceos e 6500 plantas. Ambos escreveram muitos livros, alguns em conjunto, sobre a flora, a fauna, a Geografia e a História do Brasil. O mais conhecido, Viagem pelo Brasil, um extenso relato de suas andanças pelo país e cujo terceiro volume, o último, foi impresso originalmente na Europa depois da morte de Spix, ganhou sua primeira edição integral no Brasil somente em 1938.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: TRESPACH, Rodrigo. 1824: como os alemães vieram parar no Brasil, criaram as primeiras colônias, participaram do surgimento da Igreja protestante e de um plano para assassinar D. Pedro I . São Paulo: LeYa, 2019, pp.10-11. CRÉDITOS: Rodrigo Trespach PALAVRAS-CHAVE: século xix, história da ciência, viajantes
Questão 1 14941998
ONHB Fase 0 2020A notícia abaixo traz informações sobre uma corrente de whatsapp que circulou no final de 2019. A partir da reportagem e de suas reflexões sobre o tema, assinale a alternativa mais pertinente a respeito do debate sobre fake news e história.
Corrente de whatsapp mistura fato e ficção para exaltar família real brasileira
”Cento e trinta anos após o fim da monarquia no Brasil, uma corrente que circula principalmente no whatsapp tem difundido informações falsas em meio a verdadeiras para exaltar o papel da família real, que foi deposta em 15 de novembro de 1889. É falso, por exemplo, que o imperador Dom Pedro II defendia a abolição da escravatura desde 1848 ou que a princesa Isabel tinha por hábito abrigar escravos fugidos no palácio real.
Para checar a corrente, Aos Fatos consultou quatro obras biográficas, o historiador e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) José Murilo de Carvalho, e o Museu Imperial de Petrópolis, além de registros na imprensa. O conteúdo foi verificado por sugestão de leitores do Aos Fatos no whatsapp.
Dos 32 tópicos listados no texto que circula nas redes, 13 não puderam ser checados por falta de dados, documentos e obras que pudessem confirmar ou desmentir a afirmação ou por não abordarem especificamente membros da família real, que é o escopo da checagem. Em resumo, o que checamos:
1. Dom Pedro II não tentou abolir a escravidão desde 1848 e foi impedido;
2. A princesa Isabel não escondia escravos fugidos na casa de veraneio em Petrópolis;
3. Santos Dumont não almoçava três vezes por semana na casa da princesa Isabel em Paris;
4. Pedro II não extinguiu os Dragões da Independência, pois o regimento só passou a existir com esse nome em 1946
5. Registros existentes não confirmam que o imperador era fluente em 17 idiomas;
6. É falso que o analfabetismo no Brasil caiu durante o Segundo Reinado;
7. Pedro II, de fato, não costumava se vestir como monarca, mas a falta de manutenção dos palácios reais não era resultado de austeridade fiscal dele;
8. Não é verdade que a família real não tinha escravos. Ainda que recebessem salário, eles não eram livres;
9. É verdade que Dom Pedro II foi inscrito em cédulas de votação nos EUA, mas de modo satírico por sugestão de um leitor do jornal New York Herald;
10. Pedro II não fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda onde está hoje o Parque Nacional da Tijuca, no Rio;
11. O imperador foi, de fato, responsável pela tradução de As mil e uma noites do árabe arcaico para o português brasileiro;
12. O maestro e compositor Carlos Gomes foi mesmo apoiado por Dom Pedro II;
13. A princesa Isabel tinha ao menos um amigo próximo que era negro: o engenheiro André Rebouças;
14. Houve, de fato, um jornal produzido em Petrópolis que divulgava ideais abolicionistas e era atribuído aos filhos da princesa Isabel;
15. Dom Pedro II se manifestava contra a censura e jornais eram livres para propagar ideias republicanas;
16. A aparente liberdade de imprensa foi notada por diplomatas europeus que visitaram o Brasil imperial;
17. É fato que Dom Pedro II doava parte de sua lista civil — espécie de salário pago pelo Estado ao imperador — a instituições de caridade e ao patrocínio de estudantes e cientistas;
18. A ideia do Cristo Redentor no topo do morro do Corcovado pode sim ser creditada à princesa Isabel.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal Eletrônico ORIGEM: Amanda Ribeiro. “Corrente de whatsapp mistura fato e ficção para exaltar família real brasileira”. Aos Fatos, 14/11/2019. Disponível em: https://aosfatos.org/noticias/corrente-de-whatsapp-mistura-fato-e-ficcao-para-exaltar-familia-realbrasileira/ [https://aosfatos.org/noticias/corrente-de-whatsapp-mistura-fato-eficcao-para-exaltar-familia-real-brasileira/] https://aosfatos.org/noticias/corrente-dewhatsapp-mistura-fato-e-ficcao-para-exaltar-familia-real-brasileira/ CRÉDITOS: Amanda Ribeiro PALAVRAS-CHAVE: familia real, informação, fake news
Questão 15 14929947
ONC NÍVEL B - Fase 1 2020“Uma das mentiras da nossa história, tal como usualmente se conta nas escolas, é a da pretendida riqueza e até mesmo opulência das Minas Gerais na época da abundância do ouro. Em boa e pura verdade nunca houve a tão propalada riqueza, a não ser na fantasia amplificadora de escritores inclinados às hipérboles românticas. A realidade foi bem diversa. Nem riqueza, nem grandezas. Apenas o atraso econômico e a pobreza. A produção bruta de ouro foi elevada, e Minas representou 70% da produção da colônia do século XVIII; entretanto, o sistema colonial fez com que o fisco, a tributação sobre os escravos, o sistema monetário implantado e as importações consumissem a sua maior parte. Deduzidos os gastos de compra e manutenção dos escravos e os gastos não quantificáveis, o saldo se tornava negativo. Dado o baixo nível da renda, poucos foram, nestas condições, os que fizeram fortuna”.
Adaptado de: Laura de Mello e Souza. Desclassificados do Ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 2004.
Conforme o texto, os relatos de riqueza na região de Minas Gerais não retratam a realidade vivida pelas cidades coloniais mineiras.
O que dificultava o enriquecimento de homens e cidades neste período?
Questão 14 14929921
ONC NÍVEL B - Fase 1 2020“O primeiro ato de fundação do conquistador começa, pois, com a construção imaginária da figura do Outro. Em vez de entrar no mundo dos gestos, signos e símbolos que permitiriam compreender o sentido e o poder da cultura e das instituições, dos mitos, dos símbolos e das palavras dos primitivos, o Ocidente apressou-se em desenhá-lo como o bom e o mau selvagem, o violento, o canibal, sem história, sem memória e sem formas de organização política”.
In: Adauto Novaes. A outra margem do Ocidente. São Paulo: Cia das Letras, 1999, p. 10.
A conquista do Brasil sugere o contato entre diferentes povos, a começar por portugueses e indígenas.
A partir do texto, como podemos caracterizar os primeiros contatos no Novo Mundo?
Questão 16 14924265
ONC NÍVEL A - Fase 1 2020Em 07 de junho de 2020, manifestantes que participavam de um ato antirracista na cidade de Bristol (Inglaterra), que se seguiu aos protestos causados pela morte de George Floyd (cidadão negro sufocado por um policial nos EUA), derrubaram a estátua do traficante de escravos Edward Colston (1636-1721) e depois a jogaram em um rio. Estima-se que Colston, cuja estátua foi erguida em 1895, tenha transportado 84 mil homens, mulheres e crianças negociados como escravos na África ocidental.

Fonte: https://youtu.be/t4b4nABvzAA
Uma explicação para o ocorrido é que:
Questão 25 11773675
IFPE Integrados Part I 2020/1Leia o TEXTO para responder à questão.
TEXTO
O MESTRE-SALA DOS MARES
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas [...]
KATER, T. Salve os inglórios! Historicidade e memória em O mestre-sala dos mares. Humanidades em diálogo, v. 7, p. 93-108, 26 mar. 2016. p. 99-100. Adaptado.
Em 1975, João Bosco e Aldir Blanc compuseram “O mestre-sala dos mares”, em homenagem a João Cândido, líder da Revolta da Chibata (1910).
Considerando as características da referida revolta, qual aspecto de João Cândido foi enfatizado no trecho da letra da música que constitui o TEXTO 8?
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