Questões de EFAF História - Fundamentos da História e historiografia
108 Questões
Questão 7 14946392
ONHB Fase 2 2020Ponte do Imperador D. Pedro II registra 158 anos da cultura e história de Sergipe

”Defronte a Assembleia Legislativa de Sergipe, a ALESE, a qual prédio público está localizado em uma das principais vias da capital sergipana, a Ivo do Prado, está a Ponte do Imperador D. Pedro II. Segundo a história de Sergipe, em 1860, o imperador D. Pedro II esteve em Sergipe. Para sua chegada em Aracaju, foi construído um ancoradouro para que o vapor Apa, que conduzia sua majestade e sua comitiva, pudesse ancorar.

Em 1904 a ’ponte’ passou por sua primeira reforma, alterando-se a estrutura original que era totalmente de madeira por material mais sofisticado, metal e vidro, vindos da Inglaterra e um portal de castelo medieval. Nesse período ela ganhou o apelido de ponte metálica ou inglesa, denominação que alcançou os nossos dias.
Em 1920, ocorreu a nova reforma da Ponte do Imperador D. Pedro II, empreendida pelo construtor italiano Hugo Bozzi. O portal medieval foi substituído por dois torreões em alvenaria, simbolizando a identidade cultural sergipana, encimados por duas figuras, em forma de escultura de índios (foto).
Em 1923, pousaram em Aracaju os primeiros aviões, ou melhor hidroaviões, que usaram a ponte como desembarcadouro e inauguraram os voos para Sergipe. Antes da construção de nosso primeiro aeródromo, era na ponte que eles ’ancoravam’
Através dos tempos a ’ponte’ foi um dos pontos mais visitados da cidade de Aracaju e hoje, depois de mais algumas reformas continua a ser destaque na vida da capital e ponto obrigatório de visitação para todos aqueles que vem conhecer a nossa bela capital.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: MACEDO, Stephanie. ”Ponte do Imperador D. Pedro II registra 158 anos da cultura e história de Sergipe”. Assembleia Legislativa de Sergipe . Disponível em: https://al.se.leg.br/ponte-do-imperador-d-pedro-ii-registra-158-anos-da-cultura-e-historia-de-sergipe/ [https://al.se.leg.br/ponte-do-imperador-d-pedro-ii-registra-158-anos-dacultura-e-historia-de-sergipe/] https://al.se.leg.br/ponte-do-imperador-d-pedro-ii-registra-158-anos-da-cultura-e-historia-de-sergipe/ Foto: Jadilson Simões CRÉDITOS: Stephanie Macêdo Foto: Jadilson Simões PALAVRAS-CHAVE: sergipe, patrimônio, arquitetura e urbanismo
Ponte do Imperador (1860)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Ponte do Imperador. Acervo Rosa Maria. Memorial do Sergipe. Disponível em: http://sergipeemfotos.blogspot.com/2013/06/antiga-foto-do-portal-da-ponte-do.html [http: //sergipeemfotos.blogspot.com/2013/06/antiga-foto-do-portal-da-ponte-do.html] http://sergipeemfotos.blogspot.com/2013/06/antiga-foto-do-portal-da-ponte-do.html CRÉDITOS: Memorial do Sergipe TÉCNICA: Fotografia PALAVRAS-CHAVE: sergipe, patrimônio, arquitetura e urbanismo
Ponte do Imperador (déc. 1910)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Ponte do Imperador, déc. 1910. In.: DINIZ, Dora Neuza Leal. Aracaju: a construção da imagem da cidade. Dissertação de Mestrado. São Paulo: FAU/USP, 2009, pp. 208. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-15032010-155846/pt-br.php [https: //www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-15032010-155846/pt-br.php] https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-15032010-155846/pt-br.php CRÉDITOS: Não identificado PALAVRAS-CHAVE: patrimônio, arquitetura e urbanismo, sergipe
Ponte do Imperador (2002)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Ponte do Imperador, 2002. In.: Instituto Marcelo Deda - Ponte do Imperador voltará a ser cartão postal de Aracaju; Fotos: Wellington Barreto, Agência Aracaju de Notícias. Disponível em: http://www.institutomarcelodeda.com.br/ponte-do-imperador-voltara-a-ser-cartao-postal-de-aracaju/ [http://www.institutomarcelodeda.com.br/ponte-do-imperador-voltara-a-sercartao-postal-de-aracaju/] http://www.institutomarcelodeda.com.br/ponte-do-imperador-voltara-a-ser-cartao-postal-de-aracaju/ CRÉDITOS: Foto: Wellington Barreto TÉCNICA: Fotografia PALAVRAS-CHAVE: patrimônio, arquitetura e urbanismo, sergipe
Os documentos:
Questão 2 14945995
ONHB Fase 1 2020Leia o texto adaptado de um artigo científico escrito pelo arqueólogo e historiador Jaisson Lino, que apresenta os cemitérios como uma importante fonte de estudos para a História e para a Arqueologia. A partir da leitura do excerto, escolha a alternativa mais pertinente.
Os cemitérios da Guerra do Contestado (1912 – 1916)
”Cemitério, como morada dos mortos, constitui-se como um importante elemento sagrado da paisagem, marcando materialmente a memória daqueles sujeitos que contribuíram para as transformações da paisagem humana de uma determinada região. No cenário de uma guerra, constituem-se no exemplo máximo dos resultados nefastos ocorridos de lado a lado, encontrando-se sua ocorrência, para o caso da Guerra do Contestado. Segundo o historiador Bellomo : ’o cristianismo, com sua mensagem de ressurreição, criou uma nova concepção de como vencer a morte e preservar a memória dos mortos. Assim surgiram os cemitérios cristãos, sugestivamente também chamados ‘campos santos’’.
(...)
A guerra produziu seu primeiro cemitério em outubro de 1912, após a batalha do Irani. O resultado da refrega foram dezenas de mortos, tanto por parte dos caboclos quanto pelo lado da força policial paranaense. Dentre os mortos, estavam o líder caboclo José Maria e o capitão João Gualberto, enviado para comandar a repressão. Devido a uma profecia de José Maria, que preconizava que morreria em combate, mas em cem dias ressuscitaria junto com os companheiros mortos para formar o exército encantado de São Sebastião, seus colegas abriram uma cova e colocaram o corpo de José Maria, apenas cobrindo-o com algumas tábuas, para facilitar a ressurreição (...). Ao que tudo indica, tempos depois, o corpo recebeu uma sepultura definitiva, sendo coberto com terra e em sua superfície cercado com pedras e com a presença de uma cruz de madeira, que ainda hoje é visitada por muitos em Irani, nas proximidades do local do combate, conforme pode ser observado na Figura 3. Ainda no ano de 1940 se acreditava na ressurreição do monge, que se daria a partir de sua sepultura, que naquela ocasião ’estava saindo da cova e que seus pés, com os sapatos ainda novos, já estavam para fora da terra’. O depoimento do militar e farmacêutico Luiz Ferrante exibe a melhor imagem da sepultura do monge poucos dias depois do combate:
Atingido o local do combate, o farmacêutico avistou dezenas de cadáveres espalhados, meio decompostos, fuçados pelos porcos. Percebeu um buraco coberto de tábuas. Desceu do cavalo, levantou as tábuas, e deu com o corpo de José Maria ali deitado, em decomposição também. Nisto foi rodeado por meia dúzia de sertanejos que lhe perguntavam o que fazia. Respondeu que olhava o monge que muitos estavam dizendo que ia ressuscitar. Mais tarde, ganhando a confiança desses homens e conversando com eles, diz que verificou que estavam verdadeiramente fanatizados pelo monge, acreditavam que ele era um santo, que ele fazia milagres de toda ordem, e que ia ressuscitar a qualquer hora.”

Figura 3: Possível local de cemitério do combate do Irani, município de Irani, Santa Catarina (Fonte: foto do autor).
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: Adaptado de: Jaisson Teixeira Lino. Os cemitérios da Guerra do Contestado (1912 – 1916): aspectos historiográficos e arqueológicos. Habitus. Goiânia. v.10, n.2, 187-192, jul/dez 2012. Disponível no site: http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/habitus/article/view/2826/1721 [http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/habitus/article/view/2826/1721https: //www12.senado.leg.br/noticias/videos/2016/07/arquivo-s-conta-a-historia-daguerra-do-contestado] http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/habitus/article/view/2826/1721 CRÉDITOS: Jaisson Teixeira Lino GLOSSÁRIO: Refrega: batalha, luta. PALAVRAS-CHAVE: região sul, cemitérios, guerra do contestado
Questão 13 14929894
ONC NÍVEL B - Fase 1 2020Para datar vestígios usam-se diversas técnicas em laboratório, como a datação por carbono 14 e por termoluminescência. A datação de material orgânico por meio do carbono-14, radioativo, é feita partindo-se da quantidade desse elemento presente na amostra que se quer analisar. Esse método é empregado para datação de amostras de até 70 mil anos. Para períodos mais longínquos, analisam-se também substâncias como urânio-238 e o potássio-40 radioativos. A termoluminescência permite datar materiais inorgânicos, como cerâmica, por meio da quantidade de luz que eles liberam quando aquecidos em aparelhos especiais. O uso de técnicas laboratoriais é fundamental para as análises arqueológicas.
Além de auxiliar no estudo da história e da cultura das sociedades, essas técnicas:
Questão 3 10724709
CMR 6° Ano - Português 2020TEXTO
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa
que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a
gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não
era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa Cor de retrato
velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na
loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava
preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto,
como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por
aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo
todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de
chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei
lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela
menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de
brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando.
Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe
ia respondendo com uma voz meio sonhadora,
– Minha Bisa V6... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria
o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar
para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena;
– Está bem. Dar, eu não dou, Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não
larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
Na frase “Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal”, o fragmento em destaque descreve um brinquedo antigo.
Assinale a alternativa que corresponde ao nome desse objeto,
Questão 106 10541957
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020O Sítio Arqueológico Cais do Valongo, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, ganhou o título de Patrimônio Mundial da Unesco. O lugar foi o principal porto de entrada de escravos africanos no Brasil e representa a exploração e o sofrimento das pessoas que foram trazidas à força ao país até meados do século XIX. O Cais do Valongo é um local de memória, que remete a um dos mais graves crimes contra a humanidade, a escravidão. Por ser o porto de desembarque dos africanos, o Cais do Valongo representa simbolicamente a escravidão e evoca memórias dolorosas com as quais muitos brasileiros afrodescendentes podem se relacionar.
Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 9 set. 2019 (adaptado).
O sítio arqueológico mencionado no texto deve ser preservado com o objetivo de manter viva a memória sobre o(s)
Questão 14 15458927
EPSJV Técnico em Saúde 2019TEXTO
Em 14 de maio de 2014, a exposição “Kumbukumbu – África, Memória e Patrimônio” foi aberta ao público no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para auxiliar o entendimento da organização da exposição durante as visitas, em especial, guiadas, a equipe do Setor de Etnologia e Etnografia (SEE) publicou o guia “Conhecendo a Exposição Kumbukumbu do Museu Nacional”. Nesta publicação, podemos ler:
A sala da exposição de longa duração do Museu Nacional destinada aos objetos africanos, agora denominada Kumbukumbu: África, memória e patrimônio, apresenta um acervo diversificado de objetos adquiridos por meio de doações, compras e permutas. Além da beleza e do significado antropológico das peças, a coleção tem ainda uma importância histórica por ser um dos mais antigos acervos africanos do Brasil. São objetos trazidos de diferentes partes do continente entre 1810 e 1940, acrescidos de outros que pertenceram ou foram produzidos por africanos ou seus descendentes diretos no Brasil entre 1880 e 1950. A palavra Kumbukumbu foi escolhida para nomear a exposição porque na língua swahili, uma das mais faladas no continente africano, pode ser traduzida por memória e patrimônio. Ao comentar a palavra Kumbukumbu a partir de sua experiência pessoal, um estudante da Tanzânia chamado Gatera Mudahizi Maurice explicou, também em swahili, o significado da palavra:
Kumbukumbu é uma palavra swahili que significa memória ou o ato de colecionar. Como a história é considerada o estudo do passado, historiadores coletam itens do passado de diferentes fontes. Todas as coleções e documentações dos acontecimentos passados reunidas formam um museu que, basicamente significa Kumbukumbu. As exposições dos museus são usadas para mostrar as memórias e as coleções de acontecimentos passados. Kumbukumbu nos faz lembrar o passado que nos dá um caminho para o futuro. A Tanzânia, por exemplo, tem um grande número de museus que mostram muitas memórias do passado.
Essa exposição traz a público, portanto, exemplos do patrimônio material africano e nos ajuda a conhecer a história de grupos que habitaram aquele continente. O elo com o passado dos povos africanos é construído através da pesquisa histórica e antropológica, hoje realizada pela equipe do Setor de Etnologia e Etnografia, que embasa e sustenta o presente trabalho e as informações aqui apresentadas.
A presença de africanos e de seus descendentes no Brasil está marcada pela violência da escravidão e pelo pós-abolição. A última vitrine da exposição trata do modo como os africanos se instalaram e recriaram seu mundo a partir do final do século XIX, em particular na Bahia e no Rio de Janeiro. A vitrine está dividida em três segmentos: as apreensões da Polícia da Corte, a coleção Heloísa Alberto Torres e os estudos recentes produzidos no Museu Nacional. O primeiro segmento mostra objetos que pertenceram aos antigos candomblés do Rio de Janeiro conhecidos como zungus ou casas de dar fortuna. Ali se cultuavam inkices (bantu), orixás (yorubá) e voduns (jêjemahi). Perseguidas pela polícia, as casas eram invadidas e tinham seus objetos confiscados e levados às delegacias como provas materiais da prática de rituais alegadamente proibidos. Os frequentadores dessas casas eram perseguidos e presos. Sabendo da existência desses objetos no depósito da Polícia da Corte, o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Netto, interessou-se por eles e passou a pedir que lhe fossem enviados para estudo. Na década de 1880, o Museu Nacional formou uma coleção que guarda as antigas técnicas de metalurgia e o conhecimento da arte da escultura em madeira, exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de africanos e de seus descendentes diretos.
O segundo segmento apresenta uma coleção de objetos do Candomblé Nagô da Bahia formada pela antropóloga Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional, em 1940 e complementada em 1953. O candomblé nagô foi elaborado por africanos escravizados de língua yorubá trazidos para a Bahia. As esculturas em madeira representando os orixás foram esculpidas pelo artesão José Afonso de Santa Isabel. Além das esculturas, integram a coleção um agogô, instrumento bastante difundido na África Ocidental, duas bonecas vestidas à moda das mulheres da Bahia nos anos de 1940 e alguns “banquinhos de igreja” que, no candomblé nagô, eram de uso das pessoas de menor hierarquia (a yalorixá ou mãe de santo, por exemplo, senta-se em uma grande cadeira).
O último segmento desta vitrine apresenta alguns trabalhos recentemente produzidos no Museu Nacional relativos a temas da presença africana no Brasil. Além do Setor de Etnologia e Etnografia, que organizou a exposição e vem desenvolvendo estudos sobre algumas coleções, destacamos as pesquisas do Setor de Antropologia Biológica, do Laboratório de Arqueologia (Casa de Pedras) e do Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (LACED).
(...)
A vitrine se encerra exibindo um conjunto de três objetos de procedência não identificada a fim de exemplificar a dimensão do que ainda desconhecemos dos muitos caminhos que percorreram os objetos que hoje compõem a coleção Africana do Museu Nacional. Trata-se de um exemplar de um opelé ifá e de dois edans usados por grupos yorubá. A ausência de informações mais completas deixa em aberto um arco de dúvidas e de questionamentos que só a continuidade da pesquisa poderá responder. Por isso, além de ser um lugar de guarda do passado, um museu é também uma instituição de pesquisa, voltada para o futuro e para a produção de novos conhecimentos.
(Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/etnologia/LivroKumbukumbu.pdf, acessoem 14/06/2018)
Glossário
- inkices, orixás e voduns: são divindades do candomblé denominadas de acordo com cada grupo étnico, a saber: bantu, yorubá e jêjemahi.
- opelé ifá: colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão.
- edans: símbolo usado em torno do pescoço.
TEXTO II

(Disponível em < http://www.agora.com.vc/noticia/ charge-incendio-de-grandes-proporcoes-atinge-museunacional-na-quinta-da-boa-vista-no-rio/>, acesso em 14/09/2018)
Os textos I e II citam a mais antiga instituição científica do Brasil: o Museu Nacional, o qual foi criado por D. João XI em 06/06/1818.
Com base na leitura de ambos os texto, é possível afirmar, EXCETO, que:
06
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