Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 32 3660434
CN 2° Dia 2020Leia o texto abaixo.
Esses escravos tinham mobilidade para circular na cidade, já que precisavam encontrar trabalho para juntar quantia em dinheiro que deveria ser entregue ao proprietário, além, é claro, de obter o seu próprio sustento. Se, por um lado, esse tipo de trabalho livrava os proprietários da obrigação de sustentar seus escravos, assim diminuindo os seus gastos, por outro, permitia certa autonomia aos cativos, que arranjavam o seu próprio trabalho e cuidavam de suas despesas.
(Mattos, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira. 22 ed., 3º reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014, p. 112. Adaptado)4
O texto faz referência a uma modalidade de trabalho escravo denominada:
Questão 30 3660422
CN 2° Dia 2020Leia o texto a seguir.
A colonização portuguesa não respeitou o Tratado de Tordesilhas, expandindo as fronteiras do Brasil por meio da ação dos bandeirantes, jesultas e pecuaristas. Os espanhóis também desrespeitaram o Tratado de Tordesilhas, invadindo colônias portuguesas situadas no Oriente.
Para fixar as novas fronteiras coloniais na América, vários tratados internacionais foram assinados.
(Cotrim, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. 8º ed. São Paulo: Saraiva, 2005. P. 242, Adaptado)
Sobre os Tratados que definiram o território brasileiro durante o período colonial é correto afirmar que:
Questão 29 3660419
CN 2° Dia 2020Leia o texto abaixo.
Em seu discurso, Dr. Ulysses [presidente da Câmara dos Deputados], como era chamado, sintetizou aquele que, a seu ver, era a principal contribuição do novo texto constitucional: “Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a nação mudou. A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão, e só é cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa."
(disponível em www2.camara.leg.br. Acesso em 29/03/2020. 14:53)
Sobre a Constituição de 1988, é correto afirmar que:
Questão 14 15458927
EPSJV Técnico em Saúde 2019TEXTO
Em 14 de maio de 2014, a exposição “Kumbukumbu – África, Memória e Patrimônio” foi aberta ao público no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para auxiliar o entendimento da organização da exposição durante as visitas, em especial, guiadas, a equipe do Setor de Etnologia e Etnografia (SEE) publicou o guia “Conhecendo a Exposição Kumbukumbu do Museu Nacional”. Nesta publicação, podemos ler:
A sala da exposição de longa duração do Museu Nacional destinada aos objetos africanos, agora denominada Kumbukumbu: África, memória e patrimônio, apresenta um acervo diversificado de objetos adquiridos por meio de doações, compras e permutas. Além da beleza e do significado antropológico das peças, a coleção tem ainda uma importância histórica por ser um dos mais antigos acervos africanos do Brasil. São objetos trazidos de diferentes partes do continente entre 1810 e 1940, acrescidos de outros que pertenceram ou foram produzidos por africanos ou seus descendentes diretos no Brasil entre 1880 e 1950. A palavra Kumbukumbu foi escolhida para nomear a exposição porque na língua swahili, uma das mais faladas no continente africano, pode ser traduzida por memória e patrimônio. Ao comentar a palavra Kumbukumbu a partir de sua experiência pessoal, um estudante da Tanzânia chamado Gatera Mudahizi Maurice explicou, também em swahili, o significado da palavra:
Kumbukumbu é uma palavra swahili que significa memória ou o ato de colecionar. Como a história é considerada o estudo do passado, historiadores coletam itens do passado de diferentes fontes. Todas as coleções e documentações dos acontecimentos passados reunidas formam um museu que, basicamente significa Kumbukumbu. As exposições dos museus são usadas para mostrar as memórias e as coleções de acontecimentos passados. Kumbukumbu nos faz lembrar o passado que nos dá um caminho para o futuro. A Tanzânia, por exemplo, tem um grande número de museus que mostram muitas memórias do passado.
Essa exposição traz a público, portanto, exemplos do patrimônio material africano e nos ajuda a conhecer a história de grupos que habitaram aquele continente. O elo com o passado dos povos africanos é construído através da pesquisa histórica e antropológica, hoje realizada pela equipe do Setor de Etnologia e Etnografia, que embasa e sustenta o presente trabalho e as informações aqui apresentadas.
A presença de africanos e de seus descendentes no Brasil está marcada pela violência da escravidão e pelo pós-abolição. A última vitrine da exposição trata do modo como os africanos se instalaram e recriaram seu mundo a partir do final do século XIX, em particular na Bahia e no Rio de Janeiro. A vitrine está dividida em três segmentos: as apreensões da Polícia da Corte, a coleção Heloísa Alberto Torres e os estudos recentes produzidos no Museu Nacional. O primeiro segmento mostra objetos que pertenceram aos antigos candomblés do Rio de Janeiro conhecidos como zungus ou casas de dar fortuna. Ali se cultuavam inkices (bantu), orixás (yorubá) e voduns (jêjemahi). Perseguidas pela polícia, as casas eram invadidas e tinham seus objetos confiscados e levados às delegacias como provas materiais da prática de rituais alegadamente proibidos. Os frequentadores dessas casas eram perseguidos e presos. Sabendo da existência desses objetos no depósito da Polícia da Corte, o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Netto, interessou-se por eles e passou a pedir que lhe fossem enviados para estudo. Na década de 1880, o Museu Nacional formou uma coleção que guarda as antigas técnicas de metalurgia e o conhecimento da arte da escultura em madeira, exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de africanos e de seus descendentes diretos.
O segundo segmento apresenta uma coleção de objetos do Candomblé Nagô da Bahia formada pela antropóloga Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional, em 1940 e complementada em 1953. O candomblé nagô foi elaborado por africanos escravizados de língua yorubá trazidos para a Bahia. As esculturas em madeira representando os orixás foram esculpidas pelo artesão José Afonso de Santa Isabel. Além das esculturas, integram a coleção um agogô, instrumento bastante difundido na África Ocidental, duas bonecas vestidas à moda das mulheres da Bahia nos anos de 1940 e alguns “banquinhos de igreja” que, no candomblé nagô, eram de uso das pessoas de menor hierarquia (a yalorixá ou mãe de santo, por exemplo, senta-se em uma grande cadeira).
O último segmento desta vitrine apresenta alguns trabalhos recentemente produzidos no Museu Nacional relativos a temas da presença africana no Brasil. Além do Setor de Etnologia e Etnografia, que organizou a exposição e vem desenvolvendo estudos sobre algumas coleções, destacamos as pesquisas do Setor de Antropologia Biológica, do Laboratório de Arqueologia (Casa de Pedras) e do Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (LACED).
(...)
A vitrine se encerra exibindo um conjunto de três objetos de procedência não identificada a fim de exemplificar a dimensão do que ainda desconhecemos dos muitos caminhos que percorreram os objetos que hoje compõem a coleção Africana do Museu Nacional. Trata-se de um exemplar de um opelé ifá e de dois edans usados por grupos yorubá. A ausência de informações mais completas deixa em aberto um arco de dúvidas e de questionamentos que só a continuidade da pesquisa poderá responder. Por isso, além de ser um lugar de guarda do passado, um museu é também uma instituição de pesquisa, voltada para o futuro e para a produção de novos conhecimentos.
(Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/etnologia/LivroKumbukumbu.pdf, acessoem 14/06/2018)
Glossário
- inkices, orixás e voduns: são divindades do candomblé denominadas de acordo com cada grupo étnico, a saber: bantu, yorubá e jêjemahi.
- opelé ifá: colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão.
- edans: símbolo usado em torno do pescoço.
TEXTO II

(Disponível em < http://www.agora.com.vc/noticia/ charge-incendio-de-grandes-proporcoes-atinge-museunacional-na-quinta-da-boa-vista-no-rio/>, acesso em 14/09/2018)
Os textos I e II citam a mais antiga instituição científica do Brasil: o Museu Nacional, o qual foi criado por D. João XI em 06/06/1818.
Com base na leitura de ambos os texto, é possível afirmar, EXCETO, que:
Questão 12 15458922
EPSJV Técnico em Saúde 2019TEXTO
Em 14 de maio de 2014, a exposição “Kumbukumbu – África, Memória e Patrimônio” foi aberta ao público no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para auxiliar o entendimento da organização da exposição durante as visitas, em especial, guiadas, a equipe do Setor de Etnologia e Etnografia (SEE) publicou o guia “Conhecendo a Exposição Kumbukumbu do Museu Nacional”. Nesta publicação, podemos ler:
A sala da exposição de longa duração do Museu Nacional destinada aos objetos africanos, agora denominada Kumbukumbu: África, memória e patrimônio, apresenta um acervo diversificado de objetos adquiridos por meio de doações, compras e permutas. Além da beleza e do significado antropológico das peças, a coleção tem ainda uma importância histórica por ser um dos mais antigos acervos africanos do Brasil. São objetos trazidos de diferentes partes do continente entre 1810 e 1940, acrescidos de outros que pertenceram ou foram produzidos por africanos ou seus descendentes diretos no Brasil entre 1880 e 1950. A palavra Kumbukumbu foi escolhida para nomear a exposição porque na língua swahili, uma das mais faladas no continente africano, pode ser traduzida por memória e patrimônio. Ao comentar a palavra Kumbukumbu a partir de sua experiência pessoal, um estudante da Tanzânia chamado Gatera Mudahizi Maurice explicou, também em swahili, o significado da palavra:
Kumbukumbu é uma palavra swahili que significa memória ou o ato de colecionar. Como a história é considerada o estudo do passado, historiadores coletam itens do passado de diferentes fontes. Todas as coleções e documentações dos acontecimentos passados reunidas formam um museu que, basicamente significa Kumbukumbu. As exposições dos museus são usadas para mostrar as memórias e as coleções de acontecimentos passados. Kumbukumbu nos faz lembrar o passado que nos dá um caminho para o futuro. A Tanzânia, por exemplo, tem um grande número de museus que mostram muitas memórias do passado.
Essa exposição traz a público, portanto, exemplos do patrimônio material africano e nos ajuda a conhecer a história de grupos que habitaram aquele continente. O elo com o passado dos povos africanos é construído através da pesquisa histórica e antropológica, hoje realizada pela equipe do Setor de Etnologia e Etnografia, que embasa e sustenta o presente trabalho e as informações aqui apresentadas.
A presença de africanos e de seus descendentes no Brasil está marcada pela violência da escravidão e pelo pós-abolição. A última vitrine da exposição trata do modo como os africanos se instalaram e recriaram seu mundo a partir do final do século XIX, em particular na Bahia e no Rio de Janeiro. A vitrine está dividida em três segmentos: as apreensões da Polícia da Corte, a coleção Heloísa Alberto Torres e os estudos recentes produzidos no Museu Nacional. O primeiro segmento mostra objetos que pertenceram aos antigos candomblés do Rio de Janeiro conhecidos como zungus ou casas de dar fortuna. Ali se cultuavam inkices (bantu), orixás (yorubá) e voduns (jêjemahi). Perseguidas pela polícia, as casas eram invadidas e tinham seus objetos confiscados e levados às delegacias como provas materiais da prática de rituais alegadamente proibidos. Os frequentadores dessas casas eram perseguidos e presos. Sabendo da existência desses objetos no depósito da Polícia da Corte, o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Netto, interessou-se por eles e passou a pedir que lhe fossem enviados para estudo. Na década de 1880, o Museu Nacional formou uma coleção que guarda as antigas técnicas de metalurgia e o conhecimento da arte da escultura em madeira, exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de africanos e de seus descendentes diretos.
O segundo segmento apresenta uma coleção de objetos do Candomblé Nagô da Bahia formada pela antropóloga Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional, em 1940 e complementada em 1953. O candomblé nagô foi elaborado por africanos escravizados de língua yorubá trazidos para a Bahia. As esculturas em madeira representando os orixás foram esculpidas pelo artesão José Afonso de Santa Isabel. Além das esculturas, integram a coleção um agogô, instrumento bastante difundido na África Ocidental, duas bonecas vestidas à moda das mulheres da Bahia nos anos de 1940 e alguns “banquinhos de igreja” que, no candomblé nagô, eram de uso das pessoas de menor hierarquia (a yalorixá ou mãe de santo, por exemplo, senta-se em uma grande cadeira).
O último segmento desta vitrine apresenta alguns trabalhos recentemente produzidos no Museu Nacional relativos a temas da presença africana no Brasil. Além do Setor de Etnologia e Etnografia, que organizou a exposição e vem desenvolvendo estudos sobre algumas coleções, destacamos as pesquisas do Setor de Antropologia Biológica, do Laboratório de Arqueologia (Casa de Pedras) e do Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (LACED).
(...)
A vitrine se encerra exibindo um conjunto de três objetos de procedência não identificada a fim de exemplificar a dimensão do que ainda desconhecemos dos muitos caminhos que percorreram os objetos que hoje compõem a coleção Africana do Museu Nacional. Trata-se de um exemplar de um opelé ifá e de dois edans usados por grupos yorubá. A ausência de informações mais completas deixa em aberto um arco de dúvidas e de questionamentos que só a continuidade da pesquisa poderá responder. Por isso, além de ser um lugar de guarda do passado, um museu é também uma instituição de pesquisa, voltada para o futuro e para a produção de novos conhecimentos.
(Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/etnologia/LivroKumbukumbu.pdf, acessoem 14/06/2018)
Glossário
- inkices, orixás e voduns: são divindades do candomblé denominadas de acordo com cada grupo étnico, a saber: bantu, yorubá e jêjemahi.
- opelé ifá: colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão.
- edans: símbolo usado em torno do pescoço.
Em “a yalorixá ou mãe de santo, por exemplo, senta-se em uma grande cadeira”, a função do item sublinhado é a de:
Questão 11 15458917
EPSJV Técnico em Saúde 2019TEXTO
Em 14 de maio de 2014, a exposição “Kumbukumbu – África, Memória e Patrimônio” foi aberta ao público no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para auxiliar o entendimento da organização da exposição durante as visitas, em especial, guiadas, a equipe do Setor de Etnologia e Etnografia (SEE) publicou o guia “Conhecendo a Exposição Kumbukumbu do Museu Nacional”. Nesta publicação, podemos ler:
A sala da exposição de longa duração do Museu Nacional destinada aos objetos africanos, agora denominada Kumbukumbu: África, memória e patrimônio, apresenta um acervo diversificado de objetos adquiridos por meio de doações, compras e permutas. Além da beleza e do significado antropológico das peças, a coleção tem ainda uma importância histórica por ser um dos mais antigos acervos africanos do Brasil. São objetos trazidos de diferentes partes do continente entre 1810 e 1940, acrescidos de outros que pertenceram ou foram produzidos por africanos ou seus descendentes diretos no Brasil entre 1880 e 1950. A palavra Kumbukumbu foi escolhida para nomear a exposição porque na língua swahili, uma das mais faladas no continente africano, pode ser traduzida por memória e patrimônio. Ao comentar a palavra Kumbukumbu a partir de sua experiência pessoal, um estudante da Tanzânia chamado Gatera Mudahizi Maurice explicou, também em swahili, o significado da palavra:
Kumbukumbu é uma palavra swahili que significa memória ou o ato de colecionar. Como a história é considerada o estudo do passado, historiadores coletam itens do passado de diferentes fontes. Todas as coleções e documentações dos acontecimentos passados reunidas formam um museu que, basicamente significa Kumbukumbu. As exposições dos museus são usadas para mostrar as memórias e as coleções de acontecimentos passados. Kumbukumbu nos faz lembrar o passado que nos dá um caminho para o futuro. A Tanzânia, por exemplo, tem um grande número de museus que mostram muitas memórias do passado.
Essa exposição traz a público, portanto, exemplos do patrimônio material africano e nos ajuda a conhecer a história de grupos que habitaram aquele continente. O elo com o passado dos povos africanos é construído através da pesquisa histórica e antropológica, hoje realizada pela equipe do Setor de Etnologia e Etnografia, que embasa e sustenta o presente trabalho e as informações aqui apresentadas.
A presença de africanos e de seus descendentes no Brasil está marcada pela violência da escravidão e pelo pós-abolição. A última vitrine da exposição trata do modo como os africanos se instalaram e recriaram seu mundo a partir do final do século XIX, em particular na Bahia e no Rio de Janeiro. A vitrine está dividida em três segmentos: as apreensões da Polícia da Corte, a coleção Heloísa Alberto Torres e os estudos recentes produzidos no Museu Nacional. O primeiro segmento mostra objetos que pertenceram aos antigos candomblés do Rio de Janeiro conhecidos como zungus ou casas de dar fortuna. Ali se cultuavam inkices (bantu), orixás (yorubá) e voduns (jêjemahi). Perseguidas pela polícia, as casas eram invadidas e tinham seus objetos confiscados e levados às delegacias como provas materiais da prática de rituais alegadamente proibidos. Os frequentadores dessas casas eram perseguidos e presos. Sabendo da existência desses objetos no depósito da Polícia da Corte, o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Netto, interessou-se por eles e passou a pedir que lhe fossem enviados para estudo. Na década de 1880, o Museu Nacional formou uma coleção que guarda as antigas técnicas de metalurgia e o conhecimento da arte da escultura em madeira, exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de africanos e de seus descendentes diretos.
O segundo segmento apresenta uma coleção de objetos do Candomblé Nagô da Bahia formada pela antropóloga Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional, em 1940 e complementada em 1953. O candomblé nagô foi elaborado por africanos escravizados de língua yorubá trazidos para a Bahia. As esculturas em madeira representando os orixás foram esculpidas pelo artesão José Afonso de Santa Isabel. Além das esculturas, integram a coleção um agogô, instrumento bastante difundido na África Ocidental, duas bonecas vestidas à moda das mulheres da Bahia nos anos de 1940 e alguns “banquinhos de igreja” que, no candomblé nagô, eram de uso das pessoas de menor hierarquia (a yalorixá ou mãe de santo, por exemplo, senta-se em uma grande cadeira).
O último segmento desta vitrine apresenta alguns trabalhos recentemente produzidos no Museu Nacional relativos a temas da presença africana no Brasil. Além do Setor de Etnologia e Etnografia, que organizou a exposição e vem desenvolvendo estudos sobre algumas coleções, destacamos as pesquisas do Setor de Antropologia Biológica, do Laboratório de Arqueologia (Casa de Pedras) e do Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (LACED).
(...)
A vitrine se encerra exibindo um conjunto de três objetos de procedência não identificada a fim de exemplificar a dimensão do que ainda desconhecemos dos muitos caminhos que percorreram os objetos que hoje compõem a coleção Africana do Museu Nacional. Trata-se de um exemplar de um opelé ifá e de dois edans usados por grupos yorubá. A ausência de informações mais completas deixa em aberto um arco de dúvidas e de questionamentos que só a continuidade da pesquisa poderá responder. Por isso, além de ser um lugar de guarda do passado, um museu é também uma instituição de pesquisa, voltada para o futuro e para a produção de novos conhecimentos.
(Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/etnologia/LivroKumbukumbu.pdf, acessoem 14/06/2018)
Glossário
- inkices, orixás e voduns: são divindades do candomblé denominadas de acordo com cada grupo étnico, a saber: bantu, yorubá e jêjemahi.
- opelé ifá: colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão.
- edans: símbolo usado em torno do pescoço.
Os termos sublinhados em “A palavra Kumbukumbu foi escolhida para nomear a exposição...” e “O candomblé nagô foi elaborado por africanos escravizados...” possuem, respectivamente, o sentido de:
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