Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 14 10732457
IFCE* 1 Ano 2020/1TEXTO PARA A QUESTÃO
Meu Caro Amigo
(Chico Buarque/F. Hime)
Meu caro amigo, me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
[5] Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate o sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
[10] Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
O texto de Chico Buarque foi produzido por ocasião da Ditadura Militar no Brasil e traz uma mensagem discreta da violência de seu período.
Contém palavras que denunciam essa violência, como:
Questão 5 10732445
IFCE* 1 Ano 2020/1“Ontem a Serra Leoa, / A Guerra, a caça ao leão, / O sono dormido à toa / Sob as tendas da amplidão...Hoje... o porão negro, o fundo / Infecto, apertado, imundo, / Tendo a peste por jaguar... / E o sono sempre cortado / Pelo arranco de um finado, / E o baque de um corpo ao mar.” (Castro Alves)
Os versos acima, extraídos de “Navio Negreiro”, mostram uma oposição entre a vida dos africanos de Serra Leoa antes de serem trazidos como escravos para o Brasil e o contexto de transporte nos navios negreiros.
Nota-se nos versos que as duas etapas se caracterizam:
Questão 5 10724714
CMR 6° Ano - Português 2020TEXTO
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa
que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a
gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não
era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa Cor de retrato
velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na
loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava
preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto,
como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por
aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo
todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de
chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei
lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela
menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de
brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando.
Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe
ia respondendo com uma voz meio sonhadora,
– Minha Bisa V6... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria
o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar
para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena;
– Está bem. Dar, eu não dou, Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não
larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
Assinale a alternativa que identifica o foco narrativo no fragmento do texto “Bisa Bia, Bisa Bel”.
Questão 4 10724710
CMR 6° Ano - Português 2020TEXTO
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa
que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a
gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não
era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa Cor de retrato
velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na
loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava
preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto,
como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por
aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo
todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de
chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei
lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela
menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de
brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando.
Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe
ia respondendo com uma voz meio sonhadora,
– Minha Bisa V6... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria
o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar
para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena;
– Está bem. Dar, eu não dou, Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não
larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
No trecho "- Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa...”, a fala da personagem representa cuidado, porque ela
Questão 3 10724709
CMR 6° Ano - Português 2020TEXTO
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa
que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a
gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não
era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa Cor de retrato
velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na
loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava
preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto,
como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por
aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo
todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de
chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei
lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela
menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de
brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando.
Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe
ia respondendo com uma voz meio sonhadora,
– Minha Bisa V6... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria
o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar
para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena;
– Está bem. Dar, eu não dou, Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não
larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
Na frase “Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal”, o fragmento em destaque descreve um brinquedo antigo.
Assinale a alternativa que corresponde ao nome desse objeto,
Questão 2 10724706
CMR 6° Ano - Português 2020TEXTO
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa
que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a
gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não
era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa Cor de retrato
velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na
loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava
preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto,
como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por
aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo
todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de
chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta soltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei
lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
– Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
– Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
– Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vó Ester. Tem outras, é?
– Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
– Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela
menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá... Dava vontade de
brincar com ela.
– Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
– Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
– Pneu de bicicleta, já sei.
– Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando.
Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó... – minha mãe
ia respondendo com uma voz meio sonhadora,
– Minha Bisa V6... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria
o retrato pra mim:
– Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
– Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
– Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar
para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
– Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena;
– Está bem. Dar, eu não dou, Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
– Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não
larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel. Moderna, 2002. (Fragmento)
No fragmento “Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena”, o trecho em destaque atesta que a mãe
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