Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 4 10763678
COLTEC 2020Texto 1 - Incentivar que mais civis se armem não irá melhorar a segurança pública
Ilona Szabó de Carvalho
Armamento é assunto sério, de vida ou morte, e precisa ser discutido com responsabilidade e sem ideologia. Só assim teremos condições de avaliar os reais impactos das propostas que começam a ser apresentadas pelo novo governo. Ironia do destino chegarmos ao momento de mais riscos de retrocessos na lei de controle de armas de 2003, justamente quando temos uma boa notícia para comemorar. Após um longo período de aumento no número de mortes violentas, estima-se que em 2018 houve queda de 12% desses registros.
Todos queremos viver em um país seguro. Isso passa também por evitar que armas caiam nas mãos erradas e por apoiar os bons policiais, dando-lhes melhores condições de trabalho, equipamentos e treinamento de ponta. Como já falei antes, não sou contra a posse de armas por quem cumpre os requisitos e a pequenos ajustes na lei de 2003. A definição de critérios para comprovar a chamada efetiva necessidade e, assim, poder ter uma arma em casa, é exemplo disso.
Mas não podemos abrir mão de discutir quais são os riscos para pais e mães que fazem essa opção, os impactos sobre a violência doméstica, e as reais chances de o cidadão, ao ser assaltado, ser bem sucedido em uma legítima defesa e não ter sua arma roubada. Tampouco podemos deixar de exigir um bom controle de armas por parte dos governos estaduais e federal.
Armas têm vida longa. Por isso, a necessidade de renovação do registro é tão importante e não pode ser extinta. O prazo, que hoje é de cinco anos, foi modificado para dez anos pelo decreto presidencial, e isso preocupa.
Vale lembrar que as armas nascem legais, e que armas legais alimentam o mercado ilegal. Já temos muitas brechas na lei atual e em sua fiscalização, o que permite desvios e condutas ilícitas que ajudam a armar criminosos, organizados ou não.
Precisamos, então, exigir a implementação das medidas que realmente nos trarão a paz que buscamos. Por isso, já adianto: a discussão sobre ampliar posse e porte de armas é uma distração. Incentivar que mais civis se armem não irá melhorar a segurança pública.
O que devemos cobrar do novo governo é que evite que armas continuem chegando nas mãos dos criminosos. Isso só é possível com um plano para garantir uma regulação responsável. Há muitas perguntas a serem respondidas pelas autoridades eleitas. O que farão para melhorar os sistemas de controle de armas da Polícia Federal e do Exército (Sinarm e Sigma)? Como eles serão integrados? Quando começarão a exigir das empresas nacionais e internacionais que a marcação das armas e munições vendidas no Brasil seja feita com tecnologia de ponta? Essas medidas permitirão às polícias chegarem aos culpados de crimes e ao ponto exato dos desvios, seja de forças de segurança oficiais, de empresas de segurança privada ou de cidadãos que descumprem a lei.
Em vez de desmantelar a lei de armas, o novo governo deve se esforçar para aplicar a legislação existente. O novo ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sergio Moro, tem um amplo mandato para reduzir a corrupção, o crime organizado e a violência letal. Há razões para acreditar que uma boa implementação da lei de armas pode ajudá-lo a atingir as metas de segurança pública que tanto desejamos. Por outro lado, expandir o acesso e a disponibilidade de armas de fogo no país mais homicida do mundo e relaxar ainda mais os fracos controles existentes equivale a jogar mais lenha na fogueira.
Ilona Szabó de Carvalho, empreendedora cívica, mestre em estudos internacionais pela Universidade de Uppsala (Suécia). É autora de “Segurança Pública para Virar o Jogo”
Disponível em: encurtador.com.br/abpxM. Acesso em: 14 de jun. de 2019.
Texto 2 - O governo proibir o porte de armas é, acima de tudo, um problema de ordem moral
Tim Hsiao
Ao coercivamente exigir que os cidadãos cumpridores da lei se desarmem, o governo está intencionalmente abolindo a capacidade destes cidadãos de efetivamente se protegerem contra agressores armados — os quais, exatamente por serem foras-da-lei, não cumprem as leis.
Isso, entretanto, não seria problema caso o governo fosse capaz de garantir a segurança e a integridade física de cada um dos indivíduos do país. Na prática, isso significa que cada indivíduo deste país teria de andar acompanhado de um policial que garantisse sua integridade e segurança.
Se o governo não for capaz de fazer isso, ou seja, se ele nada fizer para compensar o déficit de proteção que ele criou ao desarmar os cidadãos cumpridores da lei e deixá-los à própria sorte contra a agressão de criminosos descumpridores da lei — os quais podem, inclusive, estar armados apenas com facas —, então, por definição, o governo violou o direito mais básico do indivíduo, que é o seu direito de defender a própria vida.
Consequentemente, se um cidadão cumpridor da lei foi machucado ou morto como resultado desta política do governo, então o governo é o culpado pela violação do direito à vida deste cidadão.
Disponível em: encurtador.com.br/btuHM. Acesso em: 18 de jun. de 2019. (Fragmento).
Assinale a alternativa CORRETA em relação às teses defendidas pelos textos 1 e 2.
Questão 29 10738189
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020“Quando, em setembro de 1968, centenas de mulheres se aproximaram do teatro onde ocorria o concurso Miss América, em Atlantic City, dispostas a pôr fogo em apetrechos como sutiãs, cílios postiços e saltos altos, elas estavam prestes a mudar radicalmente a história do feminismo no mundo.
Não houve fogo naquele dia, porque o protesto foi impedido pela prefeitura — embora o episódio tenha sido eternizado como a “queima de sutiãs”

De lá para cá, o feminismo ganhou grandes representantes políticas, foi responsável pela conquista de uma série de direitos e pela abertura da atual discussão sobre igualdade de gênero que tanto mobiliza as redes sociais.”
Fonte: oglobo.globo.com/sociedade/historia/feminismo
“A professora Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a exercer o direito de voto no
país, em
___, na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte.”
Fonte: http://www.ebc.com.br/cidadania/2016/03
Para descobrir o ano em que Celina votou no Rio Grande do Norte, resolva a expressão abaixo:
)
Questão 28 10738171
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020“Quando, em setembro de 1968, centenas de mulheres se aproximaram do teatro onde ocorria o concurso Miss América, em Atlantic City, dispostas a pôr fogo em apetrechos como sutiãs, cílios postiços e saltos altos, elas estavam prestes a mudar radicalmente a história do feminismo no mundo.
Não houve fogo naquele dia, porque o protesto foi impedido pela prefeitura — embora o episódio tenha sido eternizado como a “queima de sutiãs”

De lá para cá, o feminismo ganhou grandes representantes políticas, foi responsável pela conquista de uma série de direitos e pela abertura da atual discussão sobre igualdade de gênero que tanto mobiliza as redes sociais.”
Fonte: oglobo.globo.com/sociedade/historia/feminismo
Os conjuntos abaixo são formados pelas letras do primeiro nome das três mulheres mencionadas acima, que lutaram pelos direitos femininos no Brasil.
F = [n, i, s, a} G = {c, e, l, i, n, a} P = { c, a, r, l, o, t}
Marque a alternativa que contém a relação CORRETA entre os conjuntos e elementos.
Questão 27 10738170
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020“Quando, em setembro de 1968, centenas de mulheres se aproximaram do teatro onde ocorria o concurso Miss América, em Atlantic City, dispostas a pôr fogo em apetrechos como sutiãs, cílios postiços e saltos altos, elas estavam prestes a mudar radicalmente a história do feminismo no mundo.
Não houve fogo naquele dia, porque o protesto foi impedido pela prefeitura — embora o episódio tenha sido eternizado como a “queima de sutiãs”

De lá para cá, o feminismo ganhou grandes representantes políticas, foi responsável pela conquista de uma série de direitos e pela abertura da atual discussão sobre igualdade de gênero que tanto mobiliza as redes sociais.”
Fonte: oglobo.globo.com/sociedade/historia/feminismo
“Ao longo da história, várias mulheres, seja por suas ideias ou suas atitudes, se opuseram às restrições impostas à mulher, quebrando paradigmas e influenciando a mudança do pensamento das pessoas de seu tempo e também das que viriam depois.”
Fonte: http://www.ebc.com.br/cidadania/2016/03
Mulheres como Nísia Floresta, Celina Guimarães e Carlota Pereira foram capazes de inspirar importantes transformações que impactariam na vida das mulheres de hoje.
Responda as questões a seguir e conheça um pouco mais sobre cada uma dessas mulheres inspiradoras.
Nísia Floresta foi obrigada a se casar aos
anos e depois de alguns meses abandonou o casamento. Aos ______ anos publicou seu primeiro livro “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”.
Para descobrir a idade em que Nísia fez a sua primeira publicação, resolva a expressão abaixo:

Questão 26 10738168
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020“Quando, em setembro de 1968, centenas de mulheres se aproximaram do teatro onde ocorria o concurso Miss América, em Atlantic City, dispostas a pôr fogo em apetrechos como sutiãs, cílios postiços e saltos altos, elas estavam prestes a mudar radicalmente a história do feminismo no mundo.
Não houve fogo naquele dia, porque o protesto foi impedido pela prefeitura — embora o episódio tenha sido eternizado como a “queima de sutiãs”

De lá para cá, o feminismo ganhou grandes representantes políticas, foi responsável pela conquista de uma série de direitos e pela abertura da atual discussão sobre igualdade de gênero que tanto mobiliza as redes sociais.”
Fonte: oglobo.globo.com/sociedade/historia/feminismo
De acordo com o texto do O Globo, centenas de mulheres participaram da manifestação da “queima dos sutiãs”.
Resolva a expressão abaixo e encontre a quantidade de mulheres que participaram desse episódio histórico de 1968.

Questão 19 10738156
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020AS MULHERES E A DISPUTA PELOS ESPAÇOS DE PODER
O dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira, que foi consolidado na Constituição de 1934

A primeira eleitora registrada no Brasil foi em 1927, no estado do Rio Grande do Norte
Yanne Teles
Brasil de Fato/ Recife (PE), 21 de março de 2017 às 10:09.
Ainda sob os ecos do 8 de março, O Dia Internacional da Mulher, na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual.
O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos.
Por conta dessas lutas é que as garantias dos espaços para as mulheres têm sido alcançadas. Mas vale salientar que isso tem acontecido em passos lentos.
A grande batalha da mulher é ainda a ocupação de espaços de poder.
No Brasil, o poder é um domínio ocupado hegemonicamente ainda por homens. As decisões públicas do país são essencialmente masculinas, e nesse contexto, as decisões quanto às relações de gênero não carregam sensibilidade.
A sociedade tem que entender que a participação da mulher na política em um país democrático é fundamental para o alcance da igualdade e do desenvolvimento, e consequentemente da paz.
Acabamos de completar 85 anos da conquista do direito ao voto. O dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira, que foi consolidado na Constituição de 1934. Porém, já era uma luta antiga.
A primeira eleitora registrada no Brasil foi em 1927, no estado do Rio Grande do Norte que passou na frente de todo o país.
[...]
Já quanto à representatividade, de acordo com dados captados na biblioteca do Senado, elegemos a primeira deputada em 1934 no estado de São Paulo. A primeira deputada negra foi eleita em Santa Catarina no ano de 1935. A primeira senadora no ano de 1981, Governadora, apenas em 1994, Roseana Sarney no estado do Maranhão.
E em outubro de 2010 tivemos a primeira presidenta eleita, Dilma Roussef.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na composição atual da Câmara, das 513 cadeiras, somente 55 são ocupadas por mulheres (10,7%). No Senado, o percentual é um pouco maior. Das 81 cadeiras, 12 são ocupadas por mulheres (14,8%).
São 67 mulheres entre os 594 deputados e senadores (11,2%).
Nesse cenário, o Brasil ocupa a 154ª posição em um ranking internacional, elaborado pela União Interparlamentar que listou 190 países, sobre a participação da mulher nos parlamentos.
O direito de votar e ser votada sem dúvida foi uma grande representatividade das mulheres nos espaços de poder.
E vale lembrar que a mulher negra ainda é sub-representada no parlamento.
Através de políticas afirmativas, se conseguiu instituir cotas no sistema político para inclusão das mulheres na política.
A legislação eleitoral brasileira passou a estimular a participação feminina na política estabelecendo um percentual mínimo de 30% de candidaturas de cada sexo (artigo 10, parágrafo 3º, da Lei 9.504, de 1997).
[...]
Porém, mesmo com as cotas, o percentual de mulheres eleitas é muito baixo, e embora representem 7 milhões a mais de votos, as mulheres ainda não têm representação proporcional a esse número no Parlamento.
Toda a sociedade perde com essa falta de representação. A política fica com visões distorcidas sobre os problemas sociais, fica com visões estreitas sobre a realidade e visões parciais sobre o projeto de desenvolvimento do país.
Nessa conjuntura, percebemos então, que mesmo as estatísticas detecta vários setores, o lugar da mulher brasileira ainda reflete o domínio do homem sobre a vida dela.
TELES,Yanne. As mulheres e as disputas pelos espaços de poder. Brasil de fato, 21 mar. 2017. Disponível em: www. brasildefato.com.br/2017/03/21.
O artigo de opinião é um gênero textual que circula na esfera jornalística e pode ser publicado em jornais e revistas, impressos ou virtuais.
O texto em questão foi escrito coma finalidade principal de
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)