Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 11 10239751
OBR 1° Ano - Modalidade Teórica Nível 5 Fase 1 2021O termo “robô” foi concebido no início do século passado, derivado originalmente da palavra tcheca “robota”, que significa “trabalho”. Mais recentemente, a tecnologia de computação associada à robótica, baseada no conceito de telepresença e realidade virtual, têm sido aplicadas aos procedimentos cirúrgicos. A aplicação de robôs em cirurgia data de aproximadamente 35 anos, experimentando um crescimento significativo nas últimas duas décadas impulsionado pelo advento de novas tecnologias e seus resultados. Apesar de seu status breve comparado à longevidade da história da cirurgia, a tecnologia robótica já provou seus potenciais benefícios com visualização aprimorada, destreza superior e maior precisão durante procedimentos minimamente invasivos. Atualmente, a plataforma robótica mundialmente difundida e predominantemente usada em cirurgia é o modelo Da Vinci da empresa Intuitive Surgical, e a evolução desse novo conceito de cirurgia está longe de terminar, com inúmeros competidores potenciais no horizonte impulsionando a quebra de paradigmas. Nosso objetivo nesta revisão é descrever a história e evolução da cirurgia robótica nos últimos anos, bem como apresentar suas perspectivas futuras.
Segundo René Remond, “É impossível compreender seu tempo para quem ignora todo o passado. Ser uma
pessoa contemporânea e também ter consciência das heranças, consentidas ou contestadas.” (René
Remond. in Bittencourt, C.Ensino da História. Fundamentos e métodos.São Paulo: Cortez. 2004. p. 155.)
(Texto extraído e adaptado de https://www.scielo.br/j/rcbc/a/4qVcw3NC75jwPNtkgkhwSWf/?lang=pt e UERN2015)

(Extraído de: https://www.mundosvirtuales.com/cibernetica.online/html/html-dark/single.html
A história tem um caráter instrumental para a compreensão das experiências sociais, culturais, tecnológicas, políticas e econômicas da humanidade ao longo do tempo.
Sobre o papel da história na formação da cidadania, assinale a alternativa correta.
Questão 8 16237832
ONHB Fase 4 2020Pequeno Manual Antirracista
“O racismo é uma problemática branca, provoca Grada Kilomba. Até serem homogeneizados pelo processo colonial, os povos negros existiam como etnias, culturas e idiomas diversos – isso até serem tratados como ’o negro’. Tal categoria foi criada em um processo de discriminação, que visava ao tratamento de seres humanos como mercadoria. Portanto, o racismo foi inventado pela branquitude, que como criadora deve se responsabilizar por ele. Para além de se entender como privilegiado, o branco deve ter atitudes antirracistas. Não se trata de se sentir culpado por ser branco: a questão é se responsabilizar. Diferente da culpa, que leva à inércia, a responsabilidade leva à ação. Dessa forma, se o primeiro passo é desnaturalizar o olhar condicionado pelo racismo, o segundo é criar espaços, sobretudo em lugares que pessoas negras não costumam acessar”.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro ORIGEM: RIBEIRO, Djamila. “Reconheça os privilégios da branquitude”. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, pp. 35-36. CRÉDITOS: Djamila Ribeiro GLOSSÁRIO: Grada Kilomba : artista, escritora e psicóloga nascida em Lisboa (1968) que tem trabalhado com temas ligados ao racismo e pós-colonialismo. PALAVRAS-CHAVE: brasil, racismo
A partir da leitura do excerto e de seus conhecimentos sobre a questão racial no Brasil, assinale a alternativa mais adequada.
Questão 6 16237803
ONHB Fase 4 2020Entre os dias 30 de agosto e 08 de setembro de 2019, ocorreu a XIX Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. A mostra ganhou destaque na imprensa quando a prefeitura da cidade tentou suspender a venda de uma revista em quadrinhos em que dois personagens masculinos se beijam.
Considerando o documento a seguir e o desenrolar do caso, assinale a alternativa mais adequada.
Entenda a polêmica envolvendo pedido de recolhimento de HQ e liminares sobre apreensão de obras
“O Supremo Tribunal Federal derrubou neste domingo (8) a decisão que liberava apreensão de livros na Bienal do Rio de Janeiro. O evento, que chega ao fim neste final de semana, possui mesas redondas, painéis temáticos e comercialização de livros. A programação ocorre no Riocentro.
A polêmica envolvendo o evento começou na segunda-feira (2), pelas redes sociais, e tem como protagonista a HQ Vingadores - A Cruzada das Crianças. Publicada originalmente em 2010, a obra é o 66º volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, lançada em 2016 no Brasil pela Editora Salvat em parceria com a Panini Comics. A ideia é republicar gibis em formato de luxo, com capa dura.
Com nove edições, a saga mostra dezenas de super-heróis da Marvel, incluindo duas versões jovens dos Vingadores, Wiccano e Hulking, que são namorados. Em um dos trechos da obra, eles aparecem se beijando, em edição escrita pelo norte-americano Allan Heinberg e ilustrada pelo britânico Jim Cheung.
A obra, no entanto, foi acusada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, de possuir ’conteúdo impróprio para menores’. Ele determinou o recolhimento de exemplares da HQ na Bienal do Livro, o que levou a uma fiscalização da prefeitura no evento. O fato também fez com que a organização da feira literária pedisse à Justiça um mandado de segurança preventiva para garantir o direito dos expositores de “comercializar obras literárias sobre as mais diversas temáticas”.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: Gauchazh. “Entenda a polêmica envolvendo pedido de recolhimento de HQ e liminares sobre apreensão de obras”. Livros, 06/09/2019. Disponível em: https://tinyurl.com/y6tk6hj7 [https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/ noticia/2019/09/entenda-a-polemica-envolvendo-pedido-de-recolhimento-de-hq-eliminares-sobre-apreensao-de-obras-ck08q8a7r03hp01l54tc63g7o.html] https://tinyurl.com/y6tk6hj7 CRÉDITOS: Gauchazh PALAVRAS-CHAVE: censura, rio de janeiro, literatura
Questão 3 16237759
ONHB Fase 4 2020O que significava ser cidadão nos tempos coloniais
“(…) Nem sempre a cidadania foi encarada como um direito. Na Europa da época moderna, assim como no Brasil colonial, a cidadania não era considerada, como hoje, um direito político. Cidadãos eram aqueles que, por participarem do governo local, nas câmaras municipais, recebiam privilégios, honras e mercês do rei de Portugal. Tratava-se de uma sociedade organizada nos moldes do Antigo Regime, hierarquizada e excludente e, sobretudo, escravista.
Para discutirmos o significado de ser cidadão na sociedade colonial brasileira – produto da colonização dos Estados europeus na época moderna –, é necessário entendermos um pouco mais sobre aqueles Estados durante o período que se convencionou chamar de Antigo Regime (séculos XVI ao XVIII). Um dos temas mais debatidos pelos historiadores na última década refere-se ao estatuto político dos Estados na Europa da época moderna e os mecanismos de poder das monarquias absolutistas. É corrente a ideia de que a partir do século XVI as monarquias europeias se fortaleceram através de um processo de centralização política e do desenvolvimento de um aparelho burocrático, militar e fiscal capaz de exercer um controle crescente sobre o território e os indivíduos, criando assim novas formas de exercício do poder e de ordenação social. (...) no Brasil, o acesso aos cargos das câmaras das inúmeras vilas e cidades coloniais surgia como objeto de cobiça e de disputa entre grupos economicamente influentes nas localidades, constituídos principalmente por senhores de terras e de escravos – os chamados homens bons. Estas disputas podem ser entendidas como um dos fatores que indicam a centralidade daqueles cargos não apenas como espaço de distinção e hierarquização dos colonos, mas, e principalmente, de negociação com a Coroa. Isso porque as câmaras constituíram-se, entre várias outras instituições coloniais, em uma das principais vias de acesso a um conjunto de privilégios que permitia nobilitar os colonos; e que, ao transformá-los em cidadãos, os levou a participar do governo político do Império colonial português.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: Adaptado de: BICALHO, Maria Fernanda Baptista. “O que significava ser cidadão nos tempos coloniais”. ABREU, Martha, SOIHET, Rachel (org). Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologia . Rio de Janeiro: FAPERJ/Casa da Palavra, 2009, pp. 139, 145. CRÉDITOS: Maria Fernanda Baptista Bicalho PALAVRAS-CHAVE: brasil colônia, cidadania
Assinale a alternativa mais adequada sobre a cidadania na sociedade colonial brasileira.
Questão 2 16237739
ONHB Fase 4 2020”Africanos”da Torrelandia

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: FILGUEIRAS, A. ”Africanos” da Torrelandia: Carnaval da Parahyba . João Pessoa, PB: [s.n.], [193-]. 1 foto, Cópia fotográfica de gelatina e prata, p&b, 12 x 17 cm. Disponível em: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80145 [http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80145] http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80145 . Acesso em: 9 fev. 2020. CRÉDITOS: A. Filgueiras TÉCNICA: Fotografia DIMENSÕES: Cópia fotográfica de gelatina e prata, p&b, 12 x 17 cm PALAVRAS-CHAVE: fotografia, paraíba, festas populares
”Tupy-Guarany”do Roggers

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: FILGUEIRAS, A. ”Tupy-Guarany” do Roggers: Carnaval da Parahyba . João Pessoa, PB: [s.n.], [193-]. 1 foto, Cópia fotográfica de gelatina e prata, p&b, 12 x 17 cm. Disponível em: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80148 [http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80148] http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80148 . Acesso em: 9 fev. 2020. CRÉDITOS: A. Filgueiras TÉCNICA: Fotografia DIMENSÕES: Cópia fotográfica de gelatina e prata, p&b, 12 x 17 cm PALAVRAS-CHAVE: fotografia, festas populares, paraíba
Os documentos são registros fotográficos de dois grupos de cabocolinhos da cidade de João Pessoa, na Paraíba, durante a década de 1930. As fotografias:
Questão 8 15468008
EPSJV Técnico em Saúde 2020TEXTO
Doze pessoas são resgatadas da escravidão em área de desmatamento no Pará
Leonardo Sakamoto 06/09/2019 04h01
Doze trabalhadores que atuavam na derrubada de mata nativa e em uma serraria, montada no local para pré-beneficiar a madeira, foram resgatados de condições análogas às de escravo pelo grupo móvel de fiscalização do governo federal na ilha de Marajó, no Pará.
Além dos auditores fiscais do trabalho da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, a operação contou com a participação da Defensoria Pública da União e do Batalhão de Policiamento Ambiental do Pará. O local ficava a cerca de dez horas barco da sede do município de Portel.
O coordenador da ação, o auditor fiscal do trabalho Homero Tarrago Neto, explicou ao blog que as condições em que as pessoas foram encontradas eram péssimas. Os alojamentos não contavam com condições básicas de higiene, privacidade e conforto e não havia instalações sanitárias ou água potável nas frentes de trabalho ou local para preparo e consumo das refeições. Recipientes destinados ao armazenamento de óleo para motor eram reutilizados para o consumo de água e o pagamento era feito de forma irregular.
O grupo móvel configurou que as condições de trabalho eram degradantes, um dos elementos definidores do trabalho análogo ao de escravo, conforme previsto no artigo 149 do Código Penal.
A fiscalização informou que, até o momento, o empregador não pagou os salários atrasados e as verbas rescisórias e não prosseguiu com a negociação, alegando que teria que viajar devido a problemas pessoais. Caso ele não quite os débitos, a Defensoria Pública da União deve mover ações para obrigar o pagamento, incluindo compensações por danos morais. O nome do empregador será divulgado pela equipe apenas após a entrega a ele dos autos de infração, que devem chegar a 40.
A operação, que se originou a partir do trabalho de inteligência realizado pela Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério da Economia, começou no último dia 31.
Trabalho escravo
A Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, aboliu a escravidão, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhecia que alguém fosse dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade. Desde a década de 40, nosso Código Penal prevê, em seu artigo 149, a punição a esse crime. A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.
De acordo com o artigo 149, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).
Disponível em https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com. br/2019/09/06/doze-pessoas-sao-resgatadas-da-escravidao-em-areade-desmatamento-no-para/ , acesso em 07/09/2019
A questão refere-se à charge abaixo, de Laerte (TEXTO):
TEXTO

Disponível em https://angelorigon.com.br/2017/12/19/charge-787/,acessado em 20/09/2019
A opção que melhor traduz uma possível relação entre os TEXTO I, de Leonardo Sakamoto, e o TEXTO II, de Laerte, é:
06
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