Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 5 14942042
ONHB Fase 0 2020Moqueca sem graça? Assim Tessália mata o capixaba!
” Comentário da personagem de Avenida Brasil sobre a moqueca capixaba gera revolta
Uma fala que na novela Avenida Brasil não durou 15 segundos criou uma grande polêmica entre os capixabas, nas redes sociais. É que, enquanto cozinhava com Adauto (Juliano Cazzarré), a personagem Tessália (Débora Nascimento) disse que a moqueca capixaba – um dos principais patrimônios culturais do Estado – era ’meio sem gosto’
Coincidentemente, a atriz que interpreta a personagem esteve no Estado ontem e, depois de tanta repercussão, até comentou que gostaria de experimentar o prato.
Nas redes sociais, muitos capixabas criticaram a fala, sobrando para o autor da trama, João Emanuel Carneiro, e também para a forma baiana do prato. Não faltaram críticas ao preparo da moqueca com pimentão, como o que foi feito pelos personagens da novela.
Autor da frase que virou quase um lema do prato há mais de 40 anos – ’Moqueca só capixaba, o resto é tudo peixada’ –, o jornalista Cacau Monjardim é enfático: ’O que ela estava fazendo não era moqueca. Cada um pode fazer do jeito que bem entender, só não chame de moqueca capixaba.’
Monjardim é defensor da receita oficial, com coentro, cebola, alho, tomate, limão, azeite, urucum e óleo de soja. O jornalista ainda afirma que a moqueca capixaba é mais leve, com 354 calorias; e a baiana tem 570.
Sabor
O chef Júlio Lemos, dono de um restaurante na Praça do Papa, em Vitória, diz que a moqueca capixaba destaca o sabor do peixe. ’Na baiana, ele fica sufocado pelo dendê e pelo leite de coco’. Ele também destaca que o prato é um dos preferidos dos turistas e das celebridades que frequentam o restaurante.
Entre os mais recentes apreciadores estão artistas da Dança dos Famosos e o apresentador de TV Zeca Camargo.
Baiana de nascimento, mas trabalhando com moqueca capixaba há 17 anos, Regina Ribeiro Oliveira, que é chef de um restaurante em Vila Velha, confessa que tem uma grande admiração pela iguaria da terra que adotou. “A receita e o carinho com que o capixaba trata a moqueca é maior que qualquer comentário infeliz. Seria o mesmo que dizer que o acarajé de salvador é horrível”, comenta.
Sem pimentão
Débora Nascimento, a Tessália, foi uma das presenças vips do desfile da Missbella, ontem, no Vitória Moda Show, e se disse surpresa com a repercussão da polêmica. Revelou, entre risos, que a mãe dela faz moqueca capixaba ’e sem pimentão’.
E mais: disse que, depois do desfile, talvez provasse a moqueca original. Mas seguiu direto para o hotel, segundo representantes da marca para a qual desfilou.
Prato traz história de seu local
Pesquisadora em História dos Alimentos, Patrícia Merlo defende que não existe uma moqueca, mas várias, que contam a história de cada lugar de onde o prato vem. ’Na Bahia, a presença forte do dendê e do leite de coco se dá pela influência negra, enquanto a moqueca capixaba tem origem no ‘moquem’ indígena.’ Ela diz que não há consenso na receita, mas um ponto é que a moqueca capixaba não leva água.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: Elton Lyrio. ”Moqueca sem graça? Assim Tessália mata o capixaba!” Gazeta online, 31/08/2012. Disponível em: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/08/noticias/especiais/moqueca/3628-moqueca-semgraca-assim-tessalia-mata-o-capixaba.html [http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/08/noticias/especiais/moqueca/ 3628-moqueca-sem-graca-assim-tessalia-mata-o-capixaba.html] http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/08/noticias/especiais/moqueca/3628-moqueca-semgraca-assim-tessalia-mata-o-capixaba.html CRÉDITOS: Elton Lyrio PALAVRAS-CHAVE: usos e costumes, história da alimentação, meios de comunicação de massa
A Gazeta, jornal capixaba on-line, veiculou, em agosto de 2012, uma reportagem que criticava a apreciação da cultura local por um programa televisivo de cobertura nacional. A partir da reportagem, é mais adequado afirmar:
Questão 4 14942032
ONHB Fase 0 2020Brasilia: 950.000 carros vendidos até agora

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: Volkswagen do Brasil S.A. Veiculada em revistas de grande circulação. Disponível em: https://designinnova.blogspot.com/2012/01/de-volta-aos-anos-80.html [https://designinnova.blogspot.com/2012/01/de-volta-aos-anos-80.html] https://designinnova.blogspot.com/2012/01/de-volta-aos-anos-80.html [https://designinnova.blogspot.com/2012/01/de-volta-aos-anos-80.html] CRÉDITOS: Volkswagen do Brasil S.A PALAVRAS-CHAVE: propaganda, usos e costumes, economia
Assinale a alternativa que melhor apresenta uma análise da propaganda, produzida no início da década de 1980:
Questão 3 14942024
ONHB Fase 0 2020Leia o trecho do livro 1824, do historiador Rodrigo Trespach. Sobre os viajantes e seu conhecimento, escolha a alternativa mais adequada:
1824: como os alemães vieram parar no Brasil
”O Brasil, no entanto, ainda permanecia praticamente desconhecido para a Europa até o início do século XIX. Sua rica fauna e flora, além das peculiaridades das populações indígenas, eram um mistério para os cientistas europeus. A exceção do livro de Staden, que não era cientista, publicado em 1557, pouca coisa fora impressa nos dois séculos seguintes. Salvo raras exceções, a administração portuguesa não permitia que estrangeiros visitassem a colônia na esperança de mantê-la longe de olhos interesseiros. O primeiro naturalista a receber permissão real para entrar no Brasil foi o botânico alemão Friedrich Wilhelm Sieber, que aqui chegou em 1801 e permaneceu por seis anos na bacia Amazônica realizando estudos geológicos e botânicos. Um dos mais conhecidos exploradores alemães do século XIX, no entanto, o explorador e naturalista Alexander von Humboldt, amigo de José Bonifácio, foi impedido de entrar no Brasil, após sua presença na região Amazônica ser considerada fruto de espionagem pela Coroa portuguesa. Assim, quando o príncipe regente d. João assinou em Salvador o Tratado de Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 1808, um grande número de cientistas começou a aportar no país.
O botânico Carl Friedrich Philipp von Martius e o zoólogo Johann Baptist von Spix chegaram ao Brasil com a comitiva real da arquiduquesa d. Leopoldina, em 1817. Em mais de três anos de viagens, percorreram juntos um extenso território que ia desde o litoral carioca, passando pelo Nordeste até a bacia Amazônica. Ao retornarem à Europa, Von Martius e Spix apresentaram ao rei Maximiliano José da Baviera um casal de indígenas (outros dois morreram na viagem transatlântica e o próprio casal que chegou vivo a Munique morreu pouco depois), 85 espécies de mamíferos, 350 de aves, 130 anfíbios, 116 peixes, 2700 insetos, oitenta aracnídeos e crustáceos e 6500 plantas. Ambos escreveram muitos livros, alguns em conjunto, sobre a flora, a fauna, a Geografia e a História do Brasil. O mais conhecido, Viagem pelo Brasil, um extenso relato de suas andanças pelo país e cujo terceiro volume, o último, foi impresso originalmente na Europa depois da morte de Spix, ganhou sua primeira edição integral no Brasil somente em 1938.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: TRESPACH, Rodrigo. 1824: como os alemães vieram parar no Brasil, criaram as primeiras colônias, participaram do surgimento da Igreja protestante e de um plano para assassinar D. Pedro I . São Paulo: LeYa, 2019, pp.10-11. CRÉDITOS: Rodrigo Trespach PALAVRAS-CHAVE: século xix, história da ciência, viajantes
Questão 2 14942020
ONHB Fase 0 2020Nossa história: brasileiro troca cartas com Thomas Jefferson sobre independência do Brasil
“A influência da independência nas colônias inglesas chegou aqui por meio de jornais, entre eles a Gazeta de Lisboa, que circulava na colônia, a edição do livro História filosófica e política dos estabelecimentos europeus nas duas Índias, do abade Raynal, que, na edição de 1780, já trazia a narrativa da independência na América do Norte, e a coleção das leis constitutivas dos Estados Unidos da América, que tem vários documentos importantes, como a Declaração dos Direitos do Homem. Os inconfidentes se apropriaram desses escritos, assim como usaram também documentos sobre a restauração portuguesa de 1640”, explica Luiz Carlos Villalta, historiador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). [Ele] ressalta que as influências não partiram apenas de estudantes brasileiros que retornavam da Europa após cursar instituições de ensino superior, mas alguns moradores da colônia também tinham acesso aos ideais iluministas e relatos da independência das colônias inglesas. “Pessoas que nunca foram para a Europa leram obras importantes aqui mesmo na colônia. Tiradentes, por exemplo, nunca saiu do Brasil e teve acesso a escritos de fora. Ele não dominava o francês, mas usava dicionários para entender as mensagens. Não podemos exagerar a difusão dessas ideias, até porque a camada de quem sabia ler naquele período era bastante restrita, mas tivemos até mesmo algumas obras traduzidas para o português por inconfidentes”, explica Villalta.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: Marcelo Fonseca. Nossa história: brasileiro troca cartas com Thomas Jefferson sobre independência do Brasil. Jornal Estado de Minas, 04/07/2015. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/07/04/interna_gerais,664920/nossahistoria-brasileiro-troca-cartas-com-thomas-jefferson-sobre-ind.shtml [https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/07/04/interna_gerais,664920/ nossa-historia-brasileiro-troca-cartas-com-thomas-jefferson-sobre-ind.shtml] https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/07/04/interna_gerais,664920/nossa-historiabrasileiro-troca-cartas-com-thomas-jefferson-sobre-ind.shtml CRÉDITOS: Marcelo Fonseca PALAVRAS-CHAVE: historiografia, minas gerais, inconfidência mineira
No trecho do artigo de jornal apresentado, a análise do historiador:
Questão 1 14941998
ONHB Fase 0 2020A notícia abaixo traz informações sobre uma corrente de whatsapp que circulou no final de 2019. A partir da reportagem e de suas reflexões sobre o tema, assinale a alternativa mais pertinente a respeito do debate sobre fake news e história.
Corrente de whatsapp mistura fato e ficção para exaltar família real brasileira
”Cento e trinta anos após o fim da monarquia no Brasil, uma corrente que circula principalmente no whatsapp tem difundido informações falsas em meio a verdadeiras para exaltar o papel da família real, que foi deposta em 15 de novembro de 1889. É falso, por exemplo, que o imperador Dom Pedro II defendia a abolição da escravatura desde 1848 ou que a princesa Isabel tinha por hábito abrigar escravos fugidos no palácio real.
Para checar a corrente, Aos Fatos consultou quatro obras biográficas, o historiador e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) José Murilo de Carvalho, e o Museu Imperial de Petrópolis, além de registros na imprensa. O conteúdo foi verificado por sugestão de leitores do Aos Fatos no whatsapp.
Dos 32 tópicos listados no texto que circula nas redes, 13 não puderam ser checados por falta de dados, documentos e obras que pudessem confirmar ou desmentir a afirmação ou por não abordarem especificamente membros da família real, que é o escopo da checagem. Em resumo, o que checamos:
1. Dom Pedro II não tentou abolir a escravidão desde 1848 e foi impedido;
2. A princesa Isabel não escondia escravos fugidos na casa de veraneio em Petrópolis;
3. Santos Dumont não almoçava três vezes por semana na casa da princesa Isabel em Paris;
4. Pedro II não extinguiu os Dragões da Independência, pois o regimento só passou a existir com esse nome em 1946
5. Registros existentes não confirmam que o imperador era fluente em 17 idiomas;
6. É falso que o analfabetismo no Brasil caiu durante o Segundo Reinado;
7. Pedro II, de fato, não costumava se vestir como monarca, mas a falta de manutenção dos palácios reais não era resultado de austeridade fiscal dele;
8. Não é verdade que a família real não tinha escravos. Ainda que recebessem salário, eles não eram livres;
9. É verdade que Dom Pedro II foi inscrito em cédulas de votação nos EUA, mas de modo satírico por sugestão de um leitor do jornal New York Herald;
10. Pedro II não fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda onde está hoje o Parque Nacional da Tijuca, no Rio;
11. O imperador foi, de fato, responsável pela tradução de As mil e uma noites do árabe arcaico para o português brasileiro;
12. O maestro e compositor Carlos Gomes foi mesmo apoiado por Dom Pedro II;
13. A princesa Isabel tinha ao menos um amigo próximo que era negro: o engenheiro André Rebouças;
14. Houve, de fato, um jornal produzido em Petrópolis que divulgava ideais abolicionistas e era atribuído aos filhos da princesa Isabel;
15. Dom Pedro II se manifestava contra a censura e jornais eram livres para propagar ideias republicanas;
16. A aparente liberdade de imprensa foi notada por diplomatas europeus que visitaram o Brasil imperial;
17. É fato que Dom Pedro II doava parte de sua lista civil — espécie de salário pago pelo Estado ao imperador — a instituições de caridade e ao patrocínio de estudantes e cientistas;
18. A ideia do Cristo Redentor no topo do morro do Corcovado pode sim ser creditada à princesa Isabel.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal Eletrônico ORIGEM: Amanda Ribeiro. “Corrente de whatsapp mistura fato e ficção para exaltar família real brasileira”. Aos Fatos, 14/11/2019. Disponível em: https://aosfatos.org/noticias/corrente-de-whatsapp-mistura-fato-e-ficcao-para-exaltar-familia-realbrasileira/ [https://aosfatos.org/noticias/corrente-de-whatsapp-mistura-fato-eficcao-para-exaltar-familia-real-brasileira/] https://aosfatos.org/noticias/corrente-dewhatsapp-mistura-fato-e-ficcao-para-exaltar-familia-real-brasileira/ CRÉDITOS: Amanda Ribeiro PALAVRAS-CHAVE: familia real, informação, fake news
Questão 15 14929947
ONC NÍVEL B - Fase 1 2020“Uma das mentiras da nossa história, tal como usualmente se conta nas escolas, é a da pretendida riqueza e até mesmo opulência das Minas Gerais na época da abundância do ouro. Em boa e pura verdade nunca houve a tão propalada riqueza, a não ser na fantasia amplificadora de escritores inclinados às hipérboles românticas. A realidade foi bem diversa. Nem riqueza, nem grandezas. Apenas o atraso econômico e a pobreza. A produção bruta de ouro foi elevada, e Minas representou 70% da produção da colônia do século XVIII; entretanto, o sistema colonial fez com que o fisco, a tributação sobre os escravos, o sistema monetário implantado e as importações consumissem a sua maior parte. Deduzidos os gastos de compra e manutenção dos escravos e os gastos não quantificáveis, o saldo se tornava negativo. Dado o baixo nível da renda, poucos foram, nestas condições, os que fizeram fortuna”.
Adaptado de: Laura de Mello e Souza. Desclassificados do Ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 2004.
Conforme o texto, os relatos de riqueza na região de Minas Gerais não retratam a realidade vivida pelas cidades coloniais mineiras.
O que dificultava o enriquecimento de homens e cidades neste período?
06
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