Questões de EFAF História
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Questão 2 16212140
ONHB Fase 2 2021Abaixo você pode ler um trecho de “A epidemia de grippe e a defesa sanitaria do Brazil”, que faz parte do discurso pronunciado, em 11 de novembro de 1918, pelo ex-diretor e professor da faculdade de medicina do Rio de Janeiro, Azevedo Sodré, na Câmara dos deputados, e reproduzido na edição de 14 de dezembro da revista ”O Brazil-Medico”, dirigida pelo mesmo palestrante.
A epidemia de grippe e a defesa sanitaria do Brazil
”Provindencias novas se impõem. O que existe em materia de hygiene administrativa, de assistencia publica, não pôde satisfazer-nos. Fomos tão duramente provocados pela visita esperada e não prevenida desse flagello, que já não ha mais como restabelecer uma confiança que se perdeu.
(...) reconhecendo mesmo que na fatal emergência em que nos achámos, a balburdia e a confusão eram inevitáveis, lastimo, entretanto, que a Directoria Geral de Saúde Publica não houvesse, em tempo, procurado obter informações exactas sobre a marcha e os caracetres dessa doença, que vinha, de ha muito, reinando epidemicamente em paizes europeus, e já havia alcançado a costa d’Africa (...)
Ao irromperem aqui os primeiros casos, e mesmo dias depois, reinava ainda em nossa repartição sanitaria a mesma ignorancia máxima (...)
É igualmente lamentavel que se houvesse querido identificar esta doença poteiforme , grave, lethal, pandêmica, com a grippe nostras , isto é, com aquelle mal que o nosso povo se habituou a denominar grippe e do qual se curava com remédios caseiros.
Affirmou-se categoricamente que era impossivel evitar a contaminação do paiz; que, por toda parte onde tem lastrado, a grippe zomba dos recursos de prophylaxia de defesa. Reconheço que, uma vez contaminada a cidade, dado o caracter pandemico, e a facilidade de transmissão dessa doença, mui difficil e talvez mesmo impossivel seria impedir que ella se disseminasse pelos arrabaldes e pelo interior do paiz, seguindo as vias internas de comunicação.
Duvidar, porém da efficacia, ou affirmar a fallencia dos recursos de hygiene moderna, no tocante à importação por via maritima, é, no meu fraco entender, um crime de lesa-medicina.
Já não se admitte hoje em dia que germens pathogenicos se conservem impunemente na atmosfera e alcancem grandes distancias, levados pelo vento. Doença contagiosa, transmittindo-se, muito provavelmente, por contacto de individuo a individuo, a grippe hespanhola não teria chegado à nossa terra, si medidas de rigor houvessem sido applicadas, em tempo, contra todos os navios procedentes de portos suspeitos ou contaminados.
Convenho na impossibilidade em que se encontrou a nossa Directoria de Saúde Publica para evitar a entrada da doença, visto como para tanto não estava apparelhada. Seja em virtude de vicios de organização, já por mim apontados, seja por fraqueza, desleixo ou má orientação dos seus dirigentes, o facto é que, no momento, não dispunha ella dos recursos indispensaveis a uma bôa defesa maritima. E mesmo que quizesse, com toda bôa vontade e solicitude, não conseguiria impedir a entrada da grippe, nem talvez a da cholera asiática, do typho maculoso e da peste do oriente , si porventura chegassem na mesma occasião a um dos portos do Brazil. Já tive ensejo (...) de dizer desta tribuna que a organização sanitaria federal, feita com o intuito quase exclusivo de dar combate à febre amarela no Rio de Janeiro, não podia mais satisfazer-nos, tantos os vicios, deficiências e absurdos que encerra.
Ao delinea-la, em 1903, OSWALDO CRUZ, convencido intimamente de que na luta contra aquella doença, existente já no Brazil, careciam completamente de valor as desinfecções maritimas e terrestres, os lazaretos e o isolamento hospitalar, deixou em segundo plano estas medidas (...)
Não tendo procurado melhorar e ampliar os recursos que dispunha não podia à Directoria Geral de Saúde Publica ter evitado a entrada da influenza hespanhola. E ainda permitiu entrasse ella em nossas plagas de braços dados com a cholera asiática ou a peste levantina .
Uma vez contaminada a cidade, nenhum passo deram as autoridades sanitárias para restringir a disseminação do mal, nem siquer estabeleceram a notificação compulsoria, recurso indispensável para poder acompanhar com segurança a marcha da epidemia. Obsecadas pela convicção intima da inutilidade de seus esforços, quedaram-se dias seguidos sem nada fazer, para depois concentrarem sua acção em crear postos de doentes, distribuir dietas e medicamentos e publicar conselhos e receitas, com affirmações categoricas sobre o valor desta ou daquela droga. E tudo isto sem escapar, por vezes, a um ridiculo manifesto.
(...) a notificação [era o] meio unico de que dispunha a Saúde Publica para saber quantas pessôas enfermaram, para seguir, enfim, a marcha da doença. Em S. Paulo, a notificação foi feita desde o primeiro dia da pandemia. Recebiamos aqui noticias telegraphicas com as cifras exactas dos acometidos. No Rio de Janeiro inventaram-se algarismos que nos faziam crer ter a epidemia começado a declinar desde o principio; ainda não attingira ella o seu fastigio e já se lhe annunciava o declinio, porque as autoridades sanitárias, porque o Governo não dispunham de elementos sufficientes de informação.
(...) No momento, de hygiene propriamente dita, nada se fez. Directoria de Saúde Publica poz de lado todo seu armamento hygienico para cuidar tão somente de assitencia publica, feita às pressas e atabalhoadamente. Nem mesmo pôde isolar os primeiros casos, porque o unico hospital de que dispunha, o de S. Sebastião, que outr’ora, por ocasião dos surtos epidemicos da febre amarella, tão assignalados serviços prestára, fora inutilizado pela Saúde Publica, que o convertera irreflectidamente em hospital de tuberculosos.
Razão de sobra me assistia, pois (...) quando ao iniciar este discurso, affirmei que havíamos sido testemunhas de uma quase fallencia de nossos serviços de hygiene e assistencia publica.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: O Brazil-Medico. Revista semanal de medicina e cirurgia. Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 1918, ano XXXII, nº 50, pp. 396-397 Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=081272x&pesq=&pagfis=14391 [http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=081272x&pesq=&pagfis=14391] http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=081272x&pesq=&pagfis=14391 . CRÉDITOS: O Brazil-Medico GLOSSÁRIO: Caracetres: palavra grafada incorretamente - o correto é caracteres. Prophylaxia (Profilaxia): a parte da medicina que tem por objeto as precauções precisas para preservar das doença
Poteiforme : multiforme.
Nostras : nossas.
Arrabaldes: periferia da cidade.
Lazareto: estabelecimento para controle sanitário, onde são postas em quarentena as pessoas que, chegadas a um porto ou aeroporto, podem ser portadoras de moléstias contagiosas.
Plagas: regiões, espaços do território.
Peste levantina/Peste do Oriente : Peste bubônica.
Ensejo: oportunidade, ocasião favorável.
Fastigio: ponto mais alto, cume. PALAVRAS-CHAVE: saúde pública, gripe espanhola, história da medicina
A partir da leitura do documento, assinale a melhor alternativa:
Questão 1 16212083
ONHB Fase 2 2021As imagens abaixo foram retiradas do quadrinho “Criança Amarela”, de autoria do ilustrador brasileiro Monge Han. A obra narra a experiência do autor enquanto brasileiro descendente de imigrantes coreanos.
Criança amarela 1

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: História em quadrinhos OBSERVAÇÃO: Agradecemos Monge Han (Eric Han Schneider) por gentilmente ceder as imagens para uso na ONHB. ORIGEM: Monge Han (Eric Han Schneider). Criança amarela, 2017. Disponível em: https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt [https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt] https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt CRÉDITOS: Monge Han (Eric Han Schneider) PALAVRAS-CHAVE: imigração, racismo
Criança amarela 2

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: História em Quadrinhos OBSERVAÇÃO: Agradecemos Monge Han (Eric Han Schneider) por gentilmente ceder as imagens para uso na ONHB. ORIGEM: Monge Han (Eric Han Schneider). Criança amarela, 2017. Disponível em: https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt [https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt] https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt CRÉDITOS: Monge Han (Eric Han Schneider) PALAVRAS-CHAVE: imigração, racismo
Criança amarela 3

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: História em quadrinhos OBSERVAÇÃO: Agradecemos Monge Han (Eric Han Schneider) por gentilmente ceder as imagens para uso na ONHB. ORIGEM: Monge Han (Eric Han Schneider). Criança amarela, 2017. Disponível em: https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt [https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt] https://twitter.com/mongehan/status/1089175547727568898?lang=pt CRÉDITOS: Monge Han (Eric Han Schneider) PALAVRAS-CHAVE: racismo, imigração
A partir dos quadrinhos acima, é correto afirmar que:
Questão 36 15484612
CPM/ERJ 6 ano 2021O café é uma planta originária da África trazida para o Brasil cerca de 250 anos atrás.
Até os anos de 1850 em quais estados brasileiros ocorriam a produção comercial do café?
Questão 21 15484572
CPM/ERJ 6 ano 2021O local utilizado para garantir proteção a grupos humanos e guardar alimentos recebe o nome de:
Questão 20 15484569
CPM/ERJ 6 ano 2021Qual o conjunto de objetos da cultura material de uma sociedade extinta que pode fornecer informações sobre o modo de vida em outros tempos e espaços, fazendo parte da memória e conferindo a identidade de um povo?
Questão 19 15484566
CPM/ERJ 6 ano 2021A Revolução Neolítica ou Revolução Agrícola, refere-se ao período em que animais e plantas foram domesticados pelos humanos, possibilitando um estilo sedentário de vida e profundas alterações nas formas de organização social dos grupos humanos.
Marque a alternativa que aponta corretamente duas consequências do processo de desenvolvimento do pastoreio e da agricultura no período Neolítico da Pré-História:
06
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