Questões de EFAF História
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Questão 8348884
AUTORAIS Autorais 2022 Sae (2) 2022A pintura abaixo é intitulada Engenho de Açúcar. Foi produzida em pelo artista plástico holandês Frans Post após sua visita ao Brasil em numa comitiva financiada por Maurício de Nassau:
Imagem: POST, Frans. Engenho (1660). In: Frans Post (1612- 1680): Obra completa. Rio de Janeiro: Capivara, 2006.
Na época de Frans Post, a produção de açúcar nos engenhos brasileiros baseava-se na
Questão 8348883
AUTORAIS Autorais 2022 Sae (2) 2022Leia o texto a seguir pra responder à questão:
“Os jesuítas são dignos de louvor por terem organizado uma ortografia que exprima todas as palavras e dicções de sua língua [dos indígenas], muito próxima da pronúncia nativa, em letras de nossos caracteres [...]. Os holandeses, depois, também sempre mantiveram pregadores e mestre escolas para evangelizá-los e ensinar-lhes a religião cristã nessa mesma língua”.
MOREAU, Pierre. História das últimas lutas no Brasil entre holandeses e portugueses e a relação da viagem ao país dos tapuias. Itatiaia: EDUSP, 1979.
No período das Ocupações Holandesas no Brasil (-), podemos afirmar que a política holandesa para as religiões foi de
Questão 8348882
AUTORAIS Autorais 2022 Sae (2) 2022Leia o texto a seguir pra responder à questão:
“Possuir escravizados é, aqui, necessário [...]. Como o possuir nativos traz inconvenientes à ética missionária, a solução recai sobre a escravidão africana. [...] A aceitação da escravidão pela Companhia [de Jesus] e seu projeto de inserção no mundo senhorial.”
VAINFAS, Ronaldo. Ideologia e escravidão: os letrados e a sociedade escravista no Brasil colonial. Petrópolis: Vozes, 1986.
O uso da mão de obra escravizada no Brasil Colônia foi substituído pela africana pois a posição dos jesuítas
Questão 8348541
AUTORAIS HIS XAF 022 ENU003 2022Realizada entre e , a Conferência de Berlim mediou as divisões do território africano entre os países europeus. A iniciativa de colonização era ideologicamente amparada por discursos civilizatórios e raciais que justificavam a dominação sobre povos considerados inferiores pelos europeus. O principal desses discursos era o Darwinismo Social que defendia uma aplicação dos princípios evolucionistas teorizados por Darwin às sociedades humanas. Dessa forma, os Estados europeus defendiam a existência de uma hierarquia entre as “raças” humanas – conceito hoje considerado extremamente ultrapassado.
Nessa escala de poder, o homem branco europeu seria a espécie mais desenvolvida, poderosa e civilizada entre os seres humanos e as demais etnias deveriam se sujeitar política e economicamente à dominação impostas por ele. Aos moldes do colonialismo resultante das Grandes Navegações no século , os europeus submeteram as populações locais ao trabalho escravizado visando a extração das riquezas naturais. A extração do ferro e carvão complementavam a crescente economia industrial europeia provendo-lhe novas máquinas para as linhas de produção e servindo de combustível para locomotivas que ainda operavam em solo europeu. Por sua vez o ouro, o diamante e o marfim alimentavam o mercado de arte e luxo dentro da Europa.
O impacto decorrente da extração dessas matérias-primas transformou abruptamente as paisagens africanas e provocou sérios danos ambientais ao extinguir espécies animais e desmatar grandes áreas florestais. Em decorrência dessas empresas e da construção de uma infraestrutura aos moldes europeus, as etnias escravizadas eram deslocadas de seu local de origem. Tal deslocamento também acontecia por motivos militares uma vez que no projeto de conquista europeu eram obrigados a servir ao exército colonial do país que os subjugaram. Ainda assim, o colonialismo europeu despertou a resistência das populações nativas por todo território continental africano. No Egito, Sudão e no território conhecido como Costa do Ouro – atual território de Gana – movimentos armados procuraram afastar a influência britânica do norte da África. Na Líbia, a população local iniciou uma guerrilha contra a ocupação italiana em seu território. Os franceses enfrentaram forte resistência da população malgaxe na invasão do território. As rivalidades internas dos povos africanos relacionadas a sua pluralidade étnica, assim como sua inferioridade militar em relação aos europeus fez com que todos esses movimentos de resistência fracassassem.
Ainda que submetidos aos europeus, e muitas vezes escravizados, as populações locais continuaram a resistir a presença invasora em seu território através da manutenção de práticas culturais como emprego cotidiano de seu idioma nativo e costumes étnicos e religiosos. Entretanto, a independência política só se tornou possível com o término da Segunda Guerra Mundial através de movimentos populacionais e políticos internos, e de projetos internacionais de descolonização da África e da Ásia.
A conquista da África pelos países europeus durante o fim do século XIX foi influenciado pela ideologia denominada Darwinismo Social. O principal pressuposto desse discurso civilizatória era:Questão 8348540
AUTORAIS HIS XAF 022 ENU003 2022Durante o século , o Imperador D. Pedro deu início a um programa de aldeamento das populações indígenas brasileiras. Dirigido por frades Capuchinhos, a política indigenista imperial tinha como objetivo civilizar o indígena e catequizá-lo.
Confinados em lotes de terra demarcados pelo Estado, os indígenas se afastariam da sua cultura original, abandonando seu idioma e sua religião, e assim se converteriam em mão de obra para lavoura do café. O aldeamento também fazia parte de uma política étnica do Império brasileiro que visava a criação de uma identidade brasileira a partir da miscigenação e do esforço civilizatório sobre os costumes indígenas. O território original das comunidades originárias passava a ser destinados a imigrantes de origem europeia que, na época, ocupavam as regiões Sul e Sudeste do País.
A resistência ao programa era compensada com forte repressão militar do exército imperial, e resultou no extermínio de muitos grupos indígenas. A dificuldade de abastecimento, diminuição de investimentos e a inaptidão dos indígenas perante a modalidade de trabalho agrícola impostas pelo império resultou no abandono das aldeias e marginalização de etnias indígenas que não tinham para onde ir. Em contraste à malograda política civilizatória imperial, a comunidade artística buscou realizar a integração do indígena à sociedade brasileira através de um discurso enaltecedor de suas qualidades.
O mais significativo exemplo dessa iniciativa no século foram os romances indianistas – especialmente aqueles publicados por José de Alencar. Nesses romances, os personagens indígenas eram investidos de um caráter puro e moralmente superior e eram retratados como verdadeiros símbolos da cultura nacional. Entretanto, tal enaltecimento da figura do indígena também resultava em uma contraditória representação social de sua identidade. Influenciados pelo ideário social de Jean-Jacques Rousseau, os indianistas sugeriam a ingenuidade e passividade do indígena perante o avanço da cultura civilizada.
As principais consequências do programa de aldeamento das populações indígenas promovido pelo governo imperial brasileiro foram:Questão 8348539
AUTORAIS HIS XAF 022 ENU003 2022Na segunda metade do século , o império de D. Pedro se envolveu em conflitos na região do Rio da Prata, a partir da justificativa de preservação dos direitos de navegação em tal bacia e conflitos com partidos vizinhos que almejavam limitar a influência econômica brasileira naquela região.
Após a independência uruguaia em , o Uruguai se dividiu politicamente de acordo com os interesses econômicos da população, se opondo aos interesses dos grandes latifundiários cujas fazendas faziam fronteira com o território brasileiro e criavam disputas. D. Pedro , então depôs Atanásio Cruz Aguirre – líder do partido Blanco – através de um golpe militar. A atuação brasileira desencadeou uma crise diplomática com o mais poderoso aliado de Aguirre, Solano López, presidente paraguaio. Essa crise gradualmente se desenvolveu no maior conflito armado da história da América do Sul, a Guerra do Paraguai.
Embora se trate de um conflito regional, há diferentes interpretações históricas sobre a influência da Inglaterra no conflito. Uma delas defende a tentativa da Inglaterra em evitar a invasão do território paraguaio por lucrar com o fornecimento de materiais para o programa de obras públicas de Solano López. Outra interpretação destaca o interesse inglês em refrear a influência paraguaia no rio da Prata que limitava sua atuação comercial na região. Ambas as perspectivas indicam que o conflito prestes a eclodir poderia afetar a economia inglesa de alguma forma. Tal fato se confirmou quando os ingleses realizaram empréstimos ao Estado imperial brasileiro para compra de armamentos sofisticados. Tal patrocínio assegurou a vitória da Tríplice aliança no conflito e reconduziu a estabilidade comercial para os produtos ingleses na bacia platina.
Os motivos que resultaram na atuação brasileira em território uruguaio durante a segunda metade do século foram:06
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