Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 4 10441555
CMT 2022Leia o texto a seguir para responder à questão.
A mala de Hana: Uma História Real
Toda semana havia uma nova restrição. Judeus não podiam frequentar o parque de diversões. Nem os campos de esporte. Nem os parques públicos. Logo, Hana não podia mais ir ao ginásio. Até mesmo o lago em que esquiavam estava proibido. Suas amigas — todas gentis — no começo também ficaram tão perplexas quanto Hana com as regras. Ainda se sentavam lado a lado na escola e aprontavam travessuras juntas dentro da classe e na hora do recreio.
— Ficaremos juntas para sempre, não importa o que aconteça — prometeu Maria, a melhor amiga de Hana. — Não vamos deixar que ninguém nos diga com quem vamos brincar!
Mas, aos poucos, conforme os meses se passavam, todas as colegas de Hana, inclusive Maria, pararam de visitá-la depois da escola e nos fins de semana. [...]
Com cada amigo perdido e a cada nova restrição, Hana e George sentiam que seu mundo ficava um pouco menor. Eles estavam bravos. Eles estavam tristes. E estavam frustrados.
— O que podemos fazer? — perguntavam aos pais. — Para onde podemos ir?
Mamãe e Papai fizeram o seu melhor para distrair as crianças, para ajudá-las a descobrir novas brincadeiras.
— Nós temos sorte — disse Mamãe —, porque temos um grande jardim. Vocês podem brincar de esconde-esconde. Podem balançar nas árvores. Podem inventar jogos. Podem brincar de detetive nos depósitos. Podem explorar a passagem secreta. Adivinhar charadas. Sejam gratos um pelo outro!
Hana e George eram gratos por terem um ao outro e também por brincarem juntos. Mas isso não aliviava a tristeza de não poderem mais fazer o que faziam antes nem ir àqueles lugares onde costumavam ir. Num lindo dia de primavera, quando o sol brilhava, os dois sentaram no quintal, entediados, brincando com a grama. De repente, Hana começou a chorar.
— Não é justo! — gritou. — Eu odeio isso! Quero que tudo volte a ser como antes!
Arrancou um punhado de grama e jogou as folhas no ar. Olhou para o irmão. Sabia que ele estava tão triste quanto ela.
— Espere aqui — disse ele. — Eu tenho uma ideia.
Minutos depois, George estava de volta, com um bloco de papel, uma caneta, uma garrafa vazia e uma pá.
— Pra que tudo isso? — perguntou Hana.
— Talvez, se escrevermos todas as coisas que estão acontecendo com a gente, fiquemos mais aliviados.
— Isso é bobagem — respondeu Hana. — Não vai trazer nem o parque nem a diversão de volta. E não trará Maria de volta.
Mas George insistiu. Ele era, no fim das contas, o irmão mais velho, e Hana não tinha nenhuma outra ideia. Então, nas horas seguintes, as crianças derramaram sua infelicidade no papel, George escrevendo e Hana falando. Fizeram listas das coisas que faziam falta e das coisas que os enfureciam. Fizeram listas de todas as coisas que fariam e de todos os lugares para onde iriam quando aqueles tempos terríveis acabassem.
Quando terminaram, George pegou as folhas de papel, enrolou-as num tubo, colocou-as dentro da garrafa e fechou-a com uma rolha. Então, os dois andaram até a casa, parando embaixo do balanço duplo. Ali, Hana cavou um grande buraco: seria aquele seu esconderijo da tristeza e da frustração. George colocou a garrafa dentro do buraco e Hana cobriu-a de terra. Quando acabaram, o mundo parecia um pouquinho mais claro e brilhante, pelo menos naquele dia.
LEVINE, Karen. A mala de Hana: uma história real. São Paulo: Melhoramentos, 2007.
Compreender bem um texto envolve vários aspectos. Um dos mais importantes é o reconhecimento de sua ideia central, quando isso se faz necessário.
Acerca do texto lido, é correto afirmar que, nele, se conta a história de duas crianças que
Questão 3 10222149
OBR 1° Ano - Modalidade Teórica Nível 5 Fase 1 2022Os soldados-robôs e o risco das guerras sem rosto
O desenvolvimento e a utilização de novas tecnologias para fins bélicos se dá dentro do quadro de acirramento da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, em meio ao processo de transição do modelo de mundo unipolar, com uma única superpotência e seus aliados, para uma configuração que caminha na direção da multipolaridade.
É nesse contexto em que se dá uma nova corrida armamentista entre Estados nacionais, que concorrem no desenvolvimento daquelas que estamos nomeando como tecnologias disruptivas. Entre essas tecnologias, destacamos a dronificação da guerra, as armas autônomas e a Inteligência artificial.
É possível afirmar que vivenciamos hoje uma corrida armamentista que se assemelha em alguns aspectos à ocorrida durante a Guerra Fria. No ano de 2019, segundo Heinrich (2020), os Estados Unidos realizaram gastos militares na ordem de 732 bilhões de dólares, o correspondente a 38% dos gastos globais com armas. A utilização das armas high-tech é possível contra países periféricos, tal como já era possível durante a Guerra Fria, visto que, por mais high-tech que seja um armamento, ele não pode ser utilizado contra o detentor de um arsenal nuclear sem que isso acarrete uma retaliação nuclear. A grande diferença é que as novas armas, como já vimos, possibilitam guerras extremamente assimétricas e, ao mesmo tempo, levam à profissionalização das atividades militares a um nível inédito.
O que resta, então, é a exportação da guerra para as periferias. A guerra vai tomando a forma de intervenções assimétricas, nos moldes do que se entende por guerra de quarta geração. Estamos de volta, portanto, a uma configuração que se assemelha àquela observada na Guerra Fria, onde grandes potências não podem se enfrentar diretamente. Segundo Fiori (2020a), a disputa pelo poder global, durante o século XXI, se dará entre poucas grandes potências dentro de um sistema cada vez mais hierárquico, assimétrico e imperial. Ou seja, altamente desigual.
Para abordar a questão da utilização de dispositivos de Inteligência Artificial na guerra do futuro, recorreremos ao texto de Michal T. Klare, que atende pelo singelo nome de “Ok, Google: deflagre a III Guerra Mundial”. [...] Essa minimização do papel humano no que diz respeito à decisão de lançar um primeiro ataque nuclear está ligada à noção de que, em um futuro breve, os tempos de decisão serão drasticamente reduzidos. Tal redução se relaciona com a adoção, como já vimos acima, de doutrinas militares que empregam enxames de armas robóticas controladas por Inteligência artificial “que se enfrentarão em uma velocidade superior ao que os comandantes militares conseguem acompanhar no curso de uma batalha”, segundo Klare (2019). É esse aumento na velocidade da batalha que força a redução ou a substituição da tomada de decisões por humanos.
(Texto extraído e adaptado de https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/os-soldados-robos-e-o-risco-das-guerras-sem-rosto/)
O texto menciona que a corrida armamentista que nos encontramos hoje se assemelha em alguns aspectos à Guerra Fria.
De acordo com o texto, podemos afirmar que:
Questão 8383513
CONSULPAM CONSULPAM 2022 Gerais Avulsas 2022A expansão marítima e comercial empreendida pelos portugueses nos séculos e está ligada
Questão 8348906
AUTORAIS Autorais 2022 Sae (3) 2022Dom Pedro , após a abdicação de seu pai, em , passou a ser Príncipe Regente do Brasil. Em , o Brasil foi palco de um golpe que visava a coroação de D. Pedro ao cargo de imperador do Brasil, aos anos.
Sobre o texto, podemos afirmar que:
Questão 8348902
AUTORAIS Autorais 2022 Sae (3) 2022Se tivéssemos de definir o Imperialismo da forma mais breve possível, diríamos que ele é a fase monopolista do capitalismo.
LENIN. O Imperialismo: fase superior do capitalismo. São Paulo: Global, 1987
Com base no texto, podemos considerar que o Imperialismo
Questão 8348890
AUTORAIS Autorais 2022 Sae (2) 2022Segundo o texto a seguir, de Agostinho de Hipona (- d. C.), Deus cria todas as coisas a partir de modelos imutáveis e eternos, que são as ideias divinas.
[...] a mesma sabedoria divina, por quem foram criadas todas as coisas, conhecia aquelas primeiras, divinas, imutáveis e eternas razões de todas as coisas, antes de serem criadas […].
Disponível em: http://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/648. Acesso em: 28 jul. 2020. (Adaptado.)
A partir do texto e dos seus conhecimentos sobre o filósofo citado, é possível afirmar que:
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