Questões de EFAF História - Brasil - Império
330 Questões
Questão 28 9993732
CN 2° Dia 2022Os franceses estabeleceram duas colônias na América Portuguesa: a França Antártica e a França Equinocial,respectivamente na Bala de Guanabara, Rio de Janeiro (1555-1567), e no Maranhão (1612-1615). A partir delas, os colonos oriundos da França buscavam, entre outros objetivos, negociar pau-brasil com os indígenas e comercializá-lo nos mercados europeus. No entanto, tais colonos, nesses dois núcleos, lidaram com várias dificuldades, resultando em sua expulsão pelos portugueses.
Em vista disso, assinale a opção que corretamente corresponde aos fatores que contribuiram para a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro em 1567 e do Maranhão em 1615.
Questão 27 9993707
CN 2° Dia 2022Sobre os desdobramentos da Guerra da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870, também conhecida na memória e produção historiográfica no Brasil como Guerra do Paraguai, é correto afirmar que:
Questão 12 10767188
COLTEC 2021A Guarda Nacional foi uma força paramilitar legalizada no Brasil durante o período regencial, tendo como objetivos assegurar o respeito à Constituição e conter rebeliões provinciais, sendo desmobilizada em 1922.
Com relação à Guarda Nacional, é INCORRETO afirmar que
Questão 54 15408443
FIRJAN 2020A imagem abaixo apresenta a figura de D. Pedro I no momento posterior à independência política do Brasil. Acompanhada de inscrições, a imagem se tornou um 'meme' que, com humor, critica o nascente governo.

A crítica das inscrições na imagem remete:
Questão 3 10779828
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2019TEXTO
O Brasil queimou — e não tinha água para apagar o fogo
Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado.
Eliane Brum
Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã.
Então descobri que não tinha mais passado.
Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas
[5] coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A
múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.
O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No
sem tempo. No fora do tempo.
[10] O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a
que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de
incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar
àgua do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar
salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem
[15] tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas.
Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é.
O Museu Nacional queimando.
O que há mais para dizer agora que as palavras já não dizem e a realidade se colocou além da interpretação”
Diante do Museu Nacional em chamas, de costas para o palácio, de frente para onde deveria estar o povo, Dom
[20] Pedro Il em estátua. Sua família tinha tentado inventar um país e o fundaram sobre corpos humanos. Seu avô, Dom João
VI, criou aquele museu no Palácio de São Cristóvão. Dom Pedro Il está no centro, circunspecto, um homem feito de pedra,
um imperador. Diante da parte esquerda do museu, indígenas de diferentes etnias observam as chamas como se mais uma
vez fossem eles que estivessem queimando. Estão. E o maior acervo de línguas indígenas da América Latina, diz Urutau
Guajajara. E a nossa memória que estão apagando. E o golpe, é o golpe. Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita.
[25] Nunca salvaram. Há 500 anos não salvam.
As costas de Pedro ferviam.
Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com
uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse
também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou
[30] Gabriela Carneiro da Cunha. “Arealidade é Science Fiction1.”
Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã,
sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de
fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.
A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva.
[35] “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais.”
A frase reverbera nos corredores vazios do meu corpo. Se a primeira brasileira incendiou-se, que brasileira posso
ser eu?
O que poderia expressar melhor este momento? A história do Brasil queima. A matriz europeia que inventou um
palácio e fez dele um museu. Os indígenas que choram do lado de fora porque suas línguas se incineram lá dentro. E eu
[40] preciso alcançar o Museu do Amanhã. Mas o Brasil já não é o país do futuro. O Brasil perdeu a possibilidade de imaginar
um futuro. O Brasil está em chamas.
O Museu Nacional sem recursos do Governo Federal. Os funcionários do Museu Nacional fazendo vaquinha na
Internet para reabrir a sala principal. O Museu Nacional morrendo de abandono. O Museu Nacional sem manutenção. O
Rio de Janeiro. Flagelado e roubado e arrancado Rio de Janeiro. Entre todos os Brasis, tinha que ser o Rio.
[45] Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário
atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara:
“Está tudo sob controle”.
Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a
única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
[50] O Brasil está queimando.
E o meteoro estava dentro do museu.
(El País Brasil: O Jornal Global. Opinião. 3 de setembro de 2018. Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/o0pinion/1535975822 1774583.html. Acesso em 14 de setembro de 2018)
Nota:
1 Ficção Científica.
No Texto, o conectivo destacado em “O Brasil queimou — e não tinha água para apagar o fogo” assume valor semântico de:
Questão 31 10738310
IFF 2019/2“No início do século XIX a colônia espanhola dividia-se administrativamente em quatro vicereinados, quatro capitanias gerais e 13 audiências, que no meio do século se tinham transformado em 17 países independentes. Em contraste, as 19 capitanias-gerais da colônia portuguesa, existente em 1820 (excluída a Cisplatina), formavam, já em 1825, vencida a Confederação do Equador, um único país independente”.
CARVALHO, José Murilo. A Construção da ordem: a elite política imperial e Teatro das sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 13. (SIC)
Marque o item INCORRETO sobre o processo de independência do Brasil:
06
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