Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 4 14936143
ONHB Fase 1 2022No rap Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta, 2020), o rapper Kunumí MC (nome artístico de Werá Jeguaka Mirim) canta, em língua guarani, aspectos da realidade dos povos indígenas no Brasil. Ouça a canção assistindo ao vídeo criado para ela, e leia trechos da letra.
Xondaro Ka’aguy Reguá
Trechos selecionados
Existe uma lenda Guarani muito antiga,
contada pelo nossos ancestrais
Ela diz que das águas nascerá um guerreiro que
levará o seu povo a uma nova existência.
Antigamente na floresta havia muitas frutas para comer
Muitas frutas para comer…
Mas os brancos vieram e destruíram
tudo o que Deus criou
(...)
Nós Guaranis sempre existimos,
[há] mais de 519 anos resistimos
Nativos e originários dessa terra, Brasil
Desde mil e quinhentos vivemos em guerra
Nosso povo foi oprimido e dizimado
por não aceitarmos ser escravizados
Desprezaram nossa ciência e tecnologia,
conhecimento milenar da floresta
E agora vemos na TV alertas de aquecimento da terra
Extinções em massa, e continuam destruindo
nossos rios e nossas matas
E pra você sou eu que estou errado por usar internet
e não andar pelado, isolado…
Pensamento colonial retrógrado e limitado,
pois pra mim ser indígena é me sentir e ser livre,
transito pela arte e preservo minha cultura
Na minha aldeia existe resistência
eu rimo na minha própria língua,
denunciando e lutando
pela demarcação”
(...)
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Música e Videoclipe ORIGEM: OWERÁ - ”Xondaro Ka’aguy Reguá” (Official
Video), ANGRY, Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cT7ZXxAMetY
CRÉDITOS: Dirigido e Produzido por: ANGRY (@gabemaru e @angry_bruninho)
Compositor: Owerá & Bruno Silva
A canção
Questão 3 14936066
ONHB Fase 1 2022No ano de 2020, um tema chamou a atenção da comunidade científica brasileira e das redes sociais: a disputa pela posse do fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus, descoberto no Brasil e exposto no Museu Natural de Karlsruhe, na Alemanha.
Perguntas realizadas por usuários do Google para o Museu de História Natural Karlsruhe

Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Captura de tela ORIGEM: Captura de Tela da pesquisa do termo ”Museu Nacional de História Natural Karlsruhe” na página inicial do Google. CRÉDITOS: Museu Nacional de História Natural Karlsruhe PALAVRAS-CHAVE: patrimônio histórico, museus, paleontologia
BRING ME BACK

Tradução livre: “Traga-me de volta”
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Tweet OBSERVAÇÃO: Ilustração postada por usuários do Twitter durante a
campanha #UbirajaraBelongsToBrazil (Ubirajara pertence ao Brasil), promovida nas redes sociais.
ORIGEM: Reprodução Twitter. Disponível
em: https://twitter.com/valent801/status/1338876663514472451 CRÉDITOS: @Valent801
PALAVRAS-CHAVE: patrimônio histórico, paleontologia, museus
Por que há pirâmides no Egito?

Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Tweet ORIGEM: Reprodução Twitter. Disponível em:
https://twitter.com/RealAliceMayNot/status/1479441538728009729 CRÉDITOS: @RealAliceMayNot
PALAVRAS-CHAVE: arqueologia, museus, patrimônio histórico
A partir da análise das imagens, escolha a alternativa mais adequada:
Questão 1 14935977
ONHB Fase 1 2022Os três fragmentos legais elencados a seguir, vigentes em diferentes momentos, versam sobre o adultério, caracterizando-o enquanto crime. O primeiro texto foi retirado das Ordenações Filipinas de 1603; o segundo, do Código Criminal de 1830; e o último texto pertence ao Código Penal de 1890, promulgado após a Abolição da escravidão. A descriminalização do adultério aconteceu apenas em 2005, com a Lei N. 11.106.
Ordenações Filipinas, 1603
LIVRO 5
TÍTULO XXXVIII
Do que matou sua mulher, por achá-la em adultério
Achando o homem casado sua mulher em adultério, licitamente poderá matar assim a ela, como o adúltero, salvo se o marido for peão, e o adúltero Fidalgo, ou nosso Desembargador, ou pessoa de maior qualidade. Porém, quando matasse alguma das sobreditas pessoas, achando-a com sua mulher em adultério, não morrerá por isso mas será degredado para África com pregão na audiência pelo tempo, que os Julgadores bem parecer, segundo a pessoa, que matar, não passando de três anos.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: Ordenações
Filipinas, vols. 1 a 5; Edição de Cândido Mendes de Almeida, Rio de Janeiro de 1870. Disponível
em: http://www1.ci.uc.pt/ihti/proj/filipinas/ordenacoes.htm?inp=adult%E9rio&qop=*&outp=
CRÉDITOS: Cândido Mendes de Almeida PALAVRAS-CHAVE: união ibérica, legislação, história das
mulheres
Código Criminal, 1830
CAPÍTULO III
DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DO ESTADO CIVIL, E
DOMÉSTICO
SEÇÃO III
Adultério
Art. 250. A mulher casada, que cometer adultério, será punida
com a pena de prisão com trabalho por um a três anos.
A mesma pena se imporá neste caso ao adúltero.
Art. 251. O homem casado, que tiver concubina, teúda e
manteúda, será punido com as penas do artigo antecedente.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: BRASIL. Codigo Criminal do Imperio do Brazil (1830). Capítulo III - DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DO ESTADO CIVIL, E DOMÉSTICO. Sessão III - Adultério, Art. 250 e 251. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/lim-16-12-1830.htm CRÉDITOS: Visconde de Alcântara PALAVRAS-CHAVE: legislação, brasil império, história das mulheres
Código Penal, 1890
CAPÍTULO IV DO ADULTÉRIO OU INFIDELIDADE CONJUGAL
Art. 279. A mulher casada que cometer adultério será punida
com pena de prisão celular por um a três anos.
Parágrafo 1º Em igual pena incorrerá:
1º O marido que tiver concubina teúda e manteúda;
2º A concubina;
3º O corréu adúltero.
(...)
Parágrafo único. O perdão de qualquer dos cônjuges, ou sua reconciliação, extingue todos os efeitos da acusação e condenação
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: BRASIL. Codigo Penal da Republica dos Estados Unidos do Brazil (1890). Capítulo IV - DO ADULTERIO OU INFIDELIDADE CONJUGAL . Art. 279. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1851-1899/d847.htm CRÉDITOS: Manoel Deodoro da Fonseca; M. Ferraz de Campos Salles. PALAVRAS-CHAVE: brasil república, legislação, história das mulheres
Após a leitura dos documentos, selecione a alternativa mais pertinente:
Questão 5 14935597
ONC NÍVEL B - Fase 1 2022Observe a gravura a seguir que representa um navio negreiro.

Fonte: Robert Walsh. Notices of Brazil in 1828 and 1829. Boston and New York: 1831, vol. 2, contracapa. Acessado em "The Atlantic Slave Trade and Slave Life in the Americas: a visual record", por Jerome S. Handler and Michael L. Tuite Jr, em http://hitchcock.itc.virginia.edu/Slavery/index.php.
A relação entre a gravura e a economia no Brasil entre os séculos XV e XIX indicam:
Questão 8 14930430
ONC NÍVEL A - Fase 1 2022Observe a definição de patrimônio imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234. Acessado em 15 de maio de 2022.
Escolha a alternativa que NÃO pode ser considerada um patrimônio imaterial segundo a definição acima.
Questão 7 14930408
ONC NÍVEL A - Fase 1 2022Leia o texto abaixo e observe o mapa.
Conforme a indústria açucareira se desenvolveu, o campo se ajustou ao seu produto principal e às suas necessidades. Gado, lenha e farinha de mandioca estavam todos ligados ao mundo dos engenhos. E no centro de tudo estava a safra de nove meses, com a qual o engenho operava dia e noite, moendo a cana e consumindo a lenha e as pessoas para produzir açúcar e riqueza.
Stuart B. Schwartz. Doce lucro. Edição nº 94 - Julho de 2013

Fonte: Mapa construído a partir de BETEHENCOURT, Francisco; CHAUDHURI, Kirti. História da expansão portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores, 1998, p.36 (adaptada).
Analisando o texto e o mapa, pode se concluir que o açúcar favoreceu a:
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