Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 9520153
AUTORAIS Autorais 2023 HISTORIA (EFII) 2023Leia o texto abaixo.
Ao longo de toda a primeira metade do século , nenhuma crônica oficial relativa aos Descobrimentos saiu na imprensa portuguesa. Mas a censura não impediu aos humanistas locais de consultar a literatura sobre o mundo extra-europeu publicada por autores estrangeiros, sobretudo italianos e alemães. Assim como não impediu, em , que um certo Valentim Fernandes, originário da Moravia, fosse responsável pela tradução da primeira edição portuguesa de Marco Polo e de outros viajantes italianos no Oriente – obras de extrema influência sobre a motivação dos navegadores do período.
GOMES, P. F. (2009). Volta ao mundo por ouvir-dizer: redes de informação e a cultura geográfica do Renascimento. Anais Do Museu Paulista: História E Cultura Material, 17(1), 113-135. https://doi.org/10.1590/S0101-47142009000100008. Acesso em: 11 maio 2022.
No contexto de expansão marítima do início do século ,
Questão 9520151
AUTORAIS Autorais 2023 HISTORIA (EFII) 2023Leia o texto abaixo.
Algumas tribos tupis já estavam transitando do paleolítico, por isso produziam agricultura rudimentar, na chamada de roça branca, onde eram plantados mandioca, cará, feijão. Se essas comunidades não produziam excedentes, não tinha comércio entre eles”, destacou Paulo Chaves. A ausência de comércio não era o único ponto que diferenciava a vida dos indígenas e dos portugueses. As comunidades primitivas brasileiras não conheciam, até então, a escravidão. “Diferentemente dos africanos, que, quando em guerra, escravizavam, os inimigos dos indígenas eram submetidos à antropofagia, um canibalismo litúrgico. Essas comunidades acreditavam que, consumindo a carne do inimigo, estariam adquirindo suas virtudes, como coragem, destreza, habilidade de guerrilhas.
DESCOBRIMENTO foi, na verdade, a invasão da terra dos índios. G1, 10 out. 2013. Disponível em https://g1.globo.com/pernambuco/vestibular-e-educacao/noticia/2013/10/descobrimento-foi-na-verdade-uma-invasao-terra-dos-indios.html. Acesso em 03 de maio de 2022.
Assim como os africanos, os indígenas
Questão 9520149
AUTORAIS Autorais 2023 HISTORIA (EFII) 2023Leia o texto abaixo.
A periodização e os estudos históricos deviam considerar o surgimento de um período - cuja natureza já era objeto de conceituações filosóficas e políticas, e de reações literárias e estéticas em geral - com características que se supunham inteiramente novas. Era necessário introduzir essa nova era no campo historiográfico, pois ela já fazia parte de um conjunto de preocupações intelectuais. O conceito de “novo” já era dominante na ciência e na filosofia desde os inícios da chamada “Era Moderna”, associado à ideia de “progresso”. As eras precedentes da história não se autodenominavam, embora tivessem maior ou menor consciência de sua especificidade; sua organização periódica foi um produto da “modernidade”, com a qual a “contemporaneidade” manteve desde sempre uma relação ambígua.
COGIOLLA, O. L. A. A Historiografia entre modernidade e contemporaneidade. Intelligere, (12), 2021. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revistaintelligere/article/view/195131. Acesso em: 11 maio 2022.
Segundo o texto, a divisão do estudo da História em períodos surgiu na
Questão 9520148
AUTORAIS Autorais 2023 HISTORIA (EFII) 2023Leia o texto abaixo.
O tráfico de africanos começou no Nordeste do país na década de , com os cativos sendo empregados inicialmente em grandes plantações de cana-de-açúcar nos entornos de Recife e Salvador. Na década de , a chegada de escravizados aos portos da Bahia e de Pernambuco era de algumas centenas ao ano. Antes da proibição do tráfico pela Lei Eusébio de Queirós, em , esse número chegou a mais de mil por ano. O Sudeste se tornou um destino relevante para escravizados no século , durante a corrida do ouro em Minas Gerais. A maioria dos africanos chegou à região através do Rio de Janeiro, que se tornou o maior porto de escravizados do mundo. Os desembarques de cativos ali chegaram a mil por ano entre e , com os escravizados sendo direcionados também à produção de café nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
COMO a escravidão atrasou o processo de industrialização do Brasil. G1 e BBC, 16 jan. 2021. Disponível em https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/01/16/como-a-escravidao-atrasou-o-processo-de-industrializacao-do-brasil.ghtml. Acesso em 3 de maio de 2022.
A análise do texto sugere que o desenvolvimento do tráfico de escravizados no território brasileiro entre os séculos e :
No Brasil, a mão-de-obra de escravizados africanos
Questão 9520141
AUTORAIS Autorais 2023 HISTORIA (EFII) 2023Leia o texto abaixo.
Neste de março comemora-se o aniversário do nascimento do líder indígena peruano Túpac Amaru , que liderou a maior revolução indígena da América e um dos primeiros vislumbres de emancipação do continente contra o império espanhol.
José Gabriel Condorcanqui Noguera, que ficaria para a história como Túpac Amaru , nasceu em de março de em Surimana (Cusco), província peruana de Canas. Em de novembro de , Túpac Amaru iniciou sua grande rebelião anticolonial. Ele venceu a batalha de Sangarará e estava prestes a tomar Cusco, mas as forças do vice-rei Jáuregui o derrotaram na batalha de Checacupe.
A ação se espalhou por províncias da nação sul-americana. Durante a façanha, morreram indígenas que lutaram com grande vigor.
[...]
Mesmo assim, o revolucionário Inca foi capturado, forçado a testemunhar a tortura e o assassinato [..] No entanto, eles não podiam abrir mão de sua força ou do poder de seu legado. Após ser submetido a uma tentativa de desmembramento, Túpac Amaru levantou a voz e garantiu aos presentes: "Voltarei e serei milhões!", antes de ser decapitado.
TELESUR. América Latina comemora o aniversário de nascimento de Túpac Amaru II. Brasil 247, 19 mar.2022. Disponível em: https://www.brasil247.com/ideias/america-latina-comemora-o-aniversario-de-nascimento-de-tupac-amaru-ii. Acesso em: 04 maio 2022.
O líder indígena Túpac Amaru
Questão 9520137
AUTORAIS Autorais 2023 HISTORIA (EFII) 2023Leia o texto abaixo.
A conexão estreita com a América portuguesa é uma característica específica da constituição do Reino de Angola que se fortalece no século , com a expansão do tráfico transatlântico de escravizados. Há motivos para pensar que as normas e as experiências de trabalho dessas duas localidades tenham igualmente se conectado. No Atlântico Sul existiu uma evidente circulação de informações, culturas, produtos e, sobretudo, pessoas - funcionários dos reis, missionários, traficantes, comerciantes, trabalhadores, viajantes, escravizados e livres. No que diz respeito às relações de trabalho, destaca-se que as estratégias de domínio das populações locais foram difundidas, comparadas e mutuamente influenciadas no mundo atlântico. Lentamente, administradores coloniais se tornavam experientes enquanto formulavam formas de controle e exploração da mão de obra dos habitantes das terras do ultramar. As estratégias e experiências acumuladas nas duas margens do Atlântico pelos conquistadores portugueses lhes permitiram assegurar o controle dos indígenas e dos lucros das conquistas.
ALFAGALI, C. “Capazes de trabalhar”: domínio, política e cultura nas relações de trabalho do Atlântico Sul. (Séculos XVII e XVIII). Adaptado. Disponível em: https://www.scielo.br/j/topoi/a/QjrZTPQ9r6BmHMwwCKWRJZK/?lang=pt. Acesso em: 10 maio 2022.
Segundo o texto, entre as características da expansão portuguesa
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