Questões de EFAF História
7.715 Questões
Questão 7 14958965
ONHB Fase 1 2023Documento
Capivarol – O Rei dos Tonicos I

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: “Capivarol – O Rei dos Tonicos”. O Careta, Rio de Janeiro, 7 de junho de 1924, n. 833, anno XVII, p. 48. Memória BN. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&pagfis=33027. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: O Careta; Hemeroteca Digital. PALAVRAS-CHAVE: história da medicina, propaganda
Documento
Capivarol – O Rei dos Tonicos II

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: “Capivarol – O Rei dos Tonicos”. O Careta, Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1924, n. 851, anno XVII, p. 45. Memória BN. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&pagfis=33941. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: O Careta; Hemeroteca digital. PALAVRAS-CHAVE: história da medicina, propaganda
Documento
Capivarol – O Rei dos Tonicos III

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: “Capivarol – O Rei dos Tonicos”. O Careta, Rio de Janeiro, 02 de maio de 1925, n. 880, anno XVIII, p. 44. Memória BN. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&pagfis=35422. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: O Careta; Hemeroteca Digital. PALAVRAS-CHAVE: propaganda, história da medicina
Sobre os documentos é correto afirmar:
Questão 6 14958885
ONHB Fase 1 2023Documento
As Ligas Camponesas na Paraíba
A década de 1950 marca um período de transição tanto na sociedade brasileira quanto na nordestina e na paraibana (quando) nasce e se consolida o movimento das Ligas Camponesas (...) A primeira liga fundada na Paraíba foi a de Sapé, a partir da liderança de João Pedro Teixeira. Pedro Teixeira nasceu em 4 de março de 1918, em Guarabira (PB). Órfão de pai, morto em questão de terra , mudou-se para Espírito Santo, onde morou com um tio que era capataz de uma fazenda. Não concordando com o tratamento dado pelo tio aos trabalhadores, deixou o engenho e foi para o município de Sapé, onde conheceu e se casou com Elizabeth Teixeira. O sogro, um pequeno proprietário, não concordava com o casamento. Pedro Teixeira foi morar em Recife e logo em seguida em Jaboatão, onde trabalhou em uma pedreira. Foi aí que teve os primeiros contatos com o Partido Comunista.
Fundou o Sindicato dos Operários das Pedreiras, tendo sido o seu primeiro presidente. Em virtude de seu envolvimento com a organização dos trabalhadores, foi despedido e voltou para Sapé a convite de um cunhado, pois a família estava passando por necessidades em Recife. Foi quando começou o seu envolvimento com a organização das Ligas Camponesas (...) O seu contato com o Partido Comunista, quando de seu trabalho em pedreiras em Recife e Jaboatão (PE), deu-lhe as ferramentas para a construção da consciência dos problemas sociais, bem como as ferramentas e as articulações necessárias para o processo de organização dos trabalhadores rurais. (...) Fundada em 1958, a Liga Camponesa de Sapé iria ser o centro de todo o movimento camponês na Paraíba, disseminando-se rapidamente por outros municípios da Zona da Mata e do agreste.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto Acadêmico ORIGEM: Adaptado de TARGINO, Ivan; MOREIRA, Emilia, MENEZES, Menezes. “As Ligas Camponesas na Paraíba: um relato a partir da memória dos seus protagonistas”. RURIS, volume 5, número 1, março 2011, pp. 83-95. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/ruris/article/view/16846/11556. Acesso em; 25 abr. 2023. CRÉDITOS: Ivan Targino; Emilia Moreira; Marilda Menezes. GLOSSÁRIO: Morto em questão de terra : uma morte decorrente de uma disputa fundiária. PALAVRAS-CHAVE: movimentos populares, história do trabalho, ligas camponesas
Documento
Depoimento de Elizabeth Teixeira
Eu quero dizer para os companheiros e companheiras que João Pedro Teixeira, na Paraíba, foi quem começou a luta do campo, no município de Sapé. [...] Quando chegamos em Barra de Anta, eu ainda não tinha nem conhecimento de que João Pedro já tinha aquele espírito de luta. João Pedro andava nos engenhos Anta, Melancia, Sapucaia, que ficava mais próximo a nossa casa, tomando conhecimento como aqueles trabalhadores daqueles engenhos sobreviviam, daquelas fazendas, e viu uma situação difícil. Ele chegava em casa e falava para mim que a vida do trabalhador do campo, dos engenhos, das fazendas é tão difícil, que chegava o momento de muitos pais verem seus filhinhos morrer de fome. Então, ele convidava aqueles trabalhadores para virem até a nossa casa, conversar com ele, do Engenho Anta, do Engenho Melancia, do Engenho Sapucaia, Engenho Maraú e de outras fazendas. Conversavam com ele, e chegou o momento dele fundar a Liga Camponesa em Sapé, que foi fundada por João Pedro Teixeira em 1958.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Depoimento ORIGEM: Depoimento de Elizabeth Teixeira. In: TARGINO, Ivan; MOREIRA, Emilia, MENEZES, Menezes. “As Ligas Camponesas na Paraíba: um relato a partir da memória dos seus protagonistas”. RURIS, volume 5, número 1, março 2011, p. 91. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/ruris/article/view/16846/11556. Acesso em; 25 abr. 2023. PALAVRAS-CHAVE: movimentos populares, ligas camponesas, história do trabalho
Sobre as Ligas Camponesas escolha uma das alternativas:
Questão 4 14958828
ONHB Fase 1 2023Documento
Boemia e modernidade em Cuiabá
A ocorrência destes personagens na vida pública de outras cidades é vasta. Em Cuiabá mesmo, a sucessão de nomes e alcunhas dos tipos populares constantemente rememorados revelam a forte presença destes personagens na vida cotidiana da cidade: Maria Taquara, Antonio Peteté, General Saco, Zaramella, Cobra Fumando, Barba de Arame, entre tantos outros evocados constantemente nas narrativas e na crônica cuiabana.
(...)
Estes flanadores da cidade eram representações vivas do projeto moderno dilacerante que estava em curso e que destruía os referenciais urbanos, mudava a fisionomia da cidade, sua sociabilidade e seus moradores. Afastados do trabalho, das obrigações civis e da marcação do tempo, a cidade os enxergava com um misto de medo e admiração, de inveja e de pena.
(...)
José Inácio da Silva, o Zé Bolo-flor ganhou o imaginário popular na condição de mendigo-poeta. (...) O nome é originado do primeiro ofício de José Inácio, vendedor ambulante que comercializava bolos e flores artificiais na área central para ajudar a família que lhe fornecia abrigo. Assim, José Inácio torna-se Zé Bolo-flor. (...)
Sem família, sem paradeiro, a publicidade da loucura de Bolo-flor acaba por incrementar o fascínio sobre sua figura. De poeta da cidade, é investido à posição de louco da cidade. (...) Não se sabe exatamente porquê, no final dos anos setenta, sua loucura torna-se institucionalizada e é encaminhado ao Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto Acadêmico ORIGEM: BEZERRA , Silvia Ramos. Boemia e modernidade em Cuiabá: O personagem Zé Bolo-flor. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Linguagens. Cuiabá, Agosto de 2007, p. 98-117. Disponível em: https://livros01.livrosgratis.com.br/cp090366.pdf CRÉDITOS: Silvia Ramos Bezerra. PALAVRAS-CHAVE: história da loucura, tipos populares, história das cidades
Documento
Zé Bolo-Flor, c. 1950

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Foto de Zé Bolo-Flor, segurando imagens de santos, Cuiabá, aprox. década de 50. Foto: Reprodução. Olhar conceito, 14 Fev 2014 . Disponível em: https://www.olharconceito.com.br/noticias/exibir.asp?id=4002&Noticia=o-poeta-andarilho-e-mendigoque-fazia-musicas-e-poemas-para-cuiaba-virou-nome-de-parque-ze-bolo-flo. Acesso em: 18 fev. 2023. CRÉDITOS: Foto: Reprodução; Olhar conceito. PALAVRAS-CHAVE: tipos populares, história das cidades, história da loucura
A partir do texto e da imagem, escolha uma alternativa:
Questão 3 14958805
ONHB Fase 1 2023Leia o excerto a seguir, que aborda a presença do chocolate no Império Português e uma de suas formas de preparo:
Documento
Bebida dos deuses
O primeiro livro de receitas de cozinha português, Arte da Cozinha, do cozinheiro de D. Pedro II , Domingos Rodrigues, foi publicado em 1680 e despertou grande interesse, como indicam as sucessivas edições ocorridas ao longo dos séculos XVIII e XIX. Domingos Rodrigues ofereceu apenas uma receita de chocolate na seção destinada aos doces, mas esta foi, sugestivamente, alocada após uma receita de florada (água de flor), indicativo talvez de que poderia ser usado na confecção de uma bebida, ou até como complemento da outra receita. A descrição do modo de preparo restringiu-se à pasta do chocolate, sem informar sua utilidade, sinal de que os leitores - provavelmente experientes cozinheiros - sabiam como usá-la, podendo ser dispensadas maiores explicações. Esse procedimento permite pensar que o consumo do chocolate havia se enraizado na culinária portuguesa há algum tempo, muito provavelmente introduzido a partir dos contatos estreitos com a corte espanhola entre os séculos XVI e XVII, e estimulado posteriormente pelo comércio dos produtos coloniais
A receita presente no livro de Domingos Rodrigues instruía sobre a necessidade de se torrar o cacau, descascá-lo e “pisá-lo muito bem”. Posteriormente misturava-se o cacau a “três arráteis de açúcar de pedra e três onças de canela fina peneirada”. De acordo com o cozinheiro real, logo que estivesse tudo isso muito bem misturado, devia-se ir “moendo numa pedra segunda e terceira vez” e quando estivesse “em massa”, adicionava-se “oito baunilhas pisadas e peneiradas e fazendo-se bolos na forma que quiserem”.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto Acadêmico ORIGEM: ALGRANTI, Leila Mezan. “Bebida dos deuses”: técnicas de fabricação e utilidades do chocolate no império português (séculos XVI-XIX). In: ALGRANTI, Leila Mezan; MEGIANI, Ana Paula (org). O Império por Escrito – formas de transmissão da cultura letrada no mundo ibérico (séculos XVI-XIX). São Paulo: Alameda Casa Editorial, 2009. p. 418. CRÉDITOS: Leila Mezan Algranti. GLOSSÁRIO: D. Pedro II : Rei de Portugal e Algarves de 1683 até à sua morte em 1705; não confundir com D. Pedro II, segundo e último monarca do Império do Brasil. Onça : Unidade de medida inglesa de peso, equivalente a 28,349 gramas. Arrátel : Antiga unidade de medida de peso equivalente a 459,5 gramas. PALAVRAS-CHAVE: império português, história da alimentação, brasil império
A partir das informações fornecidas pelo texto, afirma-se:
Questão 8 14937037
ONC NÍVEL B - Fase 1 2023Leia o texto abaixo.
A Enciclopédia, maior fenômeno editorial do Esclarecimento (ou Iluminismo), tinha no método, e não no conteúdo de ideais, a sua essência: o conhecimento parte dos fenômenos, que são os dados, para as leis. D’Alembert, que dividiu a organização da obra com Diderot, afirmou: “Todos os nossos conhecimentos diretos reduzem-se aos que recebemos pelos sentidos; de onde se conclui que é às nossas sensações que devemos todas as nossas ideias”.
A Enciclopédia, que começou a ser publicada em 1751, sofreu perseguições do Estado francês em 1752 e 1759. Voltaire teve todos os seus escritos proibidos e precisou fugir das autoridades. A postura crítica, que valoriza os dualismos no processo do conhecimento (o certo versus o errado; o verdadeiro versus o falso), colocou pouco a pouco o próprio exercício da razão como uma prática incompatível com a política tradicional.
Fonte: ELIAS, Rodrigo. Essa luz. Revista de História da Biblioteca Nacional. Edição nº 104 - Maio de 2014.(adaptado)
A perseguição à Enciclopédia e a autores como Voltaire permite compreender o contexto histórico francês. Assinale a alternativa que descreve o governo da época:
Questão 7 14937029
ONC NÍVEL B - Fase 1 2023Observe a tabela abaixo.

Fonte: Relação [...] dos escravos pertencentes a Joaquim Ribeiro de Avaller [filho]. Coleção Particular. Citação de MUAZE, Mariana. As memórias da Viscondessa: família e poder no Brasil Império. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
A existência de um item para qualificar aptidão para o trabalho de um escravizado, revela que a exploração da mão de obra escravizada era:
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