Questões de EFAF História - Brasil - Período Colonial
671 Questões
Questão 4 10187672
IFPE Subsequente 2014TEXTO
POR QUE ESTUDAR A CULTURA INDÍGENA E AFRO-BRASILEIRA?
Os currículos escolares, tradicionalmente, sempre trabalham a História Geral e a História do Brasil, a partir de uma postura eurocêntrica, tendendo a olhar os povos indígenas e afros sempre com um esgar de olhos que deflagram um descaso com a riqueza e a complexidade dessas culturas. Historicamente, passamos a interpretar a História Oficial de nosso país a partir do ponto de vista da classe dominante, o que condenou à Ignorância a contribuição cultural, social, política e econômica que os negros e os índios, em suas respectivas conjunturas, legaram ao Brasil.
(...)
Legados à condição de mão-de-obra barata e servil, presos em suas senzalas e aldeias, negros e índios sempre caminharam pelos recônditos da História, paralelo às transformações sociais, econômicas e políticas que aconteciam no Brasil litorâneo. Brasil esse forjado pelos grandes ciclos econômicos e transformações políticas diversas. O que esse Brasil não assume (porque no fundo ele sabe) é que o grande construtor da sociedade brasileira sempre foram seus inúmeros coadjuvantes, forjando uma nação a partir da resistência, dos sincretismos e da miscigenação.
Octávio Ianni dizia que a cada época histórica o Brasil debruça-se sobre a questão nacional. Essa preocupação resulta do fato de que nossos intérpretes sempre sentem a necessidade de problematizar a formação da sociedade brasileira, justamente para poder entender o presente e compreender nossa verdadeira identidade nacional. Na maioria das vezes, a empreitada torna-se difícil, pois estes se deparam com a questão da diversidade cultural no caminho. É como se a problemática acerca da identidade nacional fosse representada por um enorme “quebra-cabeças”, um mosaico no qual, na medida em que fôssemos juntando as peças, novas lacunas surgiriam, impedindo uma percepção clara do problema, mas ao mesmo tempo dando uma dimensão múltipla do tema.
Neste sentido, surge uma questão importante: a formação do povo brasileiro está atrelada incondicionalmente à tensa relação entre a classe dominante e a classe subalterna. Legados à condição de força de trabalho escrava, negros e índios resistiam aos desmandos dos patrões, em certos momentos, a partir do enfrentamento, mas a estratégia adotada, mesmo que inconscientemente, era sempre silenciosa. A contribuição desses povos está nos costumes, comidas típicas, modos de vestir, sotaques, práticas culturais únicas, sincretismo religioso, peças preciosas do grande mosaico em que se tornou o Brasil.
Os “esquecidos da história” (...) adotaram, inconscientemente, a estratégia da memória, passando de geração em geração suas culturas, seu capital simbólico próprio, onde não precisam de registros impressos para se fazer entender. Não precisam da legitimidade da elite, bastam ser “lembrados pelos pares”. Isso já é suficiente para que se forje uma grande nação!
Estudar a “História da cultura afro-brasileira e indígena” requer revisar aquilo que já se falou sobre negros e índios, buscando considerar a contribuição destes na formação da sociedade brasileira. Tudo que for estranho aos nossos olhos tem que ser investigado a fundo. No final, outra visão será construída.
O importante é que essa nova visão não se constitua como verdade absoluta, mas que se constitua como ferramenta para seguirmos em frente, em busca de novas respostas e desarmados de qualquer tipo de preconceito e estranhamento. Lembremos que o mosaico nunca se completa, o “quebra-cabeças” que não se soluciona justamente por compreender sua própria complexidade. Afinal de contas, não é assim que a ciência sempre agiu?
Khemerson de Melo Macedo - Coordenador Geral de Projetos do NCPAM, finalista em Ciências Sociais pela UFAM.
Disponível em: http://www.ncpam.com.br.
Acesso em: 24ago.2013.
Tendo em vista aspectos sintáticos e semânticos do texto, julgue os comentários a seguir.
I. No terceiro parágrafo, em “a empreitada torna-se difícil, pois estes se deparam com a questão da diversidade cultural”, o conectivo destacado expressa ideia de conclusão e equivale semanticamente a ‘logo’ e a ‘portanto’.
II. No quarto parágrafo, em “a estratégia adotada, mesmo que inconscientemente, era sempre silenciosa”, a relação semântica estabelecida pelo conectivo sublinhado é de concessão. Essa relação seria mantida se o conectivo fosse ‘ainda que’.
III. No quinto parágrafo, em “seu capital simbólico próprio, onde não precisam de registros impressos”, está adequado o emprego do pronome relativo, já que o seu referente remete, de fato, à ideia de lugar. Nesse caso, tem-se o respeito ao que preceitua a norma culta.
IV. Ainda no quinto parágrafo, em “Isso já é suficiente para que se forje uma grande nação!”, tem-se uma ideia de finalidade. Não há, então, equivalência semântica com ‘Isso já é suficiente, dessa forma se forja uma grande nação!’.
V. No último parágrafo, em “Afinal de contas, não é assim que a ciência sempre agiu?”, o vocábulo em destaque expressa uma relação semântica de comparação, por isso é inadequado constar no período que está fechando o texto.
Estão corretos, apenas:
Questão 29 382127
IFSC 2014/2Ao assinar a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, a Princesa Isabel teria ouvido do Barão de Cotegipe que ela “ganhou a partida, mas perdeu o trono”. Sobre a frase do Barão de Cotegipe e a abolição da escravidão no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
Questão 35 10883234
Concursos Pref de Agua Branca 2013Qual das cidades abaixo indicadas, Água Branca já foi povoado?
Questão 33 10883219
Concursos Pref de Agua Branca 2013Em que ano a cidade de Água Branca foi elevada a condição de vila?
Questão 29 10883195
Concursos Pref de Agua Branca 2013Até o século XVII o território de Água Branca fazia parte das sesmarias de qual cidade baiana?
Questão 6 10808075
Concursos Universidade Paulista 2013Leia o texto para responder à questão
Uma reparação histórica
A origem do trabalho doméstico no Brasil é a escravidão. Com o advento da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, o trabalho doméstico continuou a ser exercido majoritariamente por mulheres negras – jovens e inclusive crianças –, vindas das cidades do interior do país para trabalhar nos grandes centros urbanos.
Nesse processo histórico, deve-se destacar a contribuição inestimável do trabalho doméstico para o desenvolvimento da economia e de toda a sociedade brasileira. No entanto, por muito tempo, predominou uma visão, fundamentada no preconceito, de que o trabalho doméstico seria uma atividade sem importância.
Diante desse ponto de vista, permeado por racismo, houve evidente desvalorização do trabalho doméstico. As mulheres foram submetidas a condições degradantes no que se refere ao desempenho de suas atividades, não tendo sequer a proteção das leis trabalhistas como os demais trabalhadores.
Em virtude dessa realidade, que fere a dignidade do trabalhador doméstico, surgiram organizações de defesa da igualdade de direitos entre essa e as demais categorias. A primeira delas foi a Associação de Trabalhadoras Domésticas, fundada em 1936, em Santos (SP), por Laudelina de Campos Melo.
Como consequência dessa luta, no ano de 1972, foi aprova- da a lei 5.859, que garantiria o registro da carteira de trabalho e previdência social para os trabalhadores domésticos no Brasil. No ano de 2006, a lei 11.324 passou a assegurar estabilidade para gestantes, folgas nos feriados e a proibição do desconto de utilidade no salário da categoria.
Nem mesmo com esses avanços, o trabalho doméstico adquiriu a proteção das leis trabalhistas necessárias para igualá-lo às demais profissões celetistas. Hoje, no Brasil, depois de tantas reivindicações, é o momento da aprovação, no Senado Federal, da PEC (proposta de emenda constitucional) 478/2010, conhecida como a PEC das domésticas. A emenda garante à categoria a extensão de 16 direitos já assegurados a outros trabalhadores.
Diante da aprovação da PEC, o Brasil demonstra que está mudando de mentalidade. A justiça social está sendo feita para uma categoria que tem papel importante na construção deste país.
(Creuza Maria Oliveira. Folha de S.Paulo, 28.03.2013. Adaptado)
Considere a passagem do último parágrafo:
A justiça social está sendo feita para uma categoria que tem papel importante na construção deste país.
Um antônimo para o termo importante é:
06
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