Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 10 16237037
ONHB Fase 3 2021Leia os trechos a seguir. O primeiro é parte do poema “O Fardo do Homem Branco” (1899) do inglês Rudyard Kipling e o segundo foi retirado da obra “A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas”, do escritor francês Júlio Verne, publicada pela primeira vez em 1881:
O Fardo do Homem Branco
“Tomai o fardo do Homem Branco
Enviai vossos melhores filhos
Ide, condenai seus filhos ao exílio
Para servirem aos vossos cativos;
Para esperar, com chicotes pesados
O povo agitado e selvagem
Vossos cativos, tristes povos,
Metade demônio, metade criança.
(...)
Tomai o fardo do Homem Branco!
Acabaram-se vossos dias de criança
O prêmio leve ofertado
O louvor fácil e glorioso:
Vinde agora, procurai vossa virilidade
Através de todos os anos difíceis,
Frios, afiados com a sabedoria adquirida,
O reconhecimento de vossos pares.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Poema ORIGEM: Rudyard Kipling. ”O Fardo do Homem Branco”. [1899]. Disponível em: https://ensinarhistoriajoelza.com.br/o-fardo-do-homem-branco-exaltacao-do-imperialismo/ [https://ensinarhistoriajoelza.com.br/o-fardo-do-homem-branco-exaltacao-doimperialismo/] https://ensinarhistoriajoelza.com.br/o-fardo-do-homem-branco-exaltacao-do-imperialismo/ CRÉDITOS: Rudyard Kipling. PALAVRAS-CHAVE: neocolonialismo, populações nativas, literatura
A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas
Não é difícil imaginar como o comércio evoluirá em toda essa imensa, rica e inigualável bacia. Contudo, o futuro é uma faca de dois gumes: o progresso só é obtido em detrimento das raças indígenas.
De fato, no Alto Amazonas, muitas raças de índios já desapareceram. (...) Nas margens do rio Negro , onde atualmente só existem mestiços de portugueses com índios, já existiram até 24 nações indígenas diferentes.
É a lei do progresso. Os índios estão fadados ao desaparecimento. Com a chegada da raça anglo-saxã, aborígenes australianos e tasmanianos se extinguiram. Depois dos conquistadores do Velho Oeste, os índios da América do Norte sumiram.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: Júlio Verne. A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas. Porto Alegre, RS: L&PM. 2020 [1881]. p. 15. CRÉDITOS: Júlio Verne. GLOSSÁRIO: Aborígenes: população nativa. Rio Negro: maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas. Tasmanianos: povos da Tasmânia. PALAVRAS-CHAVE: populações nativas, amazônia, literatura
A partir dos textos e seus conhecimentos, é correto afirmar que:
Questão 7 16236990
ONHB Fase 3 2021Leia o repente a seguir, de autoria do artista Cesanildo:
Jesus e Tiradentes
Achei muito parecido Tiradentes com Jesus
Todos os dois alvos e loiros, fortes, dos olhos azuis
Um era mártir da forca o outro mártir da cruz.
Jesus Cristo e Tiradentes morreram no mês de Abril
Um na forca outro na cruz nas mãos de um povo imbecil
Um salvava a Palestina o outro salvava o Brasil
Morreram se parecendo da forca para o madeiro
Jesus Cristo não casou-se, Tiradentes foi solteiro
Um era da Palestina e o outro brasileiro
Eu quero pedir desculpas na comparação que fiz
Um julgado pelo povo o outro pelo juiz
Um salvava o mundo inteiro e o outro seu país.
Todos os dois foram traídos, condenados pelas leis
Jesus traído por Judas o símbolo da malvadez
E Tiradentes traído pelo Silvério dos Reis
Num mundo dos homens falsos não se acaba a crueldade
Enforcaram Tiradentes porque pediu liberdade
Crucificaram Jesus porque falou a verdade
Jesus enfrentou Herodes o rei do poder profundo
Tiradentes enfrentou a avó de Pedro Segundo
Um salvava sua pátria e o outro salvava o mundo
Os dois mártires pareciam um com outro até na sorte
Tiradentes muito afoito, Jesus Cristo muito forte
Nem Tiradentes correu, nem Jesus temeu a morte
Caso não exista engano da história pra profecia
Enforcaram Tiradentes as onze e meia do dia
E as três e meia da tarde Jesus também falecia
Jesus morreu numa cruz, Tiradentes enforcado
Com um carrasco na frente, de cada lado um soldado
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Música OBSERVAÇÃO: Segundo Cláudio José de Carvalho Neto: “Jesus e Tiradentes”, repente. Gravação de Cesanildo gentilmente cedida pelo Professor Dr. Francisco José Gomes Damasceno, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). (Neto, 2019, p. 94) ORIGEM: “Jesus e Tiradentes”, repente. Gravação de Cesanildo. In. Cláudio José de Carvalho Neto. “Quem será o herói dessa nossa história? Quem vai tecer o amanhã?”: A disputa de narrativas e representações de Tiradentes e da Inconfidência Mineira na ditadura civil-militar. (Dissertação de Mestrado). Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2019, pp. 94-92. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/49327/3/2019_dis_cjcarvalhoneto.pdf [http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/49327/3/2019_dis_cjcarvalhoneto.pdf] http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/49327/3/2019_dis_cjcarvalhoneto.pdf CRÉDITOS: Cesanildo; Cláudio José de Carvalho Neto. GLOSSÁRIO: Herodes: antigo rei do território da Palestina PALAVRAS-CHAVE: música popular, minas gerais, inconfidência mineira
A partir do repente e de seus conhecimentos, escolha uma alternativa:
Questão 4 16236628
ONHB Fase 3 2021Entre 1591 e 1595, permaneceu na América Portuguesa o licenciado Heitor Furtado de Mendonça, acompanhado pelo notário Manoel Francisco.
Representando a Inquisição portuguesa, receberam, neste período, denúncias feitas nas capitanias da Bahia e de Pernambuco.
Processo de Dona Catarina Quaresma (processo)
Aos vinte e seis dias do mês de outubro de mil e quinhentos e noventa e dois anos, nesta cidade de Salvador Capitania da Bahia de todos os santos, nas casas da morada do senhor visitador do Santo Ofício Heitor Furtado de Mendonça, perante ele apareceu sendo chamada Anna [Dal] Uchoa a qual recebeu juramento dos santos evangelhos em que pôs sua mão direita, sob cargo do qual prometeu dizer em tudo verdade e foi logo admoestada pelo senhor visitador com muita caridade que ela não tem acabado de confessar todas suas culpas que, portanto, faça confissão inteira de todas elas e declare a verdade de tudo, porque assim fora despachado.[...]
E disse que ora novamente lhe lembra que haverá seis ou sete anos, que foi naquele primeiro ano em que Diego Gonçalves Lapso, com sua mulher Guiomar Lopes, cristã nova, e com sua filha Catarina Quaresma, que ora está nesta cidade casada com Pedro de Aries, castelhano, e se chama dona Catarina Quaresma, vieram da capitania dos Ilhéus para Itaparica, sendo ela, Ré, já casada e tendo amizade com a dita Guiomar Lopes e sua filha Catarina Quaresma [...]; aconteceu um dia véspera do São João que foi ela, Ré, visita-las a sua casa e ficou com elas aquela noite, e ela com a dita Catarina Quaresma, que então era solteira, se deitaram ambas em sua rede, como se costuma neste Brasil, para dormirem aquela noite, ambas em camisa e logo como se deitaram a dita Catarina Quaresma começou a abraça-la e a pôs a ela Ré em cima de si e ajuntaram se ambas ... ela Ré decima, e a dita Catarina Quaresma a debaixo [...] como se fora homem com mulher [...]
Nisso, perguntada se sabia ela que este pecado era pecado nefando que chamam contra natureza, respondeu que sabia que era ofensa de Deus e logo na primeira vez que se confessou depois disso, confessou este pecado a seu padre espiritual, e perguntada de que idade era a dita Catarina Quaresma quando foi este caso, disse que [...] seria de idade dela, Ré, e que ela, Ré, era de vinte e seis anos, pouco mais ou menos. E disse mais que na dita noite lhe disse a dita Catarina Quaresma [...] que também ela lá por Ilhéus fazia o mesmo com outras meninas [...] e do costume disse que é comadre da dita Catarina Quaresma, a qual, depois do sobre dito caso acontecer, levou a pia sua uma menina filha dela, Ré, e são amigas [...].
Seja chamada Catarina Quaresma que apareça nesta mesa. Bahia, a 6 de agosto de 1593. Mendonça.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Documento legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: Processo de Dona Catarina Quaresma. Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 1289, 14 fl. (papel), cópia microfilmada, Portugal, Torre do Tombo, mf. 5441. Bahia, 1593. Pp. 1-5. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2301177 [http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2301177] http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2301177 CRÉDITOS: Tribunal do Santo Ofício/Torre do Tombo GLOSSÁRIO: Admoestar: Chamar atenção de (alguém), consurando-o por falta cometida; censurar; repreender; advertir alguém quanto a seu procedimento, para que o corrija ou não o repita. N efando: Abominável, ímpio; perverso; pervertido; moralmente degradado; corrupto. PALAVRAS-CHAVE: inquisição, américa portuguesa, história das mulheres
Processo de Dona Catarina Quaresma (autos)
E feitas as ditas audiências e sessões, logo pelo senhor visitador me foi mandado fazer estes autos conclusos, os quais logo fiz Manoel Francisco, notário do Santo Ofício nesta visitação o escrevi.
Conclusão
Foram vistos estes autos em mesa e pareceu a todos os votos quanto o modo por que a ré se ouve em suas audiências e outras considerações que se tiveram, pague somente dez cruzados para as despesas do Santo Ofício e cumpra as penitências espirituais seguintes: que se confesse quatro vezes em tempo de um ano e receba o santíssimo sacramento [...] de seu conselho e reze nove meses de Rosário de Nossa Senhora, e três os salmos penitenciais e pague as custas. Bahia, 18 de agosto de 1593.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: Processo de Dona Catarina Quaresma. Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 1289, 14 fl. (papel), cópia microfilmada, Portugal, Torre do Tombo, mf. 5441. Bahia, 1593. p. 12. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2301177 [http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2301177] http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2301177 CRÉDITOS: Tribunal do Santo Ofício/Torre do tombo GLOSSÁRIO: Salmos penitenciais: referem-se a sete capítulos do livro de Salmos constantes na Bíblia Cristã, são eles: 6, 31, 37, 50, 101, 129 e 142. PALAVRAS-CHAVE: américa portuguesa, história das mulheres, inquisição
A partir dos excertos, é correto afirmar que:
Questão 1 16212718
ONHB Fase 3 2021Paulo Freire de volta ao Brasil

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Paulo Freire de volta ao Brasil. O Estado de São Paulo. São Paulo: 08 de agosto de 1979, p.12. Disponível em: https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,a-volta-de-paulo-freire,70002958279,0.htm [https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,a-volta-de-paulo-freire, 70002958279,0.htm] https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,a-volta-de-paulo-freire,70002958279,0.htm CRÉDITOS: O Estado de São Paulo PALAVRAS-CHAVE: paulo freire, ditadura civil-militar, história da educação
A partir da leitura da reportagem de jornal acima, publicada em O Estado de São Paulo, no dia 08 de agosto de 1979, é correto afirmar que Paulo Freire:
Questão 10 16212558
ONHB Fase 2 2021Leia o excerto da obra “Em costas negras” do historiador Manolo Florentino.
Um negócio de alto risco: roubo, pirataria e morte no tráfico
Uma das principais características dos negócios negreiros era o risco. Todas as etapas da circulação dos escravos, desde as trocas realizadas na esfera africana até aquelas que, efetuadas no Brasil, ensejavam o consumo final da mercadoria humana, enfrentavam enormes perigos, visto ter sido o cativo um bem altamente requerido e constantemente exposto à morte.
O risco tinha início na própria África, a partir do momento em que, prisioneiro ou oferecido em tributo, o escravo chegava às mãos dos mercadores nativos. Havia, de início, as mortes durante o longo trajeto entre as zonas da captura no interior e a costa africana, que somavam às ocorridas durante a espera nos barracões e portos. Joseph Miller (...) afirma que provavelmente 40% dos negros escravizados em Angola pereciam durante o deslocamento até o litoral, onde outros 10% ou 20% morriam antes de serem embarcados. Em geral, pois cerca da metade do contingente de cativos poderia perecer ainda em solo africano (...)
Os mercadores de almas ainda sofriam freqüentes roubos durante as longas jornadas entre o interior e os portos africanos (...) Nestes últimos, nos barracões onde os cativos ficavam concentrados à espera de embarque, ou mesmo nas próprias embarcações – ancoradas às vezes por semanas ou meses, à espera de completar a lotação – também havia a possibilidade de perda (...)
Durante a etapa marítima, mais do que em qualquer outra, aumentavam os riscos dos traficantes estabelecidos no Rio. A perda da mercadoria humana através da ação corsária ou mesmo do naufrágio era possibilidade sempre presente em qualquer tipo de operação mercantil marítima, importando menos a natureza da mercadoria do que seu valor enquanto presa. Não se deve esquecer, porém, que o escravo constituía uma mercadoria literalmente perecível, dado constantemente levado em conta pela ação empresarial.
Uma vez no mar, o primeiro perigo era a subtração da mercadoria humana por piratas (...)
Problema antigo, o corso não atingia somente os traficantes de escravos. Sua freqüência podia chegar a níveis tão altos que, muitas vezes, aos comerciantes não restava alternativa senão recorrer à proteção do Estado. Foi o que fizeram os mercadores lisboetas, em 1761, quando solicitaram ao Conselho de Estado a organização de uma armada para a defesa dos navios e frotas do Brasil, constantemente atacadas por naus mouras e holandesas (...)
O naufrágio era, por definição, outro tipo de risco marítimo. Suas causas deitavam-se ao acaso, que punha homens e equipamentos frente uma natureza por vezes volúvel, e a erros de comando e de cálculo. Parece ter sido grande o número de naus idas a pique, mas mesmo assim os prejuízos dependiam dos caprichos de Netuno. (...)
Logo depois do corso eram as mortes durante a travessia oceânica as que mais diretamente atingiam os traficantes do porto do Rio de Janeiro. Mortandades freqüentes no tempo, mas extremamente variáveis em cada expedição (...)
Pode-se imputar as mortes a bordo a fatores como a escassez de alimentos e água, maus tratos, superlotação e até mesmo ao medo, que minava a resistência física, moral e espiritual de contingentes muitas vezes fatigados prisioneiros de guerra.
Havia, porém, o próprio tráfico enquanto veículo de aproximação e contágio entre esferas microbianas distintas, cujos resultados, mesmo quando tendenssem à acomodação a médio e longo prazos, traduziam-se de imefiato em mortes (...)
Em todos os períodos [1795-1811 e 1821-1830] perdiam-se quase três vezes mais escravos entre os cativos embarcados no Índico do que na área congo-angolana, fato perfeitamente explicável pela duração da travessia: enquanto os negreiros provenientes desta última região levavam de 33 a 40 dias no mar até o Rio de Janeiro, os daquela podiam navegar até 76 dias.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico OBSERVAÇÃO: Nossa homenagem ao historiador Manolo Florentino (1958-2021), professor aposentado do Instituto de História da UFRJ e do seu Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHIS/UFRJ). ORIGEM: Manolo Florentino. Em costas negras: uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 140-146. CRÉDITOS: Manolo Florentino PALAVRAS-CHAVE: rio de janeiro, tráfico negreiro, áfrica
Segundo o documento é correto afirmar:
Questão 9 16212507
ONHB Fase 2 2021Leia excertos de ”Autos da vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente”, da Comarca da Província do Espírito Santo, de outubro de 1822:
Autos da vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente
Auto de Independência
[...] nesta vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente Comarca da Província do Espírito Santo (...) declararam solenemente a sua independência e que por ela protestarão dar a vida por causa das Cortes de Portugal, pois todas as suas máximas (...) eram a procurar toda a nossa infelicidade e nos escravizar, e colonizar este Reino do Brasil, e por isso mesmo desde já declamavam, (...) pois, que aquelas Cortes não querem igualdade deles entre os brasileiros [...].
Auto de Aclamação
Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e vinte dois, aos doze dias do mês de outubro do dito ano nesta vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente Câmara da Capitania do Espírito Santo, nas casas da Câmara paço do Conselho, onde estava o presidente do Senado o Capitão Antonio Rodrigues Cardoso, e os mais vereadores e Procurador do conselho abaixo assinados, o reverendo pároco desta freguesia, sargento-mor, capitães, e mais Povo desta vila, e todos unanimemente disseram que visto termos declarado nossa independência, e se ter nomeado o deputado para a Assembleia Geral Constituinte, e Legislativa do Brasil, era forçoso (ilegível) quem faça executar as leis que os nossos deputados iam deferir, e por isso desde já aclamaram por primeiro Imperador do Brasil ao Senhor Dom Pedro Primeiro hoje príncipe regente e defensor perpétuo do Brasil por contar unanime do mesmo Povo, com declaração que o mesmo senhor prestará previamente o juramento solene, de jurar, guardar, manter, e defender, a Constituição política que fizer Assembleia Geral constituinte do Brasil, que todos lhe prometeram dar seu sangue, para a defesa da nossa independência, e monarquia brasileira; e logo todos por repetidas e numerosas vezes, bradaram como vivas seguintes – viva a nossa santa religião – viva a independência do Brasil – viva a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Brasil – viva o Imperador Constitucional do Brasil o Senhor Dom Pedro Primeiro – viva a Imperatriz do Brasil (...) – viva o Povo constitucional do Brasil de que de tudo para constar mandarem lavrar esta ata com que todos assinaram [...]
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Documento legal ORIGEM: Autos da vila de Nossa Senhora da Assunção de Benevente, outubro de 1822. Arquivo Nacional. Série Interior Idd 9 – 607. Rio de Janeiro. In: Rodrigo da Silva Goularte. Portos e Sertões: a província do Espírito Santo e a emancipação da América Portuguesa (1815-1825). 2015. 220 p. Tese (Doutorado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. Niterói, RJ. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/1757.pdf [https://www.historia.uff.br/stricto/td/1757.pdf] https://www.historia.uff.br/stricto/td/1757.pdf CRÉDITOS: Arquivo Nacional/Rodrigo da Silva Goularte PALAVRAS-CHAVE: atores políticos, celebrações, independência
Após ler os excertos, assinale a alternativa mais adequada:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)