Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 9 14936275
ONHB Fase 1 2022Sessão Aniversária da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional
“Nasceu esta corporação sob o influxo dessas grandes paixões que deram em resultado o fausto acontecimento da independência do Brasil; tem, portanto justo titulo a ser considerada, entre suas irmãs, como a primogênita da fundação do império. Ignácio Álvares Pinto de Almeida iniciou-a em 1820, logrou dar-lhe princípio de existência legal em 1825, e a 19 de outubro de 1827 via inaugurada modestamente, mas cheia de fé e cercada de esperanças, a obra de seu puro e fervoroso patriotismo. Foram seus dignos e principais cooperadores o visconde de Alcântara, Francisco Cordeiro da Silva Torres (depois barão de Jurumerim), João Fernandes Lopes, Manoel José Onofre, João Francisco de Madureira Pará e João Rodrigues Pereira de Almeida (mais tarde barão de Ubá). Com estes nomes da primeira plêiade de seus beneméritos, a nossa associação recorda os de Raymundo José da Cunha Mattos, Januário da Cunha Barbosa, Cândido José de Araújo Vianna (hoje visconde de Sapucaí), Frederico Leopoldo César Burlamaqui, marquês de Abrantes e outros que, ou foram coevos dos fundadores, ou lhes sucederam em sua grandiosa inspiração, movidos pelo mesmo encedrado amor da pátria. Belos tempos eram esses que a paixão política se inflamava na concepção dos sólidos fundamentos do Império americano, e por toda parte a luta se travava no alto e majestoso terreno das ideias da verdadeira liberdade, e dos germens fecundos da união e grandeza nacional! Notar-se-ão talvez que a agricultura, primeiro elemento da nossa riqueza, segue ainda a trilha do primitivo empirismo, em grande parte do nosso vasto e fertilíssimo território: que a indústria fabril para a qual sobram no solo brasileiro os mais preciosos dons da natureza, é hoje, para assim dizer, o embrião do que deve ser: as nossas comunicações com o interior são ainda penosas, que há por aí um mundo inteiro deserto e até em partes desconhecido (...). Auxiliar e animar o trabalho nacional é dever de todo o cidadão, e mormente do Primeiro Representante da Nação; venho, pois, com o maior jubilo abrir a segunda exposição brasileira. Simboliza ele a união deste vasto Império, baseada no futuro grandioso que lhe prometem tamanhas riquezas naturais derramadas por suas províncias; afiança o desenvolvimento das relações que tanto nos interessa cultivar com os outros povos; enfim, é o mais nobre incentivo às conquistas da paz, as quais os brasileiros só pretendem, e cujos louros reunirão aos que têm ganho e ganharão defendendo a honra de sua Pátria e a causa da civilização.”
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Discurso
ORIGEM: Sessão Aniversária da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Honrada com as augustas presenças de SS. MM. II e Altezas Condessa e Conde D’eu e Duque de Saxe. Em 30 de Outubro de 1867. Rio De Janeiro: Typographia Indústria Nacional de Cotrim & Campos, 1867. In: WANZELLER, Patrícia Regina Corrêa. Sociedade Auxiliadora Nacional: o templo da Palas Atena. Rio de Janeiro, 2009. pp. 289-290. CRÉDITOS: José Maria da Silva Paranhos GLOSSÁRIO: Coevos : aqueles ou aquilo que é da mesma época de outro. Encedrado : aumentado. PALAVRAS-CHAVE: brasil império, economia, indústria
A partir do documento assinale a alternativa mais adequada.
Questão 5 14936168
ONHB Fase 1 2022Cultura e alimentação na Paraíba
No que tange à Paraíba, o regime alimentar de sua população deve ser considerado à luz das microrregiões – litoral, sertão, brejo e cariri – que geraram em diversificados tempos históricos, diferenciadas formas de ocupação. Nestas, variadas classes sociais geraram padrões específicos de culinária. Nesse sentido, o litoral, por onde principiou a colonização paraibana, nos séculos XVI e XVII, registrou, desde o início, os alimentos doces e importados, em razão de sua estrutura açucareira.
Vinculados ao chamado ciclo do couro, do historiador Capistrano de Abreu, o sertão e cariri registraram a predominância das carnes e leite com seus derivados – buchada, panelada, queijo, coalhada etc. Na Paraíba, o encontro dessas diferentes realidades efetivou-se nas terras úmidas do brejo da serra da Borborema onde, a partir do século XVII, trocou-se farinha por aguardente e rapadura.
Desde então, a farinha, proveniente de Campina Grande, a rapadura das engenhocas de Areia, no brejo, tornaram-se alimento básico na dieta do paraibano. Essa tipificação do paraibano deve ser tomada com cuidado para se evitarem simplificações tendenciosas. Eminentemente social, a gastronomia deve ser considerada em termos de classe. (...)
Apropriado roteiro para conhecimento da Paraíba e, indiretamente, da culinária que dela deriva, reside no documentário Parahyba, preparado pelos cineastas Machado Bittencourt e Alex Santos, para o IV Centenário da Paraíba, em 1985. As várias fases da capitania, que se transformou em província e estado, aparecem moldadas pelos elementos componentes dos diversos séculos.
O século XVI é o dos indígenas aldeiados pela catequese, engenhos e primeiros escravos. O século XVII é o das invasões holandesas (1634/35), ocasião em que a monocultura açucareira reproduzia males tão pronunciados que o holandês Maurício de Nassau obrigou os senhores de engenho a plantarem mandioca para obtenção de farinha. O século XVIII, o da penetração, trouxe consigo as fazendas de criatório e alimentação consorciada com os gados bovino, caprino e suíno. O século XIX é o das revoluções liberais de 1817, 1824 e 1849, consorciados com predominância da economia do Recife, datado de séculos anteriores.
(...) as principais mudanças alimentares sobrevieram neste século [XX], fosse com as obras contra as secas que introduziram as verduras no sertão, graças à irrigação do perímetro dos açudes, ou com a modernização político-cultural.
Esta, sancionada pela Revolução de 30, como uma das recorrências do documentário de Machado e Alex, refletiu-se, inicialmente, nos armazéns, que substituíram bodegas e mercearias e pronunciaram os atuais supermercados. (...) Com a universalização dos anos 1970, esses padrões alimentares estenderam-se ao interior.
O texto:
Questão 4 14936143
ONHB Fase 1 2022No rap Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta, 2020), o rapper Kunumí MC (nome artístico de Werá Jeguaka Mirim) canta, em língua guarani, aspectos da realidade dos povos indígenas no Brasil. Ouça a canção assistindo ao vídeo criado para ela, e leia trechos da letra.
Xondaro Ka’aguy Reguá
Trechos selecionados
Existe uma lenda Guarani muito antiga,
contada pelo nossos ancestrais
Ela diz que das águas nascerá um guerreiro que
levará o seu povo a uma nova existência.
Antigamente na floresta havia muitas frutas para comer
Muitas frutas para comer…
Mas os brancos vieram e destruíram
tudo o que Deus criou
(...)
Nós Guaranis sempre existimos,
[há] mais de 519 anos resistimos
Nativos e originários dessa terra, Brasil
Desde mil e quinhentos vivemos em guerra
Nosso povo foi oprimido e dizimado
por não aceitarmos ser escravizados
Desprezaram nossa ciência e tecnologia,
conhecimento milenar da floresta
E agora vemos na TV alertas de aquecimento da terra
Extinções em massa, e continuam destruindo
nossos rios e nossas matas
E pra você sou eu que estou errado por usar internet
e não andar pelado, isolado…
Pensamento colonial retrógrado e limitado,
pois pra mim ser indígena é me sentir e ser livre,
transito pela arte e preservo minha cultura
Na minha aldeia existe resistência
eu rimo na minha própria língua,
denunciando e lutando
pela demarcação”
(...)
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Música e Videoclipe ORIGEM: OWERÁ - ”Xondaro Ka’aguy Reguá” (Official
Video), ANGRY, Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cT7ZXxAMetY
CRÉDITOS: Dirigido e Produzido por: ANGRY (@gabemaru e @angry_bruninho)
Compositor: Owerá & Bruno Silva
A canção
Questão 3 14936066
ONHB Fase 1 2022No ano de 2020, um tema chamou a atenção da comunidade científica brasileira e das redes sociais: a disputa pela posse do fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus, descoberto no Brasil e exposto no Museu Natural de Karlsruhe, na Alemanha.
Perguntas realizadas por usuários do Google para o Museu de História Natural Karlsruhe

Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Captura de tela ORIGEM: Captura de Tela da pesquisa do termo ”Museu Nacional de História Natural Karlsruhe” na página inicial do Google. CRÉDITOS: Museu Nacional de História Natural Karlsruhe PALAVRAS-CHAVE: patrimônio histórico, museus, paleontologia
BRING ME BACK

Tradução livre: “Traga-me de volta”
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Tweet OBSERVAÇÃO: Ilustração postada por usuários do Twitter durante a
campanha #UbirajaraBelongsToBrazil (Ubirajara pertence ao Brasil), promovida nas redes sociais.
ORIGEM: Reprodução Twitter. Disponível
em: https://twitter.com/valent801/status/1338876663514472451 CRÉDITOS: @Valent801
PALAVRAS-CHAVE: patrimônio histórico, paleontologia, museus
Por que há pirâmides no Egito?

Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Tweet ORIGEM: Reprodução Twitter. Disponível em:
https://twitter.com/RealAliceMayNot/status/1479441538728009729 CRÉDITOS: @RealAliceMayNot
PALAVRAS-CHAVE: arqueologia, museus, patrimônio histórico
A partir da análise das imagens, escolha a alternativa mais adequada:
Questão 1 14935977
ONHB Fase 1 2022Os três fragmentos legais elencados a seguir, vigentes em diferentes momentos, versam sobre o adultério, caracterizando-o enquanto crime. O primeiro texto foi retirado das Ordenações Filipinas de 1603; o segundo, do Código Criminal de 1830; e o último texto pertence ao Código Penal de 1890, promulgado após a Abolição da escravidão. A descriminalização do adultério aconteceu apenas em 2005, com a Lei N. 11.106.
Ordenações Filipinas, 1603
LIVRO 5
TÍTULO XXXVIII
Do que matou sua mulher, por achá-la em adultério
Achando o homem casado sua mulher em adultério, licitamente poderá matar assim a ela, como o adúltero, salvo se o marido for peão, e o adúltero Fidalgo, ou nosso Desembargador, ou pessoa de maior qualidade. Porém, quando matasse alguma das sobreditas pessoas, achando-a com sua mulher em adultério, não morrerá por isso mas será degredado para África com pregão na audiência pelo tempo, que os Julgadores bem parecer, segundo a pessoa, que matar, não passando de três anos.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: Ordenações
Filipinas, vols. 1 a 5; Edição de Cândido Mendes de Almeida, Rio de Janeiro de 1870. Disponível
em: http://www1.ci.uc.pt/ihti/proj/filipinas/ordenacoes.htm?inp=adult%E9rio&qop=*&outp=
CRÉDITOS: Cândido Mendes de Almeida PALAVRAS-CHAVE: união ibérica, legislação, história das
mulheres
Código Criminal, 1830
CAPÍTULO III
DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DO ESTADO CIVIL, E
DOMÉSTICO
SEÇÃO III
Adultério
Art. 250. A mulher casada, que cometer adultério, será punida
com a pena de prisão com trabalho por um a três anos.
A mesma pena se imporá neste caso ao adúltero.
Art. 251. O homem casado, que tiver concubina, teúda e
manteúda, será punido com as penas do artigo antecedente.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: BRASIL. Codigo Criminal do Imperio do Brazil (1830). Capítulo III - DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DO ESTADO CIVIL, E DOMÉSTICO. Sessão III - Adultério, Art. 250 e 251. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/lim-16-12-1830.htm CRÉDITOS: Visconde de Alcântara PALAVRAS-CHAVE: legislação, brasil império, história das mulheres
Código Penal, 1890
CAPÍTULO IV DO ADULTÉRIO OU INFIDELIDADE CONJUGAL
Art. 279. A mulher casada que cometer adultério será punida
com pena de prisão celular por um a três anos.
Parágrafo 1º Em igual pena incorrerá:
1º O marido que tiver concubina teúda e manteúda;
2º A concubina;
3º O corréu adúltero.
(...)
Parágrafo único. O perdão de qualquer dos cônjuges, ou sua reconciliação, extingue todos os efeitos da acusação e condenação
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Documento Legal OBSERVAÇÃO: Grafia atualizada ORIGEM: BRASIL. Codigo Penal da Republica dos Estados Unidos do Brazil (1890). Capítulo IV - DO ADULTERIO OU INFIDELIDADE CONJUGAL . Art. 279. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1851-1899/d847.htm CRÉDITOS: Manoel Deodoro da Fonseca; M. Ferraz de Campos Salles. PALAVRAS-CHAVE: brasil república, legislação, história das mulheres
Após a leitura dos documentos, selecione a alternativa mais pertinente:
Questão 5 14935597
ONC NÍVEL B - Fase 1 2022Observe a gravura a seguir que representa um navio negreiro.

Fonte: Robert Walsh. Notices of Brazil in 1828 and 1829. Boston and New York: 1831, vol. 2, contracapa. Acessado em "The Atlantic Slave Trade and Slave Life in the Americas: a visual record", por Jerome S. Handler and Michael L. Tuite Jr, em http://hitchcock.itc.virginia.edu/Slavery/index.php.
A relação entre a gravura e a economia no Brasil entre os séculos XV e XIX indicam:
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