Questões de EFAF História - Brasil - República
967 Questões
Questão 4 14935584
ONHB Fase 1 2021(ADAPTADA) Leia a letra da canção “Brasil
Brasil
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha
Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer sim, sim
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil,
qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Música ORIGEM: Brasil LP: Ideologia Gravadora: Polygram Ano: 1988 Compositores: Cazuza; George Israel; Nilo Romero Intérprete: Cazuza Vídeo: Cazuza e Gal Costa CRÉDITOS: Compositores: Cazuza; George Israel; Nilo Romero Intérprete: Cazuza Vídeo: Cazuza e Gal Costa PALAVRAS-CHAVE: música, governo sarney
A canção:
Questão 26 10877618
CPM 2021A Revolução Federalista teve início no Rio Grande do Sul, em 1893. Os rebeldes, também chamados de maragatos, eram contrários ao governo centralizador do presidente Marechal Floriano Peixoto.
Essa revolução, avançando pelos Estados de Santa Catarina e Paraná, envolveu diretamente os paranaenses, a partir de um acontecimento importante, referente:
Questão 37 10824106
COLUNI/UFV 1° dia 2021/1Analise o texto e a imagem abaixo:
Primeira República brasileira é um período marcado por grandes contrastes. Ao mesmo tempo em que é possível notar uma grande euforia com relação às novas tecnologias, à civilização, ao progresso e à modernidade, é um momento marcado também pelos efeitos menos positivos das mudanças que foram empreendidas por agentes políticos e seus impactos na vida de milhares de pessoas. Dentre diversos movimentos sociais ocorridos nesse momento, pode-se citar a Revolta da Vacina ocorrida no Rio de Janeiro em 1904, como resultado da reação da população do Rio de Janeiro às ações de modernização, remodelação urbana e medidas sanitaristas levadas a cabo por seus governantes e outras autoridades, dentre as quais se destaca o médico sanitarista Oswaldo Cruz.

“Espectaculo para breve nas ruas desta cidade: Oswaldo Cruz, o Napoleão da seringa e lanceta, à frente das suas forças obrigatórias, será recebido e manifestado com denodo pela população. O interessante dos combates deixará a perder de vista o das batalhas de flores e o da guerra russo-japonesa. E veremos no fim da festa quem será o vaccionador à força!”
Disponível em: http//memoria.bn.br/docreader/docreader.aspx?bib=116300&pesq&pagfis=3567. Acesso em: 12 jan. 2021.
Com relação à Revolta da Vacina, analise as afirmativas abaixo:
I. A defesa da salubridade urbana e da modernização da cidade, promovida pelas autoridades, possibilitou a instalação de uma campanha de saneamento e de vacinação obrigatória contra a varíola.
II. A população foi informada da importância da vacinação a partir de uma ampla campanha de esclarecimento conduzida por órgãos governamentais e divulgada por meio de jornais e revistas.
III. O descontentamento com as reformas urbanas, a impopularidade do governo e a obrigatoriedade de vacinação provocaram o desencadeamento de uma revolta popular na cidade do Rio de Janeiro.
Está CORRETO o que se afirma em:
Questão 50 10768008
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2021A chamada Era Vargas (1930-1954) foi composta por momentos e contextos diferentes como, por exemplo: a Revolução de 1930, o Estado Novo e o Segundo Governo Vargas. O nacionalismo foi marcante, embora de formas distintas, nos dois últimos períodos.
Na esfera econômica, a Era Vargas, em especial durante a fase denominada Segundo Governo Vargas, pode ser caracterizada pela estratégia
Questão 4 16237771
ONHB Fase 4 2020Observe a fotografia e leia o texto publicado no Jornal Folha de São Paulo em 20 de agosto de 1961:
Jânio Quadros condecora Ernesto Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Domínio público / Acervo Arquivo Nacional. Jânio Quadros condecora Ernesto Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, Fundo Agência Nacional. 08/1961. Disponível em: https://tinyurl.com/y52cmgon [https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:J% C3%A2nio_Quadros_condecora_Ernesto_Guevara_com_a_Ordem_do_Cruzeiro_do_Sul.jpg] https://tinyurl.com/y52cmgon CRÉDITOS: Domínio público / Acervo Arquivo Nacional TÉCNICA: Fotografia PALAVRAS-CHAVE: relações políticas, governo jânio quadros
Janio condecora Guevara
CONDECORAÇÃO
Após a primeira parte de sua conferencia com ”Che” Guevara, o sr. Janio Quadros condecorou o com a ”Grã Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul”, em cerimonia realizada no Salão Verde do Palacio do Planalto. O presidente, de bom humor, atendeu aos pedidos dos fotografos de mudar para dois metros alem o local da entrega da comenda (por causa da luz) e tirou o microfone da Agencia Nacional para um lado, facilitando-lhes o serviço. Ao entregar a comenda, o chefe do governo brasileiro pronunciou as seguintes palavras:
”Ministro Guevara: v. exa. manifestou em varias oportunidades o desejo de estreitar relações economicas e culturais com o governo e povo brasileiros. Esse é o nosso proposito tambem. E é a deliberação que assumimos no contato com o governo e o povo cubanos. E para manifestar a v. exa., ao governo de Cuba e ao povo cubano, nosso apreço, nosso respeito, entregamos a v. exa. esta alta condecoração do povo e governo brasileiros.”
Ostentando já a comenda, o ministro cubano agradeceu:
”Sr. presidente: como revolucionario, estou profundamente honrado com esta distinção do governo e do povo brasileiros. Porem, não posso considerá-la nunca como uma condecoração pessoal, mas como uma condecoração ao povo e nossa revolução, e assim a comunicarei com as saudações desse povo que v. exa. pessoalmente representa. E a transmitirei com todo desejo de estreitar as nossas relações.” A cerimonia encerrou-se voltando o chefe do governo e o ministro Guevara para o gabinete presidencial.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal OBSERVAÇÃO: É proibida a reprodução do conteúdo deste documento em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Empresa Folha da Manhã Ltda. A ONHB tem autorização para a utilização em sua prova e não se responsabiliza por utilização indevida, cabendo a quem pretender reproduzir o material entrar em contato com o detentor de direitos legais sobre o documento. ORIGEM: Condecorção em: “Janio condecora Guevara”. Folha de São Paulo, 20/08/1961. Disponível em: http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_20ago1961.htm [http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_20ago1961.htm] http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_20ago1961.htm CRÉDITOS: Folha de São Paulo PALAVRAS-CHAVE: governo jânio quadros, relações políticas
Sobre a fotografia e o texto jornalístico, assinale a alternativa mais adequada.
Questão 8 14946692
ONHB Fase 3 2020A materialidade da repressão à guerrilha do Araguaia
Narrando suas cinco prisões, o camponês João Crisóstomo explica que em Xambioá ”Chegou um cara com pá, picareta e enxada e botou a gente para cavar buraco. Chegou outro com duas carteiras de cigarro e fósforo. Fiquei mais aliviado. ‘Cava direitinho, porque vocês vão ficar aí dentro’, disse um soldado. Às onze horas, o buraco estava pronto. Não era pra gente” O lixo dos buracos, cavar buracos como castigo, o enterro em buracos, a tortura em buracos, a prisão no buraco, esconder-se em buracos e a ameaça velada que o cavar ganhou no contexto da base alteraram a topografia local. (...)
(…) São várias as referências a prisões em larga e pequena escala nas bases de Bacaba e Xambioá e o encarceramento de pessoas em buracos (valas) fechadas com grades de ferro. Tudo isso dá fisicalidade à existência de espaços e estratégias negadas por muito tempo pelos militares enquanto “invenção da esquerda”
Cada uma destas bases militares (...) era um elemento sólido da paisagem e carregava seu próprio microuniverso de terror – o da base de Xambioá com os buracos. (...)
(...) toda a paisagem da repressão, incluindo todas as bases militares, guerrilheiras e todas as povoações, formam uma paisagem de terror (terrorscape), lugar de memória para o qual converge a violência perpetrada pelo Estado. (...)
A paisagem das estratégias de terrorismo de Estado que gestaram a repressão ocorrida no Araguaia solidificou-se, assim, através da incerteza carregada pelas mudanças e pelas novidades introduzidas, parte de novos sistemas que discreta (eletricidade) ou obviamente (granadas e armas automáticas) causaram receio e medo. Os novos objetos trazidos pelo sistema de abastecimento militar, carregados e descartados por soldados por toda a região, no âmbito da modernidade autoritária, chegavam com o receio comum das inovações tecnológicas enquanto elemento que vem de fora. Aqui, essas inovações foram potencializadas pelas frentes de expansão e pela repressão, que correram juntas, impondo novos objetos (enlatados), vocabulário (terroristas) e pessoas (militares). São estas manifestações o lado mais obscuro e nefasto da modernidade dos anos de 1960 e 1980 no Brasil. O regime militar estimulou a vinda e estabelecimento de novidades que compunham sistemas tecnológicos que destruíram, controlaram e desapareceram, forçadamente ou de modo indireto, com a floresta que se erguia intransponível entre o Estado e a resistência, com modos de vida considerados atrasados e primitivos, e com pessoas de repente consideradas perigosas ou indesejadas, em seus tempos históricos distintos.
Os rumores, a propaganda antiguerrilha, as torturas, desaparecimentos e os atos indizíveis e inexplicáveis que eram parte da repressão talharam direitos mínimos de liberdade: o medo de não ter o que comer, de não obter bens básicos a saúde, frente à desigualdade dos efetivos militares que tinham acesso a bens supérfluos e de lazer e a itens considerados de tecnologia de ponta para época; o medo do amigo e do conhecido, a desconfiança e a quebra dos laços de amizade que sustentavam tramas de apoio mútuo, material e emocional; o medo dos buracos onde se era jogado o lixo (ou com o lixo), descartado o que não tinha valor, associados às punições iminentes, se não de si, daqueles a quem se queria bem, uma forma de disciplina enfiada goela abaixo que determinava onde caminhar, o que falar, com quem falar, como se portar, onde ir, o que comer e inclusive quando e como morrer. (...)
No escopo de uma política de terror implementada como mecanismo que materializou uma paisagem que era a própria premissa da doutrina de segurança nacional, o medo e o silêncio imperaram inseparáveis, seja enquanto defesa às ameaças a vida, seja como recurso utilizado pelas Forças Armadas para isolar a população dos guerrilheiros. As estratégias que impunham medo (...) culminaram em um estado de constante alerta, no qual todos eram suspeitos, todos, portanto, passíveis de serem levados às bases em Marabá, Bacaba ou Xambioá, de serem mortos, terem seus corpos profanados ou desaparecerem. A paisagem no Araguaia é, portanto, tanatopolítica , articulando morte, destruição e ocultamento, expressos em narrativas e nos complexos arranjos materiais associados à violência do autoritarismo.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: SOUZA, Rafael de Abreu e. A materialidade da repressão à guerrilha do Araguaia e do terrorismo de Estado no Bico do Papagaio, TO/PA: noite e nevoeiro na Amazônia . Tese de doutorado. São Paulo: Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, 2019, pp. 345-348. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-02102019-152549/pt-br.php [https://teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-02102019-152549/pt-br.php] https://teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-02102019-152549/pt-br.php CRÉDITOS: Rafael de Abreu e Souza GLOSSÁRIO: Tanatopolítica: “Por definição, tanatopolítica significa ’política da morte’ (...) a tanatopolítica gerencia de forma instrumental (e útil) a morte de pessoas e até grupos sociais considerados indesejáveis ou prejudiciais para uma sociedade ou grupo social. (...)”. Para saber mais: Ricardo Machado – “A produção de violência e morte em larga escala: da biopolítica à tanatopolítica”. Revista do Instituto Humanistas Unisinos, edição 521, 07 de maio de 2018. Disponível em: https://tinyurl.com/y2rfwnkh [https://tinyurl.com/y2rfwnkh] https://tinyurl.com/y2rfwnkh PALAVRAS-CHAVE: violência, tocantins, ditadura civil-militar
Sobre o texto e os eventos por ele mencionados, é correto afirmar:
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