Questões de EFAF História - Temática
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Questão 35 10850868
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1A conquista de maiores espaços pelas mulheres na sociedade contemporânea é reflexo de uma série de lutas e movimentos que buscaram reconhecimento e plena participação das mulheres no meio social e nas instâncias de representação política. Nas últimas décadas, tivemos várias personagens que exemplificam o movimento de ocupação feminina em cargos de liderança política nacionais. Como exemplo, temos a eleiçãode Dilma Rousseff em 2010, primeira mulher na presidência da República brasileira; e outros nomes importantes como Margareth Tatcher, Primeira Ministra na Inglaterra; Angela Merkel, Chanceler da Alemanha; Cristina Kirchner, Presidenta da Argentina; Golda Meir, Primeira Ministra de Israel, e Benazir Butho, Primeira Ministra do Paquistão.
No Brasil, segundo dados “do IBGE, mais da metade da população brasileira (51,13%) é feminina, e elas representam, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 53% do eleitorado. No entanto, ocupam hoje menos de 15% dos cargos eletivos”.
Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2022/05/aliados-na-luta-por-mais-mulheres-na-politica. Acesso em: 18 Ago. 2022.
Leia as afirmativas sobre a condição feminina na sociedade contemporânea.
I. A Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, que causou significativas transformações nas relações de trabalho e no sistema de produção, propiciou às mulheres, simultaneamente, o direito ao trabalho e ao voto, colocando-as em igualdade de condições com os homens.
II. A Revolução Sexual das décadas de 1960-1970, como movimento que desafiou os códigos tradicionais de comportamento relacionados à sexualidade humana e aos relacionamentos interpessoais, estimulou a fixação da mulher no lar, proporcionando mais tempo para os cuidados com a família e com o casamento.
III. Embora ocupem cargos de liderança política, em vários países, as mulheres ainda constituem minoria entre os grupos dirigentes políticos e econômicos em diferentes espaços de poder no Brasil e no mundo.
IV. Existe até hoje uma divisão sexual do trabalho, que pode ser verificada nos mais distintos âmbitos da sociedade, gerando uma desigual repartição entre os sexos. No mercado de trabalho, de forma geral, mulheres ainda ganham salários menores que os homens, exercendo as mesmas funções e os mesmos cargos.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Questão 31 10771386
EPCAR 2023TEXTO I
Dia 22
Às 2 ½ horas da madrugada de ontem, um indivíduo,
que corria da rua da Relação em direção à repartição da
polícia, caiu morto junto à porta principal do edifício,
apresentando no peito um profundo ferimento.
[5] Ato contínuo um outro indivíduo, que também se
achava ferido no rosto, parou junto ao cadáver procurando
certificar-se se o indivíduo que ali se achava caído estava
com vida.
Tornando-se o referido indivíduo suspeito, foi
[10] imediatamente preso e apresentado ao Sr. Dr. Carijó,
1º delegado auxiliar.
/.../
Ontem pela manhã apareceram no necrotério três
praças da brigada policial, entre os quais se achava
[15] Antonio Primeiro, pertencente à 6ª companhia, que
declarou reconhecer o cadáver como o de João Ferreira
da Silva, ex-corneta da brigada policial, de onde teve baixa
há cerca de três meses.
/.../
[20] Silva era casado com Maria Virginia da Costa, com a
qual residia, em companhia de dois filhos menores, na
casinha nº 19 da estalagem da rua do Rezende, nº 109.
Segundo nos informou Maria Virginia, seu marido era
homem pacato, de bons costumes e trabalhava como
[25] servente de pedreiro em umas obras da rua Francisco
Muratori.
Disse mais que seu marido havia estado no botequim
no 64 da referida rua, ponto de reunião de indivíduos
suspeitos, não regressando mais à casa.
Dia 23
[30] O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, auxiliado por
seu escrivão o Sr. major Luiz de Andrade, já descobriu o
fio do misterioso assassinato de João Ferreira da Silva,
perpetrado na rua da Relação, na madrugada de 21 do
corrente mês.
[35] Já depuseram no inquérito muitas testemunhas, entre
as quais se acham os dois soldados de polícia que
rondaram a referida rua e a dos Inválidos, José Teixeira da
Silva, Balbino Ferreira de Oliveira, Pedro da Costa, Manuel
de Souza e Silva, Maria Regina da Costa e outras pessoas
[40] que estiveram com o falecido no botequim nº 64 da rua do
Rezende, de onde saíram em serenata.
A autoridade policial espera em breve descobrir o
verdadeiro assassino para entregá-lo à ação da justiça.
Segundo trata C. Lombroso* em seu livro intitulado
[45] L´Uomo delinquente, publicamos em seguida as tatuagens
verificadas no corpo de Manuel de Sousa e Silva pelos
Drs. Moraes Brito e Cunha Cruz.
Manuel de Sousa e Silva, de cor branca, com 21 anos
de idade, português, solteiro, morador à rua
[50] Resende, nº 109.
Apresenta uma ferida incisa na região tenar**, dois
centímetros de extensão, dirigida de cima para baixo, de
dentro para fora, na mão esquerda; apresenta, entre
outras, as seguintes tatuagens: um crucifixo na face
[55] anterior do braço esquerdo; um signo de Salomão, na face
externa do mesmo braço; as iniciais I. M. C. (Isaura Maria
da Conceição) isto no dorso da mão do mesmo lado; no
dorso da mão direita um signo de Salomão; na face
anterior do antebraço, do mesmo lado um coração, com
[60] ápice para baixo, atravessado por uma seta, e um punhal
em cruz; na área representada pelo coração, as iniciais M.
S. S. (Manuel de Sousa e Silva); por baixo dessas iniciais,
e na mesma área, as iniciais S. E. S. (Sara Escaldina dos
Santos); por sobre o coração, na mesma face do braço,
[65] uma estrela; sobre a estrela, uma fita com as iniciais M. S.
F. (Maria da Silva Fidalga); por sobre a fita as iniciais M. J.
R. C. (Maria Joaquina Rosa da Conceição); no peito, na
região precordial, um coração atravessado por dois
punhais em cruz. Uma figura de mulher e outra de homem,
[70] em colóquio amoroso, na face anterior do braço direito.
*Cesare Lombroso (1835-1909) foi criminologista italiano,
autor entre outros livros de L’uomo delinquente (1876), e
muito influente na época, embora em boa parte
desacreditado hoje. Achava que a criminalidade era
hereditária, e que os criminosos podiam ser reconhecidos
por certos traços e defeitos físicos, inclusive o uso excessivo
de tatuagem.
** tenar: palma da mão.
Dia 24
Sobre o assassinato de João Ferreira da Silva,
perpetrado na rua da Relação, temos a acrescentar o
seguinte:
O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, conseguiu
[75] descobrir e prender todos os indivíduos que, na noite do
crime, estiveram em serenata com a vítima /.../.
O Sr. Dr. Souza Lima, lente* da Academia de
Medicina, requisitou ontem do Sr. Dr. Carijó a presença de
Manuel de Souza e Silva, o homem tatuado de que
[80] tratamos ontem na nossa notícia.
À 1 hora da tarde, na aula de medicina legal, fez uma
pequena preleção aos seus alunos sobre os indivíduos
tatuados de que trata o professor Lombroso,
apresentando-lhes Souza e Silva como um dos indivíduos
[85] que deviam estar sempre sob as vistas da polícia por isso
que os desenhos de tatuagem que apresentava no corpo
eram descritos pelo sábio escritor italiano em seu livro
L´Uomo delinquente, os quais demonstraram ser uma
cópia fiel dos que existiam no citado livro.
* lente: professor de escola superior ou secundária.
Dia 25
[90] O Sr. Dr. Carijó, prosseguindo no inquérito sobre o
assassinato de João Ferreira da Silva, chegou à
conclusão de que o autor do crime foi Manuel de Souza e
Silva, vulgo Nené, o qual já cumpriu pena há anos
passados por crime de morte.
[95] Nené é o indivíduo que, conforme noticiamos,
apresenta o corpo cheio de tatuagens.
/.../
Pelos depoimentos das testemunhas, vê-se que o
móvel do crime foram os ciúmes de Nené por causa de
[100] uma mulher.
(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)
TEXTO II
Fisionomia dos criminosos
/.../ estudando a massa inteira desses infelizes,
como o fiz nas casas de detenção, conclui-se que, ainda
que não tenham sempre uma fisionomia rebarbativa* e
assustadora, têm eles uma toda particular e quase
[5] especial a cada forma de criminalidade.
Entre os violadores (quando não são cretinos),
quase sempre os olhos são salientes, a fisionomia é
delicada, os lábios são volumosos. A maior parte é frágil,
loura, raquítica e, às vezes, corcunda. /.../
[10] Os homicidas, os arrombadores, têm cabelos
crespos, são deformados no crânio, têm possantes
maxilares, zigomas** enormes e frequentes tatuagens;
são cobertos de cicatrizes na cabeça e no tronco.
Os homicidas habituais têm o olhar vidrado, frio,
[15] imóvel, algumas vezes sanguíneo e injetado; o nariz,
frequentemente aquilino ou adunco como o das aves de
rapina, sempre volumoso; os maxilares são robustos; as
orelhas, longas; os zigomas largos; os cabelos crespos
são abundantes e escuros. Com frequência, a barba é
[20] escassa, os dentes caninos muito desenvolvidos; os
lábios, finos.
/.../
Em geral, muitos criminosos têm orelhas de abano,
cabelos abundantes, barba escassa, sinos frontais*** e
[25] maxilares enormes, queixo quadrado e saliente, zigomas
largos /.../.
* rebarbativa: desagradável, rude, carrancuda.
** zigomas: bochechas.
*** sinos frontais: seios da face.
(LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. Tradução, atualização, notas e comentários de Maristela Tomasini e Oscar Antonio Corbo Garcia. Porto alegre: Ricardo Lenz Editor, 2001, p. 247-248)
TEXTO III
A SEMANA – 165
Raramente leio as notícias policiais, e não sei se
faço bem. São monótonas, vulgares, a língua não é boa;
em compensação, podem achar-se pérolas nesse
esterco. Foi o que me sucedeu esta semana, deixando
[5] cair os olhos na notícia do assassinato de João Ferreira
da Silva. Não foi o nome da vítima que me prendeu a
atenção, nem o do suposto assassino, nem as demais
circunstâncias citadas no depoimento das testemunhas
/.../
[10] /.../ O que me atraiu nesse crime foi a força do amor,
não por ser o motivo da discórdia e do ato, – há muito
quem mate e morra por mulheres – mas por apresentar
na pessoa de Manuel dos Santos, o suposto assassino,
um modelo particular de paixões contrárias e múltiplas.
[15] Foram as tatuagens do corpo do homem que me
deslumbraram.
As tatuagens são todas ou quase todas amorosas.
Braços e peito estão marcados de nomes de mulheres e
de símbolos de amor. Lá estão as iniciais de uma Isaura
[20] Maria da Conceição, as de Sara Esaltina dos Santos, as
de Maria da Silva Fidalga, as de Joaquina Rosa da
Conceição. Lá estão as figuras de um homem e de uma
mulher em colóquio amoroso; lá estão dois corações, um
atravessado por uma seta, outro por dois punhais em
[25] cruz...
Quando os médicos examinaram este homem
fizeram-no com Lombroso na mão, e acharam nele os
sinais que o célebre italiano dá para se conhecer um
criminoso nato; daí a veemente suposição de ser ele o
[30] assassino de João Ferreira. Eu, para completar o juízo
científico, mandaria ao mestre Lombroso cópia das
tatuagens, pedindo-lhe que dissesse se um homem tão
dado a amores, que os escrevia em si mesmo, pode ser
verdadeiramente criminoso. /.../
(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)
TEXTO IV
A produção cultural do corpo
Pensar o corpo como algo produzido na e pela
cultura é, simultaneamente, um desafio e uma
necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma,
com o olhar naturalista sob o qual muitas vezes o corpo é
[5] observado, explicado, classificado e tratado. Uma
necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um
dado natural cuja materialidade nos presentifica no
mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são
[10] conferidas diferentes marcas em diferentes tempos,
espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais,
étnicos, etc. Não é portanto algo dado a priori nem
mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
[15] desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura
bem como suas leis, seus códigos morais, as
representações que cria sobre os corpos, os discursos
que sobre ele produz e reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
[20] entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a
roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções
que nele se operam, a imagem que dele se produz, as
máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se
[25] incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios
que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim,
é um sem-limite de possibilidades sempre reinventadas e
a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças
biológicas que o definem mas, fundamentalmente, os
[30] significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
(GOELLNER, Silvana Vilodre. “A produção cultural do corpo”. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 28-29.)
Sobre as relações propostas entre argumentos do Texto IV e os demais textos desta prova, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 9 10768549
COLTEC 2023Considerando a relação existente entre a Literatura e a História, assinale a alternativa CORRETA.
Questão 7 10768547
COLTEC 2023Sobre as características dos estilos de época na História da Literatura Brasileira, é INCORRETO afirmar que
Questão 39 10739965
CEDAF 2023/1Observe atentamente as imagens a seguir e responda o que se pede:

As duas imagens fazem referência às estruturas sociais, culturais e políticas brasileiras.
Ao estabelecermos uma comparação entre elas, é possível concluir que
Questão 6 10739932
CEDAF 2023/1Leia o texto a seguir, observando seu objetivo
Como foi preservado o coração de D. Pedro I?
Era desejo de D. Pedro que, quando morresse, seu coração literalmente permanecesse na cidade que o via como herói – devido às batalhas que travara na região com Dom Miguel, seu irmão. [...] O coração é mantido preservado em formol – uma solução na qual microorganismos e bactérias são incapazes de sobreviver, evitando a decomposição do órgão. Enquanto segredos são supostamente guardados a sete chaves, o coração do ex-imperador é guardado a cinco – nesse caso, literais. A primeira abre uma placa de metal. Outras duas removem redes de ferro. A quarta abre uma urna. E, por fim, dentro de uma caixa de madeira atrás de outra tranca, encontra-se o órgão. Graças a essas precauções, o coração sobreviveu por tanto tempo depois da morte de D. Pedro.
(CAPARROZ, Leo. Como foi preservado o coração de D. Pedro I? Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/como-foi-preservado-o-coracao-de-d-pedro-i/. Acesso em: 07 set. 2022.)
Considerando o tipo textual, o objetivo do texto é
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