Questões de EFAF História - Brasil - República
967 Questões
Questão 38 10850871
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1Analise os documentos I, II e III.
Documento I

“No início do século XX, poucos times de futebol brasileiros aceitavam a participação de jogadores negros. O Ponte Preta, do estado de São Paulo, e o Bangu, do Rio de Janeiro, foram os primeiros times com jogadores negros. Na foto, o time do Bangu em 1911”.
CHIBA, Charles Hokiti Fukushigue, MINORELLI, CarolineTorres. Convergências: história, 9o ano. São Paulo:Edições SM, 2016. p. 40.
Documento II

“Meninos da juventude fascista exercitando-se,em foto de 1936”.
Boulos Junior, Alfredo. História: Sociedade e Cidadania. São Paulo: FTD, 2009. p. 97.
Documento III

“Escudo do Palestra Italia utilizado entre 1915 e 1942.”
“Escudo do Palestra Italia utilizado entre 1915 e 1942.”“O Palestra Italia, clube de futebol de São Paulo, foi fundado em 26 de agosto de 1914 por imigrantes italianos. Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra [...] o clube foi obrigado a mudar seu nome, passando a se chamar Palestra de São Paulo. [...] Em 20 de setembro de 1942, adotou o nome Sociedade Esportiva Palmeiras, que se mantém até hoje”.
BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar história. Das origens do homem à era digital. São Paulo: Moderna, 2015, p. 117.
Com base nos documentos I, II e III e nos conhecimentos históricos, é INCORRETO afirmar:
Questão 44 10773748
IFMG 2023/1Leia o texto abaixo a respeito de um lançamento de livro com conteúdo histórico e estatístico
Livro mostra que Brasil avançou desde 1822 mas estagnou nos últimos anos
Doutor em demografia e economista lançam obra com análises destes 200 anos.
Na introdução do recém-lançado livro "Demografia e Economia nos 200 Anos da Independência do Brasil e Cenários para o Século 21" o sociólogo e doutor em demografia José Eustáquio Diniz Alves faz uma síntese de sua obra com a expressão "Brasil: país do futuro com um enorme passado pela frente".
De 1822 a 2022, a economia brasileira cresceu 704 vezes. Entretanto, as últimas décadas foram de estagnação e mesmo de retrocesso. Nos últimos 40 anos, o Brasil cresceu menos do que a média mundial e teve a década de 2011 a 2020 como a pior da história em termos de desenvolvimento econômico. O analfabetismo diminuiu para menos de 10% e as mulheres ultrapassaram os homens em todos os níveis educacionais.
Ainda assim, persiste a desigualdade no país não só de gênero, especialmente considerando as diferenças no mercado de trabalho, mas também de classe e raça. Outro retrocesso apontado no livro diz respeito ao meio ambiente, único aspecto que, na avaliação do autor, só piorou nesses 200 anos. Mesmo com avisos que remontam ao século 19, o Brasil das décadas seguintes assistiu à destruição de grande parte da Mata Atlântica e tem acompanhado o aumento dos níveis de desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
olha de São Paulo, especial Independência 200. por Gabriel Araújo, em 22/09/2022.
Considerando as observações apresentadas pelos autores em seu estudo, sua observação enquanto estudante e cidadão, assinale a alternativa que MELHOR conclui aspectos do nosso desenvolvimento pós-1822:
Questão 31 10771386
EPCAR 2023TEXTO I
Dia 22
Às 2 ½ horas da madrugada de ontem, um indivíduo,
que corria da rua da Relação em direção à repartição da
polícia, caiu morto junto à porta principal do edifício,
apresentando no peito um profundo ferimento.
[5] Ato contínuo um outro indivíduo, que também se
achava ferido no rosto, parou junto ao cadáver procurando
certificar-se se o indivíduo que ali se achava caído estava
com vida.
Tornando-se o referido indivíduo suspeito, foi
[10] imediatamente preso e apresentado ao Sr. Dr. Carijó,
1º delegado auxiliar.
/.../
Ontem pela manhã apareceram no necrotério três
praças da brigada policial, entre os quais se achava
[15] Antonio Primeiro, pertencente à 6ª companhia, que
declarou reconhecer o cadáver como o de João Ferreira
da Silva, ex-corneta da brigada policial, de onde teve baixa
há cerca de três meses.
/.../
[20] Silva era casado com Maria Virginia da Costa, com a
qual residia, em companhia de dois filhos menores, na
casinha nº 19 da estalagem da rua do Rezende, nº 109.
Segundo nos informou Maria Virginia, seu marido era
homem pacato, de bons costumes e trabalhava como
[25] servente de pedreiro em umas obras da rua Francisco
Muratori.
Disse mais que seu marido havia estado no botequim
no 64 da referida rua, ponto de reunião de indivíduos
suspeitos, não regressando mais à casa.
Dia 23
[30] O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, auxiliado por
seu escrivão o Sr. major Luiz de Andrade, já descobriu o
fio do misterioso assassinato de João Ferreira da Silva,
perpetrado na rua da Relação, na madrugada de 21 do
corrente mês.
[35] Já depuseram no inquérito muitas testemunhas, entre
as quais se acham os dois soldados de polícia que
rondaram a referida rua e a dos Inválidos, José Teixeira da
Silva, Balbino Ferreira de Oliveira, Pedro da Costa, Manuel
de Souza e Silva, Maria Regina da Costa e outras pessoas
[40] que estiveram com o falecido no botequim nº 64 da rua do
Rezende, de onde saíram em serenata.
A autoridade policial espera em breve descobrir o
verdadeiro assassino para entregá-lo à ação da justiça.
Segundo trata C. Lombroso* em seu livro intitulado
[45] L´Uomo delinquente, publicamos em seguida as tatuagens
verificadas no corpo de Manuel de Sousa e Silva pelos
Drs. Moraes Brito e Cunha Cruz.
Manuel de Sousa e Silva, de cor branca, com 21 anos
de idade, português, solteiro, morador à rua
[50] Resende, nº 109.
Apresenta uma ferida incisa na região tenar**, dois
centímetros de extensão, dirigida de cima para baixo, de
dentro para fora, na mão esquerda; apresenta, entre
outras, as seguintes tatuagens: um crucifixo na face
[55] anterior do braço esquerdo; um signo de Salomão, na face
externa do mesmo braço; as iniciais I. M. C. (Isaura Maria
da Conceição) isto no dorso da mão do mesmo lado; no
dorso da mão direita um signo de Salomão; na face
anterior do antebraço, do mesmo lado um coração, com
[60] ápice para baixo, atravessado por uma seta, e um punhal
em cruz; na área representada pelo coração, as iniciais M.
S. S. (Manuel de Sousa e Silva); por baixo dessas iniciais,
e na mesma área, as iniciais S. E. S. (Sara Escaldina dos
Santos); por sobre o coração, na mesma face do braço,
[65] uma estrela; sobre a estrela, uma fita com as iniciais M. S.
F. (Maria da Silva Fidalga); por sobre a fita as iniciais M. J.
R. C. (Maria Joaquina Rosa da Conceição); no peito, na
região precordial, um coração atravessado por dois
punhais em cruz. Uma figura de mulher e outra de homem,
[70] em colóquio amoroso, na face anterior do braço direito.
*Cesare Lombroso (1835-1909) foi criminologista italiano,
autor entre outros livros de L’uomo delinquente (1876), e
muito influente na época, embora em boa parte
desacreditado hoje. Achava que a criminalidade era
hereditária, e que os criminosos podiam ser reconhecidos
por certos traços e defeitos físicos, inclusive o uso excessivo
de tatuagem.
** tenar: palma da mão.
Dia 24
Sobre o assassinato de João Ferreira da Silva,
perpetrado na rua da Relação, temos a acrescentar o
seguinte:
O Sr. Dr. Carijó, 1º delegado auxiliar, conseguiu
[75] descobrir e prender todos os indivíduos que, na noite do
crime, estiveram em serenata com a vítima /.../.
O Sr. Dr. Souza Lima, lente* da Academia de
Medicina, requisitou ontem do Sr. Dr. Carijó a presença de
Manuel de Souza e Silva, o homem tatuado de que
[80] tratamos ontem na nossa notícia.
À 1 hora da tarde, na aula de medicina legal, fez uma
pequena preleção aos seus alunos sobre os indivíduos
tatuados de que trata o professor Lombroso,
apresentando-lhes Souza e Silva como um dos indivíduos
[85] que deviam estar sempre sob as vistas da polícia por isso
que os desenhos de tatuagem que apresentava no corpo
eram descritos pelo sábio escritor italiano em seu livro
L´Uomo delinquente, os quais demonstraram ser uma
cópia fiel dos que existiam no citado livro.
* lente: professor de escola superior ou secundária.
Dia 25
[90] O Sr. Dr. Carijó, prosseguindo no inquérito sobre o
assassinato de João Ferreira da Silva, chegou à
conclusão de que o autor do crime foi Manuel de Souza e
Silva, vulgo Nené, o qual já cumpriu pena há anos
passados por crime de morte.
[95] Nené é o indivíduo que, conforme noticiamos,
apresenta o corpo cheio de tatuagens.
/.../
Pelos depoimentos das testemunhas, vê-se que o
móvel do crime foram os ciúmes de Nené por causa de
[100] uma mulher.
(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)
TEXTO II
Fisionomia dos criminosos
/.../ estudando a massa inteira desses infelizes,
como o fiz nas casas de detenção, conclui-se que, ainda
que não tenham sempre uma fisionomia rebarbativa* e
assustadora, têm eles uma toda particular e quase
[5] especial a cada forma de criminalidade.
Entre os violadores (quando não são cretinos),
quase sempre os olhos são salientes, a fisionomia é
delicada, os lábios são volumosos. A maior parte é frágil,
loura, raquítica e, às vezes, corcunda. /.../
[10] Os homicidas, os arrombadores, têm cabelos
crespos, são deformados no crânio, têm possantes
maxilares, zigomas** enormes e frequentes tatuagens;
são cobertos de cicatrizes na cabeça e no tronco.
Os homicidas habituais têm o olhar vidrado, frio,
[15] imóvel, algumas vezes sanguíneo e injetado; o nariz,
frequentemente aquilino ou adunco como o das aves de
rapina, sempre volumoso; os maxilares são robustos; as
orelhas, longas; os zigomas largos; os cabelos crespos
são abundantes e escuros. Com frequência, a barba é
[20] escassa, os dentes caninos muito desenvolvidos; os
lábios, finos.
/.../
Em geral, muitos criminosos têm orelhas de abano,
cabelos abundantes, barba escassa, sinos frontais*** e
[25] maxilares enormes, queixo quadrado e saliente, zigomas
largos /.../.
* rebarbativa: desagradável, rude, carrancuda.
** zigomas: bochechas.
*** sinos frontais: seios da face.
(LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. Tradução, atualização, notas e comentários de Maristela Tomasini e Oscar Antonio Corbo Garcia. Porto alegre: Ricardo Lenz Editor, 2001, p. 247-248)
TEXTO III
A SEMANA – 165
Raramente leio as notícias policiais, e não sei se
faço bem. São monótonas, vulgares, a língua não é boa;
em compensação, podem achar-se pérolas nesse
esterco. Foi o que me sucedeu esta semana, deixando
[5] cair os olhos na notícia do assassinato de João Ferreira
da Silva. Não foi o nome da vítima que me prendeu a
atenção, nem o do suposto assassino, nem as demais
circunstâncias citadas no depoimento das testemunhas
/.../
[10] /.../ O que me atraiu nesse crime foi a força do amor,
não por ser o motivo da discórdia e do ato, – há muito
quem mate e morra por mulheres – mas por apresentar
na pessoa de Manuel dos Santos, o suposto assassino,
um modelo particular de paixões contrárias e múltiplas.
[15] Foram as tatuagens do corpo do homem que me
deslumbraram.
As tatuagens são todas ou quase todas amorosas.
Braços e peito estão marcados de nomes de mulheres e
de símbolos de amor. Lá estão as iniciais de uma Isaura
[20] Maria da Conceição, as de Sara Esaltina dos Santos, as
de Maria da Silva Fidalga, as de Joaquina Rosa da
Conceição. Lá estão as figuras de um homem e de uma
mulher em colóquio amoroso; lá estão dois corações, um
atravessado por uma seta, outro por dois punhais em
[25] cruz...
Quando os médicos examinaram este homem
fizeram-no com Lombroso na mão, e acharam nele os
sinais que o célebre italiano dá para se conhecer um
criminoso nato; daí a veemente suposição de ser ele o
[30] assassino de João Ferreira. Eu, para completar o juízo
científico, mandaria ao mestre Lombroso cópia das
tatuagens, pedindo-lhe que dissesse se um homem tão
dado a amores, que os escrevia em si mesmo, pode ser
verdadeiramente criminoso. /.../
(ASSIS, Machado de. A Semana – 165. Edição, apresentação e notas por John Gledson. In: Machadiana Eletrônica, Vitória, v. 4, n.9, p. s-s, jul.-dez. 2021.- com adaptações.)
TEXTO IV
A produção cultural do corpo
Pensar o corpo como algo produzido na e pela
cultura é, simultaneamente, um desafio e uma
necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma,
com o olhar naturalista sob o qual muitas vezes o corpo é
[5] observado, explicado, classificado e tratado. Uma
necessidade porque ao desnaturalizá-lo revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um
dado natural cuja materialidade nos presentifica no
mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são
[10] conferidas diferentes marcas em diferentes tempos,
espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais,
étnicos, etc. Não é portanto algo dado a priori nem
mesmo é universal: o corpo é provisório, mutável e
mutante, suscetível a inúmeras intervenções consoante o
[15] desenvolvimento científico e tecnológico de cada cultura
bem como suas leis, seus códigos morais, as
representações que cria sobre os corpos, os discursos
que sobre ele produz e reproduz.
Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu
[20] entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos,
vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a
roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções
que nele se operam, a imagem que dele se produz, as
máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se
[25] incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios
que nele se exibem, a educação de seus gestos... enfim,
é um sem-limite de possibilidades sempre reinventadas e
a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças
biológicas que o definem mas, fundamentalmente, os
[30] significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
(GOELLNER, Silvana Vilodre. “A produção cultural do corpo”. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). Corpo, gênero e sexualidade; um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 28-29.)
Sobre as relações propostas entre argumentos do Texto IV e os demais textos desta prova, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 34 10739446
IFF 2023/2Leia o trecho sobre o cangaço.
"A população sertaneja em grande parte viu no cangaço o seu único recurso de defesa, a sua única esperança de justiça. O sertanejo não se via representado nas instituições públicas, não via a possibilidade de obter justiça pelos meios legais. Por isso, passou a ver no cangaço a possibilidade de justiça e vingança, na medida em que o bando era constituído em grande parte por ex-camponeses, ex-policiais, ou simplesmente pessoas que haviam sofrido algum tipo de opressão ou violência."
FACÓ, Rui. Cangaceiros e Fanáticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
De acordo com o texto, qual das alternativas é a CORRETA?
Questão 35 10739283
IFF 2023/1Após um breve período de um governo militar, a República brasileira, no seu início, foi governada pelas elites latifundiárias de então, com especial atenção aos fazendeiros mineiros e paulistas. A alternância dos dois grupos no poder apelidará o período de República do Café-com-Leite (1889-1930).
Sobre esse período, é CORRETO afirmar que
Questão 30 10170781
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo IFFar 2023O monumento "Tortura Nunca Mais" está localizado na praça Padre Henrique, em Recife. Obra do arquiteto piauiense Demetrio Albuquerque, é considerado o primeiro monumento construído no país em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos. O monumento apresenta uma chapa de aço inoxidável fixada na metade superior sustentando uma escultura de um homem pendurado por uma haste de aço inoxidável, em posição fetal com referência posição de tortura. chamada de "Pau de Arara".

Monumento Tortura Nunca Mais, Demétrio Albuquerque. Recife, Pernambuco (Brasil), 2006.
Este monumento contribui para fomentar o debate público sobre qual período histórico brasileiro?
06
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