Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 45 15398444
FIRJAN 2023Leia o texto abaixo e responda à questão.
Biden evoca Guerra Fria e diz que Rússia “estrangula a democracia”
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a “Rússia estrangula a democracia” com a invasão à Ucrânia. Em declaração feita na Polônia após reunir-se com aliados da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Biden comparou as ações recentes de Vladimir Putin a situações da Guerra Fria e disse que os EUA não deixarão os territórios de países da aliança militar “desprotegidos”. “A batalha pela democracia não foi de fato concluída com o fim da Guerra Fria”, disse Biden em seu discurso. “As marcas são familiares, desprezam estado de direito, conquistas democráticas. Hoje a Rússia estrangula a democracia, e faz isso não apenas na sua própria terra, mas também em outros lugares”, continuou.
Adaptado de: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/03/26/joe-biden-discurso-polonia-guerra-fria-ucrania-russia.html
Ao citar a Guerra Fria, o presidente dos EUA quis fazer uma correlação entre as tensões atuais e o que se estabeleceu no pós-guerra fria.
Qual das alternativas abaixo define o que se convencionou chamar de “Guerra Fria”?
Questão 44 15398440
FIRJAN 2023Observe a charge abaixo para a questão.

Disponível em: https://conhecimentocientifico.r7.com/voto-de-cabresto/
No cenário europeu a Primeira Guerra Mundial influenciava e alterava as relações econômicas e sociais, enquanto no Brasil buscava-se acompanhar “o progresso” e as novas ideias de república. Entretanto, nesse período a ideia de cidadania e participação nas decisões era restrita a uma parcela da sociedade.
Sobre o modelo eleitoral na República Velha:
Questão 41 15398422
FIRJAN 2023Leia o texto a seguir para a questão.
“Todo Dia do Índio é a mesma coisa: fazemos com as crianças um cocar de penas coloridas, elas pintam o rosto, fazem ‘uh-uh-uh’ pela escola, e também damos exercícios com o tema do índio, como, por exemplo, ‘ligue o indiozinho à sua oca’, ou ‘conte quantos indiozinhos estão na canoa’, coisas assim [risos]. Sei que essa temática deveria ser muito melhor abordada, mas a gente não tem muito tempo, né? Fica difícil, e terminamos repetindo essa fórmula falha ano após ano...”
Com esse depoimento, uma professora (...) descreveu de que maneira a temática indígena era abordada na escola onde trabalhava.
RUSSO, Kelly; PALADINO, Mariana. “A lei 11.645 e a visão dos professores do Rio de Janeiro sobre a temática indígena na escola”. Revista Brasileira de Educação v. 21 n. 67 out.-dez. 2016
Indique a alternativa que revela uma forma equivocada, abordada no texto, no trato das questões indígenas:
Questão 34 15124289
IFES 2023No dia 2 de julho de 2023, a Bahia celebrou o bicentenário da Independência do Brasil. Entre os diversos nomes e fatos recordados durante as comemorações, destaca-se a participação de Maria Quitéria de Jesus. A baiana, nascida em São José das Itapororocas, vestiu-se com roupas de seu cunhado e adotou o nome de soldado Medeiros para participar das guerras de independência do Brasil. Tendo participado de batalhas importantes e se distinguido por suas habilidades com armas de fogo e monta ria, além de sua coragem, Maria Quitéria permaneceu no Batalhão dos Periquitos após a revelação de seu gênero aos superiores, recebendo saiotes para seu fardamento.

Fonte: https://jornal.usp.br/universidade/pesquisa--investiga-como-imagens-formam-a-memoria-de-ma ria-quiteria-de-jesus/. Acessado em 13/08/2023.
A participação de Maria Quitéria nas Guerras de Independência indica que:
Questão 33 15124284
IFES 2023“A palavra messianismo deriva de messias, que significa “enviado de Deus”, “salvador”. É um termo ligado às religiões judaica e cristã.
Na história do Brasil, o termo messianismo é usado para se referir aos movimentos sociais em que milhares de pessoas formaram comunidades sob a influência de um líder político e religioso. De modo geral, essas comunidades acreditavam que seu líder tinha dons para guiar as pessoas, fazer milagres e curas.”
COTRIM, Gilberto; RODRIGUES, Jaime. Historiar, 9º ano: ensino fundamental, anos finais - 3º edi ção - São Paulo: Saraiva, 2018, p. 42.
Entre os movimentos de caráter messiânico que ocorreram durante a Primeira República no Brasil podemos citar:
Questão 9 14959381
ONHB Fase 2 2023O texto a seguir foi extraído de A queda do céu , publicado originalmente em francês em 2010. O livro foi escrito a partir das palavras de Davi Kopenawa, xamã e porta-voz dos Yanomami, contadas a um etnólogo, Bruce Albert.
Documento
A queda do céu
A floresta está viva. Só vai morrer se os brancos insistirem em destruí-la. Se conseguirem, os rios vão desaparecer debaixo da terra, o chão vai se desfazer, as árvores vão murchar e as pedras vão rachar no calor. A terra ressecada ficará vazia e silenciosa. Os espíritos xapiri , que descem das montanhas para brincar na floresta em seus espelhos, fugirão para muito longe. Seus pais, os xamãs, não poderão mais chamá-los e fazê-los dançar para nos proteger. Não serão capazes de espantar as fumaças de epidemia que nos devoram. Não conseguirão mais conter os seres maléficos, que transformarão a floresta num caos. Então morreremos, um atrás do outro, tanto os brancos quanto nós. Todos os xamãs vão acabar morrendo. Quando não houver mais nenhum deles vivo para sustentar o céu, ele vai desabar
Davi Kopenawa
(...)
Quando eu era mais jovem, costumava me perguntar: ‘Será que os brancos possuem palavras de verdade? Será que podem se tornar nossos amigos?’. Desde então, viajei muito entre eles para defender a floresta e aprendi a conhecer um pouco o que eles chamam de política. Isso me fez ficar mais desconfiado! Essa política não passa de falas emaranhadas. São só palavras retorcidas daqueles que querem nossa morte para se apossar de nossas terras. Em muitas ocasiões, as pessoas que as proferem tentaram me enganar dizendo: ‘Sejamos amigos! Siga o nosso caminho e nós lhe daremos dinheiro! Você terá uma casa e poderá viver na cidade, como nós!’. Eu nunca lhes dei ouvidos. Não quero me perder entre os brancos. Meu espírito só fica mesmo tranquilo quando estou rodeado pela beleza da floresta, junto dos meus. Na cidade, fico sempre ansioso e impaciente. Os brancos nos chamam de ignorantes apenas porque somos gente diferente deles. Na verdade, é o pensamento deles que se mostra curto e obscuro. Não consegue se expandir e se elevar, porque eles querem ignorar a morte. (...) Para nós, a política é outra coisa. São as palavras de Omama e dos xapiri que ele nos deixou. São as palavras que escutamos no tempo dos sonhos e que preferimos, pois são nossas mesmo. Os brancos não sonham tão longe quanto nós. Dormem muito, mas só sonham com eles mesmos. Seu pensamento permanece obstruído e eles dormem como antas ou jabutis. Por isso não conseguem entender nossas palavras. Não temos leis desenhadas em peles de papel e desconhecemos as palavras de Teosi . Em compensação, possuímos a imagem de Omama e a de seu filho, o primeiro xamã. Elas são nossa lei e governo. Nossos antigos não tinham livros. As palavras de Omama e as dos espíritos penetram em nosso pensamento com a yãkoana e o sonho. E assim guardamos nossa lei dentro de nós, desde o primeiro tempo, continuando a seguir o que Omama ensinou a nossos antepassados. (...)
É em virtude dela que não maltratamos a floresta, como fazem os brancos. Sabemos bem que, sem árvores, nada mais crescerá em sua terra endurecida e ardente. Comeremos o quê, então? Quem irá nos alimentar se não tivermos mais roças nem caça? Certamente não os brancos, tão avarentos que vão nos deixar morrer de fome. Devemos defender nossa floresta para podermos comer mandioca e bananas quando temos a barriga vazia, para podermos moquear macacos e antas quando temos fome de carne. Devemos também proteger seus rios, para podermos beber e pescar. Caso contrário, vão nos restar apenas córregos de água lamacenta cobertos de peixes mortos. Antigamente, não éramos obrigados a falar da floresta com raiva, pois não conhecíamos todos esses brancos comedores de terras e de árvores. Nossos pensamentos eram calmos. Estávamos apenas nossas próprias palavras e os cantos dos xapiri . É o que queremos poder voltar a fazer. Não falo da floresta sem saber. (...) Quando eu era criança, não pensava que aprenderia a língua do branco e menos ainda que poderia discursar entre eles! Não me perguntava como eram as suas cidades. Tampouco me questionava quanto a seus pensamentos ou ao que poderiam dizer entre eles. Eu simplesmente os temia e, assim que se aproximavam de mim, fugia gritando! Gostava de estar na floresta, gostava de escutar as palavras dos meus e de conversar com o meu padrasto. (...) Eu era feliz assim e se os brancos e suas epidemias não tivessem começado a devorar os meus parentes , talvez ainda o fosse. Disse a mim mesmo: ‘ Hou ! Eu não sabia, mas os brancos sempre foram os mesmos, bem antes de eu nascer! Eles já queriam arrancar da floresta balata , castanhas-do-pará, cipós masi e peles de onça, do mesmo jeito que hoje querem lá achar ouro. É por causa dessa ganância que quase todos os nossos antigos morreram!’. Hoje, não falo de tudo isso à toa. Jamais esqueci a tristeza e raiva que senti diante da morte dos meus parentes quando era criança.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro ORIGEM: KOPENAWA, Davi; Albert, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, pp. 6 [epígrafe]; 390-393. CRÉDITOS: Davi Kopenawa. GLOSSÁRIO: Omama : demiurgo (deus criador) da mitologia Yanomami. Xapiri : “espírito auxiliar” que pode ser “chamado” (invocado) pelos xamãs. Leis desenhadas em peles de papel : modo como os Yanomami designam os documentos impressos. Teosi : palavra que vem do português “Deus”. Yãkoana : o pó de yãkoana, fabricado a partir da resina tirada da parte interna da casca da árvore Virola elongata, é utilizado em rituais. Segundo o livro A queda do céu, “Diz-se que, ao soprar o pó de yãkoana nas narinas de um noviço, o xamã que o inicia lhe transmite seus espíritos xapiri com seu ‘sopro vital’” (p. 612). Parente ou familiar : Davi Kopenawa utiliza a palavra “família” em português, uma vez que esta não existe em yanomami. “Tio”, “tia” e “avós”, segundo a explicação dada pelo livro, traduzem os termos de parentesco yanomami xoae a, yae a, que correspondem respectivamente às posições genealógicas “irmã da mãe”, “irmã do pai” e “avô/avó” (p. 611). Balata : designação comum a várias árvores da família das sapotáceas que fornecem látex e madeira arroxeada usada na construção civil e naval. Cipós masi : (ou cipó-titica) é uma raiz aérea de uma hemi-epífita (planta-mãe) muito coletada para confecção de artesanatos. PALAVRAS-CHAVE: identidade, indígenas
Tendo em vista o conteúdo textual e os seus conhecimentos, escolha uma alternativa:
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