Questões de EFAF História - Brasil - República
967 Questões
Questão 9 16208984
ONHB Fase 4 2023Seguro você vive melhor

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: Revólver Taurus (Mesbla) - Anos 80 - Propagandas Históricas | Propagandas Antigas. Disponível em: https://www.propagandashistoricas.com.br/2018/02/revolver-taurus-mesbla-anos-80.html. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: Propagandas Históricas | Propagandas Antigas. PALAVRAS-CHAVE: armamento, propaganda
Especialistas veem perigo em armar cidadãos e atiradores esperam mais incentivos do governo
O presidente Jair Bolsonaro tem se empenhado em cumprir a promessa eleitoral de facilitar o acesso dos brasileiros às armas de fogo. Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em janeiro de 2019, assinou em torno em 30 normas que, entre outras mudanças, abrandaram as exigências para a posse e o porte, aumentaram a quantidade de armas e munições que o cidadão pode possuir, liberaram o comércio de armas antes restritas às forças de segurança pública e dificultaram a fiscalização e o rastreio de balas.
A nova política federal vai no caminho contrário ao do Estatuto do Desarmamento, de 2003, que havia endurecido as exigências e afastado as armas da população. O estatuto permanece em vigor, mas parte de suas regras foi afetada pelas recentes medidas presidenciais.
Como resultado da guinada, este é o momento de toda a história nacional em que existem mais armas nas mãos de cidadãos comuns. Em 2019 e 2020, os brasileiros registraram 320 mil novas armas na Polícia Federal. De 2012 a 2018, o total havia sido de 303 mil. As autorizações concedidas pelo Exército a caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas também bateram recorde no atual governo — 160 mil nos últimos dois anos contra 70 mil nos sete anos anteriores. O mercado de armas e munições, tanto as de origem nacional quanto as importadas, está extraordinariamente aquecido. Estudiosos da segurança pública veem com preocupação o armamento da população. De acordo com eles, a literatura científica mostra que mais revólveres, pistolas e afins circulando na sociedade necessariamente pioram as estatísticas de violência letal. Para atiradores, ao contrário, Bolsonaro age de forma acertada. Eles entendem que o cidadão precisa estar armado para proteger sua vida e seu patrimônio.

De acordo com Melina Risso, uma das diretoras do Instituto Igarapé (ONG dedicada à segurança pública e aos direitos humanos), a única política pública de Bolsonaro para a área da segurança é a disseminação das armas.
— Quando anuncia que as pessoas têm que se defender com as próprias mãos, o governo está dizendo: ’Esse não é meu trabalho. Vocês que se virem’. Na verdade, o governo está enganando as pessoas. A segurança pública é uma das primeiras responsabilidades do Estado e não pode ser terceirizada para os cidadãos — afirma Risso. — Ao mesmo tempo, o governo vem destruindo a política de segurança que havia sido construída até 2018 com a participação da sociedade civil, dos gestores públicos e das polícias. Tivemos, por exemplo, a aprovação do Sistema Único de Segurança Pública e o estabelecimento de fontes de financiamento para o setor. São avanços vêm sendo sistematicamente ignorados. De acordo com Risso, as armas nas mãos de civis, em vez de diminuírem a criminalidade, apenas aumentam o número de mortes — sejam homicídios e suicídios, sejam acidentes domésticos. Uma briga de trânsito que na pior hipótese acabaria em agressão física, por exemplo, poderá resultar em assassinato caso um dos envolvidos tenha um revólver dentro do carro.
Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que, nos 14 anos anteriores ao Estatuto do Desarmamento, os assassinatos por tiro no Brasil subiam 5,5% anualmente. Nos 14 anos seguintes, passaram a subir apenas 0,85% a cada ano. As mortes só não caíram mais porque a criminalidade não depende apenas do número de armas à mão, mas de uma série de outros fatores, como o desemprego, a evasão escolar e a corrupção policial. O Ipea também indicou que, cada vez que o número de armas de fogo em circulação no país sobe 1%, a taxa de homicídios se eleva em 2%.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jorna eletrônico ORIGEM: WESTIN, Ricardo. “Especialistas veem perigo em armar cidadãos, e atiradores esperam mais incentivos do governo”. Agência Senado, 18/03/2021. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2021/03/especialistas-veem-perigoem-armar-cidadaos-e-atiradores-esperam-mais-incentivos-do-governo. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: Ricardo Westin; Agência Senado. PALAVRAS-CHAVE: armamento, legislação
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Questão 8 16208981
ONHB Fase 4 2023Leia os documentos a respeito da criação do Museu Republicano “Convenção de Itu”, na cidade de Itu, no interior de São Paulo, em 1923.
Museu Republicano
Para homenagear as virtudes cívicas dos convencionais de 1873, reunidos em Itu, o governo paulista criou um museu no mesmo prédio onde eles se encontraram. (...) A ideia deve ser ótima. Mas o que poderá conter um Museu Republicano no Brasil? Que espécies de troféus, que sorte de relíquias, que incunábulos preciosos, que documentos de alto valor se guardarão lá dentro? Eis que esperamos seja plenamente elucidado. (...)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 18 de abril de 1923, Anno XLVIII, n. 88, p.1. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_05&pagfis=8495. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: Gazeta de Notícias; Hemeroteca digital. GLOSSÁRIO: Incunábulos : Obra impressa que data da origem da imprensa (anterior a 1500). PALAVRAS-CHAVE: museus, brasil república, efemérides
Museu Republicano
Itu, cidade histórica, cheia de tradições, orgulha-se de ter sido o berço de vulto proeminentes da história brasileira que, pelos seus grandes feitos, se tornaram salientes, estrelas luminosas a brilhar no céu da pátria.
Quem negará que foi nesse abençoado solo paulista que nasceu a ideia da Independência do Brasil, valentemente apoiada por Feijó e Paula Souza, e que grato a esse festo, D. Pedro I agalardoou o título de “Fidelíssima”.
Foi aí, ainda que mais tarde, a Convenção de Itu, reunida em 18 de abril de 1873, firmava os alicerces do monumento de 15 de novembro de 1889.
A fama dessa cidade historica, repercutiu no estrangeiro, por ter sido aí que floresceram ituanos ilustres e também tiveram movimentos mais notáveis do Brasil-Imperio e do Brasil-república.
No edifício onde se realizou a assembleia memorável que ficou gravada nas páginas de nossa história, foi fundado, há meia dúzia de anos, um museu pelo Sr. Dr. Washington Luís, atual presidente da República.
A ele, pois, se deve essa iniciativa que muito honra o nosso Estado e que jamais será esquecida pelos ituanos.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: O Malho, Rio de Janeiro, 13 de abril de 1929, Anno XXVIII, núm. 1387, p. 6. Disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/malho/malho_1929/malho_1387.pdf. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: O Malho; Hemeroteca digital. GLOSSÁRIO: Agalardoou : premiou. PALAVRAS-CHAVE: museus, efemérides, brasil república
A criação do Museu Republicano
Questão 7 16208976
ONHB Fase 4 2023A exposição Ausenc’as é composta por fotografias do argentino Gustavo Germano. Em 2015 ela esteve em cartaz no Memorial da Resistência de São Paulo. Observe uma das fotografias que a compõem, e em seguida, leia a biografia de Luiz Eurico Tejera Lisbôa, que aparece na primeira fotografia .
Luiz Eurico Tejera Lisbôa (Ausenc’as, 2015)

Porto alegre, 7 de março de 1969. Suzana e sua mãe posavam ao lado de Luiz Eurico. Estavam em um apartamento na Fernandes Vieira, número 583. A filha deixava a casa dos pais em companhia do namorado. Eles seguiriam até o registro civil, onde se casariam naquele dia.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Luiz Eurico Tejera Lisbôa, 2012. Folder da Exposição Temporária Ausênc’as, do Memorial da Resitência de São Paulo (2015), Gustavo Germano. CRÉDITOS: Gustavo Germano PALAVRAS-CHAVE: fotografia, ditadura civil-militar
Luiz Eurico Tejera Lisbôa
Primogênito de sete irmãos, sendo um deles o músico Nei Lisboa, iniciou sua militância política na Juventude Estudantil Católica. Integrou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (VAR-Palmares) e a Ação Libertadora Nacional (ALN). Estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, centro da efervescência do movimento estudantil secundarista, onde fez parte do Grêmio Estudantil e acabou expulso, junto com outros colegas, por motivos políticos.
Mudou-se para Santa Maria e foi membro da diretoria da União Gaúcha dos Estudantes Secundários. Em 1969, casou-se com Suzana Keniger Lisboa e começou a trabalhar como escriturário no Serviço Nacional de Indústrias (Senai). Porém, em outubro do mesmo ano, foi condenado à revelia a seis meses de prisão com base na Lei de Segurança Nacional, o que levou o casal a optar pela clandestinidade.
Esteve algum tempo em Cuba, retornando ao Brasil em 1971, na tentativa de reorganizar a ALN em Porto Alegre. Foi preso em circunstâncias desconhecidas em São Paulo, na primeira semana de setembro de 1972, e está desaparecido desde então. Supõe-se que tenha morrido poucos dias depois, sob tortura, aos 24 anos de idade.
Somente em junho de 1979, o Comitê Brasileiro pela Anistia conseguiu localizar o corpo de Luiz Eurico, enterrado com o nome de Nelson Bueno, no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Dentre os desaparecidos políticos do período da ditadura militar, ele foi o primeiro cujo corpo foi encontrado. Pouco depois, uma foto de Luiz Eurico foi capa de várias revistas nacionais, e a carta escrita por sua mãe, Clélia Tejera Lisboa, com o título “Não choro de pena de meu filho”, tornou-se um símbolo da luta pela anistia e pelo reconhecimento da existência dos desaparecidos políticos no Brasil. Em 1993, a Editora Tchê, em parceria com o Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, publicou o livro “Condições ideais para o amor”, com poesias e cartas de Luiz Eurico Tejera Lisboa e depoimentos de pessoas que o conheceram. Em junho de 2013, um laudo da Comissão Nacional da Verdade refutou a versão oficial de que Luiz Eurico tinha cometido suicídio.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Biografia ORIGEM: Luiz Eurico Tejera Lisbôa. Site Memórias da Ditadura. Instituto Vladimir Herzog. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/luiz-eurico-tejera-lisboa/. CRÉDITOS: Instituto Vladimir Herzog PALAVRAS-CHAVE: ditadura civil-militar, biografia
Sobre os documentos e os temas que eles suscitam, escolha uma alternativa.
Questão 3 16208619
ONHB Fase 3 2023A terra da gente (capa)

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro Didático ORIGEM: ISSLER, Bernardo. A terra da gente – 1º livro de “Estudos Sociais” para o curso primário. São Paulo: Abril Cultural, 1969, capa. CRÉDITOS: Bernardo Issler. PALAVRAS-CHAVE: ensino de história, livro didático, história da educação
A terra da gente (págs. 6-7)

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Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro Didático ORIGEM: ISSLER, Bernardo. A terra da gente – 1º livro de “Estudos Sociais” para o curso primário. São Paulo: Abril Cultural, 1969, p. 6-7. CRÉDITOS: Bernardo Issler. PALAVRAS-CHAVE: ensino de história, história da educação, livro didático
A terra da gente (encarte págs. 2-3)

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Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro Didático ORIGEM: ISSLER, Bernardo. A terra da gente – 1º livro de “Estudos Sociais” para o curso primário. São Paulo: Abril Cultural, 1969, encarte p. 2-3. CRÉDITOS: Bernardo Issler. PALAVRAS-CHAVE: história da educação, ensino de história, livro didático
A terra da gente (encarte págs. 4-5)

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Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Livro Didático ORIGEM: ISSLER, Bernardo. A terra da gente – 1º livro de “Estudos Sociais” para o curso primário. São Paulo: Abril Cultural, 1969, encarte p. 4-5. CRÉDITOS: Bernardo Issler. PALAVRAS-CHAVE: história da educação, ensino de história, livro didático
O documento
Questão 46 15398446
FIRJAN 2023Leia abaixo o discurso pronunciado por Getúlio Vargas em 1940 e responda à questão.
“Somente pela paz e pela união de todos conseguiremos construir o nosso engrandecimento e formar uma grande e poderosa nação, sem temer e sem dar às outras nações, motivos de receio (…) e repudiando tudo quanto possa comprometer os nossos brios cívicos e ameaçar a segurança da unidade nacional. Tenhamos, portanto, confiança no futuro (…) para cumprir o nosso destino de construtores de uma nova civilização, sempre mais irmanados no pensamento e na ação (…) porque é um dever e uma honra o sacrifício pela Pátria.”
O texto acima proferido pelo ex-presidente Getúlio Vargas expressa uma das características marcantes durante o Estado Novo:
Questão 44 15398440
FIRJAN 2023Observe a charge abaixo para a questão.

Disponível em: https://conhecimentocientifico.r7.com/voto-de-cabresto/
No cenário europeu a Primeira Guerra Mundial influenciava e alterava as relações econômicas e sociais, enquanto no Brasil buscava-se acompanhar “o progresso” e as novas ideias de república. Entretanto, nesse período a ideia de cidadania e participação nas decisões era restrita a uma parcela da sociedade.
Sobre o modelo eleitoral na República Velha:
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