Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 13 11161195
CONCURSOS 3 2024Assinale a opção que apresenta as consequências que acompanharam o sucesso do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek.
Questão 5 11160996
CONCURSOS 3 2024“Eleito presidente do Brasil nas eleições de 1955, tendo João Goulart (Jango) como vice-presidente, assumiu o governo no dia 31 de janeiro de 1956, ficando no poder até 31 de janeiro de 1961, quando passou o cargo para Jânio Quadros. Em seu período de governo teve destaque para: desenvolvimento industrial, abertura da economia para o capital estrangeiro (principalmente para montadoras de automóveis) e construção de Brasília (nova capital).”
O presidente nesse período era:
Questão 15 10782644
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2024TEXTO
Daniel Munduruku: “Eu não sou índio, não existem índios no Brasil
– Peço licença para entrar no território de vocês. Eu venho questionar esse olhar quadrado que o ocidente desenvolveu e que exclui olhares circulares.
Foi assim que Daniel Munduruku deu início à sua fala histórica na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, trazendo a oralidade e a ancestralidade de seu povo em uma hora de conversa. Mediada pelo professor de história José Rivair de Macedo, a palestra teve também a presença de Angélica Kaingang, liderança jovem de sua comunidade e graduada em Serviço Social pela UFRGS. Um representante da etnia Guarani também foi convidado, mas não conseguiu comparecer.
Ator representa o pajé Jurecê, em Terra e Paixão, na Rede Globo, é Doutor em Educação pela USP, Pós-Doutor em Literatura pela Universidade de São Carlos e autor de 52 livros, Daniel iniciou sua fala desconstruindo o imaginário que a média da população brasileira tem em relação à palavra “índio” e a sua carga simbólica.
– Quando leem minha biografia, dizem que não sou mais índio, que já sou “civilizado”. Eu não sou índio e não existem índios no Brasil. Essa palavra não diz o que eu sou, diz o que as pessoas acham que eu sou. Essa palavra não revela minha identidade, revela a imagem que as pessoas têm e que muitas vezes é negativa.
Segundo o escritor, há dois conceitos no imaginário da sociedade brasileira intrínsecos a esta palavra: o olhar romântico, do “índio” que vive no meio do mato, e o aspecto ideológico que considera que “índios são preguiçosos e atrasam o progresso”. Esse imaginário, fruto do pensamento ocidental e colonizador, criou um achatamento da riqueza cultural brasileira, explicou Daniel.
– Quando a gente chama alguém de índio, não ofende só uma pessoa, ofende culturas que existem há milhares de anos. Esse olhar linear empobrece nossa experiência de humanidade. A gente defende um sistema de vida que tem dado certo há 3 mil anos – afirmou.
Um dos 307 povos indígenas do país, o povo Munduruku vive no Pará, Amazonas e Mato Grosso. Segundo Daniel, há cerca de 15 mil pessoas da etnia Munduruku no Brasil.
– No dia 19 de abril, a gente comemora um equívoco, porque se esconde a diversidade de povos que existem no Brasil. Cada povo cria seu modo de estar no mundo a partir da cultura, que é alimentada pela língua que ele fala. E cada povo tem suas tradições, sua crença, cultura, política e economia. Nós aprendemos que só existe a língua portuguesa por aqui né. Mas no Brasil existem 307 línguas muito antigas e diferentes entre si. E a língua é uma leitura de mundo. Quando a gente generaliza e diz que “o índio chama casa de oca”, imediatamente a gente está esquecendo que oca é apenas um jeito de falar. E essas línguas são tão diferentes entre si quanto o português é diferente do chinês. Se um Kaingang fala a língua dele, eu não sei para onde vai, porque é de um tronco linguístico diferente. Aí vocês podem entender porque o povo tupi (que é o meu caso, o povo Munduruku é tupi) se organiza de um jeito e porque o povo Kaingang, que é do tronco Macro-Je, se organiza de outro jeito.
O autor também criticou o uso da palavra “tribo” para se referir às aldeias e etnias, já que ela significa apenas um pedaço de um povo. Já a palavra “índio” não tem relação alguma com o verdadeiro significado dos povos originários do Brasil. Ao ser perguntado sobre a maneira mais adequada de tratamento, Daniel defendeu o uso da palavra indígena, que significa “nativo”, e pediu também que sejam consideradas as etnias.
Crítico dos modelos neoliberal e neo-desenvolvimentista de governança, Daniel abordou a relação entre os indígenas, os brancos e a natureza.
– É claro que nós [indígenas] temos muitas coisas em comum, porque nós somos parte da natureza, nós somos a natureza. A única diferença é que a sociedade “civilizada” trouxe o esquecimento para as pessoas – disse.
Daniel ressaltou o papel do agronegócio como uma ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais.
– Não tem importância nenhuma se destruir a natureza, se construir hidrelétrica na Amazônia, se colocar gado para acabar com a floresta, se derrubar tudo para o agronegócio, não tem problema, porque afinal, agro é pop, é legal ser agro – ironizou. – O Brasil é como um adolescente que não se aceita. É preciso fazer um resgate da nossa história e saber que somos um povo formado pelos negros, indígenas e europeus. Caso contrário, vamos entregar nossas riquezas para fora, como estamos fazendo com nosso minério.
Segundo ele, esse amadurecimento social contribuiria não só para os povos indígenas, mas para todo o país.
– Nós, indígenas, não temos esse conceito de propriedade privada, somos parte da natureza e não nos colocamos acima dos outros seres vivos. Quando o indígena luta pela terra, está lutando por um conjunto de vidas. Talvez essa mensagem de pertencimento seja a grande contribuição dos indígenas.
Representando a etnia Kaingang, Angélica deu seu depoimento enquanto Kaingang e moradora do Rio grande do Sul.
– A gente entende que nossos territórios indígenas estão com a gente também quando estamos na cidade, na universidade. Nossos conhecimentos ancestrais e tradicionais são tão valorosos quanto os não indígenas. Já ouvi muitas vezes que “lugar de índio” é no mato. Mas que mato está sobrando pra nós? – questionou.
[...]
Disponível em: https://www.nonada.com.br/2017/11/daniel-munduruku-eu-nao-sou-indio-nao-existem-indios-no-brasil/ . Acesso em: 21 de agosto de 2023.
A forma como um texto é estruturado, assim como os elementos que estão contidos nele são responsáveis por sua classificação.
Diante disso, pode-se afirmar que o texto pertence ao gênero
Questão 9 16208984
ONHB Fase 4 2023Seguro você vive melhor

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: Revólver Taurus (Mesbla) - Anos 80 - Propagandas Históricas | Propagandas Antigas. Disponível em: https://www.propagandashistoricas.com.br/2018/02/revolver-taurus-mesbla-anos-80.html. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: Propagandas Históricas | Propagandas Antigas. PALAVRAS-CHAVE: armamento, propaganda
Especialistas veem perigo em armar cidadãos e atiradores esperam mais incentivos do governo
O presidente Jair Bolsonaro tem se empenhado em cumprir a promessa eleitoral de facilitar o acesso dos brasileiros às armas de fogo. Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em janeiro de 2019, assinou em torno em 30 normas que, entre outras mudanças, abrandaram as exigências para a posse e o porte, aumentaram a quantidade de armas e munições que o cidadão pode possuir, liberaram o comércio de armas antes restritas às forças de segurança pública e dificultaram a fiscalização e o rastreio de balas.
A nova política federal vai no caminho contrário ao do Estatuto do Desarmamento, de 2003, que havia endurecido as exigências e afastado as armas da população. O estatuto permanece em vigor, mas parte de suas regras foi afetada pelas recentes medidas presidenciais.
Como resultado da guinada, este é o momento de toda a história nacional em que existem mais armas nas mãos de cidadãos comuns. Em 2019 e 2020, os brasileiros registraram 320 mil novas armas na Polícia Federal. De 2012 a 2018, o total havia sido de 303 mil. As autorizações concedidas pelo Exército a caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas também bateram recorde no atual governo — 160 mil nos últimos dois anos contra 70 mil nos sete anos anteriores. O mercado de armas e munições, tanto as de origem nacional quanto as importadas, está extraordinariamente aquecido. Estudiosos da segurança pública veem com preocupação o armamento da população. De acordo com eles, a literatura científica mostra que mais revólveres, pistolas e afins circulando na sociedade necessariamente pioram as estatísticas de violência letal. Para atiradores, ao contrário, Bolsonaro age de forma acertada. Eles entendem que o cidadão precisa estar armado para proteger sua vida e seu patrimônio.

De acordo com Melina Risso, uma das diretoras do Instituto Igarapé (ONG dedicada à segurança pública e aos direitos humanos), a única política pública de Bolsonaro para a área da segurança é a disseminação das armas.
— Quando anuncia que as pessoas têm que se defender com as próprias mãos, o governo está dizendo: ’Esse não é meu trabalho. Vocês que se virem’. Na verdade, o governo está enganando as pessoas. A segurança pública é uma das primeiras responsabilidades do Estado e não pode ser terceirizada para os cidadãos — afirma Risso. — Ao mesmo tempo, o governo vem destruindo a política de segurança que havia sido construída até 2018 com a participação da sociedade civil, dos gestores públicos e das polícias. Tivemos, por exemplo, a aprovação do Sistema Único de Segurança Pública e o estabelecimento de fontes de financiamento para o setor. São avanços vêm sendo sistematicamente ignorados. De acordo com Risso, as armas nas mãos de civis, em vez de diminuírem a criminalidade, apenas aumentam o número de mortes — sejam homicídios e suicídios, sejam acidentes domésticos. Uma briga de trânsito que na pior hipótese acabaria em agressão física, por exemplo, poderá resultar em assassinato caso um dos envolvidos tenha um revólver dentro do carro.
Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que, nos 14 anos anteriores ao Estatuto do Desarmamento, os assassinatos por tiro no Brasil subiam 5,5% anualmente. Nos 14 anos seguintes, passaram a subir apenas 0,85% a cada ano. As mortes só não caíram mais porque a criminalidade não depende apenas do número de armas à mão, mas de uma série de outros fatores, como o desemprego, a evasão escolar e a corrupção policial. O Ipea também indicou que, cada vez que o número de armas de fogo em circulação no país sobe 1%, a taxa de homicídios se eleva em 2%.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jorna eletrônico ORIGEM: WESTIN, Ricardo. “Especialistas veem perigo em armar cidadãos, e atiradores esperam mais incentivos do governo”. Agência Senado, 18/03/2021. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2021/03/especialistas-veem-perigoem-armar-cidadaos-e-atiradores-esperam-mais-incentivos-do-governo. Acesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: Ricardo Westin; Agência Senado. PALAVRAS-CHAVE: armamento, legislação
Escolha uma alternativa:
Questão 7 16208976
ONHB Fase 4 2023A exposição Ausenc’as é composta por fotografias do argentino Gustavo Germano. Em 2015 ela esteve em cartaz no Memorial da Resistência de São Paulo. Observe uma das fotografias que a compõem, e em seguida, leia a biografia de Luiz Eurico Tejera Lisbôa, que aparece na primeira fotografia .
Luiz Eurico Tejera Lisbôa (Ausenc’as, 2015)

Porto alegre, 7 de março de 1969. Suzana e sua mãe posavam ao lado de Luiz Eurico. Estavam em um apartamento na Fernandes Vieira, número 583. A filha deixava a casa dos pais em companhia do namorado. Eles seguiriam até o registro civil, onde se casariam naquele dia.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Luiz Eurico Tejera Lisbôa, 2012. Folder da Exposição Temporária Ausênc’as, do Memorial da Resitência de São Paulo (2015), Gustavo Germano. CRÉDITOS: Gustavo Germano PALAVRAS-CHAVE: fotografia, ditadura civil-militar
Luiz Eurico Tejera Lisbôa
Primogênito de sete irmãos, sendo um deles o músico Nei Lisboa, iniciou sua militância política na Juventude Estudantil Católica. Integrou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (VAR-Palmares) e a Ação Libertadora Nacional (ALN). Estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, centro da efervescência do movimento estudantil secundarista, onde fez parte do Grêmio Estudantil e acabou expulso, junto com outros colegas, por motivos políticos.
Mudou-se para Santa Maria e foi membro da diretoria da União Gaúcha dos Estudantes Secundários. Em 1969, casou-se com Suzana Keniger Lisboa e começou a trabalhar como escriturário no Serviço Nacional de Indústrias (Senai). Porém, em outubro do mesmo ano, foi condenado à revelia a seis meses de prisão com base na Lei de Segurança Nacional, o que levou o casal a optar pela clandestinidade.
Esteve algum tempo em Cuba, retornando ao Brasil em 1971, na tentativa de reorganizar a ALN em Porto Alegre. Foi preso em circunstâncias desconhecidas em São Paulo, na primeira semana de setembro de 1972, e está desaparecido desde então. Supõe-se que tenha morrido poucos dias depois, sob tortura, aos 24 anos de idade.
Somente em junho de 1979, o Comitê Brasileiro pela Anistia conseguiu localizar o corpo de Luiz Eurico, enterrado com o nome de Nelson Bueno, no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Dentre os desaparecidos políticos do período da ditadura militar, ele foi o primeiro cujo corpo foi encontrado. Pouco depois, uma foto de Luiz Eurico foi capa de várias revistas nacionais, e a carta escrita por sua mãe, Clélia Tejera Lisboa, com o título “Não choro de pena de meu filho”, tornou-se um símbolo da luta pela anistia e pelo reconhecimento da existência dos desaparecidos políticos no Brasil. Em 1993, a Editora Tchê, em parceria com o Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, publicou o livro “Condições ideais para o amor”, com poesias e cartas de Luiz Eurico Tejera Lisboa e depoimentos de pessoas que o conheceram. Em junho de 2013, um laudo da Comissão Nacional da Verdade refutou a versão oficial de que Luiz Eurico tinha cometido suicídio.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Biografia ORIGEM: Luiz Eurico Tejera Lisbôa. Site Memórias da Ditadura. Instituto Vladimir Herzog. Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/luiz-eurico-tejera-lisboa/. CRÉDITOS: Instituto Vladimir Herzog PALAVRAS-CHAVE: ditadura civil-militar, biografia
Sobre os documentos e os temas que eles suscitam, escolha uma alternativa.
Questão 6 16208967
ONHB Fase 4 2023Boletim da Libertadora Norte-Rio Grandense

Transcrição de trechos do documento:
QUADRO DE HONRA
MUNICIPIOS LIVRES – Mossoró, Caraúbas, Triunmpho
CIDADES LIVRES – Assú, Penha, Jardim
VILLAS LIVRES – Macahyba, Papary
POVOAÇÕES LIVRES - Utinga
——
À PROVINCIA
MANIFESTO ABOLICIONISTA
Povo Rio-Grandense – briosos filhos do norte!
Não vêdes como da consciência de cada cidadão se ergue uma chamma ardente e fulgida , que se vai reunir na alma collectiva do povo soberano, formando um vasto e glorioso incêndio de patriotismo?
Não vêdes como desmorona, esfacelado e podre, o colosso do escravismo, que a consciência publica não pode mais encarar, sem pejo e sem horror?
Não vêdes como o país inteiro se pronuncia pela morte de uma instituição, que cava entre a nossa querida pátria e o resto do mundo culto, um valle profundissimo de trevas e lagrimas que só as flores virentes da liberdade poderão encher e occultar aos olhos do futuro?
Não vêdes como esperamos, trêmulos e envergonhados, os severos juízes da historia, quando ella ensinar aos olhos do porvir, que nessa terra a escravidão fez penetrar tão fundo as suas envenenadas raizes, que cem annos depois da revolução franceza ainda os homens se dividião em escravos e senhores?”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Boletim da Libertadora Norte-Rio Grandense. Natal, 8 de janeiro de 1888, num. 1, p. 3-4. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/717630/1. Acesso em: 18 fev. 2023. CRÉDITOS: Hemeroteca digital GLOSSÁRIO: Fulgida : que emite luz, brilhante, cintilante. Pejo : sentimento de pudor, vergonha. Virentes : verde, verdejante. PALAVRAS-CHAVE: escravidão, propaganda, imprensa
O documento
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