Questões de EFAF História - Geral - Idade Contemporânea
424 Questões
Questão 25 11060336
IFNMG Integrado 2015/1TEXTO 01
No mundo contemporâneo, as ameaças terroristas são notícias recorrentes na imprensa, “para a maior visualização do terrorismo mundial, a mídia exerce um papel fundamental. Mas é evidente que também cria um sensacionalismo em torno dos terroristas [...] a mídia ajuda a justificar a legalidade e a necessidade de ações antiterroristas que, muitas vezes, levam adiante banhos de sangue e violações aos direitos humanos que atingem mais a população civil do que os próprios terroristas"
(SILVA; SILVA 2005, 398-399).
TEXTO 02

Disponível em: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/35702/charge+do+latuff. Acesso em: 22 out. 2014.
Analisando O TEXTO 01 e 02, é CORRETO afirmar que o grupo terrorista que avança sob o território iraquiano e Sírio é o:
Questão 21 11050644
IFTM Integrados 2015/1As imagens a seguir retratam o Muro de Berlim em dois momentos: no dia 9 de novembro de 1989, quando ele foi derrubado e 25 anos depois, em 2014, na ocasião em que a população comemorava a sua queda.

noticias.uol.com.br

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Escolha a alternativa que traga as informações corretas sobre o contexto da sociedade em que estava inserido o Muro de Berlim
Questão 28 10783587
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
Releia os seguintes trechos:
I. “Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.”
II. “grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta”
As ideias presentes nas orações sublinhadas são, respectivamente, de
Questão 27 10783586
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
Analisando-se os argumentos desenvolvidos no texto, conclui-se que, para o autor,
Questão 25 10783584
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
O uso da expressão “Para o meu gosto”, no 5º parágrafo,
Questão 24 10783581
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
SAUDADES DE SADDAM HUSSEIN
Clóvis Rossi
Ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor.
Mas a carnificina em curso no Iraque obriga a reconhecer que elas afetam diretamente a sobrevivência física de um número menor de pessoas que situações de conflito agudo e prolongado pós-ditaduras.
É por isso que dá para supor que uma parcela talvez importante dos iraquianos esteja sentindo saudades do ditador Saddam Hussein, deposto pelos EUA em 2003. A ditadura era um horror, mas ao menos servia para manter congelado o conflito sectário entre sunitas e xiitas, que se tornou aberto após a sua deposição e vira agora uma tragédia em que se sucedem “execuções sumárias e assassinatos extrajudiciais”, como diz Navi Pallay, a comissária da ONU para Direitos Humanos.
Convém reafirmar que não estou dizendo que ditaduras podem ser melhores do que qualquer outra situação. Não são.
O problema é saber, primeiro, se há uma alternativa a elas em países em que há divisões étnico-religiosas como no Iraque. Para o meu gosto, a democracia seria uma alternativa — e foi com ela como suposta bandeira que o governo George Walker Bush decretou a invasão do Iraque há 11 anos.
Houve, então, um erro de origem: Washington dispensou a única legitimidade disponível no mercado (a aprovação da ONU) e se lançou a uma operação unilateral, com apoio de uns poucos aliados fiéis.
Resultado segundo Nabil Khoury, pesquisador-sênior de Oriente Médio e Segurança Nacional no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, em artigo para a “Cairo Review of Global Affairs”:
“Uma coisa é clara: as metas dos Estados Unidos no Iraque não foram alcançadas, e quaisquer conquistas obtidas antes da saída das tropas em 2011 estão sendo agora desfeitas. Da elevada meta de 2003 de construir uma nação, estão de fato de pé uma Constituição e um sistema parlamentar. Entretanto, a reconciliação nacional ficou para trás e pode estar agora na iminência de um colapso”.
Culpar apenas os EUA é fácil, mas pode não ser o mais correto.
O que entra em questão no conflito iraquiano (e suas ramificações na Síria) é se países de maioria muçulmana são capazes de construir uma democracia ou se a única forma de conter os conflitos sectários é com a mão de ferro das ditaduras.
Para quem acredita na primeira hipótese, é desanimador ver o desenlace, por ora, das diferentes manifestações da Chamada Primavera Árabe, no Egito, na Síria, na Líbia.
Resta de pé apenas a Tunísia, país não só menos relevante no xadrez árabe-muçulmano como com uma história de tolerância religiosa mais estabelecida, mesmo durante a ditadura de Ben Ali.
O pior é que não se vê saída fácil para a crise iraquiana e já se fala no uso de drones, que tantas vítimas civis fizeram quando utilizados contra os talebans no Afeganistão, grupo que cortou os dedos de pelo menos 11 pessoas por estarem manchados da tinta que comprovava terem votado no domingo.
É um horror contra outro horror.
ROSSI, C. Saudades de Saddam Hussein. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 jun. 2014. Caderno Mundo, p. A13.
A citação do 8º parágrafo do texto
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