Questões de EFAF História - Geral - Idade Moderna
302 Questões
Questão 39 10785167
Liceu-SP 2008“De pé ficaremos todos
E com firmeza juramos
Quebrar tesouras e válvulas
E pôr fogo às fábricas daninhas.
"(Canção dos quebradores de máquinas do séc. XIX, citada por Leo Huberman. História da riqueza do homem.1979)
O movimento representado nessa canção denominou-se:
Questão 41 10759377
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2007O processo conhecido por cercamentos, realizado na Inglaterra ao longo do século XVIII, produziu, em relação à Revolução Industrial, um impacto
Questão 42 15395763
FIRJAN 2025“A Revolução Industrial foi resultado de desafios e oportunidades criados pela economia global. Entre os séculos XVI e XVII, a Inglaterra teve posição de liderança com sua indústria têxtil de lã. Tal liderança se estendeu para os séculos XVII e XVIII ao originar uma rede de comércio intercontinental nas Américas e Índia. Essa expansão dependia da aquisição de colônias, do estímulo do capitalismo comercial e do poder naval.”
(Referência: LIMA, Elaine Carvalho de; OLIVEIRA NETO, Calisto Rocha. Revolução Industrial: considerações sobre o pioneirismo industrial inglês. In: Revista Espaço Acadêmico, vol. 17, n.º 194, jul. 2017.
Com base no trecho, qual foi a principal consequência global da Revolução Industrial?
Questão 7 14946161
ONHB Fase 3 2024Documento
Clássico de Fernando Novais que mudou historiografia do Brasil ainda gera debate
“Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial” lançou novo olhar sobre a colonização.
Visto como um clássico no país e ainda epicentro de um embate entre historiadores de universidades paulistas e fluminenses, ‘Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial’ continua gerando debate entre historiadores. Aos 40 anos, a obra de Fernando Novais ganha reedição. Em “Portugal e Brasil”, originalmente sua tese de doutorado, Novais se debruça sobre o quarto final do século 18, período de grandes transformações políticas no Novo Mundo, com a independência dos Estados Unidos em 1776, e Revolução Francesa, que estoura em 1789 — ambas agitadas pelos ventos do Iluminismo e pelas contestações ao Antigo Regime. Ao analisar a colonização portuguesa no Brasil, Novais expande a interpretação de Caio Prado Júnior em “Formação do Brasil Contemporâneo”. No livro publicado em 1942, o “sentido da colonização” é dado pelo capitalismo comercial, que se sustenta do século 16 ao 18 com a acumulação primitiva de capital das metrópoles europeias graças às colônias, até entrar em crise em meio à mutação para o capitalismo industrial, puxada pela Inglaterra.
Escreve Novais: “A expansão colonial ultramarina promove, por um lado, a primitiva acumulação capitalista por parte da camada empresarial; por outro lado, amplia o mercado consumidor de produtos manufaturados [...]. Assim, pois, chegamos ao núcleo da dinâmica do sistema: ao funcionar plenamente, vai criando ao mesmo tempo as condições de sua crise e superação”.
Ao analisar a política econômica da metrópole, Novais aponta como o governo do marquês de Pombal, de 1750 a 1777, intensificou a exploração da colônia, sob o rótulo do despotismo esclarecido. “Ele era muito ilustrado em política e até em cultura, mas em economia era um mercantilista típico”, diz o historiador.
A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, em fuga das tropas napoleônicas na Europa, marca, para Novais, “a primeira ruptura definitiva do Antigo Sistema”. Conforme escreve, “a abertura dos portos do Brasil, imposta pelas circunstâncias e decretada como provisória, seria na realidade irreversível”.
Com a reformulação dos currículos do ensino básico de história na década de 1980, a interpretação de Novais sobre a crise do sistema colonial reinou hegemônica nos livros didáticos por cerca de duas décadas. Até que algumas contestações começaram a surgir, vindas especialmente do Rio de Janeiro.
Primeiro, de ordem econômica. “Diferentemente do que o Novais acha, o Brasil tinha um mercado interno pujante, não era completamente determinado por Portugal, pelo contrário. Tinha uma autonomia muito significativa, inclusive no seu elemento central que era a escravidão, porque o tráfico era controlado por traficantes residentes no Brasil”, diz o historiador Thiago Krause, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Um dos principais livros que contestam Novais é “O Antigo Regime nos Trópicos”, de João Fragoso, Maria Fernanda Bicalho e Maria de Fátima Gouvêa, publicado em 2001. Para Fragoso, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a complexidade das hierarquias sociais não ganhou a devida atenção. “Hoje se sabe da nossa ignorância a esse respeito; na ocasião em que o Novais escreve ele considera líquido e certo que a sociedade brasileira se dividia em senhores e escravos.” A partir dos anos 2000, a contestação à obra passa a ser também de ordem política. “Novais parte do pressuposto de que Portugal tem um Estado absolutista, mas hoje se tem dúvidas. Há uma centralidade; daí a falar num absolutismo...”, pondera João Fragoso.
Ele ressalta ainda que a análise do sistema colonial não deve ignorar o papel das elites locais. “A manutenção da desigualdade, a apropriação da riqueza nacional em poucas mãos não é um produto externo, é um projeto social de uma elite.”
A rivalidade entre paulistas e fluminenses, entre herdeiros e contestadores de Novais não dá sinais de acabar, 14 anos depois de um congresso em Paraty (RJ) que reuniu pela última vez os principais nomes dos dois campos.
“O livro dele é tão importante que continua no epicentro desse debate 40 anos depois”, diz Krause, que afirma discordar de 80% da obra. “Novais é simplesmente o historiador mais influente no século 20 para estudar o período colonial.” Para o professor da USP Pedro Puntoni, “a obra do Novais é sempre presente e oportuna”. “Um monumento da nossa historiografia que orienta, ainda hoje, um olhar complexo, denso e ativo para o estudo do passado colonial.”
“Em ciências humanas, e sobretudo em história, não tem certo ou errado”, diz Novais. “Acho que esse livro teve uma boa aceitação. Foi lido, discutido. O debate é para isso mesmo. Em humanidades a melhor obra não é a última.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: MAGALHÃES, Guilherme. Clássico de Fernando Novais que mudou historiografia do Brasil ainda gera debate. Folha de S. Paulo, 13 dez. 2019. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/12/classico-de-fernando-novais-que-mudouhistoriografia- do-brasil-ainda-gera-debate.shtml. Acesso em: 9 jan. 2024 (adaptado). CRÉDITOS: Guilherme Magalhães. Folha de S. Paulo PALAVRAS-CHAVE: historiografia, brasil colônia
Considerando o documento analisado, é correto afirmar que os modelos do Antigo Sistema Colonial (ASC) e do Antigo Regime dos Trópicos (ART):
Questão 88 11345913
CONCURSOS 2 2024Na perspectiva do mundo ocidental, a Idade Contemporânea se iniciou, sob o ponto de vista econômico, com a Revolução Industrial e, em termos políticos, com as revoluções liberais burguesas, cujo símbolo mais expressivo foi a Revolução Francesa de 1789. Ao longo do século XVIII, as idéias iluministas prepararam o terreno para o embate que, ao final, jogou por terra os elementos que sustentavam o Antigo Regime. O século XIX assistiu à consolidação do capitalismo como sistema dominante, cujo permanente processo de expansão levou ao imperialismo. Relativamente a esse cenário histórico, julgue o item seguinte.
Entre as razões determinantes para a eclosão da Revolução Francesa, destacava-se a fragilidade da dinastia Bourbon, sempre disposta a fazer concessões na ilusão de que, assim agindo, salvaria seu trono.
Questão 78 11345838
CONCURSOS 2 2024O Inglês William Shakespeare (1564-1616), na obra Hamlet, expressa a concepção sobre o ser humano afirmando: Que obra-prima, o homem! Quão nobre pela razão! Quão infinito pelas faculdades! Como é significativo e admirável na forma e nos movimentos! Nos atos, quão semelhantes aos anjos! Na apreensão como se aproxima aos deuses, adorno do mundo, modelo das criaturas!‖.
(SHAKESPEARE, William. A trágica história de Hamlet. Disponível em . Acesso em 10 ago. 2017).
Sobre o retorno ao conhecimento da Antiguidade clássica, chamado de Renascimento, pode-se afirmar:
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