Questões de EFAF História - Brasil - Período Colonial
671 Questões
Questão 16 14994579
COLTEC 2024Sobre a Inconfidência Mineira, NÃO é correto afirmar que
Questão 3 14946562
ONHB Fase 4 2024Documento
Crônica do viver baiano seiscentista : obra poética completa
Que de quilombos que tenho
com mestres superlativos,
nos quais se ensinam de noite
os calundus , e feitiços.
Com devoção os freqüentam
mil sujeitos femininos,
e também muitos barbados,
que se presam de narcisos.
Ventura dizem, que buscam;
não se viu maior delírio!
eu, que os ouço, vejo, e calo
por não poder diverti-los.
O que sei, é, que em tais danças
Satanás anda metido,
e que só tal padre-mestre
pode ensinar tais delírios.
Não há mulher desprezada,
galã desfavorecido,
que deixe de ir ao quilombo
dançar o seu bocadinho.
E gastam pelas patacas
com os mestres do cachimbo,
que são todos jubilados
em depenar tais patinhos.
E quando vão confessar-se,
encobrem aos Padres isto,
porque o têm por passatempo,
por costume, ou por estilo.
Em cumprir as penitências
rebeldes são, e remissos ,
e muito pior se as tais
são de jejuns, e cilícios .
A muitos ouço gemer
com pesar muito excessivo,
não pelo horror do pecado,
mas sim por não consegui-lo.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Crônica ORIGEM: MATOS, Gregório de [1633?-1696]. Crônica do viver baiano seiscentista : obra poética completa. Disponível em: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/Cronica%20do%20Viver%20Baiano%20Seiscentista.pdf. Acesso em: 25 mai 2024. CRÉDITOS: Gregório de Matos [1633?-1696] GLOSSÁRIO: Calundu : cerimônia religiosa, de origem afro-brasileira, frequentada por africanos, afrodescendentes e brancos, muito popular entre os séculos XVII e XVIII. Ventura : Sorte; fortuna. Patacas : antiga moeda brasileira. Jubilados : com grande alegria. Remissos : negligentes. Cilício : Forma de penitência que consiste no uso de uma túnica ou cinto com arame ou tecido áspero sobre a pele. PALAVRAS-CHAVE: vida cotidiana, literatura
Os versos:
Questão 7 14945467
ONHB Fase 2 2024Documento
A market stall (Uma tenda de mercado), 1821

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Gravura ORIGEM: Henry Chamberlain, A market stall (Uma tenda de mercado), 1821. Gravura, água-tinta e aquarela sobre papel, 26,1 x 35,8 cm. Londres: Gravador John Clark; Edição Howlwett and Brimmer; a partir de Joaquim Cândido Guillobel. Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil. Coleção Brasiliana/ Fundação Estudar. Doação da Fundação Estudar, 2007. Disponível em: https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/19451/a-market-stall. Acesso em: 27 fev. 2024. CRÉDITOS: Henry Chamberlain; Gravador John Clark; Edição Howlwett and Brimmer; a partir de Joaquim Cândido Guillobel. PALAVRAS-CHAVE: economia, história da escravidão, história da arte
Documento
Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil
Por volta das 6 horas da manhã surgem os carregadores de água e de leite e as vendedoras de pão-de-ló. De 6 a 7 horas encaminham-se sossegadamente para o centro da cidade os negros de ganho; uns preparam durante o caminho folhas de palmeiras para a confecção de chapéus, enquanto outros, menos ativos, acertam sossegadamente o passo ao som da marimba . Na mesma hora, esto (sic) é, de 6 a 8 horas, os mercados situados nas praias de desembarque e já abastecidos pelas embarcações chegadas de madrugada, apresentam um movimento generalizado de quitandeiras que se encontram o resto do dia nas ruas ou nos mercados internos da cidade. De 8 horas ao meio dia os cafés das grandes praças ou das imediações da Alfândega tornam-se o ponto de encontro dos comerciantes vindos do interior a negócios. De 8 às 11, vêem-se tropas chegadas de São Paulo e Minas estacionarem na rua Direita, na altura da Igreja da Cruz, descansando da última marcha noturna, depois de descarregada a mercadoria… Por volta das 4 da tarde tornam a aparecer nas ruas as vendedoras de pão-de-ló para a hora do chá. No mesmo momento aparecem também as vendedoras de velas; outras vendem doces, sonhos, etc; estas últimas se dirigem para o largo do Palácio onde se reunem das 4 às 7 os pequenos capitalistas e negociantes. De 7 às 10 ouve-se nas ruas o pregão dos vendedores de amendoim torrado, de milho assado, pasteis quentes, pasteis de palmito, pudim quente, manuê , etc, iguarias todas de grande procura...
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Relato de viajante ORIGEM: Jean Baptiste Debret. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, São Paulo, Livraria Martins, 1972, p. 288. CRÉDITOS: Jean Baptiste Debret. GLOSSÁRIO: Marimba : espécie de tambor tocado pelo povo cafre, instrumento de percussão constituído por placas de madeira formando um teclado, percutidas por duas baquetas, tendo cabaças como ressoadores; marimbau; Manuê : manauê, bolo de fubá de milho e mel, por vezes com acréscimo de outros ingredientes. PALAVRAS-CHAVE: história da escravidão, economia, relatos de viajante
Sobre o pequeno comércio no Brasil do século XIX, a partir da leitura dos documentos acima e de seus conhecimentos prévios, escolha uma alternativa
Questão 6 14945451
ONHB Fase 2 2024Leia a notícia da Revista Time:
Documento
Quatro homens em uma jangada

Tradução
Estas imagens contam a história de uma viagem homérica que resultou em um milagre político no Brasil. Sessenta e um dias e 2.650 milhas fora de seu porto de origem, Fortaleza (CE), a jangada chamada São Pedro navegou até o porto do Rio de Janeiro. Dois meses antes, a tripulação do São Pedro era composta por quatro simples jangadeiros. Como outros pescadores brasileiros, eles navegavam nas suas jangadas, pescando com arrasto. Mas, eles tinham que entregar metade do que haviam pescado ao dono da jangada; a outra metade mal servia para sustentar quatro homens. O que mais os irritou foi que os jangadeiros não eram abrangidos pelos benefícios das leis de seguridade social do Brasil.
O líder Manoel Olímpio Meira e seus companheiros, que o chamam de ”Jacaré”, içaram as velas e partiram em setembro em uma viagem de 2.650 milhas ao longo da costa do Brasil até a capital, para contar ao presidente Getúlio Dornelles Vargas seus problemas. Sem um único instrumento de navegação, enfrentando vento e chuva, queimados pelo sol, seguiram para o sul. Aldeias de pescadores surgiam para recebê-los, alimentá-los e protegê-los.
Quando os quatro jangadeiros chegaram ao Rio, a imprensa já os transformara em heróis nacionais. No porto, aglomeravam barcos de pesca, apitando e agitando bandeiras. De lá, saiu um rebocador da Marinha. Saíram veleiros, barcos a remo, lanchas, canoas, iates, e uma lancha cheia de Escoteiros do Mar. A Banda da Marinha e a Banda da Polícia Municipal tocaram na Praça Mauá. Um guindaste tirou a São Pedro da água e baixou-a até um caminhão. Pela rua principal do Rio, lotada a Avenida Rio Branco, avançava a São Pedro. Atrás passava um desfile de centenas de caminhões sinalizados, cheios de membros de sindicatos e autoridades.
No Guanabara (Palácio Presidencial), o astuto presidente Vargas abriu os portões para a multidão, posou para fotos (veja abaixo), ouviu a história de Jacaré e prometeu-lhe justiça. Quando outras pessoas na multidão quiseram apresentar as suas próprias queixas, o Presidente fez uma audiência pública.
Dois dias depois, o Ministério do Trabalho da Presidência elaborou um projeto de lei especial, encaminhou-o a Getúlio Vargas, que o assinou. Agora, os jangadeiros estavam assegurados de todos os direitos trabalhistas sob a lei brasileira: fundos de aposentadoria, pensões para viúvas e filhos, casas, escolas, hospitalização. Levados pelo espírito da ocasião, os diretores da Navegação Aérea Brasileira ofereceram aos pescadores um [avião bimotor] Beechcraft para leválos de volta para casa. Tempo de voo Rio-Fortaleza: nove horas.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Revista OBSERVAÇÃO: Tradução de Anthony Beux Tessari. ORIGEM: Revista Time, 8 de dezembro de 1941. Disponível em: https://orsonwellesnobrasil.home.blog/2019/01/28/time-magazine-four-men-on-a-raft-08-12-1941/. Acesso em: 26 fev. 2024. CRÉDITOS: Revista Time PALAVRAS-CHAVE: jangadeiros, era vargas
A história dos quatro jangadeiros cearenses:
Questão 56 11507730
CONCURSOS 5 2024Primeira Capital do Brasil:
Questão 29 11507594
CONCURSOS 5 2024No Brasil, ao longo dos últimos cinco séculos, seu povo entrou em contato com outros que aqui se estabeleceram. Suas diversas etnias, que vivem no atual território brasileiro, se diferenciam quanto à língua, aos costumes e aos territórios em que habitam. A luta desse povo pela demarcação de seu território e pela sobrevivência da manutenção de sua cultura continua presente em nossos dias.
De acordo com o texto, qual povo está sendo descrito?
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