Questões de EFAF História - Temática
1.155 Questões
Questão 31 10783858
Liceu-SP 2014Leia o texto a seguir para responder à questão:
LENTES DA HISTÓRIA
Hélio Schwartsman
O que aconteceu com o sonho do fim da segregação racial que, há 50 anos, Martin Luther King anunciava para 250 mil pessoas na Marcha sobre Washington? Ele está perto de materializar-se ou continua uma esperança para o futuro?
A resposta depende dos óculos que vestimos. Se apanharmos a lente dos séculos e milênios, a longa duração de que falam os historiadores, há motivos para regozijo. A instituição da escravidão, especialmente cruel com os negros, foi abolida de todas as legislações do planeta. É verdade que, na Mauritânia, isso ocorreu apenas em 1981, mas o fato é que essa chaga que acompanhava a humanidade desde o surgimento da agricultura, 11 mil anos atrás, se tornou universalmente ilegal.
Apenas 50 anos atrás, vários Estados americanos tinham leis (Jim Crow Iaws) que proibiam negros até de frequentar os mesmos espaços que brancos. Na África do Sul, a segregação, com base legal, chegou até os anos 90. Hoje, disposições dessa natureza são não só impensáveis como despertam vívida repulsa moral.
Em 2008, numa espécie de clímax, o negro Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, o que levou alguns analistas a falar em era pós-racial.
Basta, porém, apanhar a lente das décadas e passear pelos principais indicadores demográficos para verificar que eles ainda carregam as marcas do racismo. Negros continuam significativamente mais pobres e menos instruídos que a média do país. São mandados para a cadeia num ritmo seis vezes maior que o dos brancos. As Jim Crow Iaws foram declaradas nulas, mas alguns Estados mantêm regras que, na prática, reduzem a participação de negros em eleições.
É um caso clássico de copo meio cheio e meio vazio. Do ponto de vista da longa duração, estamos bem. Dá até para acreditar em progresso moral da humanidade. Só que não vivemos na escala dos milênios, mas na das décadas, na qual a segregação teima em continuar existindo.
Adaptado de SCHUWARTSMAN, Hélio. Folha de São Paulo. 28.08.2013
De acordo com o texto, a eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA, em 2008, sugere que, observado o panorama por meio da lente
Questão 39 10770299
COLUNI/UFV 1° Dia 2014Leia o texto abaixo, do Programa do Partido Reunido Nacional da África do Sul, que defendia a política de segregação racial, conhecida como Apartheid, que vigorou naquele país durante a maior parte do Século XX:
“A política da segregação racial se baseia nos princípios cristãos do que é justo e razoável. Seu objetivo é a manutenção e a proteção da população européia do país como uma raça branca pura e a manutenção e a proteção dos grupos raciais indígenas como comunidades separadas em suas próprias áreas (...). Ou seguimos o curso da igualdade, o que no final significará o suicídio da raça branca, ou tomamos o curso da segregação”.
(Disponível em: pt.whikipedia.org/wiki/Apartheid. Acesso em 21 jul. 2013.)
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a luta pelo fim dessa política de segregação racial na África do Sul:
Questão 6 10768747
COLUNI/UFV 1° Dia 2014“Os Miseráveis, a narrativa que você vai ler agora, foi publicada pela primeira vez, na França, em 1862. Transformou-se logo em grande sucesso. Foi traduzida para diversas línguas. Percorreu o mundo. É uma história com forte cunho social, mas o enredo, em que um ex-prisioneiro é perseguido sem tréguas por um inspetor fanático, tem elementos de trama policial. Jean Valjean, o herói, foi condenado a trabalho forçado por roubar um pão para a família faminta. Cumpriu pena. Mesmo assim, para fugir de seu perseguidor e se reabilitar, precisou trocar de identidade.”
(Ligia Cademartori, p. prefácio)
“A França de 1789 era um país rural. Havia 23 milhões de camponeses no país, com 26 milhões de habitantes. [...] A pobreza dos camponeses parecia maior ainda quando comparada à vida de luxo dos nobres. [...] se faltava comida no campo, imagine na cidade. A fome atingia duramente os trabalhadores urbanos, os sans-culotte, que eram os operários, artesãos, donos de pequenos negócios, como oficinas. Quando havia crise no campo e o abastecimento piorava, eles eram as principais vítimas. O pão se tornava caro e escasso. [...] o pão era a base das refeições diárias dos pobres.
(SCHMIDT, M.F. Nova História Crítica. 1 edição. São Paulo: Editora Nova Geração, 2011, p.279-280.)
Os textos sugerem que o roubo do pão, na obra, não se trata de uma construção metafórica porque o alimento era a base das refeições diárias dos pobres. Quando faltava pão, faltava comida.
É CORRETO afirmar que o léxico pão na obra tem o mesmo sentido que na expressão:
Questão 4 10196474
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2014Texto
Diversidade cultural traz qualidade ao ensino
O respeito à diversidade cultural do Brasil e as políticas de Estado para agregar as
diferenças da sociedade brasileira, como a educação inclusiva,
podem aumentar a qualidade do ensino no País. “Nós perdemos muito com a supremacia
do conhecimento erudito, pois a cultura popular da vivência das minorias é, muitas vezes,
[5] mais útil e rica”, disse o secretário especial de Direitos Humanos, Perly Cipriano, durante a
mesa-redonda A Educação em Direitos Humanos numa Perspectiva de Estado. A
discussão fez parte do seminário Diferentes Diferenças, promovido pela Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC).
Cipriano apresentou uma perspectiva histórica do uso das diferenças como
[10] justificativa à opressão das minorias. “Os índios e os negros foram colonizados sob a
justificativa de que eram primitivos se comparados ao povo europeu. Entretanto, eles
respeitavam suas mulheres”, destacou. Cipriano ressaltou, também, a necessidade do
reconhecimento das diferenças para que exista uma contribuição educacional das diversas
camadas da sociedade.
[15] Ana Maria Roudino, presidente do Instituto Interamericano de Direitos Humanos,
destacou a educação como um mecanismo preventivo às violações dos direitos humanos.
“O indivíduo que teve acesso à educação tem mais condições de reconhecer seus direitos
e os direitos alheios”, afirmou. Ana Maria ressaltou o desafio futuro de se construírem
sociedades onde a dignidade humana não seja atropelada.
[20] O titular da Secad, Ricardo Henriques, explicitou as dificuldades encontradas para
integrar a diversidade na educação. “Não se trata de colocar os direitos humanos como
uma matéria a mais no currículo escolar e, sim, de promover uma radical mudança
cultural”, explicou.
Fonte: Portal MEC, http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=885–acesso em 08 ago 2014. Com adaptação.
Analise os fragmentos retirados do texto, quanto ao sujeito.
I. “Os índios e os negros foram colonizados...” (linha 10)
II. “...para que exista uma contribuição educacional das diversas camadas da sociedade.” (linhas 13 e14)
III. “...que teve acesso à educação...” (linha 17)
IV. “...de reconhecer seus direitos e os direitos alheios...” (linha 17 e 18)
V. “...de se construírem sociedades...” (linha 18 e 19)
VI. “Não se trata de colocar os direitos humanos como uma matéria a mais no currículo escolar...” (linha 21 e 22)
Marque o item correto, considerando o texto.
Questão 19 169718
IFMT 2014/2
As questões 19 e 20, referem-se ao Texto IV
O efeito de humor provocado, na charge acima, deve-se ao fato de:
Questão 34 169055
IFS 2014Qual o nome da principal manifestação popular realizada sempre no dia 7 de setembro, em diversas localidades brasileiras, que teve como base a denúncia do modelo político e econômico vigente, bem como a proposição de caminhos alternativos para uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos?
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)